Se esta obra é de homens, se desfará, mas, se é do Altíssimo, não podereis desfazê-la. (Actos 5:38,39).


"Aquele que deseja conhecer a verdade, deve estar disposto a aceitar tudo o que ela revela. Não pode ter nenhuma transigência com o erro. Ser vacilante e morno para com a verdade, é preferir as trevas do erro e a ilusão satânica." O Desejado de Todas as Nações, (cap. O Sermão da Montanha) pág. 257.

Lê o artigo: "Novas Verdades", (http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/02/novas-verdades.html
)

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Então Deus Pode Fazer do Homem uma Nova Criatura

A condição dos guias judaicos do tempo de Cristo, prefigura a condição de muitos das igrejas dos nossos dias. Quem são os instrumentos que Deus escolhe para comunicar a verdade ao mundo. A renúncia do eu, condição essencial para  ser transformado por Deus numa nova criatura e possuir o carácter de Cristo.


"Jesus disse uma parábola: "Ninguém tira um pedaço de um vestido novo para o coser em vestido velho, pois que romperá o novo e o remendo não condiz com o velho." Luc. 5:36. A mensagem do Batista não devia ser entremeada com a tradição e a superstição. Uma tentativa de misturar as pretensões dos fariseus com a devoção de João, só tornaria mais evidente a rotura em ambas.

Nem podiam os princípios do ensino de Cristo ser unidos com as formas do farisaísmo. Cristo não cobriria a rotura feita pelos ensinos de João. Tornaria mais distinta a separação ente o velho e o novo. Jesus ilustrou posteriormente este fato, dizendo: "Ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão." Luc. 5:37. Os odres de couro usados como vasos para guardar o vinho novo, ficavam depois de algum tempo secos e quebradiços, fazendo-se então imprestáveis para tornar a servir ao mesmo fim. Por meio dessa ilustração familiar, Jesus apresentou a condição dos guias judaicos. Sacerdotes, escribas e principais se haviam fixado numa rotina de cerimônias e tradições. Contraíra-se-lhes o coração como os odres de couro a que Ele os comparara. Ao passo que se satisfaziam com uma religião legal, era-lhes impossível tornar-se depositários das vivas verdades do Céu. Julgavam a própria justiça toda suficiente, e não desejavam que um novo elemento fosse introduzido em sua religião. Não aceitavam a boa vontade de Deus para com os homens como qualquer coisa à parte deles próprios. Relacionavam-na com méritos que possuíam por causa de suas boas obras. A fé que opera por amor e purifica a alma, não podia encontrar união com a religião dos fariseus, feita de cerimônias e injunções de homens. O esforço de ligar os ensinos de Jesus com a religião estabelecida, seria em vão. A verdade vital de Deus, qual vinho em fermentação, estragaria os velhos, apodrecidos odres das tradições farisaicas.

Os fariseus julgavam-se demasiado sábios para necessitar instruções, demasiado justos para precisar salvação, muito altamente honrados para carecer da honra que de Cristo vem. O Salvador deles Se desviou em busca de outros que recebessem a mensagem do Céu. Nos ignorantes pescadores, no publicano na alfândega, na mulher de Samaria, no povo comum que O escutava de boa vontade, encontrou Ele Seus novos odres para o vinho novo. Os instrumentos a serem usados na obra evangélica, são as almas que recebem com alegria a luz a elas enviada por Deus. São esses Seus instrumentos para a comunicação do conhecimento da verdade ao mundo. Se, mediante a graça de Cristo, Seu povo se torna odres novos, Ele os encherá de vinho novo.

O ensino de Cristo, conquanto representado pelo vinho novo, não era uma nova doutrina, mas a revelação daquilo que fora ensinado desde o princípio. Mas para os fariseus a verdade perdera sua original significação e beleza. Para eles, os ensinos de Cristo eram, a quase todos os respeitos, novos; e não eram reconhecidos nem confessados.

Jesus mostrou o poder dos falsos ensinos para destruir a capacidade de apreciar e desejar a verdade. "Ninguém", disse Ele, "tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho." Luc. 5:39. Toda a verdade dada ao mundo por meio de patriarcas e profetas, resplandeceu com nova beleza nas palavras de Cristo. Mas os escribas e fariseus não tinham nenhum desejo quanto ao precioso vinho novo. Enquanto não se esvaziassem das velhas tradições, costumes e práticas, não tinham, na mente e no coração, lugar para os ensinos de Cristo. Apegavam-se às formas mortas, e desviavam-se da verdade viva e do poder de Deus.

