Se esta obra é de homens, se desfará, mas, se é do Altíssimo, não podereis desfazê-la. (Actos 5:38,39).
"Aquele que deseja conhecer a verdade, deve estar disposto a aceitar tudo o que ela revela. Não pode ter nenhuma transigência com o erro. Ser vacilante e morno para com a verdade, é preferir as trevas do erro e a ilusão satânica." O Desejado de Todas as Nações, (cap. O Sermão da Montanha) pág. 257.

Lê o artigo: "Novas Verdades", (http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/02/novas-verdades.html
)

NOTA IMPORTANTE

Notará o leitor que nos textos bíblicos e citações de Ellen White (ou de outros autores eventualmente) utilizados neste blogue, tomamos a liberdade de substituir algumas palavras, especificamente as que têm que ver com o nome ou referências ao Altíssimo e a Seu Filho. Assim, onde apareciam, por exemplo, as palavras Deus, Jeová, Jesus, Cristo, colocámos em seu lugar, respectivamente, Altíssimo/Criador/Soberano, Yahuh, Yahushua, Ungido. Também a palavra SENHOR (maiúsculas) foi substituída por Yahuh, pois no hebraico era o tetagrama que se encontrava e não a palavra que agora aparece na maioria das Bíblias.

Não é nossa intenção alterar mas sim preservar a Palavra do Altíssimo. As alterações,essas infelizmente já foram feitas há muito, e nomes falsos, pagãos, permeiam as Bíblias. Para um maior esclarecimento acerca das razões para este procedimento, aconselhamos a leitura do artigo "Este é o Meu nome eternamente" (http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/06/este-e-o-meu-nome-eternamente.html).

quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

(Parte 2 de) Mãos Criminosas Alteraram os Escritos de Ellen White



Esta é a continuação do artigo "Mãos Criminosas Alteraram os Escritos de Ellen White".

Alguns assuntos tratados:
Análise do Caso Kellogg.  Alterações à Bíblia e aos escritos de Ellen White - contradições; palavras alteradas. A Fórmula Batismal Trinitária. Pondo em Causa o Dom Profético de Ellen White. A (Secreta) Conferência Bíblica de 1919. A Introdução da Doutrina da Trindade na Igreja Adventista.


(Lê a Parte 1: A Falsa Doutrina da Trindade e os Escritos dos Pioneiros e de Ellen White em http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/01/maos-criminosas-alteraram-os-escritos.html

·        O Caso Kellogg


Na continuação deste artigo gostaria ainda de analisar algumas declarações do livro Trindade, editado pela Casa (Publicadora Adventista Brasileira) onde se encontram frases de Ellen White, Kellogg e de G. I. Butler, citadas durante o contexto da crise panteísta iniciada pelo Dr. Kellogg.

“A igreja debateu ardorosamente os pontos de vista de Kellogg por vários anos. Uma vez que escritores de proa do adventismo já haviam apontado as fraquezas do livro, a princípio Ellen White pensou que não lhe seria necessário envolver-se pessoalmente. Quando, porém, Kellogg afirmou publicamente que seus ensinamentos em The Living Temple “relaccionados com a personalidade de Deus” estavam de acordo com escritos de Ellen White, ela não pôde ficar em silêncio por mais tempo.Deus impeça que esta opinião venha a prevalecer. Não necessitamos do misticismo propagado por este livro”, declarou ela. “O autor deste livro encontra-se num trilho falso. Perdeu de vista as verdades distintivas para este tempo. Ele não sabe aonde os seus passos o estão conduzindo. O trilho da verdade encontra-se ao lado do trilho do erro, e ambos podem parecer um só a mentes que não são operadas pelo Espirito Santo e que, portanto, não são rápidas em discernir a diferença entre a verdade e o erro” (Carta 211, 22 de setembro de 1903, Spalding-Magan, págs. 320 e 321).
Numa carta seguinte, ela foi directo ao âmago da questão: “o Senhor Jesus não representou a Deus como uma essência que permeia a natureza, e sim como um ser pessoal. Os cristãos devem conservar em mente que Deus possui uma personalidade tão verdadeiramente quanto Cristo a possui” (ibid., 23 de Setembro de 1903, pág.324; itálicos acrescentados).
            Poucas semanas mais tarde, Kellogg defendeu seu ponto de vista diante de George I. Butler, ex-presidente da Associação Geral e naquele momento presidente da União do Sul. “Tanto quanto eu consigo perceber”, começou Kellogg, “a dificuldade toda encontrada em The Living Temple pode ser resumida na seguinte questão: ‘É o Espírito Santo uma pessoa?’ Você diz que não.” (Butler era da velha escola, a qual sustentava que o Espírito Santo era um aspecto do poder de Deus, mas não uma pessoa.) Kellogg prosseguiu: “Eu havia suposto que a Bíblia diz isso pela razão de que ela utiliza o pronome ‘ele’ quando fala do Santo Espírito. A irmã White utiliza o pronome ‘ele’ e tem dito de tantas formas que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Divindade. Como pode o Espirito Santo ser a terceira pessoa e ao mesmo tempo não ser uma pessoa, isso é algo que tenho dificuldade em ver” (J. H. Kellogg a G. I. Butler, 28 de outubro de 1903a, Adventist Heritage Center, Andrews University).
            Aqui está um fascinante exemplo de Kellogg como debatedor. Ele está dizendo essencialmente o seguinte: “Fui mal interpretado. Não pretendia dizer que o Pai se encontra em todas as coisas; é o Espírito Santo quem se encontra em todas as coisas. E se o Espírito Santo é uma pessoa, então Ellen White está errada ao dizer que o meu ponto de vista mina a personalidade de Deus.” Ele tentou, dessa forma, livrar-se da reprovação de Ellen White e manter a legitimidade de sua própria opinião. Diz-se que a estatística pode mentir. Kellogg mostra aqui que a lógica também pode mentir. Ele estava tentando convencer Butler de que o panteísmo de The Living Temple era simplesmente uma versão científica da mesma doutrina de Deus que Ellen White havia estabelecido em o Desejado de Todas as Nações.
            Butler, entretanto, não se deixou enganar. “No que diz respeito a você e a irmã White estarem em perfeito acordo, tenho de deixar isso inteiramente entre você e a irmã White. Ela afirma que não existe perfeito acordo. Você afirma que existe. … Devo dar a ela o crédito… de afirmar que existe uma diferença” (G. I. Butler a J. H. Kellogg, 5 de abril de 1904; itálicos acrescentados). (…)
            Ao denunciar que Kellogg, com sua doutrina trinitariana “espiritualista”, estava “apartando-se da fé” que os adventistas haviam “considerado sagrada nos últimos 50 anos”, ela claramente refuta a presuposição de que todas as doutrinas da trindade são a mesma coisa, e que as objecções dos pioneiros a tais doutrinas demandam a rejeição de todas elas. Ellen White percebeu pelo menos duas variedades de trinitarianismo – uma que retrata um Deus pessoal e tangível, e a outra que O espiritualiza como impessoal, filosófico e, em termos únicos, irreal.
            Significativamente, Ellen White condena a visão trinitariana de Kellogg em termos quase idênticos aos que o esposo Tiago White utilizara em 1846, quando rejeitou “o velho credo trinitariano não escriturístico pelo fato de ele “espiritualizar a existência do Pai e do Filho negando-os como duas pessoas distintas, literais e tangíveis”. (…)
            Este vislumbre se relacciona directamente com o actual debate no meio do adventisto pois alguns têm concluído que o ponto de vista de Kellogg, condenado por Ellen White, é o mesmo ponto de vista sobre a Trindade posteriormente aceite pela igreja – uma premissa obviamente não sustentada pelos factos. Ela ensina que um falso conceito da trindade faz Deus parecer distante, intocável, impessoal e irreal; e que o verdadeiro ponto de vista bíblico da trindade mostra a Deus compreendo três personalidades divinas individuais, que se acham unidas em natureza, carácter, propósito e amor (A Ciência do Bom Viver, pág. 422).” (…)
            A única forma pela qual os pioneiros poderiam separar os elementos bíblicos do trinitarianismo dos elementos tradicionais era rejeitar totalmente a tradição como base para a doutrina, e lutar ao longo do processo de reconstrução de suas crenças com base unicamente nas escrituras. Ao assim procederem, tiveram de trilhar muitos dos passos da igreja primitiva, aceitando primeiro a igualdade de Cristo com o Pai, e então a igualdade e unidade de ambos com o Espírito Santo. No transcorrer desta jornada, a teologia dos pioneiros mostrou temporariamente similaridades com algumas das heresias históricas. Seu repúdio à tradição como autoridade doutrinária foi custosa em termos de ostracismo que tiveram de suportar, por serem percebidos como “heréticos”, e em termos do tempo que levou para descobrirem nas escrituras uma doutrina abragente de Deus, mas os resultados justificam a conclusão de que Deus os estava conduzindo ao longo do caminho.” A Trindade, págs. 243, 244, 246, 247 e 249.
Numa primeira análise podemos perceber, pelas diferentes cores e negrito com que destaquei uma boa parte das frases citadas anteriormente, que a astúcia satânica dos três autores do livro Trindade surge com novo relevo, tal como aqueles três espíritos imundos (Ap. 16:13 e 14) que irão enganar a Terra inteira. Mas o mais relevante é o facto de que estes três autores se “esqueceram”, ou melhor, omitiram frases de Ellen White bastante esclarecedoras quanto a este tema.
Acredito ser bastante importante citar o livro Trindade, pois o trecho citado contém frases de Ellen White que não são mencionadas nos livros dela que estão ao alcance da maioria dos adventistas. Desta forma, ninguém colocará em causa o “rigor científico” de determinadas frases da autora.
Bem, quase que chegaram a criar um mini comentário adventista para as poucas frases que apresentaram de Ellen White e de G. I. Butler, que mais parecem ter sido retiradas de um missal católico ou do próprio catecismo. Disparates, atrás de disparates!
Seguidamente apresento uma breve análise de algumas destas frases.

Deus impeça que esta opinião venha a prevalecer. Não necessitamos do misticismo propagado por este livro”.

Ellen White é enfática ao negar aquilo que Kellogg disse acerca dela, isto é, que o livro The Living Temple estava de acordo com os seus escritos. “Misticismo” é envolver com mistério algo que está claro, de forma a dar lugar a opiniões erradas:

“Vi que Deus havia de maneira especial guardado a Bíblia, ainda quando dela existiam poucos exemplares; e homens doutos nalguns casos mudaram as palavras, achando que a estavam tornando mais compreensível quando, na realidade, estavam mistificando aquilo que era claro, fazendo-a apoiar  suas estabelecidas opiniões, que eram determinadas pela tradição.Primeiros Escritos, pág. 220, 221.

Mas o que é que estava claro e foi envolvido por uma nuvem de mistério?!

“…o Senhor Jesus não representou a Deus como uma essência que permeia a natureza, e sim como um ser pessoal.”

A frase anterior responde bem à minha pergunta. Kellogg espiritualizou a Deus ao representá-lo como uma essência que permeia toda a natureza. Deus é um ser espiritual, mas pessoal:

Deus é Espírito…” Jo. 4:24.

Deus é Espírito; é, todavia, um Ser pessoal; pois como tal Se tem Ele reveladoA Ciência do Bom Viver, pág. 413.

Embora o conceito errado apresentado por Kellogg envolvesse panteísmo, ao dizer que o próprio Deus se confunde com a matéria que criou, no entanto, esse erro vai ainda mais longe. Como pode um ser pessoal estar em todo o lugar ao mesmo tempo?! Mas não é isto que ensinam os trinitários acerca do Espírito Santo, ao considerá-lo uma pessoa como o Pai e o Filho?!
Não ensinam eles que os três constituem uma só pessoa?! Assim, segundo eles,  estão os três ao mesmo tempo em todo o lugar?!

Os cristãos devem conservar em mente que Deus possui uma personalidade tão verdadeiramente quanto Cristo a possui.”

Ellen White é muito clara! Cristo e Seu Pai possuem uma natureza pessoal, no entanto ela não faz referência ao Espírito Santo. Isto é significativo, pois estabelece uma clara diferença entre o Pai e Seu Filho, e o Espírito Santo. Qual é essa diferença?

 “…a dificuldade toda encontrada em The Living Temple pode ser resumida na seguinte questão: ‘É o Espírito Santo uma pessoa?’ Você diz que não.”

A diferença é-nos apresentada por George I. Butler. O Espírito Santo não é uma pessoa como o é o Pai e o Filho, ou seja, não é um ser diferente (à parte) de ambos, mas como vimos anteriormente, na sequência das frases dos pioneiros e de Ellen White, a própria emanação de ambos. Reparem que este homem foi presidente da Associação Geral, e nunca foi acusado por Ellen White de ensinar panteísmo ou espiritualismo, ou de estar errado nesta resposta a Kellogg.

