Se esta obra é de homens, se desfará, mas, se é do Altíssimo, não podereis desfazê-la. (Actos 5:38,39).


"Aquele que deseja conhecer a verdade, deve estar disposto a aceitar tudo o que ela revela. Não pode ter nenhuma transigência com o erro. Ser vacilante e morno para com a verdade, é preferir as trevas do erro e a ilusão satânica." O Desejado de Todas as Nações, (cap. O Sermão da Montanha) pág. 257.

Lê o artigo: "Novas Verdades", (http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/02/novas-verdades.html
)

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segunda-feira, 20 de abril de 2015

A Verdadeira Lua Nova

Não posso deixar de lamentar as barbaridades que circulam na internet acerca deste tema.  É horroroso pensar na maneira como o diabo trabalha para confundir as mentes.


Neste dia celebramos a lua nova, pois foi ontem à noite que a vimos. Algo que para nós foi quase inédito, pois conseguimo-la ver bastante fininha, já quase a  "tocar" os montes no horizonte e prestes a esconder-se, não fosse a nossa vigilância e atenção constantes.

Não posso deixar de lamentar as barbaridades que circulam na internet acerca deste tema.  É horroroso pensar na maneira como o diabo trabalha para confundir as mentes. Além da teoria de que o Sábado,  o sétimo dia, se calcula a partir deste dia, o que é completamente falso, afirmam alguns que a lua nova, ou o início do mês, se celebra na lua cheia, o que é até assustador.

Então como explicam que, logo após a criação da lua no quarto dia, que seguramente iniciou o seu crescimento a partir desse instante, houvesse logo um Sábado, dois dias depois?! E uma sucessão de seis dias, quando eles falam de sete dias depois da lua aparecer e então o Sábado?! Antes que fosse criada a lua já a semana tinha iniciado!

Estas teorias não têm nenhuma base bíblica, pelo contrário,  não há qualquer texto em todas as escrituras que dê apoio a tal ideia. Inclusivamente é contra o senso comum.

Primeiro, porque os seus defensores, que dizem ter sido alterado o calendário, estão a fazer igual ou pior, pois aniquilam a semana literal, quebrando o mandamento do Sábado, dando origem a semanas de 8 ou mais dias, nomeadamente na passagem de um mês para o seguinte.

As alterações que foram feitas no calendário, no passado, ainda que pagãs, não impediram os fiéis de guardar nem o Sábado,  nem qualquer outro mandamento, nem de seguir o verdadeiro calendário bíblico, mas estas teorias chegam a ser piores. Tendo um certo disfarce bíblico,  podem ainda ser mais perigosas!

Segundo, porque ao celebrarem o início do mês na lua cheia estão a seguir as pisadas dos pagãos que adoravam e celebravam a lua cheia. Isso não faria sentido nenhum, iniciar-se o mês a meio do ciclo ou crescimento da lua. Na verdade assim fazem muitos que estão ligados a correntes pagãs, e filosofias da nova era, etc.

É interessante notar que em determinada descrição de Ellen White podemos compreender que a lua cheia correspondia claramente ao meio do mês, uma vez que a Páscoa é celebrada no dia 14 e não no início do mês:

"Em companhia dos discípulos,  fez o Salvador vagarosamente o caminho para o jardim de Getsêmani. A Lua pascoal, clara e cheia, brilhava num céu sem nuvens." Desejado de Todas as Nações,  pág. 658.

Muita prudência,  pois o diabo não só introduziu a adoração ao sol entre o professo povo do Altíssimo,  por meio da trindade e não só, mas até entre aqueles que a abandonaram quer introduzir outros erros como a adoração à lua!

sábado, 21 de maio de 2011

Livro "Um Tempo Para Si"

Ei-lo aí, já chegou!

O último engano da publicadora Servir, já está a ser distribuído, o livro Um Tempo Para Si.