Foi isso que se demonstrou a ruína dos judeus, e será a de muitas almas em nossos próprios dias. Há milhares a cometer o mesmo erro dos fariseus a quem Cristo reprovou no banquete de Mateus. Em lugar de abandonar certa idéia nutrida, ou rejeitar algum ídolo de opinião, muitos recusam a verdade descida do Pai da luz. Confiam em si mesmos, e dependem da própria sabedoria, e não compreendem sua pobreza espiritual. Insistem em ser salvos por alguma maneira em que realizem alguma obra importante. Quando vêem que não há nenhum modo de introduzirem o eu na obra, rejeitam a salvação provida.

Uma religião legal nunca poderá conduzir almas a Cristo; pois é destituída de amor e de Cristo. Jejuar ou orar quando imbuídos de um espírito de justificação própria, é uma abominação aos olhos de Deus. A solene assembléia para o culto, a rotina das cerimônias religiosas, a humilhação externa, o sacrifício imposto, mostram que o que pratica essas coisas se considera justo, e com títulos ao Céu, mas tudo é engano. Nossas próprias obras jamais poderão comprar a salvação.

Como foi nos dias de Cristo, assim se dá agora; os fariseus não conhecem sua necessidade espiritual. A eles se dirige a mensagem: "como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego e nu; aconselho-te que de Mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestidos brancos para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez." Apoc. 3:17 e 18. Fé e amor são o ouro provado no fogo. Mas no caso de muitos se obscureceu o brilho do ouro, e perdeu-se o tesouro precioso. A justiça de Cristo é para eles um vestido sem uso, uma fonte intata. A esses é dito: "Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade. Lembra-te pois de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti verei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres." Apoc. 2:4 e 5.

"Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus." Sal. 51:17. O homem se deve esvaziar do próprio eu, antes de ser, no mais amplo sentido, um crente em Jesus. Quando se renuncia ao eu, então o Senhor pode tornar o homem uma nova criatura. Novos odres podem conter o vinho novo. O amor de Cristo há de animar o crente de uma vida nova. Naquele que contempla o autor e consumador de nossa fé, o caráter de Cristo se há de manifestar." O Desejado de Todas as Nações, págs. 226-228.

É inútil procurar o auxílio divino para vencer este ou aquele mau hábito, se não estivermos dispostos a abandonar esse pecado acariciado, se não estivermos prontos a esvaziar-nos de nós mesmos, a desistir de tudo isso por amor a Cristo.
Se o fizermos, estaremos a enganar-nos a nós próprios! Pois Ele só poderá ajudar-nos quando nos entregarmos completamente.

Ver: http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/03/entrega-total.html

domingo, 18 de abril de 2010

O Arrependimento de Jó

"Embora cansado da vida, a Jó não foi permitido morrer. (…) Das profundezas do desencorajamento e desânimo Jó se levanta para as alturas da implícita confiança na misericórdia e o poder salvador de Deus.
(…) Quando Jó teve um vislumbre de seu Criador, abominou-se a si mesmo, e se arrependeu no pó e na cinza. Então o Senhor pôde abençoá-lo abundantemente, e fazer os seus últimos dias os melhores de sua vida."


(Para ler os dois artigos anteriores a fim de melhor compreender este, que vem na sequência, clica aqui: http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/07/o-grande-problema-de-job.html
http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2010/01/eliu-um-mensageiro-do-senhor.html)

Repreensão Divina

Após o discurso de Eliú, que deixou bem claro que o grande problema de Jó era a sua justiça própria, o próprio Deus fez questão de se dirigir a este Seu filho, repreendendo-o pessoalmente:

"Depois disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás." Jó 38:1-3

Às perguntas de Zofar “Poderás descobrir as cousas profundas de Deus? Poderás descobrir perfeitamente o Todo-poderoso?” (Job 11:7), Jó tinha respondido:

“Eu tenho entendimento como vós, eu não vos sou inferior. Quem não sabe tais cousas como essas?”;  “Eis que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam. Como vós o sabeis, também eu o sei; não vos sou inferior." (Job 12:3; 13:1,2)
 
Agora o Senhor continua o Seu discurso, usando até mesmo a ironia, para fazer Jó refletir no seu orgulho e justiça própria, e admitir a loucura do seu pecado:

"Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pós as medidas, se é que o sabes? (...) Ou desde os teus dias deste ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar; (...) Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo? Ou descobriram-se-te as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte? Ou com o teu entendimento chegaste às larguras da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isto.