“(Butler era da velha escola, a qual sustentava que o Espírito Santo era um aspecto do poder de Deus, mas não uma pessoa.)”

De uma forma prejurativa, os três autores de Trindade, acusam-no de ser da velha escola. Sim, todos aqueles que se colocarem do lado da verdade serão acusados de antiquados. Mas eles esquecem-se que, ao fazê-lo, estão a acusar Ellen White, pois que se ele estivesse errado, ela certamente o teria repreendido, bem como a outros pioneiros.

“Kellogg prosseguiu: “Eu havia suposto que a Bíblia diz isso pela razão de que ela utiliza o pronome ‘ele’ quando fala do Santo Espírito. A irmã White utiliza o pronome ‘ele’ e tem dito de tantas formas que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Divindade. Como pode o Espirito Santo ser a terceira pessoa e ao mesmo tempo não ser uma pessoa, isso é algo que tenho dificuldade em ver”.

“Butler, entretanto, não se deixou enganar. “No que diz respeito a você e a irmã White estarem em perfeito acordo, tenho de deixar isso inteiramente entre você e a irmã White. Ela afirma que não existe perfeito acordo. Você afirma que existe. … Devo dar a ela o crédito… de afirmar que existe uma diferença”.

As frases anteriores demonstram bem que quando Ellen White se referia ao Espírito Santo como uma 3ª pessoa, não se estava referindo a uma 3ª pessoa diferente, mas à presença espiritual de ambos, o Espírito Santo, ministrado pelos anjos aos homens:

“E, respondendo-lhe outra vez, disse: Que são aqueles dois ramos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e que vertem de si azeite dourado? (…)
 
Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que estão diante do Senhor de toda a terra.” Zc. 4:12, 14.

“Das duas oliveiras o dourado óleo era vazado pelos tubos de ouro nas taças do castiçal, e daí nas lâmpadas de ouro que iluminavam o santuário. Assim, dos santos que estão na presença de Deus, Seu Espírito é comunicado aos que são consagradas para o Seu serviço. A missão dos dois ungidos é comunicar ao povo de Deus aquela graça celestial que, somente, pode fazer de Sua palavra uma lâmpada para os pés, e uma luz para o caminho.” Párabolas de Jesus, págs. 408 (Ver também 418 e 419).

(Para um estudo adicional cerca deste assunto ver:

“Kellogg prosseguiu: “Eu havia suposto que a Bíblia diz isso pela razão de que ela utiliza o pronome ‘ele’ quando fala do Santo Espírito. A irmã White utiliza o pronome ‘ele’ e tem dito de tantas formas que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Divindade. Como pode o Espirito Santo ser a terceira pessoa e ao mesmo tempo não ser uma pessoa, isso é algo que tenho dificuldade em ver”.

Infelizmente, a frase anterior, a qual torno apresentar, é “forjada” no livro Trindade, como podemos observar na próxima frase, pois os seus autores pretendem fazer dizer a Kellogg aquilo que ele não disse. Isto é puro misticismo!

Aqui está um fascinante exemplo de Kellogg como debatedor. Ele está dizendo essencialmente o seguinte: “Fui mal interpretado. Não pretendia dizer que o Pai se encontra em todas as coisas; é o Espírito Santo quem se encontra em todas as coisas. E se o Espírito Santo é uma pessoa, então Ellen White está errada ao dizer que o meu ponto de vista mina a personalidade de Deus.” Ele tentou, dessa forma, livrar-se da reprovação de Ellen White e manter a legitimidade de sua própria opinião.”

Completamente errado, uma pura contradição! Suas mentes estão completamente cheias de confusão e imundície…

Em seu livro, Kellogg defendeu claramente a trindade, ao considerar o Espírito Santo uma pessoa como o Pai e o Filho. Ora, a trindade defende que os três constituem uma só pessoa, logo, Kellogg quis dizer exatamente aquilo que afirmou, que o próprio Pai permeava toda a natureza. E essa foi também a compreensão de Ellen White em relação à sua teoria. Por isso escreveu:

“…o Senhor Jesus não representou a Deus como uma essência que permeia a natureza, e sim como um ser pessoal.”

Isto é, Jesus nunca espiritualizou Seu Pai, descrevendo-O como que repartido ou permeando a natureza, como é descrito o Espírito Santo no livro de Actos 2 ao ser repartido, derramado nos discípulos.

Diz-se que a estatística pode mentir. Kellogg mostra aqui que a lógica também pode mentir.

O livro Trindade demonstra que seus autores também são uns verdadeiros mentirosos. É bem verdade o ditado português “que mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo”.

Ele estava tentando convencer Butler de que o panteísmo de The Living Temple era simplesmente uma versão científica da mesma doutrina de Deus que Ellen White havia estabelecido em o Desejado de Todas as Nações.

Esta frase é uma verdadeira aberração, ao ponto de pretenderem dizer que Ellen White estabeleceu a doutrina da trindade no livro O Desejado de Todas as Nações. Erram não sabendo o que dizem, não conhecendo as escrituras, nem tão pouco os escritos de Ellen White. A serva do Senhor não veio estabelecer nenhuma nova doutrina, muito menos de carácter pagão, e contrária à revelação bíblica:
Os Testemunhos escritos não se destinam a comunicar nova luz. (…) Não se trata de apresentar outras verdades; mas, pelos Testemunhos, Deus simplificou importantes verdades já reveladas, pondo-as diante de Seu povo pelo meio que Ele próprio escolheu, a fim de despertar e impressionar com elas o seu espírito, para que todos fiquem sem escusa.” Testemunhos Selectos, vol. 2, pág. 280, 281, (1889).
“Em Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário à salvação. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa. (…)
o Espírito foi prometido por nosso Salvador para aclarar a Palavra a Seus servos, para iluminar e aplicar os seus ensinos. E visto ter sido o Espírito de Deus que inspirou a Escritura Sagrada, é impossível que o ensino do Espírito seja contrário ao da Palavra.
O Espírito não foi dado – nem nunca o poderia ser – a fim de sobrepor-Se à Escritura; pois esta explicitamente declara ser ela mesma a norma pela qual todo o ensino e experiência devem ser aferidos.” O Grande Conflito, págs. 8,9, (Introdução).

Mas se estes ignorantes acham que ela estabeleceu tal doutrina em sua biografia de Cristo, como, então, explicam a frase seguinte?

Ao denunciar que Kellogg, com sua doutrina trinitariana “espiritualista”, estava “apartando-se da fé” que os adventistas haviam “considerado sagrada nos últimos 50 anos”, ela claramente refuta a presuposição de que todas as doutrinas da trindade são a mesma coisa, e que as objecções dos pioneiros a tais doutrinas demandam a rejeição de todas elas. Ellen White percebeu pelo menos duas variedades de trinitarianismo – uma que retrata um Deus pessoal e tangível, e a outra que O espiritualiza como impessoal, filosófico e, em termos únicos, irreal.

Como dizem que a trindade foi estabelecida em O Desejado de Todas as Nações e ao mesmo tempo insinuam que essa foi a doutrina conservada pelos pioneiros durante cinquenta anos?! Estão a contradizer-se a si mesmos, pois em outras frases do mesmo livro, eles reconhecem que os pioneiros não sustentavam a doutrina da trindade, de nenhuma espécie.

Por suas próprias palavras, a “velha escola” – à qual pertencia não só Butler, mas os pioneiros em geral – “sustentava que o Espírito Santo era um aspecto do poder de Deus, mas não uma pessoa.”

Como podem estes indivíduos ter a coragem de fazerem afirmações tão descabidas e contraditórias ao ponto de pretenderem que Ellen White tenha definido dois tipos diferentes de trindade?! Qual é a diferença?! Ambas espiritualizam a Deus! Ambas são espiritualistas, pois negam que Cristo é verdadeiramente o Filho de Deus (Patriarcas e Profetas, pág. 686).

Dizer que o Espírito Santo é uma pessoa no mesmo sentido em que o é o Pai e o Filho, e que, ao mesmo tempo, os três formam uma só pessoa, e depois dizerem que Deus está em todo o lugar ao mesmo tempo, isso é espiritualizar a Deus, e fazer de Deus um absurdo.

“Significativamente, Ellen White condena a visão trinitariana de Kellogg em termos quase idênticos aos que o esposo Tiago White utilizara em 1846, quando rejeitou “o velho credo trinitariano não escriturístico pelo fato de ele “espiritualizar a existência do Pai e do Filho negando-os como duas pessoas distintas, literais e tangíveis”.

Tiago White não falou de um velho credo trinitariano, mas do velho credo trinitariano, pois não há outro, tudo o mais são variações, ou melhor desvarios! À semelhança de sua esposa, Ellen White, ele cita apenas o Pai e o Filho, no contexto de se espiritualizar a Deus, definindo claramente que a trindade espiritualiza o Pai e o Filho, pois que não os reconhece como Pai e Filho literalmente.

Este vislumbre se relacciona directamente com o actual debate no meio do adventisto pois alguns têm concluído que o ponto de vista de Kellogg, condenado por Ellen White, é o mesmo ponto de vista sobre a Trindade posteriormente aceite pela igreja – uma premissa obviamente não sustentada pelos factos.

De óbvio não tem nada, nem tão pouco é confirmado por nenhum facto, mas pela estupidez e apostasia dos dirigentes! Mas eu vos direi o que é óbvio…

Ela ensina que um falso conceito da trindade…”

Ellen White nem sequer mencionou a trindade, nem nunca ensinou acerca dela. “Raça de víboras”!

Ela ensina que um falso conceito da trindade faz Deus parecer distante, intocável, impessoal e irreal; e que o verdadeiro ponto de vista bíblico da trindade mostra a Deus compreendo três personalidades divinas individuais, que se acham unidas em natureza, carácter, propósito e amor (A Ciência do Bom Viver, pág. 422).”

Mentira! Clamo em alta voz, mentira! São piores que serpentes venenosas… Mistificam o texto de Ellen White ao lhe atribuírem um sentido e significado falso, alterando-o virtualmente. Confirmem por vós mesmos, lede com os vossos próprios olhos! Ellen White apenas se referiu ao Pai e ao Filho:

“A unidade que existe entre Cristo e Seus discípulos não anula a personalidade de nenhum. São um em desígnio, mente, em caráter, mas não em pessoa. É assim que Deus e Cristo são um.Ciência do Bom Viver, pág. 422.

“Ao assim procederem, tiveram de trilhar muitos dos passos da igreja primitiva, aceitando primeiro a igualdade de Cristo com o Pai, e então a igualdade e unidade de ambos com o Espírito Santo. No transcorrer desta jornada, a teologia dos pioneiros mostrou temporariamente similaridades com algumas das heresias históricas. Seu repúdio à tradição como autoridade doutrinária foi custosa em termos de ostracismo que tiveram de suportar, por serem percebidos como “heréticos”, e em termos do tempo que levou para descobrirem nas escrituras uma doutrina abragente de Deus, mas os resultados justificam a conclusão de que Deus os estava conduzindo ao longo do caminho.”

Numa tentativa de justificar a apostasia irremediável da igreja adventista do sétimo dia, tentam inverter a ordem dos factos, isto é, pretendem que a igreja cristã, bem como a igreja adventista do sétimo dia, começaram já em apostasia. Isto é, que a ordem veio do caos; uma prova irrefutável que a liderança adventista é constituída por maçons. Esta é a base da teoria do evolucionismo. Isto é anti-bíblico e anti-cristo!

É a mesma coisa que dizer que era uma necessidade que os cristãos e os adventistas estivessem no erro, para posteriormente poderem compreederem a verdade…

Por favor, afastem-se de tais pessoas! Nem sequer os saudeis:

“Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras.” II Jo. 9,10,11.