Já havia falado nele, no artigo em que falei de um livro cujos contornos são os mesmos, Do Sábado Para o Domingo: “Muito em breve sairá um livro sobre o sábado, e que será distribuído pela igreja adventista do sétimo dia, pelo menos em Portugal, cujo padrão é o mesmo, ou seja, é de molde a preparar o professo povo do Altíssimo, que pretende guardar o sábado de Yahuh, para a aceitação da lei dominical.”
Não comprem nem distribuam este livro, é completamente anti-bíblico. Seus autores estão ligados ao ecumenismo. Sua base é humanista, por isso o título se enfoca no ser humano e não no Altíssimo. O corpo de pastores e anciãos, toda a publicadora Servir, a União, etc., estão minados com maçons e jesuítas, que estão iludindo, enganando e arrastando para a perdição a milhares de adventistas do sétimo dia. Este livro é pior que esterco! Só presta para uma coisa, para ser queimado. Reparem bem nalguns detalhes da capa principal:

E para quem tenha dúvidas de que esta é a capa principal, basta olhar para a lombada do livro e ver como e onde se encontra o símbolo da Servir:

Já repararam nos destaques que fiz na primeira imagem apresentada acima? Em 1º lugar, a entrada de um jardim, visto do lado exterior, fechada! Isto faz-vos lembrar alguma coisa? A proibição do Altíssimo a Adão e Eva de que não poderiam entrar mais no jardim do Éden, tendo colocado querubins para guardarem a entrada (Gén. 3:23, 24).
Em 2º lugar, uma mulher com uma postura sensual, libertina e atrevida, deitada sobre uma cama de rede, fora do jardim, fazendo com ambas as mãos, dois símbolos maçónicos diferentes. Reparem ainda que ela segura uma maçã em sua mão direita. O que é que tudo isto significa? Quem é que vos faz lembrar esta mulher? Eva, não é verdade?! E quem é que falta? O Adão, não é?!
Neste caso, uma mulher representando Eva aparece a descansar sobre uma tradicional cama de rede, com uma maçã na mão e um olhar atrevido. Ora, Eva foi enganada, e tentou enganar a Adão, convidando-o a tomar do fruto proibido que tradicionalmente, se diz ser a maçã. Sabemos que Adão não se deixou enganar mas, temendo a separação de sua mulher, preferiu pecar juntamente com ela, tendo sido ambos expulsos do jardim (Patriarcas e Profetas, págs. 56, 57).
Ou seja, esta imagem significa um convite a tomar do fruto proibido. Qual fruto? O que é que Satanás disse a Eva e esta por sua vez a Adão?
“Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
Porque o Altíssimo  sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como o Altíssimo, sabendo o bem e o mal.
E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.” Gén. 3: 4-6.

Este livro é isso mesmo; Um Tempo Para Si é um convite muito subtil a tomar do fruto proibido, e sermos como o Altíssimo. É uma mistura muito bem preparada e falsificada de verdade com erro, uma oferta diferente da que o Altíssimo nos faz, mas que agrada aos apetites, que é interessante ao coração natural, que apela ao orgulho, ao egoísmo.
Esta é uma das tramas mais bem sucedidas por maçons: Trabalhar por meio de imagens, e repetir ideias que impactem segundo as suas conveniências. Vão ao ponto de estampar seus objectivos na capa principal, pois que muitos leitores não passarão daí. Tomar Um Tempo Para Si, eis o convite de Satanás e seus agentes, por meio daquela mulher, igreja, que tendo sido pura, apostatou.
Os seus modos atrevidos e os símbolos maçónicos, representam bem a realidade da igreja adventista do sétimo dia, a qual se prostituíu, tendo se unido ao ecumenismo e tendo se tornado uma refém de todo o sistema da maçonaria. Caiu, e não se levantará mais, por isso estende o convite para que venham e se prostituam também com ela.

