Se esta obra é de homens, se desfará, mas, se é do Altíssimo, não podereis desfazê-la. (Actos 5:38,39).


"Aquele que deseja conhecer a verdade, deve estar disposto a aceitar tudo o que ela revela. Não pode ter nenhuma transigência com o erro. Ser vacilante e morno para com a verdade, é preferir as trevas do erro e a ilusão satânica." O Desejado de Todas as Nações, (cap. O Sermão da Montanha) pág. 257.

Lê o artigo: "Novas Verdades", (http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/02/novas-verdades.html
)

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Guiados pelo Senhor Jeová

Em tempo de dificuldades, quando não sabemos que direcção tomar, confiemos no Senhor Jeová. Ele prometeu: "Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos." Sl. 32:8

"A ansiedade é cega, e não pode discernir o futuro; mas Jesus vê o fim desde o começo. Em toda dificuldade tem Ele um caminho preparado para trazer alívio. Nosso Pai celestial tem mil modos de providenciar em nosso favor, modos de que nada sabemos. Os que aceitam como único princípio tornar o serviço e a honra de Deus o supremo objetivo, hão de ver desvanecidas as perplexidades, e uma estrada plana diante de seus pés." O Desejado de todas as Nações, pág. 273.(http://www.ellenwhitebooks.com/?l=4&p=330)

"Como Cristo viveu a lei na humanidade, assim podemos fazer, se nos apegarmos ao Forte em busca de força. Mas não devemos pôr a responsabilidade de nosso dever sobre outros, e esperar que eles nos digam o que fazer. Não podemos depender da humanidade quanto a conselhos. O Senhor nos ensinará nosso dever com tanta boa vontade como o faz a qualquer outro. Se a Jesus nos achegarmos com fé, transmitir-nos-á pessoalmente os Seus mistérios. Nosso coração arderá muitas vezes dentro de nós ao aproximar-Se Ele para comungar conosco como fez com Enoque. Os que decidem não fazer, em qualquer sentido, coisa alguma que desagrade a Deus, depois de Lhe apresentarem seu caso saberão a orientação que hão de tomar. E não receberão unicamente sabedoria, mas força. Ser-lhes-á comunicado poder para a obediência e para o serviço, assim como Cristo prometeu. Tudo quanto foi dado a Cristo - "todas as coisas" para suprir as necessidades dos homens caídos - foi-Lhe dado como Cabeça e Representante da humanidade. E "qualquer coisa que Lhe pedirmos, dEle a receberemos; porque guardamos os Seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à Sua vista". I João 3:22." O Desejado de todas as Nações, pág. 571. (http://www.ellenwhitebooks.com/?l=4&p=668)

"O caminho da sinceridade e integridade não é isento de obstáculos, mas em cada dificuldade devemos ver um chamado à oração." O Desejado de todas as Nações, pág. 570. (http://www.ellenwhitebooks.com/?l=4&p=667)

domingo, 18 de abril de 2010

O Arrependimento de Jó

"Embora cansado da vida, a Jó não foi permitido morrer. (…) Das profundezas do desencorajamento e desânimo Jó se levanta para as alturas da implícita confiança na misericórdia e o poder salvador de Deus.
(…) Quando Jó teve um vislumbre de seu Criador, abominou-se a si mesmo, e se arrependeu no pó e na cinza. Então o Senhor pôde abençoá-lo abundantemente, e fazer os seus últimos dias os melhores de sua vida."


(Para ler os dois artigos anteriores a fim de melhor compreender este, que vem na sequência, clica aqui: http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/07/o-grande-problema-de-job.html
http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2010/01/eliu-um-mensageiro-do-senhor.html)

Repreensão Divina

Após o discurso de Eliú, que deixou bem claro que o grande problema de Jó era a sua justiça própria, o próprio Deus fez questão de se dirigir a este Seu filho, repreendendo-o pessoalmente:

"Depois disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás." Jó 38:1-3

Às perguntas de Zofar “Poderás descobrir as cousas profundas de Deus? Poderás descobrir perfeitamente o Todo-poderoso?” (Job 11:7), Jó tinha respondido:

“Eu tenho entendimento como vós, eu não vos sou inferior. Quem não sabe tais cousas como essas?”;  “Eis que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam. Como vós o sabeis, também eu o sei; não vos sou inferior." (Job 12:3; 13:1,2)
 
Agora o Senhor continua o Seu discurso, usando até mesmo a ironia, para fazer Jó refletir no seu orgulho e justiça própria, e admitir a loucura do seu pecado:

"Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pós as medidas, se é que o sabes? (...) Ou desde os teus dias deste ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar; (...) Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo? Ou descobriram-se-te as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte? Ou com o teu entendimento chegaste às larguras da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isto.