Existem outras frases de Ellen White, bem como de outras personalidades adventistas, referentes ao caso Kellogg. Seguidamente apresento o link do site dos adventistas históricos, onde podem aceder a essas frases, bem como fazer o download do folheto onde estão inseridas, “O Alfa e o Ômega da Apostasia”:


·        Análise de Algumas Frases Acerca da Trindade

 
Os três autores de A Trindade erram não conhecendo as Escrituras, pois que, quando a Bíblia se refere ao Deus único, se refere ao Pai, ainda que o Filho seja também merecedor de exaltação e adoração, pois o Pai assim o determinou, como podemos verificar do Génesis ao Apocalipse. O “Deus único” não se refere a duas pessoas divinas, mas a uma só pessoa, Deus o Pai, do qual procedem todas as coisas, e do qual foi gerado o próprio Cristo, Seu Filho amado (Jo. 17:3; Rm. 16:27; I Cor. 8:6; I Tm. 1:1,2,17 e 6:15,16; II Jo. 3; Jd. 1,21,24,25). Como já tinha citado anteriormente, o próprio Jesus testemunhou disso ao afirmar categoricamente que Seu Pai é o Deus único:
“Respondeu Jesus: O primeiro [mandamento] é: Ouve, ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é um só”. Mr. 12:29.
Jesus está citando Dt. 6:4: “Ouve, ó Israel; Jeová nosso Deus é o único Deus”.
Além do mais, tão certo como a Bíblia não relata nenhuma mudança do sábado para o domingo, assim também, em momento nenhum ensina que o Pai, o Filho e o Espírito Santo passaram a ser um só, como se este último fosse uma pessoa diferente do Pai e do Filho. Completamente falso! Repetidamente Jesus afirmou: “Eu e o Pai somos um” (Jo. 10:30; ver também 17:11,21,22). Não existem três seres divinos diferentes, apenas dois (Pv. 30:4; Jo. 14:1,23; Ap. 22:3). O Espírito Santo procede do Pai (Jo. 15:26), e sempre está conotado ao Pai ou ao Filho (Rom. 8:9).
Deus não revela a verdade às prestações ou por evolução, como querem fazer parecer estes autores. Isso só demonstra de que espírito procedem suas palavras. Esse não é o método de apresentar a verdade, pois não é o método de Deus. Deus não criou o mundo por evolução ou às prestações. A verdade do sábado não foi revelada por um processo evolutivo. Isso seria um absurdo! O sábado foi instituído e foi dado um mandamento claro para o santificar (Gn. 2:2,3).
A compreensão da divindade é um ponto básico na relação entre Deus e Seus filhos, bem como o conhecimento tanto de Deus, o Pai, como de Seu Filho, Jesus Cristo (Jo. 5:24; 16:3; 17:3). É inconcebível que Deus o Pai, Jeová, chamasse um povo, ao qual revelou tantas verdades, e o fizesse andar na ignorância quanto à existência de um pressuposto ser ou pessoa diferente de Si mesmo e de Seu Filho, também merecedor de adoração, durante mais de 2000 anos!
Isto seria pior que um casamento por telefone… Como Judeu, Cristo nunca aprendeu tal coisa de sua mãe, nem tão pouco ensinou uma trindade ou divindade de três pessoas aos Seus discípulos, mas sempre viveu para honrar e glorificar ao Pai (Jo. 17:3) e ponto final.
É de notar que Alejandro Bullón, ministro adventista do sétimo dia, pregador da graça barata, num de seus livros, numa interessante escorregadela, considerou a trindade como doutrina pagã:

O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, págs. 41 e 42.
Apresento ainda uma frase que retirei da revista Life a propósito da trindade:
“Nossos oponentes [protestantes] às vezes reivindicam que nenhuma crença que não esteja explicitamente declarada na Bíblia deveria ser mantida dogmaticamente (ignorando que é somente na autoridade da Igreja que nós reconhecemos certos  evangelhos como verdadeiros, e outros não). Mas as próprias igrejas protestantes têm aceitado tais dogmas como a TRINDADE para os quais não há tal autoridade precisa nos evangelhos.” Revista Life, 30 de Outubro de 1950, pág. 51.
Não menos interessantes, são algumas das considerações que Jan Paulsen, ex-presidente da associação geral dos adventistas do 7º dia, trinitário, faz acerca deste assunto, as quais demonstram claramente que tanto no antigo como no novo testamento, o Espírito Santo não é concebido separadamente de Deus Jeová, como sendo uma pessoa diferente, mas simplesmente se referia ao poder de Deus em ação:
Os tempos do Antigo Testamento não foram dias em que Israel pensasse em Deus em termos trinitários. Seu monoteísmo, que guardaram com grande zelo – pelo menos em grande parte do tempo – contra o politeísmo e idolatria das nações circundantes, não permitiu a Israel pensar no Espírito de Deus como uma pessoa separada ou personalidade à parte de YHWH. Em vez disso, a sua confissão era “O Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Dt. 6:4, KJV).” When the Spirit Descends, pág. 18.
O rûach de Deus era uma força sobre-humana que aparecia do nada. Era o sobrenatural invadindo o domínio do natural, por vezes causando destruição, em outros momentos discreto, mas sempre a fonte de extraordinário poder que habilita um povo, ou algum indivíduo escolhido, para ser erguido acima das capacidades naturais.” When the Spirit Descends, pág. 18.
Provavelmente rûach não significava nada mais para o povo de Israel senão Deus em acção, com ênfase no Seu poder. E visto que a actividade de Deus significava a presença de Deus, YHWH e Seu rûach confundiam-se. Consequentemente, o Espírito não era pensado como algo separado de Deus.” When the Spirit Descends, pág. 19.
A imagem do rûach, que o Antigo Testamento até agora nos apresenta é a da acção de Deus de uma forma poderosa e sobrenatural. Deus está no trabalho. E o Espírito é o executivo – a divina energia. (…)
O Espírito Santo no Antigo Testamento não actua como uma personalidade separada de Deus, mas nem ainda no Novo Testamento Ele é concebido como um dom separado de Deus. (…)
Como tal, o Espírito era preeminentemente o Espírito de profecia (Am. 3:7; Miquéias 3:8, KJV). Um comentário altamente respeitado tem mostrado como a tradição rabínica enfatiza o Espírito como o Espírito de profecia ” When the Spirit Descends, pág. 21.
 “Considerando que o texto do Antigo Testamento diz “Espírito de Deus,” o Targums – Paráfrase aramaica do Antigo Testamento Hebreu – traduz consistentemente “Espírito de profecia”.
O Espírito não significa abstrações (tais como o Espírito como um elemento separado).  Foi a forma de Deus romper barreiras a fim de se comunicar a si próprio à humanidade. Mas nós não temos perdido de vista o Espírito como poder, porque ao romper barreiras, Deus dá poder tanto para compreender, como para responder. Bem pode ser isto que o recorrente paralelismo Hebreu de rûach com a “palavra do Senhor” (Sl. 33:6; cf. 2 Sm. 23:2, KJV) apresenta com ênfase na comunicação. (…)
Como poder e energia de Deus, o Espírito tem estado, é claro, sempre presente com Israel.When the Spirit Descends, pág. 22.
No entanto, é lamentável que Jan Paulsen caia no terrível erro de desviar a atenção que deve unicamente recair em Jesus Cristo, o Filho do Deus Eterno, ao ponto de associar os termos “a palavra do Senhor” e “o espírito de profecia” a um pressuposto 3º ser, o Espírito Santo. Erra em grande maneira, e não digo desconhecendo as escrituras mas pervertendo-as voluntariamente, porque ele as conhece, pois ambos os termos citados se referem explicitamente a Cristo (Heb. 4:12; Ap. 1:16, e 19:10).
O facto de no Targum se fazer equivaler o Espírito ao espírito de profecia, está correcto, pois ambos se referem ao Espírito de Cristo (II Cor. 3:17). Mas não posso deixar de corrigir a barbaridade proferida por Paulsen, quando diz que “o Espírito é o executivo”. Temos que entender que este Espírito para Paulsen não se refere a Cristo, mas à 3ª pessoa da trindade. O executivo é o próprio Cristo, e o Espírito a influência do Pai e do Filho (Rom. 8:9). A Bíblia ensina claramente que somente o Pai e Filho participaram da criação. Deus criou o mundo por meio de Seu Filho, Seu arquictecto ou executivo (Pv. 8:30 e 30:4; Hb. 1:2).
Penso que fica claro, até mesmo para um trinitário como o “ex-papa adventista”, que tanto para aquele povo que durante tantos séculos foi o povo peculiar de Deus, como para a igreja cristã primitiva, não havia nenhuma trindade, nem tão pouco três deuses. Não existe base para isso, nem no Antigo nem no Novo Testamentos.

·        Alterações à Palavra de Deus


Com o passar do tempo, pude compreender que algo se passou com certas palavras e frases da Palavra de Deus, pois comparando Mateus 28:19 com os respectivos textos sinópticos (Mc. 16:15,16; Lc. 24:47), não existe harmonia entre estes e aquele, bem como com a prática do batismo em nome de Cristo (At. 2:38), tantas vezes descrita e subentendida no novo testamento.
A Bíblia nos advertiu que a apostasia chegaria (At. 20:29,30); advertiu ainda sobre o alterar a própria Palavra de Deus (Ap. 22:18,19), ou seja, pressupõe-se, à partida, que isso poderia acontecer, era uma possibilidade, e que teria como consequência o respectivo castigo, é claro. A história registou algumas dessas alterações, apontando o dedo a determinados nomes dos chamados “pais” da igreja cristã. Os católicos, pela mão dos quais se realizaram essas alterações, concordam em dizer, na versão bíblica de Jerusalém, quanto à fórmula baptismal (“em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”) de Mateus 28:19:
“É possível que, em sua forma precisa, essa fórmula reflicta influência do uso litúrgico posteriormente fixado na comunidade primitiva.”
Ou seja, admite-se aqui que, como consequência de uma influência posterior ao tempo em que Mt. 28:19 foi escrito, este verso tenha sido alterado. Seguidamente apresento algumas citações católicas bastante pertinentes com respeito a este tema:
Em Cristo. Na Bíblia nos diz que os Cristãos  foram  batizados  em Cristo (nº 6).  Eles  pertencem  a Cristo.  Os Atos  dos  Apóstolos  (2:36; 8:16;10:48;19:5) nos falam acerca de batizar “em nome  [pessoa] de   Jesus” –  uma melhor  tradução  seria “para  o nome [pessoa] de  Jesus”.  Unicamente no 4º Século a fórmula ‘Em nome do Pai, e   do   Filho,   e   do   Espírito   Santo’ se tornou usual.
Se bem que a Igreja da era Apostólica não conhecesse a “expressão” batismal trinitariana (em nome do Pai…) mas somente a Cristológica (em nome de Jesus Cristo), isto não exclui o facto de que cada Batismo Cristão é actualmente um Batismo para comunhão com o Pai, o Filho , e o Espírito Santo. (…)
Além disso, nós vimos como a igreja primitiva batizava: Primeiro o anúncio do Evangelho... consequentemente Fé  e penitência,  que eram seladas e aperfeiçoadas  pelo  Batismo  “em nome [pessoa] de Jesus Cristo”. Desde então  nós  somos chamamos de Cristãos,  o que  significa  gente relacionada  de forma especial com Cristo.   Mais   tarde,   “em  nome  de Jesus”  foi  elaborado  e tornou-se “em nome  do  Pai,  do Filho e do Espírito Santo”.Bible Catechism, (Vatican II Edition 1973), págs. 164, 166.
Seguidamente apresento Mt. 28:19 e 20, tal como aparece no evangelho de Mateus em hebreu*:
“Ide, e (ensinai)-os a guardar todas as coisas que vos mandei para sempre.” Hebrew Gospel of Matthew, pág. 151.
*Este evangelho, conservado pelos judeus durante vários séculos, foi conhecido apenas no final do 14º séc., quando foi publicado no polémico tratado “Even Bohan”, pelo apologista espanhol judeu Shem-Tob. O professor Howard publicou este mesmo evangelho junto com uma tradução em inglês, e sua análise crítica.
“Em 1901, F.C. Conybeare observou que uma forma abreviada de Mt. 28:19 é citada em alguns escritos de Eusébio 31. Ele conjecturou que a forma abreviada vinha de códices que Eusébio encontrara em Cesaréia. A forma abreviada lê-se da seguinte maneira: “Ide, fazei discípulos de todas as nações em meu nome, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos ordenei…”. (…)
Conybeare sugeriu que esta conclusão abreviada, onde faltava a fórmula batismal trinitária, estava reflectida, embora não explicitamente citada, por dois escritores primitivos, nomeadamente, Justino Mártir (Dial. 39 e 53) e Hermas (Simil. 9.17.4).
Em 1965, Hans Kosmala32 argumentou em favor da originalidade da forma abreviada do final de Mateus, sugerindo que a susceptibilidade de Mateus a modificações litúrgicas permitiu que fórmula batismal trinitária fosse acrescentada ao texto. Na altura em que esta fórmula foi acrescentada, já nenhuma outra fórmula batismal, tal como “em nome de Jesus”, estava em uso.33 (…)
Mais tarde, David Flusser argumentou que o novo texto oferecia aos Judeus-Cristãos primitivos evidência documentária para a conclusão abreviada de Eusébio ao primeiro evangelho 36. (…)
O evangelho de Mateus de Shem-Tob em Hebreu…. (…) está de acordo com a forma abreviada de Eusébio e, também lhe falta a referência aos “Gentios”, que é encontrada na maioria do texto Grego.” Idem, pág. 192, 193, 194.
As múltiplas traduções modernas, desfasadas em grande medida das mais antigas, atestam irrefutavelmente o facto de que Satanás tem procurado destruir as Escrituras Sagradas, com um zelo não inferior ao do passado, quando ele induziu homens a queimá-las.
A serva de Jeová, Ellen White, escreveu sobre este tema frases muito esclarecedoras: 
“Vi que Deus havia de maneira especial guardado a Bíblia, ainda quando dela existiam poucos exemplares; e homens doutos nalguns casos mudaram as palavras, achando que a estavam tornando mais compreensível quando, na realidade, estavam mistificando aquilo que era claro, fazendo-a apoiar suas estabelecidas opiniões, que eram determinadas pela tradição. Vi, porém, que a Palavra de Deus, como um todo, é uma cadeia perfeita, prendendo-se uma parte à outra, e explicando-se mutuamente. Os verdadeiros pesquisadores da verdade não devem errar; pois não somente é a Palavra de Deus clara e simples ao explanar o caminho da vida, mas o Espírito Santo é dado como guia na compreensão do caminho da vida ali revelado.” Primeiros Escritos, pág. 220, 221.
Apesar de que essas alterações tenham sido efectuadas na Bíblia, não precisamos errar, pois no seu todo podemos ainda discernir a verdade e o caminho da salvação.
Torna-se uma verdadeira armadilha pretender defender um ponto de vista ou doutrina baseando-se num só verso, como é o caso da trindade e do batismo trinitário, que se fundamentam unicamente no verso de Mat. 28:19. Quantas vezes, durante o tempo em que frequentei a igreja adventista, ouvi líderes e pregadores, orgulhosamente, lançarem o desafio de que lhes mostrassem um único verso que falasse da mudança do sábado para o domingo. E se esse verso aparecesse? Deixava-se de santificar o sétimo da semana?! Claro que não, pois ainda assim haveriam muitos outros versos a atestar a guarda do sábado.
É muito perigosa essa abordagem pois é bem possível que a Bíblia venha a ser alterada a esse ponto, quem sabe como instrumento para a implementação da guarda do domingo entre os adventistas!
Infelizmente, este foi o raciocínio que traiu a Erasmo de Roterdão, pois ele disse que se lhe mostrassem um único manuscrito com o verso de I Jo. 5:7, ele incluiria esse verso em sua tradução do Novo Testamento. Isso aconteceu, e lamentavelmente permanece ainda em muitas das versões e traduções actuais.
“Os guias de Israel professavam ser expositores da Palavra de Deus, mas haviam-na estudado apenas para apoiar suas tradições, e impor suas observâncias de origem humana. Haviam, por suas interpretações, feito com que ela exprimisse sentimentos que Deus nunca tivera em mente. Suas místicas apresentações tornavam indistinto aquilo que Ele fizera claro. Disputavam sobre insignificantes questões de técnica, e negavam por assim dizer as verdades essenciais. Assim, difundia-se amplamente a infidelidade. Roubavam à Palavra de Deus a sua força, e os espíritos maus operavam à vontade.” O Desejado de Todas as Nações, pág. 206. 
Que quer isto dizer, de os homens terem mistificado a Bíblia, não só alterando as suas palavras como também interpretando-a a seu belprazer? Isto quer dizer que eles iludiram o povo, enganado-o, ao darem uma importância ou devoção exagerada a suas próprias ideias e tradições, as quais procuraram basear na Bíblia. Por outro lado, alteraram o sentido daquelas palavras que eram, por si só, claras, cobrindo-as com “trevas”. A invenção da trindade é um bom exemplo do que acabei de dizer!