Um Tempo Para Si, é algo muito vago, indefinido, que sugere a necessidade de tomar um tempo, mas a ênfase do livro não é especificar que tempo. Eis o objectivo do livro:

(Pág. 10, par. 2, 1ªP)
A mesma ideia é repetida inúmeras vezes:
“O mandamento do sábado é uma ordem para se trabalhar seis dias e se descansar um.” (Pág. 17, par. 3, 1ªP)
“Deus deu-nos uma razão válida para pararmos o nosso trabalho, de sete em sete dias.” (Pág. 21, par. 1, 1ªP)
“Um dia por semana…” (Pág. 24, 1ªP)
“Apenas 24 horas por semana…” (Pág. 26, par. 1, 1ªP)
Vão mesmo ao ponto de querer distinguir Sábado e sétimo dia:
“A origem da observância do Sábado no sétimo dia de uma semana de sete dias… ” (Pág. 6, par. 3, da 2ªP)
Não se deixem iludir por favor! O objectivo deste livro, ainda que fale da observância do sétimo dia, é preparar as pessoas para se submeterem à lei dominical:
“Mas porquê esperar por iniciativas comunitárias, sociais ou políticas, que nos sugiram ou obriguem a fazer algo que nos beneficia, principalmente quando feito voluntária e livremente?” (Pág. 23, 24, 1ªP)
(O seguinte trecho aparece na parte final do capítulo que especifica que o sábado é o sétimo dia e não outro:) “Espero que tenha apreciado esta reflexão. Apesar de ser verdade, não tenho a pretensão de o ter convencido, com estas poucas palavras, a aceitar que o Sábado é um dia sagrado, que Deus ordena que seja observado de uma forma especial. Nem sequer estou preocupado sobre se o influenciei ou não a dedicar as horas desse dia especial a Deus.” (Pág. 94, par. 3, 1ªP)
“O próprio Cristo foi Quem estabeleceu o Sábado, portanto, só Ele tem autoridade para o abolir ou mudar a promessa a ele ligada para outro dia…” ( Pág. 7, par. 5, 2ªP)
Ou seja, está-se a colocar a hipótese de que Yahushua possa aparecer e dizer que mudou o dia de guarda do Sábado para o domingo, e isto apenas dois parágrafos depois de citar Mt. 5:17,18! Isto é abertamente uma rejeição da Palavra do Altíssimo.
Ora, o que é que Ellen White nos advertiu que irá acontecer?! Não foi exactamente que Satanás personificará o Ungido, pretendendo ter sido alterada a santificação do Sábado para o domingo?!
Prestem atenção, pois antes que venha a lei dominical, isto irá acontecer, Satanás personificará Yahushua, o Ungido. Leiam atentamente em:
“Ele curou os doentes no Sábado e mostrou que o Altíssimo trabalhava até no Sábado para enriquecer e preservar a vida.” (Pág. 8, par. 2, 2ªP)
Ou seja, o que estão a transmitir é que, se por circunstâncias excepcionais de crise, a fim de salvar a economia ou a sociedade, e consequentemente assegurar e preservar a vida, seja preciso e até mesmo obrigatório trabalhar ao Sábado, isso não é pecado!

Verdadeiramente, este livro é uma artimanha de Satanás para enredar as almas. Não irei dissecar todas as barbaridades e disparates que nele estão contidos. Apenas quero lançar o alerta, e despertar o povo, para que abram bem os olhos. Apresentarei de seguida alguns detalhes que merecem ser denunciados:
“A ordem “cessar” (ou “repousar”) não é uma ordem para nos abstermos de actividades agradáveis.” (Pág. 19, par. 2, da 1ªP)
Quantas coisas há que são agradáveis mas que não nos são lícitas fazer no dia de Sábado!
“Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia de Yahuh, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras, Então te deleitarás em Yahuh, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca de Yahuh o disse.” Is. 58: 13, 14.

“Mas, quando cessamos o nosso labor ao Sábado, também devemos deixar de tentar ser Deus, de sermos o deus da nossa própria vida.” (Pág. 34, par. 2, 1ªP)

Então quer dizer que durante a semana somos, ou pelo menos é-nos lícito tentar ser, deuses?! Um absurdo completo. Linguagem da serpente!