Onde está o caminho onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar; Para que as tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas da sua casa? De certo tu o sabes, porque já então eras nascido, e por ser grande o número dos teus dias!

Ou entraste tu até aos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva, Que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra?

(...) Ou poderás tu ajuntar as delícias do Sete-estrelo ou soltar os cordéis do Orion? Ou produzir as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos? Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes estabelecer o domínio deles sobre a terra? Ou podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra? Ou mandarás aos raios para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui? Quem pôs a sabedoria no íntimo, ou quem deu à mente o entendimento?" Jó 38:4,5,12, 16-23,31-36.

"Respondeu mais o SENHOR a Jó, dizendo: Porventura o contender contra o Todo-Poderoso é sabedoria? Quem argui assim a Deus, responda por isso.

Então Jó respondeu ao SENHOR, dizendo: Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho à boca. Uma vez tenho falado, e não replicarei; ou ainda duas vezes, porém não prosseguirei.

Então o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: Cinge agora os teus lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me explicarás. Porventura também tornarás tu vão o meu juízo, ou tu me condenarás, para te justificares?" Jó 40:1-8.

Bendito Resultado

"Então respondeu Job ao Senhor, dizendo: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza." Jó 42: 1-6.

Finalmente Jó reconhece o seu pecado, humilha-se e arrepende-se!

“Os que experimentam a santificação bíblica manifestarão um espírito de humildade. Como Moisés, depois de contemplarem a augusta e majestosa santidade, vêem a sua própria indignidade contrastando com a pureza e excelsa perfeição do Ser infinito. (…)

Quando Jó ouviu do redemoinho, a voz do Senhor, exclamou: "Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza. Jó 42:6. (…)

Não pode haver exaltação própria, jactanciosa pretensão à libertação do pecado, por parte dos que andam à sombra da cruz do Calvário. Sentem eles que foi seu pecado o causador da agonia que quebrantou o coração do Filho de Deus, e este pensamento os levará à humilhação própria. Os que mais perto vivem de Jesus, mais claramente discernem a fragilidade e pecaminosidade do ser humano, e sua única esperança está nos méritos de um Salvador crucificado e ressurgido.” O Grande Conflito, pág. 471, 472, (cap. 27).

Os 3 amigos de Jó

A Bíblia diz-nos:
"Deus fala de um modo, E ainda de outro modo, sem que o homem lhe atenda. Em sonho, em visão noturna, Quando cai sono profundo sobre os homens, E dormem na cama; Então lhes abre os ouvidos, E lhes sela a instrução, Para apartar o homem do seu mau propósito, E escondê-lo da soberba".  Jó 33:14-17

"Os amigos de Job" não "entendiam a sua humilhação e sofrimentos". Desejado de Todas as Nações, pág. 63. Por isso, e na tentativa de descobrir qual era a razão de tanto sofrimento - não obstante isso já ter sido revelado por Deus num sonho dado a Elifaz (Jó 4:12,17) - eles multiplicaram as suas palavras em acusações contra Jó e em afirmações incorrectas acerca de Deus.


"Toda a palavra de Deus é provada, Ele é um escudo para os que nele confiam. Nada acrescentes às suas palavras, Para que ele não te repreenda, e tu sejas achado mentiroso." Pv. 30:5,6.

Por esse motivo é que o Senhor repreendeu Elifaz, Bildade e Zofar: "Sucedeu que, acabando o Senhor de falar a Job aquelas palavras, o Senhor disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus dois amigos, porque não falastes de mim o que era reto, como o meu servo Job." Jó 42:7

Mas é interessante notar que Deus não repreende a Eliú, pois ele falou sabiamente, tomando em consideração aquilo que o Senhor havia revelado. Como vimos no artigo anterior, Eliú foi um verdadeiro mensageiro do Senhor, um intérprete (Jó 33:23,24), tal como o foi José, no Egipto, quando faraó teve o sonho das vacas e das espigas (Gn. 41).