·        Alterações aos Escritos de Ellen White


Mas, eu pergunto, se Satanás procurou alterar a Bíblia, induzindo homens doutos a fazê-lo, não terá ele procurado fazer a mesma coisa com os escritos inspirados de Ellen White?
Certamente que sim! Se verdadeiramente acreditamos que o Espírito de Jesus Cristo testemunhou não só para os escritores bíblicos (Ap. 19:10), mas também para Ellen White, então saberemos que a mesma hostilidade manifestada contra os escritos daqueles será também evidenciada contra os escritos desta. Como vimos na última citação acima apresentada, da mesma forma que os líderes judaicos mistificaram e interpretataram erroneamente as Sagradas Escrituras, também os líderes adventistas do sétimo dia o fizeram, indo mesmo ao ponto de alterar o texto de Ellen White, e fazendo-a dizer aquilo que ela não quis dizer. No entanto, repito as palavras anteriormente referidas: não precisamos errar, pois no seu todo – não só da Bíblia, como também dos escritos de Ellen White – podemos ainda discernir a verdade e o caminho da salvação.
Tomando isto em consideração, posso continuar fundamentado, com total segurança, tanto na Bíblia como nos testemunhos e livros de Ellen White.
Ainda que exista um verso como o de Mateus 28:19, eu não tenho que ficar perplexo e confuso, pois tenho que entendê-lo à luz de outros versículos que falem sobre o mesmo tema. Assim, mesmo se Jesus tivesse proferido essas palavras, o que eu não acredito, de maneira nenhuma ensinou o baptismo trinitário, visto que não foi dessa forma que os discípulos as entenderam e praticaram.
Quanto a esta questão, ou mesmo em relação à trindade ou qualquer outro assunto, eu não tenho que submeter minha compreensão a um só verso, mas a um conjunto de versos (Is. 28:10,13).
Tão pouco tenho que ficar confuso pelo facto de que nos livros e testemunhos de Ellen White exista uma frase que me fale do trio celestial, ou outras expressões semelhantes. O que é que ela quis dizer com isso?! Terá sido mesmo ela a escrevê-lo?! No entanto, eu terei que aplicar a estes textos o mesmo princípio que acima apliquei à Bíblia.

·        A Fórmula Batismal Trinitária nos Escritos de Ellen White


Apesar de existirem uns poucos textos que possam sugerir uma trindade, algumas ocorrências onde é mencionada a fórmula baptismal de Mateus 28:19, ainda assim, ao estudar o todo dos escritos de Ellen White, não encontro harmonia com este tipo de frases pontuais. E até certo ponto, torna-se um facto estranho o existirem tantas referências ao baptismo em nome de Jesus na Bíblia, enquanto nos seus escritos são poucas as referências ao mesmo.
Neste caso, eu deverei submeter a minha compreensão, em primeiro lugar, àquilo que está revelado na Bíblia, nossa única regra de fé. A Bíblia estabelece a norma da verdade. Ellen White repete, confirma e amplia essas verdades. À medida que no passado, os profetas se sucediam uns aos outros, não contrariavam o que dantes fora revelado e estabelecido, antes o confirmavam. Se aparentemente ela contradiz o que está escrito na Bíblia, então eu terei de rejeitar esse testemunho:
“Se os Testemunhos não falarem de acordo com a Palavra de Deus, rejeitai-os. Cristo e Belial não se unem.” Testemunhos Selectos, Vol. II, pág. 302.
Contudo, ao estudar cada livro e testemunho de Ellen White, eu tenho a certeza de que esta mulher foi verdadeiramente inspirada por Deus. Poderei ainda pensar que esta mulher não teve por missão o revelar que versos foram alterados, limitando-se simplesmente a utilizar aquilo que chegou até nós, a Bíblia tal e qual existe hoje. Isto explicaria o facto de que o verso de Mateus 28:19 se tenha multiplicado em Ellen White. Eu acredito que a mesma inspiração que teve o apóstolo João foi a mesma de Ellen White, pois o Espírito é um só (Ef. 4:4). Mas se a Bíblia foi alterada como Ellen White o descreve inspiradamente, porque não lhe teriam sido mostradas essas alterações?! Estaria ela ignorante em relação às mesmas?!
Penso que ainda há um detalhe muito importante a ter em conta. É que Ellen White, ao contrário dos profetas do passado, não fazia parte, inicialmente, de um movimento, igreja ou povo que possuísse todo o conjunto das verdades principais, tal e qual os hebreus, como os 10 mandamentos, entre os quais o sábado, a reforma da saúde e do vestuário, etc. É por isso que durante anos Ellen White, bem como os demais pioneiros, viveram em transgressão das leis da saúde, as quais eram desconhecidas para eles, e isto já depois de se ter instituído formalmente a igreja adventista do sétimo dia, a 21 de Maio 1863. A famosa visão de Ellen White ocorreu a 6 de Junho desse mesmo ano. Ellen White era a mensageira de Jeová, a quem foi revelada progressivamente a verdade, sem contudo haver contradição ou repúdio ao que escreveu anteriormente.
Desta forma eu posso compreender melhor o porquê do baptismo trinitário nos escritos de Ellen White e dos pioneiros, pois à partida, tanto ela como os pioneiros não tinham conhecimento de possíveis alterações em Mat. 28:19, bem como em outros versos, e essa era a ‘verdade’ que eles conheciam. Contudo, eles não o faziam no mesmo sentido em que o fazem os trinitários, pois eles não acreditavam na trindade, mas citavam um verso que para eles era verídico!

Voltando atrás, aos yearbooks da igreja adventista que foram publicados até à morte de Ellen White, podemos verificar um facto interessante e explicativo para a nossa pesquisa e inquietude, o baptismo trinitário nos escritos de Ellen White. Reparemos na doutrina nº 4:
“4. Que o baptismo é uma ordenança da igreja Cristã, seguinte à fé e arrependimento, – uma ordenança pela qual nós comemoramos a ressurreição de Cristo, como por este acto nós mostramos a nossa fé na sua morte e ressurreição, e por esse meio, na ressurreição de todos os santos no último dia; e que nenhum outro modo mais adequadamente representa estes factos, que aquele que as Escrituras prescreve, nomeadamente, a imersão Rom. 6: 3-5; Col. 2:12.”
O baptismo é uma referência directa à fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ou seja, ao nome de Jesus Cristo. Tão-pouco é mencionado o baptismo trinitário, nem o verso de Mat. 28:19!
O que é que isto quer dizer?!
Quanto a mim, há duas possibilidades. Ou que houve uma alteração em massa às referências baptismais em Ellen White e nos escritos dos próprios pioneiros; ou então que, naquela época, a compreensão relativa ao baptismo (fórmula baptismal) ainda fosse errada e, por providência divina, não lhes tenha sido permitido o incluir a referência ao baptismo trinitário entre as crenças dos pioneiros. Mas uma coisa é certa, a fórmula trinitária não estava inserida nas doutrinas fundamentais que durante tanto tempo uniram os pioneiros, e isto até à morte de Ellen White.
Quero relembrar as próprias palavras de Tiago White:
“O “mistério da iniquidade” começou a operar na igreja nos dias de Paulo. Por último, pôs de parte a simplicidade do evangelho, e corrompeu a doutrina de Cristo, e a igreja foi para o deserto. Martinho Lutero, e outros reformadores, surgiram na força de Deus, e com a Palavra e o Espírito, fizeram grandes avanços na Reforma. A grande falta que podemos encontrar na Reforma é, que os Reformadores pararam de reformar. Se eles tivessem continuado em frente, até terem deixado para trás o último vestígio do papado, tal como a imortalidade natural, o batismo por aspersão, a trindade, a guarda do domingo, e a igreja agora estaria livre de erros anti-escriturísticos.” Review and Herald, 7 de Fevereiro de 1856, vol. 7, no. 19, pág. 148, par. 22.
Tiago White mencionou como erros anti-escriturísticos o baptismo por aspersão, e a trindade, mas não mencionou o baptismo trinitário, pois, possivelmente, para ele e restantes pioneiros, esse constituía a própria fórmula dada por Cristo para o baptismo, que como já vimos não corresponde à realidade, e não tem base, nem nas escrituras, nem nos relatos históricos. Foi isso que lhes foi ensinado, e pelos vistos não lhes foi permitido compreender esse erro, ou, nas palavras de Tiago White “pararam de reformar”.
Sabemos que vários aspectos da verdade foram revelados ao longo dos anos, (não negando obviamente nenhuma das verdades anteriormente reveladas). Acredito ser o batismo trinitário um destes casos.
Seja como seja, uma coisa é certa, nem Ellen White nem os pioneiros aprovaram como ponto de fé o baptismo trinitário, apenas o baptismo por imersão!
Acredito sinceramente que, assim como mãos criminosas alteraram certas porções da Bíblia, muitos têm buscado ir ainda mais longe, alterando também os escritos de Ellen White. Ou seja, pode ser que aquilo que se conseguiu alterar na Bíblia em pequena escala, se tenha conseguido alterar em grande escala em Ellen White, padronizando-se, de uma forma geral, as referências à fórmula baptismal trinitária. Nos escritos de Ellen White concentram-se, até certo ponto, as alterações da própria Bíblia, as quais, de certo modo, influenciaram os seus escritos; no entanto, estes também sofreram as alterações que os depositários dos mesmos, ou antes, mercenários, têm permitido. E tenho fortes motivos para crer assim!
No entanto, ainda antes de continuar a expor essas razões, quero relembrar que, ao estudar a Bíblia e escritos de Ellen White, do princípio ao fim, verifica-se que existe um fio condutor, uma constante repetição: a existência e a presença de duas pessoas distintas entre si, o Pai e o Filho. O Espírito Santo é descrito como o Espírito Santo de Deus, a Sua presença em todos os lugares (Sl. 139:5-8); é dito que procede do Pai (Jo. 15:26), e que é o Espírito do Pai e do Filho (Rm. 8:9,11), pois que Jesus Cristo foi gerado do Pai e recebeu Seu Espírito (Sl. 2:7; Is. 42:1). Isto é, se ao Espírito Santo se quiser definir como uma pessoa, o Espírito Santo não é uma pessoa diferente ou separada do Pai e do Filho, mas a própria presença de ambos (Jo. 14:23). Em toda a Bíblia não existe um nome próprio do Espírito Santo, um trono dele, ou adoração a ele, como acontece com o Pai e o Filho, dos quais é dito serem um (Jo. 10:30).
Perante as dificuldades que eu possa encontrar em Ellen White, este fio condutor que acima descrevi e que encontro nos seus escritos e na Bíblia, me transmite confiança e segurança de que o mesmo Espírito que inspirou os profetas da antiguidade, continua ainda hoje a inspirar homens e mulheres. Assim, o próprio Cristo é o nosso bom Pastor que nos leva a pastagens seguras (Sl. 23). Certamente que não é o Seu Espírito que conduz o movimento ecuménico, que tem por base a doutrina pagã da trindade, (ainda que por força, alguns, lhe queiram chamar divindade)!