Onde está o caminho onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar; Para que as tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas da sua casa? De certo tu o sabes, porque já então eras nascido, e por ser grande o número dos teus dias!

Ou entraste tu até aos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva, Que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra?

(...) Ou poderás tu ajuntar as delícias do Sete-estrelo ou soltar os cordéis do Orion? Ou produzir as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos? Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes estabelecer o domínio deles sobre a terra? Ou podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra? Ou mandarás aos raios para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui? Quem pôs a sabedoria no íntimo, ou quem deu à mente o entendimento?" Jó 38:4,5,12, 16-23,31-36.

"Respondeu mais o SENHOR a Jó, dizendo: Porventura o contender contra o Todo-Poderoso é sabedoria? Quem argui assim a Deus, responda por isso.

Então Jó respondeu ao SENHOR, dizendo: Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho à boca. Uma vez tenho falado, e não replicarei; ou ainda duas vezes, porém não prosseguirei.

Então o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: Cinge agora os teus lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me explicarás. Porventura também tornarás tu vão o meu juízo, ou tu me condenarás, para te justificares?" Jó 40:1-8.

Bendito Resultado

"Então respondeu Job ao Senhor, dizendo: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza." Jó 42: 1-6.

Finalmente Jó reconhece o seu pecado, humilha-se e arrepende-se!

“Os que experimentam a santificação bíblica manifestarão um espírito de humildade. Como Moisés, depois de contemplarem a augusta e majestosa santidade, vêem a sua própria indignidade contrastando com a pureza e excelsa perfeição do Ser infinito. (…)

Quando Jó ouviu do redemoinho, a voz do Senhor, exclamou: "Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza. Jó 42:6. (…)

Não pode haver exaltação própria, jactanciosa pretensão à libertação do pecado, por parte dos que andam à sombra da cruz do Calvário. Sentem eles que foi seu pecado o causador da agonia que quebrantou o coração do Filho de Deus, e este pensamento os levará à humilhação própria. Os que mais perto vivem de Jesus, mais claramente discernem a fragilidade e pecaminosidade do ser humano, e sua única esperança está nos méritos de um Salvador crucificado e ressurgido.” O Grande Conflito, pág. 471, 472, (cap. 27).

Os 3 amigos de Jó

A Bíblia diz-nos:
"Deus fala de um modo, E ainda de outro modo, sem que o homem lhe atenda. Em sonho, em visão noturna, Quando cai sono profundo sobre os homens, E dormem na cama; Então lhes abre os ouvidos, E lhes sela a instrução, Para apartar o homem do seu mau propósito, E escondê-lo da soberba".  Jó 33:14-17

"Os amigos de Job" não "entendiam a sua humilhação e sofrimentos". Desejado de Todas as Nações, pág. 63. Por isso, e na tentativa de descobrir qual era a razão de tanto sofrimento - não obstante isso já ter sido revelado por Deus num sonho dado a Elifaz (Jó 4:12,17) - eles multiplicaram as suas palavras em acusações contra Jó e em afirmações incorrectas acerca de Deus.


"Toda a palavra de Deus é provada, Ele é um escudo para os que nele confiam. Nada acrescentes às suas palavras, Para que ele não te repreenda, e tu sejas achado mentiroso." Pv. 30:5,6.

Por esse motivo é que o Senhor repreendeu Elifaz, Bildade e Zofar: "Sucedeu que, acabando o Senhor de falar a Job aquelas palavras, o Senhor disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus dois amigos, porque não falastes de mim o que era reto, como o meu servo Job." Jó 42:7

Mas é interessante notar que Deus não repreende a Eliú, pois ele falou sabiamente, tomando em consideração aquilo que o Senhor havia revelado. Como vimos no artigo anterior, Eliú foi um verdadeiro mensageiro do Senhor, um intérprete (Jó 33:23,24), tal como o foi José, no Egipto, quando faraó teve o sonho das vacas e das espigas (Gn. 41).