Deus utilizou Eliú para mostrar a Jó o seu pecado. E após ele se ter humilhado e arrependido, "o Senhor aceitou a face de Job" (Jó 42:9), e agora, depois de ter abandonado a sua justiça própria (Jó 26:6) e aceitado pela fé a justiça de Deus, ele vai interceder pelos seus três amigos.

"Tomai, pois, sete bezerros e sete carneiros, e ide ao meu servo Job, e oferecei holocaustos por vós, e o meu servo Job orará por vós; porque deveras a ele aceitarei, para que eu não vos trate conforme a vossa loucura; porque vós não falastes de mim o que era reto como o meu servo Job. Então foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, e fizeram como o Senhor lhes dissera". Jó 42:8,9

"E o Senhor virou o cativeiro de Job, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou, em dobro, a tudo quanto Job antes possuía. Então vieram a ele todos os seus irmãos, e todas as suas irmãs, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele pão em sua casa, e se condoeram dele, e o consolaram acerca de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado; e cada um deles lhe deu uma peça de dinheiro, e um pendente de ouro. E assim abençoou o Senhor o último estado de Job, mais do que o primeiro; pois teve catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas. Também teve sete filhos e três filhas. E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da segunda Quezia, e o nome da terceira Quéren-Hapuque. E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Job; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. E depois disto viveu Job cento e quarenta anos; e viu a seus filhos, e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração. Então morreu Job, velho e farto de dias." Jó 42:10-17.

Deus sabe o que faz
“Na experiência de todos surgem ocasiões de profundo desapontamento e extremo desencorajamento - dias em que só predomina a tristeza, e é difícil crer que Deus é ainda o bondoso benfeitor de seus filhos na Terra; dias em que o dissabor mortifica a alma, de maneira que a morte pareça preferível à vida. É então que muitos perdem sua confiança em Deus, e são levados à escravidão da dúvida, ao cativeiro da incredulidade. Pudéssemos em tais ocasiões discernir com intuição espiritual o significado das providências de Deus, veríamos anjos procurando salvar-nos de nós mesmos, esforçando-se por firmar nossos pés num fundamento mais firme que os montes eternos; e nova fé, nova vida jorrariam para dentro do ser. (…)

Embora cansado da vida, a Jó não foi permitido morrer. (…) Das profundezas do desencorajamento e desânimo Jó se levanta para as alturas da implícita confiança na misericórdia e o poder salvador de Deus.

… Quando Jó teve um vislumbre de seu Criador, abominou-se a si mesmo, e se arrependeu no pó e na cinza. Então o Senhor pôde abençoá-lo abundantemente, e fazer os seus últimos dias os melhores de sua vida.

Esperança e coragem são essenciais ao perfeito serviço para Deus. Estes são frutos da fé. O desânimo é pecaminoso e irrazoável. Deus está em condições e disposto a outorgar a Seus servos "mais abundantemente" a força de que necessitam para a tentação e prova. Os planos dos inimigos de Sua obra podem parecer bem assentados e firmemente estabelecidos; mas Deus pode subverter os mais fortes deles. E isto Ele faz em seu devido tempo e maneira, quando vê que a fé de Seus servos foi suficientemente testada.” Profetas e Reis, pág. 162-164.

“O Senhor não rejeitará para sempre; pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias; porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens.” Lm. 3:31-33.

No final deste estudo acerca do livro de Jó, podemos concluir que o Senhor Jeová é realmente um Deus de amor, que tudo conduz para o bem dos Seus filhos. Como Pai amante, Ele conduz os Seus filhos por experiências muitas vezes dolorosas, com a finalidade de ensiná-los, corrigi-los e guiá-los na senda do bem, no caminho da justiça. Ele quer livrar-nos de nós próprios, dos nossos pecados, mas como frequentemente somos tão cegos, ele tem de usar meios que nos façam despertar para a realidade da nossa verdadeira condição perante Ele e conduzir-nos aos pés de Cristo!