·        Pondo em Causa o Dom Profético de Ellen White


No passado, os profetas de Jeová sempre foram perseguidos e maltratados, e seu valor, fora raras excepções, não foi reconhecido senão após sua morte. Desde bem cedo, Ellen White enfrentou a mais severa oposição, desprezo e acérrimas críticas. Para mim isto é animador, e é um sinal positivo, pois qualquer que se colocar ao lado da verdade não pode esperar outra coisa. Assim tem sido a minha própria experiência, e não estou por isso, de modo nenhum, a considerar-me um profeta.
Ellen White foi aceite pela generalidade dos pioneiros. Sua missão enquanto se estabeleciam os fundamentos da igreja adventista do sétimo dia foi crucial. Embora tivesse uma saúde débil e reduzidas capacidades a nível intelectual, no entanto tinha um coração cheio de fé e desejo de servir a Cristo. Enquanto os pioneiros buscavam solucionar problemas teológicos ela estava ao seu lado, como uma verdadeira luz. Por meio das visões e revelações que lhe foram dadas por Deus, ela pode ajudá-los a montar o puzzle das verdades bíblicas.
Infelizmente muitos quiseram, segundo os seus juízos falíveis, pôr em causa o dom de profecia concedido a esta mulher, quando este já estava mais que comprovado. Acharam que suas palavras não eram as mais indicadas, que determinadas declarações não estavam em harmonia com a história, a teologia, a ciência, a educação, etc. Foi já em vida considerada desactualizada, e muito mais ainda no presente.
Mas não aconteceu o mesmo com a Bíblia?! Houve algum livro que tanto benefício pudesse trazer à humanidade, e que tanta perseguição sofresse?! Ora mais uma vez é um sinal positivo a favor de Ellen White.
Mas o mais estranho é que essa perseguição a Ellen White tem surgido dentro das fileiras dos adventistas do 7º dia. “Judas” e Jesuítas se têm infiltrado nesta denominação a fim de denegrir sua imagem, e de descredibilizá-la.
Compreendo que o lugar de Ellen White não está acima da própria Bíblia, mas tão pouco abaixo dela, pois se a inspiração foi a mesma, a autoridade também o é, embora com funções diferentes, é claro. Muitas pessoas no passado caíram no erro de estudar os escritos de Ellen White em detrimento da Bíblia, ainda que todo aquele que os estudar, chegará à conclusão que ela constantemente nos remete para a Bíblia. Mas não foi isso que motivou a verdadeira perseguição à serva do Senhor!
Ao longo da história da igreja adventista, os seus dirigentes tiveram algumas dificuldades em lidar com declarações que ela fez, e que colocavam a imagem da igreja em perigo, pensavam eles, e isto sobretudo na parte final do séc. XIX, início do séc. XX. No entanto, a igreja não tem que se harmonizar com as normas do mundo, nem tão pouco pretender satisfazer suas exigências.
Assim, certas afirmações que Ellen White fez sobre a amálgama entre animais e seres humanos, a masturbação, o excesso sexual, o casamento, a educação, o vestuário, a alimentação, bem como sobre a apostasia da igreja adventista, a verdadeira posição da igreja católica e das igrejas protestantes, ecumenismo, perseguição dominical, etc., têm sido, aos olhos de muitos dirigentes, afrontas à reputação da igreja. Como a “ciência” discorda de algumas afirmações feitas por ela, considerando-as fanáticas e extremistas, e também pelo facto de muitas delas não serem convenientes à opinião pública, os dirigentes têm-se sentido envergonhados perante o mundo. Procurando agradar ao mundo, e dar uma “boa imagem” da igreja, têm agido com Ellen White como os judeus agiram com os profetas do passado e finalmente com o próprio Cristo, ou seja, aniquilando-os.
Mas como os tempos são outros, as formas de actuar também mudaram. Também pareceria mal matar ou apedrejar quem quer que fosse e as formas de proceder são hoje distintas de então. No entanto, o mesmo antagonismo, ódio e desprezo mostrado para com os servos de Deus no passado, se verificam hoje, mas de maneiras mais disfarçadas, como o mosquito que transporta determinada doença terrível, quase sem ser notado, infectando o ser humano. Assim se tem procurado fazer com os escritos de Ellen White, “infectando-os”, corrompendo-os, eliminando-os, omitindo-lhes porções, alterando-os, etc.

Preocupados com os erros gramaticais de Ellen White, foram tomadas algumas resoluções, aparentemente inofensivas, no ano de 1883:



 "33. Considerando que, muitos desses testemunhos foram escritos sob as mais desfavoráveis circunstâncias, estando a escritora demasiado pressionada pela ansiedade e o trabalho para dedicar pensamentos críticos à perfeição gramatical de seus escritos, e que estes foram impressos com tal pressa que estas imperfeições acabaram por ficar sem correcção; e, considerando que, nós cremos que a luz dada por Deus a seus servos o é por meio do esclarecimento da mente, transmitindo assim os pensamentos, e não (exceto em raros casos) as mesmíssimas palavras nas quais as idéias deveriam ser expressas; Portanto, fica decidido que na republicação desses volumes, se façam as referidas mudanças verbais para remover as imperfeições mencionadas acima, tanto quanto possível, sem de forma alguma alterar o pensamento; e, além disso,
34. Fica decidido que este corpo nomeie uma comissão de cinco pessoas que se encarregue da republicação desses volumes de acordo com os preâmbulos e resoluções acima mencionados”. Review and Herald, 27 de nov. de 1883.
Concordo plenamente com a “letra” destas resoluções, mas quanto ao espírito que estava por detrás de alguns daqueles que as tomaram, não acredito ser tão positivo. Se a preocupação fosse só a gramática, não teriam rejeitado a mensagem da justificação pela fé em 1888, nem enviado Ellen White para a Austrália, num tempo em que ela era tão necessária nos Estados Unidos.
Quase sem se notar, este espírito maléfico foi-se introduzindo em certos membros de igreja, os quais, aproveitando-se das resoluções mencionadas acima, para além de melhorarem a gramática e ortografia, “melhoraram” também a teologia de Ellen White, suas ideias e pensamentos, e até mesmo a imagem da igreja.
De uma maneira notável, à medida que Ellen White envelhecia, tornando-se mais frágil e menos activa nas questões da igreja, e isto já no início do séc. XX, mas sobretudo a partir da sua morte (1915), determinados homens se “esqueceram” de suas declarações enfáticas sobre este tema:




"A palavra que me foi dada é: 'Deves repreender fielmente os que arruinariam a fé do povo de Deus. Escreve as coisas que eu te darei, para que eles possam ficar firmes como testemunhas da verdade até ao fim do tempo.' Eu disse, 'Se algum dos cidadãos de Battle Creek deseja saber o que a Sra. White crê e ensina, leia seus livros publicados. Meus trabalhos seriam sem valor se eu pregasse um outro evangelho. Aquilo que escrevi é o que o Senhor me ordenou escrever. Não fui instruída a alterar aquilo que enviei” Review and Herald, 26 de jan. de 1905.

Disse ainda a Sra. White:


"Não retirarei uma única palavra da mensagem que dei.” Idem, 19 de abr. de 1906.
Se Ellen White deixou claro que não se deveriam alterar os seus escritos, pois ela escreveu sob inspiração divina, porque é que tanta coisa foi alterada, omitida, e houve material retirado de circulação? Porque não foram incluídas determinadas afirmações no livro “Patriarcas e Profetas” sobre a amálgama entre os homens e os animais?!
"Com relação aos dois parágrafos que se encontram em Spiritual Gifts e também em The Spirit of Prophecy concernentes ao amálgama, e a razão por que foram omitidos dos livros posteriores, e a pergunta quanto a quem assumiu a responsabilidade de omiti-los, posso falar com perfeita clareza e segurança. Foram omitidos por Ellen G. White. Ninguém relacionado com sua obra tinha qualquer autoridade sobre esse assunto, e nunca ouvi que alguém lhe oferecesse conselho em relação com isso.
Em todas as questões desse tipo, pode ter a certeza de que a irmã White era responsável por omitir ou acrescentar as questões desse tipo em edições posteriores de nossos livros.
A Sra. White não só tinha bom juízo baseado numa compreensão clara e abarcante das condições e as conseqüências naturais de publicar o que escrevia, como muitas vezes recebia instruções diretas do anjo do Senhor em relação com o que devia ser omitido ou acrescentado nas novas edições.” W.C. White, Mensagens Escolhidas, Vol. 3, p. 452.
Ainda que tenha sido o filho de Ellen White a escrever isto, de maneira nenhuma é superior àquilo que sua mãe escreveu. É antes uma negação clara daquilo que sua ela escreveu… Acredito que na sua ingenuidade o escreveu!
Ellen White deixou bem claro:
“O que escrevi é o que o Senhor me ordenou escrever. Não me foi dito para alterar o que enviei” e “Não retirarei uma única palavra da mensagem que dei”.
Portanto, as contradições que possam surgir em Ellen White no que respeita a este tema devem-se antes àqueles que se responsabilizaram por seus escritos, e até mesmo certos membros de sua própria família, mas que infelizmente os têm alterado, ou procurado distorcer, segundo determinadas conveniências.
Por que não se preocupa mais a igreja em publicar o livro “An Appeal to Mothers: The Great Cause of the Physical, Mental, and Moral Ruin of Children of Our Time”, onde ela fala contra a masturbação e o excesso sexual? Reparem nas referências bibliográficas na 16ª secção do livro “Orientação da Criança”, e verão que até hoje a igreja não mais publicou este livro, devido às embaraçosas declarações de Ellen White sobre o tema. Isto porque a ciência as considera extremistas e fanáticas, e sem valor científico. Será que os nossos dirigentes passaram não só a discordar de Ellen White neste ponto, mas também a cometer este pecado?! Ou o testemunho de Jesus é só aquilo que convém?!
Porquê a igreja retirou de circulação o livro “Sketches from the Life of Paul”?!
O presidente da Associação Geral, A.G. Daniells discutiu o incidente na conferência secreta sobre os escritos de Ellen White em 1919, da qual falarei mais adiante:
“Yes; and now take that "Life of Paul," - I suppose you all know about it and knew what claims were put up against her, charges made of plagiarism, even by the authors of the book, Conybeare and Howson, and were liable to make the denomination trouble because there was so much of their book put into "The Life of Paul" without any credit or quotation marks. Some people of strict logic might fly the track on that ground, but I am not built that way. I found it out, and I read it with Brother Palmer when he found it, and we got Conybeare and Howson, and we got Wylie's "History of the Reformation," and we read word for word, page after page, and no quotations, no credit, and really I did not know the difference until I began to compare them. I supposed it was Sister White's own work. The poor sister said, "Why, I didn't know about quotations and credits. My secretary should have looked after that, and the publishing house should have looked after it."
She did not claim that that was all revealed to her and written word for word under the inspiration of the Lord. There I saw the manifestation of the human in these writings. Of course I could have said this, and I did say it, that I wished a different course had been taken in the compilation of the books. If proper care had been exercised, it would have saved a lot of people from being thrown off the track.” Ronald L. Numbers, Prophetess of Health – a Study of Ellen G. White, pages 388, 389.
Tradução:
"Sim; e agora passando ao livro “Life of Paul”, suponho que todos saibam acerca disso e conheçam as reclamações que foram levantadas contra ela, acusações de plagiarismo que foram feitas, pelos próprios autores do livro, Conybeare and Howson, e estavam a ponto de trazer problemas para a denominação por haver grandes porções do livro deles introduzidas em “The Life of Paul” sem quaisquer notas bibliográficas ou aspas. Algumas pessoas de lógica estrita podem descarrilar nesse campo, mas eu não sou desse calibre. Descobri o facto, e li-o com o Irmão Palmer quando ele o encontrou e tomamos Conybeare e Howson, e o “História da Reforma” de Wylie, e lemos palavra por palavra, página após página, e não havia nenhuma citação, nenhum crédito, e realmente eu não sabia a diferença até que comecei a compará-los. Eu supunha que era obra da própria Irmã White! A pobre irmã disse, “Ora, eu não sabia nada acerca de citações e créditos. A minha secretária deveria ter tratado disso, e a casa publicadora deveria ter verificado isso.” 
Ela não reclamou que tudo aquilo lhe tinha sido revelado e escrito palavra por palavra sob a inspiração do Senhor. Ali eu vi a manifestação do humano nesses escritos. É claro que eu poderia ter dito isto, e realmente o disse, que desejaria que um rumo diferente fosse tomado na compilação dos livros. Se tivesse sido exercido o devido cuidado, este teria livrado muitas pessoas de serem lançadas fora do caminho."
Acredito que, se de facto houve má preparação deste livro, isso não tem que ver com Ellen White. Mas se a questão era apenas a falta de referências bibliográficas, então poderiam ter corrigido o problema em vez de condenarem o livro ao esquecimento. Ou será que o problema era outro?!
Quem autorizou as muitas alterações no livro “O Grande Conflito”?! Uma das mudanças mais flagrantes foi a retirada de cerca 4 págs. do cap. “Ardis de Satanás”, as quais foram incluídas mais tarde no livro “Testemunhos Para Ministros” no cap. “As Ciladas de Satanás” (Ver também Mensagens Escolhidas Vol. III, pág. 452, 453).
“As Spirit of Prophecy, Volume 4, came from the press in 1884, the publishers felt that this volume could be sold to those not of our faith; so with Mrs. White’s cooperation…” (Edição do Spirit of Prophecy, vol. 4, pp. 507-549, reimprimido em 1969).
Tradução: “Assim que o Spirit of Prophecy, Volume 4, saíu do prelo em 1884, os publicadores sentiram que este volume poderia ser vendido àqueles que não eram da nossa fé; então com a cooperação da Sra. White…”
Parece-me muito estranho que tendo Ellen White sido inspirada a escrever essas páginas, e sendo que ela e os restantes responsáveis, ao publicarem esta edição inicial do Grande Conflito – Spirit of Prophecy, vol. 4 – acharam o  livro apropriado para o público em geral e “de repente” já não achavam mais. Muito estranho mesmo…
Mas se assim foi de facto, então gostaria de saber porque é que, durante mais de 100 anos não têm sido preparadas edições completas deste livro para os membros de igreja. Se os líderes estão a tentar esconder algo, é porque é de facto importante!