“Mas, para aqueles que pensam como Deus pensa, o descanso é um fim em si mesmo.” (Pág. 35, par. 1, 1ªP)

Novamente uma linguagem ambígua, e que coloca o descanso acima do próprio Altíssimo, fazendo de nós mesmos deuses. Isto é panteísmo, é veneno mortal!

“Entre outras coisas, o Sábado é uma altura de mimar, de cuidar, do espírito.” (Pág. 44, par. 1, 1ªP)

Mimar é satisfazer vontadinhas que nem sempre são boas, mas hedonísticas e egoísticas. Fala-se de cuidar do espírito, mas isso é inverter as coisas, e até espiritualizá-las, como que havendo possibilidade disso sem o Altíssimo. É o Altíssimo quem cuida e opera em nós e não o contrário. Isto é puro humanismo!

Para terminar, quero realçar que tiveram a pouca vergonha de introduzir um lema maçónico como título do cap. 5: “Um Tempo para criar ordem a partir do caos”. E como se não bastasse, pretendem que no Universo do Altíssimo havia caos, e que foi a partir desse caos que Ele criou o mundo:

“A Bíblia começa com caos e daí segue para a ordem.” (Pág. 59, par. 3, 1ªP)

“Quando Deus ordenou que a Terra viesse à existência, Ele pegou no caos incontrolável e transformou-o em ordem.” (Pág. 60, par. 4, 1ªP)

Isto é anti-bíblico, é satânico. É o mesmo que dizer que o Altíssimo não é perfeito, e que aquilo que Ele havia criado outrora, antes da Terra, era algo caótico e descontrolado!

Mas é mais grave ainda. É desculpar o pecado, e pretender que este era inevitável, necessário até, a fim de se conseguir algo melhor. Não admira que por diversas vezes, ao longo deste livro, se apresente a graça barata, onde o Altíssimo faz tudo por nós, e nós não precisamos de fazer nada (exemplos: pág. 45, 47, 51, 80... da 1ªP).

É dizer, e aqui toco mais uma vez no assunto que falei mais acima, que por meio de um sábado, que seguramente não é o sábado bíblico, o Altíssimo irá transformar o caos presente em paz e prosperidade. Isto é afirmar que o Altíssimo irá criar uma nova ordem mundial a partir do caos presente, por meio do sábado espúrio, o domingo.

Penso que fui claro, e já apresentei razões mais que suficientes para que compreendais de que natureza é este livro. Não vem certamente do Altíssimo!

NOTA:
Nas citações retiradas do livro, coloquei 1ªP como referindo-se à parte onde está escrito na capa [para quê?], e 2ªP referindo-se à outra parte, do [porquê?] 

sábado, 26 de março de 2011

Defesa subtil “Do Sábado Para o Domingo”

 Aparentemente pode até parecer um livro que defenda a validade do sábado, o 7º dia.   Mas poderia o Vaticano autorizar e imprimir um livro que não defendesse os seus interesses?! Poderia o papa aprovar algo que não promovesse sua causa?!

Reparem:


Como diz o título “Do Sábado Para o Domingo”, o livro não passa de um sublime estratagema de teologia e história eclesiástica, palha e um grande amontoado de opiniões de homens, numa tentativa de demonstrar que de facto passou-se de um para o outro, no devido tempo e com boas razões. Isto é, que afinal de contas os católicos e protestantes estão justificados em guardar o domingo, que se deve respeitar essa posição, que tal não é pecado, e que não é por se guardar o sábado que seremos salvos!