Que possamos ser humildes o suficiente para aceitar as repreensões que o Senhor nos manda tantas vezes, quem sabe através de uma doença, de tribulações, de advertências pelos Seus mensageiros... Que, como Jó, possamos arrepender-nos, abandonar a nossa justiça própria, que aos olhos do Senhor é como trapos imundos, e agarrarmo-nos ao único que nos pode comunicar a Sua justiça - Jesus Cristo. Que o Senhor nos sustenha, nos dê uma fé firme e uma confiança inabalável no Seu amor e cuidado por nós, e que no final da prova possamos reconhecer: “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos”. Sal.119:71

Amén!

(Este artigo está disponível em pdf, para imprimir ou gravar. Clica no título. )

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Afinal, qual era o problema? – parte I


Como reagiu Job a todas as calamidades que lhe aconteceram? Como reagimos nós quando passamos pela fornalha da aflição? Confiamos que o Senhor tem um propósito? Esperamos nele? Ou ficamos revoltados com Deus, sentindo-nos injustiçados? Vamos ver como é que Job enfrentou a prova.

Numa primeira fase, após ter perdido todos os seus bens, e até mesmo os seus filhos, Job “se lançou em terra, e adorou, e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor.” Job 1:20 e 21. Uau! Que bom seria se cada um de nós reagisse da mesma maneira…

“Em tudo isto, Job não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.” Job 1:22. O Senhor disse de Job, “que ainda retém a sua sinceridade” (Job 2:3), mesmo após ter sido atingido por tanta calamidade num só dia. Se a história terminasse aqui, tudo estaria bem. Mas estamos ainda no início do segundo capítulo! Continuemos a analisar o texto sagrado.

Nos versos 4-7 podemos ver que, mais uma vez o Senhor permitiu a Satanás afligir o Seu servo Job, desta vez “na carne” (v.5), e Satanás “feriu a Job de uma chaga maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça” (v.7), mas novamente o Senhor lhe colocou limites: “Poupa porém a sua vida”. (v.6).

O Senhor tinha um propósito. Ele não permitiu que o seu filho fosse afligido simplesmente para mostrar a Satanás quem tinha razão! – Como às vezes se pensa, de uma análise superficial ao texto. – (Job 1: 6-12; 2:1-6). Se analisarmos detalhadamente todo o livro, entenderemos o propósito divino no meio de tantos desastres, e esse é o objectivo deste estudo. Pois Deus tem o mesmo propósito para a minha e a tua vida. O Senhor conhecia o carácter de Job e os defeitos que ele precisava de vencer para ser salvo. E da mesma forma Ele conhece os nossos defeitos de carácter.

“O amor de Deus à Sua igreja é infinito. Incessante é Seu cuidado de Sua herança. Ele não permite que aflição humana alguma sobrevenha à igreja senão unicamente a que é necessária para sua purificação, seu bem presente e eterno. Purificará Sua igreja assim como purificou o templo no princípio e no fim de Seu ministério na Terra. Tudo que Ele traz sobre a igreja em forma de provações e aflições, fá-lo para que Seu povo adquira mais profunda piedade e mais força para levar a todas as partes do mundo as vitórias da cruz.” Ellen White, Eventos Finais, pág. 134

Vejamos qual foi a reacção de Job nesta segunda fase em que a dor lhe tocou mais de perto, “na carne”. “E Job, tomando um pedaço de telha para raspar com ele as feridas, assentou-se no meio da cinza. Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus e morre. Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto, não pecou Job com os seus lábios”. Job 2:8-10.

Poderíamos pensar que o problema foi que ele atribuiu o mal a Deus e não a Satanás. Mas o texto especifica “não pecou Job com os seus lábios”, logo esse não foi o problema, e de certa forma é verdade, porque apesar do mal ter a sua origem em Satanás, Deus o permite, na medida em que seja para o bem dos Seus filhos.