·        Palavras Foram Alteradas!


Porque mudaram a palavra divindade para trindade em muitos dos seus escritos? (Se ela era a favor da trindade, porque não se pronunciou positivamente a seu favor, dada a grande controvérsia que havia sobre este assunto em redor de 1900?! Porque não repreendeu então os pioneiros por apresentarem suas posições antitrinitárias na “Review and Herald”, bem como nas igrejas?!)
Creio que essa mudança foi feita pela mesma razão que o livro de Urias Smith, “Profecias do Apocalipse”, perdeu cerca de 10 páginas, nas quais o autor descrevia sua posição antitrinitária!
E com a tecnologia que existe hoje, tenho até razões suficientes para acreditar que mudanças de ordem mais profunda tenham sido feitas, como mudanças nos próprios manuscritos originais ou dactilografados. A prova disso é que a igreja adventista de há 100 anos atrás não é a mesma dos nossos dias. A teologia mudou e as doutrinas também! A igreja se tornou numa nova organização, Babilónia…
Os dirigentes – ou melhor, salteadores e assassinos – da igreja, se apuraram na arte da mentira, pois têm por pai ao diabo. É por isso que passados mais de 100 anos, tiveram a coragem, a ousadia – pouca vergonha – de apresentar os mesmos ideais, aparentemente tão puros, que se apresentaram em 1883. Paul A. Gordon, antigo secretário do White Estate, revelou em 1992, o costume de revisar e alterar os escritos de Ellen White:


 "É  legítimo modificar, condensar, ou simplificar os escritos de Ellen White? A resposta é que sim. Podemos alterar, condensar, ou simplificar as palavras, mas não temos permissão para alterar a mensagem proposta. Eis por quê: os adventistas do sétimo dia não se atêm à inspiração verbal. Isto significa que não cremos que Deus ditou a Ellen as palavras que teria de usar. (...) Nos anos desde a morte da Sra. White em 1915, mais de 50 novas compilações ou edições dos livros de Ellen White foram preparadas pelos Depositários de E. G. W. Em todos os casos – incluindo edições que foram condensadas ou simplificadas – a mensagem proposta nunca foi perdida, só as palavras foram mudadas”. Adventist Review, 19 de Nov. de 1992, pp. 8-9.
Isto faz lembrar a citação de Ellen White que anteriormente analisámos:
Homens doutos nalguns casos mudaram as palavras, achando que a estavam tornando mais compreensível”.
Aquilo que esses “homens doutos” fizeram à Bíblia, bem como aquilo que os “fiéis” depositários dos livros de Ellen White fizeram aos seus escritos, foi que, “na realidade, estavam mistificando aquilo que era claro, fazendo-a apoiar suas estabelecidas opiniões, que eram determinadas pela tradição”.
Como disse o sábio Salomão, “não há nada de novo na face da terra”…
Gostaria de saber em qual dos aspectos mencionados na afirmação de Paul A. Gordon se enquandra a mudança da palavra “divindade” para “trindade”, já que são coisas completamente opostas!
Torno a repetir, que “mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo”!
Contra factos não há argumentos. Como pôde este homem fazer uma afirmação destas, quando tanta coisa tem sido mudada, no que respeita à mensagem original proposta por Ellen White. Se alguém conhece o quanto os escritos de Ellen White têm sido alterados, são aqueles que trabalham com eles. As mudanças verificadas entre livros antigos e modernos são claras evidências que isto não passa de uma verdadeira mentira.
Eis mais alguns exemplos de alterações nos escritos da Sra. White. Apresento frases de Ellen White, respectivamente as originais e depois as alteradas:
“Ele tinha prazer em meditar acerca de Deus. Quando chegou ao templo, observou atento o serviço ministrado pelos sacerdotes. Inclinava-Se com os adoradores quando se ajoelhavam para a oração, e unia Sua voz à deles em louvor a Deus.”Vida de Jesus, pág. 26, Publicadora Atlântico, 1984 (Igual à versão original inglesa).
Ele gostava de meditar a respeito de Deus. Quando chegou ao templo, observou a atividade  dos sacerdotes. Inclinou-se com os adoradores para orar e Sua voz uniu-se à deles em cânticos de louvor.Vida de Jesus, pág. 31, 32.
"Foi-me mostrado que mais mortes têm sido causadas por tomar drogas que por todas as outras causas combinadas”. Spiritual Gifts, vol. 4, pág. 133.
Maior número de mortes têm tido como causa a ingestão de drogas do que outras quaisquer causas combinadas.Mensagens Escolhidas, Vol. 2, pág. 450.

"Mais do que isto, o Papa a si tem arrogado os próprios títulos da Deidade. Intitula-se a si mesmo “o Senhor Deus o Papa,” pretende ser infalível e exige que todos os homens lhe prestem homenagem." Spirit of Prophecy, vol. 4, p. 53.
Mais do que isto, têm-se dado ao papa os próprios títulos da Divindade. Tem sido intitulado: “Senhor Deus, o Papa”, e foi declarado infalível. Exige ele a homenagem de todos os homens.O Grande Conflito, pág. 50.

·        Contradições…


Gostaria ainda que os depositários de Ellen White me explicassem a seguinte contradição aberta que existe entre alguns de seus livros como a História da Redenção ou Redimidos,  Medicina e Salvação, e o livro No Deserto da Tentação (Confrontation em inglês) que embora tenha resultado de folhetos escritos por ela em 1874 / 1875, e republicados em 1878, só surgiu em 1971.
No meio do jardim, perto da árvore da vida, estava a árvore do conhecimento do bem e do mal. Esta árvore fora especialmente designada por Deus para ser a garantia de sua obediência, fé e amor a Ele. O Senhor ordenou a nossos primeiros pais que não comessem desta árvore nem tocassem nela, senão morreriam. Disse que podiam comer livremente de todas as árvores do jardim, exceto daquela, pois se dela comessem certamente morreriam. A História da Redenção, pág. 24.

A frase original encontra-se em Spiritual Gifts, vol. 3 e 4 de 1864, na pág. 35:

Tradução: “No meio do jardim, perto da árvore da vida, estava a árvore do conhecimento do bem e do mal. Desta árvore o Senhor ordenou aos nossos primeiros pais não comer, nem tocar-lhe, de contrário morreriam. Ele disse-lhes que eles podiam comer livremente de todas as árvores do jardim excepto uma; mas se eles comessem daquela árvore eles certamente morreriam”.
“O fruto da árvore da vida no jardim do Éden possuía virtude sobrenatural. Comer dele era viver para sempre. Seu fruto era o antídoto da morte. Suas folhas eram para o sustento da vida e da imortalidade. Mas em virtude da desobediência do homem a morte entrou no mundo. Adão comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal, comeu do fruto que lhe tinha sido proibido tocar. Esta era a sua prova. Ele falhou, e sua transgressão abriu as comportas dos ais sobre o mundo.” Medicina e Salvação, pág. 233.
Eva exagerou as palavras da ordem de Deus. Ele disse a Adão e Eva: “Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gên. 2:17. Na discussão de Eva com a serpente, ela acrescentou: “Nem nele tocareis.” Gên. 3:3. Aqui apareceu a sutileza da serpente. Esta citação de Eva deu-lhe vantagem; colheu o fruto e o colocou nas mãos de Eva, usando suas próprias palavras. "Deus disse que morrerias se tocasses no fruto. Vê, nenhum mal te sucedeu ao tocares nele; tampouco receberás dano algum ao comê-lo. No Deserto da Tentação, pág. 17,18.
A ordem era clara, não deveriam comer ou até mesmo tocar. Como se explica tão drástica mudança neste último livro, ao ponto de se dizer que foi Eva que acrescentou o não tocar?!
“Aqui apareceu a sutileza da serpente”!!! Não é uma simples questão de mudança de palavras, mas mudança nas ideias apresentadas.
Outro exemplo que gostaria de apresentar tem que ver com algumas frases concernentes à morte de Jesus Cristo. Algumas dessas frases, já as apresentei anteriormente, como por exemplo, a frase seguinte:
“Jesus disse a Maria: “Não me toques; porque ainda não subi para meu Pai”. Quando Ele fechou os olhos na morte sobre a cruz, a alma de Cristo não foi logo para o céu, como muitos acreditam, ou como poderiam ser verdade Suas palavras “Eu ainda não subi para meu Pai”? O espírito de Jesus dormiu no túmulo com Seu corpo, e não voou rumo ao céu, para lá manter uma existência separada, e olhar desde cima para os discípulos de luto, a embalsamar o corpo de que tinha levantado voo. Tudo o que abrangia a vida e a inteligência de Jesus permaneceu com seu corpo no sepulcro, e quando ele saiu de lá, o fez como um ser completo; ele não teve que invocar o seu espírito do céu. Ele tinha poder para dar a Sua vida e tomá-la novamente.” Ellen White, S.D.A. Bible Commentary, vol. 5, págs. 1150, par. 6, (Ver também The Spirit of Prophecy, vol.3, págs. 203, 204).