O mais grave é que Samuele Bacchiocchi, o autor do livro, era um teólogo adventista do 7º dia. Muito francamente, alguém que conheça a verdade, e se decida a contaminar estudando numa universidade do Vaticano, demonstra com clareza ser do mesmo exército. Como poderão andar dois juntos se não estiverem de acordo?! Mais um Jesuíta…
Um dia um professor disse-me que se queremos saber se um livro é interessante, importa ler a conclusão. Como tal, gostaria de colocar para vossa análise algumas frases da parte final do livro em questão:
“A forma plural “sabbata” refere-se exclusivamente ao sábado sétimo dia? O fato de que o plural tem três significados, a saber (1) vários sábados (LXX Eze. 46:3; Isa.1:13; Atos 17.2), (2) um sábado, (apesar do plural-LXX Êxo. 20:11; Mat. 1:21; 2:23-24; 3-2-4), e (3) a semana toda (cf. os títulos dos Salmos na LXX, Sal.23:1; 47:1 93:1; Mar. 16:2; Luc. 24:1; Atos 20:7) tem levado muitos a acreditar que em Colossenses o termo se refere não exclusivamente ao sábado do sétimo dia mas também a “dias da semana”.63 Esta posição merece consideração pois a enumeração realmente sugere festividades anuais, mensais e semanais. E ainda mais, o fato de que em Gálatas 4:10 (cf. Rom. 14:5), onde Paulo se opõe a um falso ensino marcadamente semelhante que insistia na observância de “dias, e meses, e tempos e anos,” a lista começa com “dias-hmeraς” (plural) dá-nos razões para acreditar que os “sábados” em Colossenses incluem outros dias além do sábado. Neste caso, Paulo está advertindo contra a observância de dias santos anuais, mensais e semanais em geral (incluindo o sábado). Também se encontra apoio para esta justaposição no qual “comer e beber” e a observância de tempos sagrados são colocados. A mesma correlação entre o comer-não-comer e a observância de dias é sugerida em Rom. 14:2 e 5. É, portanto, totalmente possível que os “dias” de Romanos e Gálatas, e os “sábados” de Colossenses, estão inter-relacionados, incluindo, além do sábado, outros dias da semana caracterizados por jejum ou tabus dietéticos.” Pág. 213.

“O princípio de agir segundo as convicções próprias e de respeitar um ponto de vista diferente (Rom. 14:3, 10, 13-16, 19-21) na questão de dietas e dias, se sobressai em Romanos em óbvio contraste com o princípio da justificação pela fé. Quanto a este, Paulo duramente se recusa a comprometer; quanto àquele, reconhece a consciência do indivíduo como a autoridade final. O que faz esta óbvia diferença? A resposta deve ser encontrada na compreensão que Paulo tinha do que é essencial e o que não é para a salvação. Que a fé em Jesus Cristo é a base da salvação, é para Paulo um princípio inquestionável e essencial (cf. Rom. 3:22, 26, 27, 28, 31; 4:3, 13, 22-25; 5:1). Porém, como a fé é experimentada e expressa de modo diferente em cada indivíduo, o modo pelo qual a fé é praticada não é essencial. “Que cada um”, diz Paulo, “seja completamente convencido em sua própria mente” (14:6). O principio básico repetidamente estabelecido pelo Apóstolo para determinar a legitimidade da observância de dias ou regras dietéticas, deve ser o de estar seguro de que se é motivado por um desejo consciente de se honrar ao senhor (“observe ao Senhor — curiw fronei” 14:6, 7, 18; cf. I Cor. 16:31).” Pág. 216.