“A presença do Pai envolveu Cristo, e nada Lhe sobreveio a não ser o que o amor infinito permitiu, para bênção do mundo. Aí estava a Sua fonte de conforto, e ela existe para nós. Aquele que estiver impregnado do Espírito de Cristo, habita em Cristo. O golpe que lhe é dirigido recai sobre o Salvador, que o envolve com a Sua presença. Tudo o que lhe aconteça vem de Cristo. Não precisa de resistir ao mal, porque Cristo é a sua defesa. Nada lhe pode tocar a não ser que Deus o permita, e ‘todas as coisas’ que Ele permite ‘contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus’. Rom. 8:28.” Ellen White, O Maior Discurso de Cristo, pág. 71.

Lembrem-se que na primeira fase, ao receber a notícia de todos os desastres que atingiram os seus bens e filhos, é-nos dito que “Job não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.” Job 1:22. Desta vez, tendo sentido o sofrimento ‘na pele’, o relato é um pouco diferente… “Em tudo isto, não pecou Job com os seus lábios.” Job 2:10. Repararam na diferença? Se o texto especifica que Job não pecou ‘com os seus lábios’, é porque pecou de outra forma! Então qual foi o seu pecado?

terça-feira, 16 de junho de 2009

Todas as coisas… para o bem dos que amam a Deus


“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.
Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho”. Rom. 8:28 e 29.

Esta é uma maravilhosa promessa da Palavra de Deus. Se a compreendermos e aceitarmos – pela fé – na nossa vida, iremos encarar de forma diferente as provas da vida, o sofrimento, e entenderemos o pleno significado das palavras “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” I Tess. 5:18.

Este mês gostaria de meditar convosco, de uma forma prática, acerca destes versículos. Para entender como é que este princípio – apresentado nos versículos acima – funciona na vida real, nada melhor do que pegar na nossa Bíblia para analisar a vida de um ser humano, mais propriamente o livro de Job, e ver como o mesmo princípio actuou na sua vida.

Certamente o Senhor tem algo de muito importante a ensinar-nos no relato da vida de Job pois “toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito”. II Tim. 3:16 e 17.

E porque Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Mal. 3:6; Heb. 13:8), a Sua forma de actuar com os seres humanos é sempre a mesma e os princípios envolvidos no Seu trato com o homem ao longo da história encerram preciosas lições para nós hoje (ver Grande Conflito, pág. 277, 1º parág. do cap. 19).

“Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.”
Ef. 5:26,27.

“Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo.” Filip. 1:6.

No final deste estudo entenderemos melhor o carácter do nosso querido Pai Celeste, cujo amor é infinito, compreenderemos que é precisamente esse amor que permite que nos sobrevenham provas, com um propósito bem definido. Diz Ele: “Porque Eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” Jer. 29:11

A ansiedade é cega, e não pode discernir o futuro; mas o Filho do Altíssimo vê o fim desde o começo. Em toda dificuldade tem Ele um caminho preparado para trazer alívio. Nosso Pai celestial tem mil modos de providenciar em nosso favor, modos de que nada sabemos. Os que aceitam como único princípio tornar o serviço e a honra do Altíssimo o supremo objetivo, hão de ver desvanecidas as perplexidades, e uma estrada plana diante de seus pés. (DTN, pág. 273).


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"Conquanto Yahuh possa ser justo, e contudo justifique o pecador pelos méritos de Seu Filho, nenhum homem pode trajar-se com os vestidos da justiça de Yahushua, enquanto praticar pecados conhecidos ou negligenciar deveres conhecidos. O Altíssimo requer a completa entrega do coração, antes que a justificação tenha lugar; e a fim de o homem reter a justificação, deve haver contínua obediência, mediante fé viva e ativa que opera por amor e purifica a alma." - Review and Herald, 4 de novembro de 1890.







Os profetas e os apóstolos não aperfeiçoaram o carácter cristão por um milagre. Eles usaram os meios que YAHUH colocou ao seu alcance, e todos os que empreenderem um esforço semelhante assegurarão um resultado semelhante. (Spirit of Prophecy, vol. IV, cap. 22, pág. 305).


Precisam-se...

"A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus."


Ellen White, Educação, pág. 57.




É intuito do Pai Celeste preservar entre os homens, mediante a observância do sábado, o conhecimento de Si mesmo. Seu desejo é que o sábado nos aponte a Ele como o único Soberano verdadeiro, e pelo conhecimento dEle possamos ter vida e paz. Ellen G. White, 3 TS, 16 (1900), Eventos Finais, 68.