No entanto existem frases “de Ellen White” que dizem claramente o contrário, como esta frase que se segue:  

“"Eu sou a ressurreição e a vida." João 11:25. Aquele que disse: "Dou a Minha vida para tornar a tomá-la" (João 10:17), ressurgiu do túmulo para a vida que estava nEle mesmo. A humanidade morreu; a divindade não morreu. Em Sua divindade, possuía Cristo o poder de romper os laços da morte. Declara Ele que tem vida nEle mesmo, para dar vida a quem quer.” Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 301.

Como entender tal paradoxo?! Como iria Ellen White escrever uma coisa e depois o contrário?!

Relembremos mais uma das frases que anteriormente apresentei: 

Quando Jesus expôs diante de seus discípulos o facto de que ele deveria ir a Jerusalém para sofrer e morrer nas mãos dos sacerdotes e dos escribas, Pedro tinha presunçosamente contradito seu Mestre, dizendo: "Longe de ti, Senhor; isso não te acontecerá”. Ele não podia conceber ser possível que o Filho de Deus fosse morto. Satanás sugeriu à sua mente que, se Jesus era o Filho de Deus, ele não podia morrer. Spirit of Prophecy, vol. 3, cap. 17, (Jesus at Galilee), pág. 231, par. 1.
Esta frase é muito clara!
Pensar que Jesus, o Filho de Deus, não podia morrer, é de procedência maligna. Portanto, a frase que fala que a divindade não morreu, tal como se apresenta, não foi inspirada por Deus, mas por Satanás, nem tão pouco creio ter sido escrita por Ellen White! Bem disseram os pioneiros que a trindade rebaixa a expiação de Cristo, pois se Cristo morreu apenas como um simples ser humano, então essa morte não tem valor nenhum.
Estranhas frases (supostamente) de Ellen White a este respeito, “surgiram” num tempo em que determinados indivíduos, como Kellogg, e Wilcox começaram a agitar a bandeira da trindade entre os adventistas. O raciocínio de que Cristo como Ser divino não podia morrer, era um elemento importante tanto para a argumentação da trindade, como para o seu estabelecimento, senão vejamos a seguinte declaração:
Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, um unidade de três Pessoas co-eternas. Deus é imortal, omnipotente, omnisciente, acima de tudo e sempre presente. Ele é infinito e está além da compreensão humana, mas é conhecido por meio da Sua auto-revelação. É para sempre digno de culto, adoração e serviço por parte de toda a Criação. – Crenças Fundamentais, 2” Os Adventistas do Sétimo Dia Crêem…, pág. 16.

·        A (Secreta) Conferência Bíblica de 1919


Já ouviram falar sobre a secreta Conferência Bíblica de 1919?

Dirigentes adventistas do sétimo dia se reuniram para discutir como interpretar Ellen White, e como actuar com seus escritos, especialmente os “problemáticos”. Podeis aceder a este material – pelo menos a uma pequena parte dos registos dessas reuniões – em inglês no site da revista “Spectrum”, mas também em português no site dos adventistas bereanos:

É lamentável a forma como, depois da morte de Ellen White, os líderes adventistas desprezaram, “esfarraparam” os seus escritos, ao ponto de quererem ser juízes e intérpretes do testemunho de Jesus a ela entregue. Isto faz lembrar os comentários dos judeus ao texto bíblico a fim de o poderem ajustar às suas tradições e máximas; faz lembrar também os concílios e tratados realizados ao longo dos séculos entre os católicos a fim de conseguirem passar por cima de verdades inconvenientes reveladas na Bíblia.
Nesta dita conferência, um dos assuntos mais controvertidos, foi precisamente a questão da trindade:
“Apesar da declaração [trinitária] de Wilcox na Review (ou, talvez exatamente por causa dela), o debate sobre a Trindade intensificou-se nas primeiras décadas do século 20. Na Conferência Bíblica de 1919, a eternidade de Cristo e Sua relação com o Pai constituíram o maior e não resolvido assunto em debate.” A Trindade, pág. 226.
Paralelamente a esta citação, apresento de seguida as págs. 157-160 do livro Em Busca de Identidade, que nos mostram alguns interessantes detalhes, não só do que se passou nesta conferência, mas também das consequências da mesma. Por outro lado, é mais uma confirmação do que tenho vindo a afirmar.




Reparem na mentira que está estampada no 1º parágrafo desta página, onde George Knight sugere que em 1931 foi publicada pela primeira vez uma declaração de doutrinas no Yearbook da igreja. Como já vimos anteriormente, na primeira parte deste artigo, a primeira vez que isso aconteceu foi em 1889.
Isto não passa de uma tentativa falhada de encobrir a verdade e justificar o erro, a qual se repete no livro Os Adventistas do Sétimo Dia Crêem…, pág. 4. Mudaram o palavreado de “Fundamental Principles of S. D. Adventists.”, para “Fundamental Beliefs of Seventh Day Adventists”, para dar um aspecto mais “oficial" à declaração de 1931 e diferenciá-la das anteriores. Eles sabiam bem a “porcaria” que estavam a fazer!
“Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?”

Seguidamente apresento algumas declarações de certos homens considerados grandes eruditos adventistas, na secreta Conferência de 1919, sobre diversos assuntos:
H. C. Lacey: (…) Sobre a questão da tomada de Babilônia, tenho sentido a liberdade de dizer que julgava que a evidência era de que Ciro não a tomou daquele modo, mas vamos deixar o assunto pendente e simplesmente estudemo-lo. Suponhamos agora que novas tabletes [arqueológicas] sejam descobertas, e outra evidência surja para provar incontestavelmente que Ciro não tomou Babilônia daquele modo, seria correto dizer que se houver uma revisão desse livro – Patriarcas e Profetas, que endossa, numa sentença casual, essa velha opinião, – a nova versão seria posta em harmonia com fatos recentemente descobertos?
G. Daniells: Creio ser essa a posição que a Irmã White tomaria. Creio que foi isso que ela fez. Nunca entendi que ela atribuísse infalibilidade às citações históricas.” Prophetess of Health, pág. 363.
W. G. Wirth: (…) Agora, quanto à reforma de saúde: Com freqüência um estudante chega a mim e cita o que a Irmã White afirmou sobre manteiga. Mas servimos manteiga em nossas mesas o tempo todo. E eles citarão o uso de carne, como não deve ser consumida sob hipótese alguma. E eu sei que isso é irracional, havendo ocasiões em que se faz necessário comer carne. Que faremos a respeito disso? Gostaria de obter uma pequena luz sobre alguns desses detalhes, a respeito de se devemos assumir tudo [o que é escrito por E.G.W.] plenamente. (…)
A. G. Daniells: (…) Vocês encontrarão num pequeno testemunho uma advertência expressa, modificando as declarações extremadas que foram feitas.” Idem, pág. 367, 369.
“W. W. Prescott: Gostaria de perguntar-lhes se vocês pensam que, após seus escritos terem sido publicados por uma série de anos, Jeremias os alterou por estar convencido de que havia erros históricos neles?” Idem, pág. 384.
W. W. Prescott: Mudanças foram feitas no que não era absolutamente um excerto histórico.Idem, pág. 393.
W. W. Prescott: Será que entendi bem, que a posição do Irmão Benson é de que tal declaração como aquela em O Grande Conflito, de que os 1260 anos começaram em 538 e terminaram em 1798, estabelece a questão infalivelmente?Idem, pág. 394.
Prescott confessou as mudanças que ocorreram pelas suas próprias mãos, e as dúvidas que isso lhe acarretou quanto à inspiração dos escritos de Ellen White:
"W. W. Prescott: “Eis a minha dificuldade. Eu ultrapassei isso e sugeri mudanças que deveriam ser feitas a fim de corrigir declarações [Em O Grande Conflito]. Essas alterações foram aceitas. Minha dificuldade pessoal será reter a fé nessas coisas com que não posso lidar nessa base". (…) Se corrigimos isto aqui e corrigimos ali, como iremos ficar firmes noutros lugares?
M. Wilcox: Essas coisas não envolvem a filosofia geral do livro.
W. W. Prescott: Não, mas envolvem grandes detalhes. Por exemplo, antes que o Grande Conflito fosse revisado, eu não era ortodoxo sobre um certo ponto, mas após ter sido revisado, tornei-me perfeitamente ortodoxo.Idem, pág. 395.
W. W. Prescott: Para ser franco, devo dizer que por anos tenho sentido que grandes erros se cometeram no manejo de seus escritos para propósitos comerciais.Idem, pág. 397.
A. G. Daniells: (…) Quinze anos atrás não poderíamos ter falado o que falamos aqui hoje. Não teria sido seguro. (…)Idem, pág. 400.
Contrariamente ao que os Depositários White nos querem fazer acreditar, Prescott e muitos outros, ao longo do tempo, foram por eles autorizados a fazer mudanças drásticas nos escritos de Ellen White, sempre que julgassem que estes, de algum modo, poderiam prejudicar a imagem da igreja, ou contrariar determinados pontos de vista da época.
Tal facto nos leva a perguntar se o pessoal dos Depositários White cria na realidade que estava tratando com escritos inspirados procedentes de uma profetisa de Deus!

·        A Introdução da Doutrina da Trindade na Igreja Adventista


Na continuação, quero levantar outras questões acerca da introdução da doutrina da trindade na igreja adventista. Mais ou menos 15 anos depois da morte de Ellen White, ocorreram três factos pertinentes, e creio que verdadeiramente cúmplices uns dos outros.
Um desses factos já apresentei anteriormente, ou seja, que em 1931 a doutrina da trindade foi introduzida formalmente no respectivo Yearbook, e isto sem o consentimento da generalidade da igreja, como se fosse à partida um dado adquirido!
O 2º facto tem que ver com a publicação do livro The Coming of the Comforter em 1928, por Edwin LeRoy Froom, um verdadeiro jesuíta. O autor, um trinitário declarado, e grande promotor da trindade dentro da igreja adventista do sétimo dia, vai ao ponto de confessar que, em sua pesquisa, ao escrever o livro referido acima, não conseguiu encontrar dentro da literatura adventista, matéria suficiente sobre o Espírito Santo, e por isso teve de recorrer a literatura não adventista, o que é em si mesmo algo muito estranho e contraditório!
Não escreveu vastamente Ellen White, bem como os demais pioneiros, sobre este assunto?! Ou porventura, o que eles escreveram não era o que ele precisava para inserir o Espírito Santo dentro de uma trindade?!
Senão vejamos:
“Da década de 1950 até à publicação de Movement of Destiny em 1971, LeRoy E. Froom foi o mais conhecido campeão do trinitarianismo entre os adventistas do sétimo dia [ou melhor, um agente do diabo, o maior enganador!]. Seu livro A Vinda do Consolador, lançado em inglês em 1928, era sem precedentes entre os adventistas (exceto algumas poucas passagens de Ellen White) em sua exposição sistemática da personalidade do Espírito Santo e da natureza trinitariana da Divindade (A Vinda do Consolador, págs. 37-57).” A Trindade, pág. 227.