“Na base deste principio, podemos perguntar, poderia Paulo ter advogado o abandono da observância do sábado? É difícil acreditar que ele teria considerado tal prática empecilho para se honrar ao Senhor, quando ele mesmo “costumeiramente” (Atos 17:2) se reunia com “judeus e gregos” no sábado na sinagoga (Atos 18:4). W. Rordorf argumenta que Paulo assume uma posição dupla. Com respeito aos cristãos judeus “fracos” ele lhes concede liberdade para observar a lei, inclusive o sábado. Por outro lado, aos cristãos gentios “fortes” ele concede absoluta “liberdade de qualquer observância da lei”, particularmente do sábado.76 Pode esta conclusão ser legitimamente tirada de Romanos 14? Observe-se que o conflito entre o “fraco” e o “forte” sobre dieta e dias está relacionado somente remotamente (se estiver) à lei mosaica. O “homem fraco” que “come somente legume” (14:2) não bebe vinho, (14:21) e “considera um dia melhor (aparentemente para jejuar) que outro” (14:5) não pode reivindicar apoio para tais convicções provenientes do Velho Testamento. Em lugar algum prescreve a lei mosaica estrito vegetarianismo, total abstinência de vinho e uma preferência por dias de jejum.77 Semelhantemente, o “homem forte” que “crê que pode comer qualquer coisa” (14:2) e que “considera iguais todos os dias” não está assegurando sua liberdade da lei mosaica mas, das crenças ascéticas aparentemente derivadas o judaísmo sectário.78 A discussão toda então, não é sobre a liberdade de se observar a lei versus a liberdade de não observá-la, mas concerne a escrúpulos “não essenciais da consciência, ditados, não por preceitos divinos, mas por convenções e superstições humanas. Uma vez que estas convicções e costumes divergentes não minavam o fundamento do evangelho, Paulo aconselha tolerância e respeito mútuos neste assunto.” Págs. 216, 217.

“Ao condicionarem a justificação e aceitação por Deus a coisas tais como a circuncisão e a observância de dias e tempos, os gálatas estavam tornando a salvação dependente da realização humana. Para Paulo isto era traição ao evangelho: “Separados estais de Cristo, vós que vos justificais pela lei; da graça tendes caído” (Gal. 5:4) É dentro deste contexto que a denúncia que faz Paulo da observância de dias e tempos deve ser compreendida. Se a motivação para estas observâncias não houvesse minado o princípio vital da justificação pela fé em Jesus Cristo, Paulo somente teria recomendado tolerância e respeito (como o faz em Romanos 14), mesmo se alguns idéias fossem estranhas ao ensino do Velho Testamento.” Págs. 217, 218.

“Terceiro, o fato de que Paulo recomenda tolerância e respeito mesmo com relação a diferenças em dieta e dias (Rom.14:3-6) oriundos de convenções humanas, indica que na questão de “dias” ele era demasiado liberal para promover o repúdio do mandamento do sábado e a adoção da observância do domingo em seu lugar. Houvesse ele feito assim e teria encontrado oposição e discussões intermináveis com os advogados do sábado. A ausência de qualquer traço de tal polêmica é talvez a mais clara evidência do respeito de Paulo para com a instituição do sábado.” Pág. 218.

“Em última análise, então, a atitude de Paulo para com os sábados deve ser determinada não na base de suas denúncias das observâncias heréticas e supersticiosas que possivelmente incluíam a guarda do sábado, mas sim na base de sua atitude para com a lei como um todo. A falha em não distinguir entre o conceito de Paulo para com a lei como um corpo de instrução que ele considera “santo justo e bom” (Rom. 7:12; cf. 3:31; 7:14, 22) e da lei como um sistema de salvação separado de Jesus Cristo, que ele energicamente rejeita, é, aparentemente, a causa de muito mal-entendido quanto à atitude de Paulo para com o sábado. Não há dúvida que o Apóstolo respeitava aquelas instituições do Velho Testamento que ainda tinham valor aos cristãos.” Pág. 218.

 “Por outro lado, sempre que estes costumes ou semelhantes eram promovidos como base de salvação, ele denunciava em termos inequívocos sua função desvirtuada. Poderíamos dizer, portanto, que Paulo rejeitava o sábado como meio de salvação, mas aceitava-o como sombra apontando para a substância que pertence a Cristo.” Págs. 218, 219.

Não sou nenhum especialista nestes assuntos, mas a linguagem utilizada faz-me lembrar a dos meus professores enquanto estudei teologia. Como se diz em português, “dão uma no cravo e outra na ferradura”! Ou seja, ora se diz uma coisa, ora se diz outra, diz-se e contradiz-se. Tese, antítese, síntese.

Bacchiocchi começa por meter o sábado no mesmo saco dos outros dias da semana. Aplica a linguagem que Paulo utilizou ao falar de dias e sábados em Romanos, Gálatas e Colossenses, como se referindo tanto ao sábado como aos restantes dias da semana. Posteriormente vai afirmar o contrário, segundo as conveniências!

Quem ler o livro, notará o misticismo, a incerteza, a prejuração com os quais se envolve o sábado. É significativo que ao se colocar o sábado no mesmo saco dos “dias”, e ao falar-se de “agir segundo as convicções próprias e de respeitar um ponto de vista diferente (Rom. 14:3, 10, 13-16, 19-21) na questão de dietas e dias”, dá-se lugar à apostasia. Ou seja, poderá pressupor-se que se cada um faz conforme lhe apetece, achando que está a servir ao Altíssimo, então tem que ser respeitado, nem que esteja a guardar o domingo. Ainda para mais, afirma-se que o essencial do que Paulo nos quer transmitir é acerca daquilo que é para a nossa salvação.

Lamentavelmente, o próprio autor afirma que o sábado, e consequentemente qualquer dos mandamentos, não é essencial para a nossa salvação. É verdade que somos salvos pela graça (Ef. 2:8), no entanto, viver na graça não significa viver à margem dos mandamentos, segundo as convicções e fé de quem quer que seja. É puro ecumenismo afirmar que se deve permitir que alguém actue segundo as suas convicções religiosas desde que não mine o fundamento do evangelho, a justificação pela fé, mesmo se tais convicções sejam contrárias aos ensinamentos do velho testamento. Isto é ousadia a mais, é não ter vergonha, nem escrúpulos pela verdade, é denunciar-se a si mesmo.

Que espécie de salvação preconiza o autor se não houver uma aceitação, e consequente obediência aos princípios de Yahuh?! Por isso tal afirmação é muito perigosa e abre margem para a aceitação de uma futura lei dominical.

Mas ele não ficou por aqui. Sugere que Paulo, embora seja “difícil de acreditar”, tenha “advogado o abandono da observância do sábado”, sendo liberal, e que só não mudou o sábado para o domingo para não criar problemas e conflitos, nem impor nada a ninguém. É satânica esta linguagem. É dizer que ele respeitava o sábado, mas não que fosse seu defensor, ao ponto de ser capaz de abdicar dele para guardar o domingo!

A linguagem do autor apresenta um Paulo que considera o sábado inserido num conjunto de instruções boas, mas não imutáveis, pois também vai ao ponto de afirmar que certas instituições do velho testamento, entre as quais ele mesmo incluiu o sábado, “ainda tinham valor aos cristãos”. Ou seja, que um dia poderiam deixar de ter!

Como conclusão e cúmulo da linguagem da serpente, o autor desafortunadamente vai ao ponto de afirmar que “Poderíamos dizer, portanto, que Paulo rejeitava o sábado como meio de salvação, mas aceitava-o como sombra apontando para a substância que pertence a Cristo”.

Quanto à primeira parte já fiz alguns comentários, mas não chegam!

Nenhum cristão genuíno pensa no sábado, ou em qualquer outro mandamento, como meio de salvação mas como parte da salvação, da restauração da imagem do Altíssimo no homem, oferecidas por Yahushua, nosso Salvador. Dessa forma, se alguém que pretende servir ao Altíssimo voluntariamente guarda o domingo em vez do sábado ordenado por Ele, não poderá salvar-se, pois justificação pela fé implica obediência (Tg. 2:14-26).

Quanto à segunda parte da frase, ao apresentar o sábado como uma sombra, apresenta-o como algo indefenido, incerto, místico. Daí deduz-se que o mais importante não é o sábado em si, mas o facto de que ele aponte para o Ungido. Infelizmente o autor não explicou porque razão é que o sábado apontava para o Ungido, apenas se limitou a “provar” que Col. 2:16 se refere ao sábado semanal e não aos sábados cerimoniais (mentira!). Sim, estes últimos eram na verdade uma sombra de Yahushua, no sentido em que apontavam para o Seu sacrifício no futuro.