Tradução: "Posso aqui fazer uma franca confissão pessoal? Quando, por volta de 1926-1928, fui convidado pelos nossos dirigentes a dar uma série de estudos sobre o Espírito Santo, abrangendo os institutos ministeriais de 1928 da união da América do Norte, descobri que, à parte das inestimáveis diretrizes encontradas no Espírito de Profecia, não havia praticamente nada em nossa literatura, que estabelecesse uma sólida exposição bíblica neste vasto campo de estudo. Não havia livros pioneiros anteriores sobre a questão em nossa literatura.
Fui obrigado a procurar uma série de valiosos livros escritos por homens fora da nossa fé – os quais citei anteriormente – em busca de pistas e sugestões iniciais, e para abrir atraentes perspectivas para estudo pessoal intensivo. Tendo isto, eu parti dali. Mas eles foram nítidas ajudas iniciais. E vintenas, se não centenas, poderiam confirmar a mesma sóbria convicção de que alguns desses homens freqüentemente tinham um mais profundo conhecimento sobre as coisas espirituais de Deus que muitos dos nossos próprios homens tinham então sobre o Espírito Santo e a vida triunfante. Era ainda um tema amplamente obscuro." Edwin LeRoy Froom, Movement of Destiny, pág. 322.
Como é possível dizer que além de Ellen White, “não havia praticamente nada em nossa literatura”?! Mas nem mesmo o “pouco” que havia ele pôde aproveitar?! E porque aproveitou tão pouco de Ellen White?!
Não menos estranho é, que poucas das frases “de Ellen White” que aparecem no livro Evangelismo entre as pág. 614-617, numa fracassada tentativa de defender a trindade, surgem neste livro (The Coming of the Comforter), no capítulo “The Promise of the Spirit”, especificamente nas págs. 39 e 40 (Pelo menos na versão inglesa de que disponho!). São apresentadas várias frases de Ellen White, mas não todas aquelas às que habitualmente os adventistas se “agarram” tanto. Convido-vos a compararem estas frases nos dois livros. Será que algumas delas ainda não tinham sido descobertas, ou ainda não existiam?! Ou será que nesse então, a compreensão que havia em torno dessas frases não permitiria a Froom defender a trindade?!
O 3º facto tem que ver com a publicação do livro Fundamentals of Bible Doctrine em 1931, de Alonzo J. Wearner. Este livro de doutrinas, por “coincidência”, surgiu no mesmo ano em que a doutrina da trindade infestou o Yearbook… Não encontrei a palavra trindade, mas divindade. Existem três capítulos a falar respectivamente do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Na pág. 27 encontramos o interessante título “Deus, o Pai”, na pág. 32 “Jesus, o Cristo”, e na pág. 39, “Espírito Santo, o Consolador”. Ponho à vossa disposição estes capítulos no seguinte link:

Os capítulos que falam do Pai e do Filho, parecem corresponder com uma visão anti-trinitária. O que é completamente paradoxal é a frase de R. A. Torrey, não adventista, inserida mesmo no início do capítulo relativo ao Espírito Santo, dizendo que este é digno de adoração, o que é completamente anti-bíblico e sem base alguma em Ellen White, sendo até um elemento novo entre a maioria dos adventistas:

Tradução: “A doutrina da personalidade do Espírito Santo é da mais alta importância do ponto de vista da adoração. Se o Espírito Santo é uma pessoa divina, digna de receber a nossa adoração, a nossa fé, e o nosso amor, e nós não O conhecemos nem reconhecemos como tal, então nós estamos a roubar ao divino Ser a adoração e amor e confidência que Lhe são devidos.” Fundamentals of Bible Doctrine, pág. 39.
Novamente, aquelas frases que se tornaram tradicionais, utilizadas no livro Evangelismo para defender a trindade e o “Deus” Espírito Santo, não são apresentadas. Por que razão? Não constituem elas uma boa argumentação em torno da pessoa do Espírito Santo?! Porque não foram inseriradas por Alonzo Wearner?! Ter-se-ia cansado de pesquisar nos escritos de Ellen White? Ou porventura estariam as ditas frases bem escondidas, teriam elas passado desapercebidas aos pioneiros?! Ou será que essas frases, no caso de existirem na altura, não significavam a mesma coisa que significam hoje para a maioria dos adventistas do sétimo dia?!
Sonho
Quero partilhar um sonho que tive ontem (dia 18/01/2011). Estava num lugar retirado de uma cidade olhando para o céu, na direção do nascente. Vi como que a semelhança de uma lua nova com seu perímetro iluminado, mas com uma luz estranha que brilhava dentro dessa esfera. Percorreu uma trajectória fora do comum no espaço. De repente vejo essa luz transformar-se na forma de uma pomba, a qual percorreu também o céu, deixando cair a semelhança de formas de fogo em diversos lugares, diversos grupos religiosos, incluindo a igreja adventista do sétimo dia.
Esses sinais, que também foram percebidos um pouco por toda a parte, foram imediatamente identificados como o derramamento do Espírito Santo, incluindo por um familiar meu, adventista do sétimo dia, que se encontrava ao meu lado.
Enquanto observava tudo aquilo, o Espírito de Deus me fez compreender que tudo não passava de um falso reavivamento, não sendo o Espírito de Deus que operava, mas o próprio Satanás. Disse para esse familiar: “Como pode o Espírito Santo ser derramado sobre igrejas apóstatas, incluindo a igreja adventista do sétimo dia, também apostatada?!”
A sua reação foi de completa frieza, enquanto esse familiar se afastou de mim, irado por minhas palavras, admirado de que eu não quissesse reconhecer tudo aquilo como uma operação milagrosa de Deus.
Ao acordar, este sonho me fez lembrar uma visão de Ellen White:
Vi um trono, e assentados nele estavam o Pai e o Filho. Contemplei o semblante de Jesus e admirei Sua adorável pessoa. Não pude contemplar a pessoa do Pai, pois uma nuvem de gloriosa luz O cobria. Perguntei a Jesus se Seu Pai tinha a mesma aparência que Ele. Jesus disse que sim, mas eu não poderia contemplá-Lo, pois disse: "Se uma vez contemplares a glória de Sua pessoa, deixarás de existir." Perante o trono vi o povo do advento - a igreja e o mundo. Vi dois grupos, um curvado perante o trono, profundamente interessado, enquanto outro permanecia indiferente e descuidado. Os que estavam dobrados perante o trono ofereciam suas orações e olhavam para Jesus; então Jesus olhava para Seu Pai, e parecia estar pleiteando com Ele. 
Uma luz ia do Pai para o Filho e do Filho para o grupo em oração. Vi então uma luz excessivamente brilhante que vinha do Pai para o Filho e do Filho ela se irradiava sobre o povo perante o trono. Mas poucos recebiam esta grande luz. Muitos saíam de sob ela e imediatamente resistiam-na; outros eram descuidados e não estimavam a luz, e esta se afastava deles. Alguns apreciavam-na, e iam e se curvavam com o pequeno grupo em oração. Todo este grupo recebia a luz e se regozijava com ela, e seu semblante brilhava com glória. 
Vi o Pai erguer-Se do trono e num flamejante carro entrar no santo dos santos para dentro do véu, e assentar-Se. Então Jesus Se levantou do trono e a maior parte dos que estavam curvados ergueram-se com Ele. Não vi um raio de luz sequer passar de Jesus para a multidão descuidada depois que Ele Se levantou, e eles foram deixados em completas trevas. Os que se levantaram quando Jesus o fez, conservavam os olhos fixos nEle ao deixar Ele o trono e levá-los para fora a uma pequena distância. Então Ele ergueu o Seu braço direito, e ouvimo-Lo dizer com Sua amorável voz: "Esperai aqui; vou a Meu Pai para receber o reino; guardai os vossos vestidos sem mancha, e em breve voltarei das bodas e vos receberei para Mim mesmo." Então um carro de nuvens, com rodas como flama de fogo, circundado por anjos, veio para onde estava Jesus. Ele entrou no carro e foi levado para o santíssimo, onde o Pai Se assentava. Então contemplei a Jesus, o grande Sumo Sacerdote, de pé perante o Pai. Na extremidade inferior de Suas vestes havia uma campainha e uma romã, uma campainha e uma romã. Os que se levantaram com Jesus enviavam sua fé a Ele no santíssimo, e oravam: "Meu Pai, dá-nos o Teu Espírito." Então Jesus assoprava sobre eles o Espírito Santo. Neste sopro havia luz, poder e muito amor, alegria e paz. 
Voltei-me para ver o grupo que estava ainda curvado perante o trono; eles não sabiam que Jesus o havia deixado. Satanás parecia estar junto ao trono, procurando conduzir a obra de Deus. Vi-os erguer os olhos para o trono e orar: "Pai, dá-nos o Teu Espírito." Satanás inspirava-lhes uma influência má; nela havia luz e muito poder, mas não suave amor, alegria e paz. O objetivo de Satanás era mantê-los enganados e atrair de novo e enganar os filhos de Deus.” Primeiros Escritos, págs. 54-56.
Quem se senta no trono? O Pai e o Filho. Até uma criança poderia responder a esta pergunta…
De facto, a verdadeira igreja de Cristo receberá o derramamento do Espírito Santo, no entanto, aqueles que se tiverem unido ao mundo, e tiverem rejeitado a luz de Deus, receberão o espírito de Satanás.
Infelizmente, de igual forma que a igreja cristã no passado, a igreja adventista do sétimo dia se corrompeu e apostatou ao aceitar a trindade, um ensino pagão e um erro fatal, o qual abriu e continuará abrindo a porta a outros erros.
“Mesmo antes do estabelecimento do papado, os ensinos dos filósofos pagãos haviam recebido atenção e exercido influência na igreja. Muitos que se diziam conversos ainda se apegavam aos dogmas de sua filosofia pagã, e não somente continuaram no estudo desta, mas encareciam-no a outros, como meio de estenderem sua influência entre os pagãos. Erros graves foram assim introduzidos na fé cristã. Destaca-se entre outros o da crença na imortalidade natural do homem e sua consciência na morte. Esta doutrina lançou o fundamento sobre o qual Roma estabeleceu a invocação dos santos e a adoração da Virgem Maria. Disto também proveio a heresia do tormento eterno para os que morrem impenitentes, a qual logo de início se incorporara à fé papal.” A História da Redenção, pág. 223.
“Declara-se que Babilónia é “mãe das prostitutas”. Como suas filhas devem ser simbolizadas as igrejas que se apegam às suas doutrinas e tradições, seguindo-lhe o exemplo em sacrificar a verdade e a aprovação de Deus, a fim de estabelecer uma aliança ilícita com o mundo. A mensagem de Apocalipse 14, anunciando a queda de Babilônia, deve aplicar-se às organizações religiosas que se corromperam.” Grande Conflito, págs. 382, 383.
Desta forma podemos concluir que, pelo facto da igreja adventista se ter apegado às “doutrinas e tradições” de Roma, fazendo assim aliança ilícita com o mundo, tornou-se uma igreja caída, verdadeiramente Babilónia.
Apelo a todos os que lêem estas palavras, que aproveitem o tempo de misericórdia que Deus concede hoje, pois amanhã pode ser muito tarde. Abandonem o mundo, as doutrinas e tradições de Roma, e firmem-se na verdade, tal como Cristo a apresentou:
“E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Jo. 17:3.
"Não deveríamos levar em consideração a misericórdia divina? Que mais Deus poderia fazer? Estabeleçamos, pois, uma relação verdadeira com Aquele que nos amou com amor tão maravilhoso. Aceitemos os meios que nos foram oferecidos, para sermos transformados à Sua semelhança e restaurados à comunhão com os anjos ministradores, à harmonia e comunhão com o Pai e o Filho." Caminho a Cristo, pág. 22.
Naquele dia, quando Jesus e Seu Pai, e todos os anjos nos vierem buscar, que será de cada um de nós?!
“Está diante de mim uma grande congregação. Quantos de vocês estão confessando Cristo diante do mundo? Ele confessará diante do Seu Pai e diante dos santos anjos os nomes daqueles que O confessaram aqui.” The General Conference Bulletin, 6 de Abril de 1903, par. 6 e 7.

Sem comentários:

A ansiedade é cega, e não pode discernir o futuro; mas o Filho do Altíssimo vê o fim desde o começo. Em toda dificuldade tem Ele um caminho preparado para trazer alívio. Nosso Pai celestial tem mil modos de providenciar em nosso favor, modos de que nada sabemos. Os que aceitam como único princípio tornar o serviço e a honra do Altíssimo o supremo objetivo, hão de ver desvanecidas as perplexidades, e uma estrada plana diante de seus pés. (DTN, pág. 273).


Podemos Ir a Yahushua e Receber Não Só Perdão Mas Também Salvação de Todo o Pecado

"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." I Jo 1:9.



YAHUSHUA "salvará o Seu povo dos seus pecados." Mat. 1:21. Este presente está disponível a cada um de nós. Amén!


Condições para ser justificado por Yahushua

Conquanto Yahuh possa ser justo, e contudo justifique o pecador pelos méritos de Seu Filho, nenhum homem pode trajar-se com os vestidos da justiça de Yahushua, enquanto praticar pecados conhecidos ou negligenciar deveres conhecidos. O Altíssimo requer a completa entrega do coração, antes que a justificação tenha lugar; e a fim de o homem reter a justificação, deve haver contínua obediência, mediante fé viva e ativa que opera por amor e purifica a alma." - Review and Herald, 4 de novembro de 1890.



Os profetas e os apóstolos não aperfeiçoaram o carácter cristão por um milagre. Eles usaram os meios que YAHUH colocou ao seu alcance, e todos os que empreenderem um esforço semelhante assegurarão um resultado semelhante. (Spirit of Prophecy, vol. IV, cap. 22, pág. 305).


Precisam-se...

"A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus."


Ellen White, Educação, pág. 57.




É intuito do Pai Celeste preservar entre os homens, mediante a observância do sábado, o conhecimento de Si mesmo. Seu desejo é que o sábado nos aponte a Ele como o único Soberano verdadeiro, e pelo conhecimento dEle possamos ter vida e paz. Ellen G. White, 3 TS, 16 (1900), Eventos Finais, 68.




Quem pode medir os resultados?

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" ...a obra da graça no coração é pequena ao princípio. É dita uma palavra, um raio de luz projectado na alma, exercida uma influência que é o início da nova vida; e quem pode medir os resultados?" Ellen White (P.J. pág. 78)