Mas o sábado semanal, o sétimo dia, (aquele que vem depois da sexta-feira e antes do domingo, para que não restem dúvidas!) não é uma sombra, mas algo imutável! (Is. 66: 22, 23; Mat. 5:17,18).

Por outro lado, o dizer que o sábado é uma “sombra apontando para a substância que pertence a Cristo” é uma clara menção à eucaristia dominical. Esta é uma forma muito estranha de terminar um livro que supostamente defende o sábado!

Finalmente, este livro, cujos intentos estão bem manifestos nesta conclusão, é uma verdadeira tentativa de justificar a alteração papal “Do Sábado Para o Domingo”.

Não é por acaso que a capa original do livro apresenta uma luz sendo projectada sobre as letras do sábado, produzindo as letras do domingo em sombra:





Ou seja, o que o autor pretende instalar no subconsciente, e até no consciente dos leitores, é que a luz que o Altíssimo projectou foi de molde a justificar uma mudança “ Do Sábado Para o Domingo”, e que na verdade, o sábado que Ele ordena guardar passou a ser o domingo.

Meu irmãos, a estratégia de Roma não mudou!

Muito em breve sairá um livro sobre o sábado, e que será distribuído pela igreja adventista do sétimo dia, pelo menos em Portugal, cujo padrão é o mesmo, ou seja, é de molde a preparar o professo povo do Altíssimo, que pretende guardar o sábado de Yahuh, para a aceitação da lei dominical.
(Ver:http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/05/o-ultimo-engano-da-publicadora-servir.html)

domingo, 14 de março de 2010

Um dia de Esperança

Abram os olhos!
Vejam como cada vez mais os símbolos da adoração ao sol estão presentes na igreja adventista do sétimo dia! E agora associados com o tema da esperança...

Pessoas de braços abertos voltados para o sol:
http://www.portaladventista.org/
http://www.sabado.org/

Qual sábado? O falso sábado, aquele que é conhecido na igreja católica pelo dia do Senhor, e ao qual também chamam o sétimo dia.

Para ler mais sobre este tema ver:
http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/08/adoracao-ao-solentre-o-professo-povo-de.html
(Reparem nas imagens retiradas da série de folhetos intitulada "Esperança Para Todos")

Lê também o artigo: O caminho para a esperança (http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2010/03/o-caminho-para-esperanca.html)

A ansiedade é cega, e não pode discernir o futuro; mas o Filho do Altíssimo vê o fim desde o começo. Em toda dificuldade tem Ele um caminho preparado para trazer alívio. Nosso Pai celestial tem mil modos de providenciar em nosso favor, modos de que nada sabemos. Os que aceitam como único princípio tornar o serviço e a honra do Altíssimo o supremo objetivo, hão de ver desvanecidas as perplexidades, e uma estrada plana diante de seus pés. (DTN, pág. 273).


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"Conquanto Yahuh possa ser justo, e contudo justifique o pecador pelos méritos de Seu Filho, nenhum homem pode trajar-se com os vestidos da justiça de Yahushua, enquanto praticar pecados conhecidos ou negligenciar deveres conhecidos. O Altíssimo requer a completa entrega do coração, antes que a justificação tenha lugar; e a fim de o homem reter a justificação, deve haver contínua obediência, mediante fé viva e ativa que opera por amor e purifica a alma." - Review and Herald, 4 de novembro de 1890.







Os profetas e os apóstolos não aperfeiçoaram o carácter cristão por um milagre. Eles usaram os meios que YAHUH colocou ao seu alcance, e todos os que empreenderem um esforço semelhante assegurarão um resultado semelhante. (Spirit of Prophecy, vol. IV, cap. 22, pág. 305).


Precisam-se...

"A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus."


Ellen White, Educação, pág. 57.




É intuito do Pai Celeste preservar entre os homens, mediante a observância do sábado, o conhecimento de Si mesmo. Seu desejo é que o sábado nos aponte a Ele como o único Soberano verdadeiro, e pelo conhecimento dEle possamos ter vida e paz. Ellen G. White, 3 TS, 16 (1900), Eventos Finais, 68.