Deus utilizou Eliú para mostrar a Jó o seu pecado. E após ele se ter humilhado e arrependido, "o Senhor aceitou a face de Job" (Jó 42:9), e agora, depois de ter abandonado a sua justiça própria (Jó 26:6) e aceitado pela fé a justiça de Deus, ele vai interceder pelos seus três amigos.

"Tomai, pois, sete bezerros e sete carneiros, e ide ao meu servo Job, e oferecei holocaustos por vós, e o meu servo Job orará por vós; porque deveras a ele aceitarei, para que eu não vos trate conforme a vossa loucura; porque vós não falastes de mim o que era reto como o meu servo Job. Então foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, e fizeram como o Senhor lhes dissera". Jó 42:8,9

"E o Senhor virou o cativeiro de Job, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou, em dobro, a tudo quanto Job antes possuía. Então vieram a ele todos os seus irmãos, e todas as suas irmãs, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele pão em sua casa, e se condoeram dele, e o consolaram acerca de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado; e cada um deles lhe deu uma peça de dinheiro, e um pendente de ouro. E assim abençoou o Senhor o último estado de Job, mais do que o primeiro; pois teve catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas. Também teve sete filhos e três filhas. E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da segunda Quezia, e o nome da terceira Quéren-Hapuque. E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Job; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. E depois disto viveu Job cento e quarenta anos; e viu a seus filhos, e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração. Então morreu Job, velho e farto de dias." Jó 42:10-17.

Deus sabe o que faz
“Na experiência de todos surgem ocasiões de profundo desapontamento e extremo desencorajamento - dias em que só predomina a tristeza, e é difícil crer que Deus é ainda o bondoso benfeitor de seus filhos na Terra; dias em que o dissabor mortifica a alma, de maneira que a morte pareça preferível à vida. É então que muitos perdem sua confiança em Deus, e são levados à escravidão da dúvida, ao cativeiro da incredulidade. Pudéssemos em tais ocasiões discernir com intuição espiritual o significado das providências de Deus, veríamos anjos procurando salvar-nos de nós mesmos, esforçando-se por firmar nossos pés num fundamento mais firme que os montes eternos; e nova fé, nova vida jorrariam para dentro do ser. (…)

Embora cansado da vida, a Jó não foi permitido morrer. (…) Das profundezas do desencorajamento e desânimo Jó se levanta para as alturas da implícita confiança na misericórdia e o poder salvador de Deus.

… Quando Jó teve um vislumbre de seu Criador, abominou-se a si mesmo, e se arrependeu no pó e na cinza. Então o Senhor pôde abençoá-lo abundantemente, e fazer os seus últimos dias os melhores de sua vida.

Esperança e coragem são essenciais ao perfeito serviço para Deus. Estes são frutos da fé. O desânimo é pecaminoso e irrazoável. Deus está em condições e disposto a outorgar a Seus servos "mais abundantemente" a força de que necessitam para a tentação e prova. Os planos dos inimigos de Sua obra podem parecer bem assentados e firmemente estabelecidos; mas Deus pode subverter os mais fortes deles. E isto Ele faz em seu devido tempo e maneira, quando vê que a fé de Seus servos foi suficientemente testada.” Profetas e Reis, pág. 162-164.

“O Senhor não rejeitará para sempre; pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias; porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens.” Lm. 3:31-33.

No final deste estudo acerca do livro de Jó, podemos concluir que o Senhor Jeová é realmente um Deus de amor, que tudo conduz para o bem dos Seus filhos. Como Pai amante, Ele conduz os Seus filhos por experiências muitas vezes dolorosas, com a finalidade de ensiná-los, corrigi-los e guiá-los na senda do bem, no caminho da justiça. Ele quer livrar-nos de nós próprios, dos nossos pecados, mas como frequentemente somos tão cegos, ele tem de usar meios que nos façam despertar para a realidade da nossa verdadeira condição perante Ele e conduzir-nos aos pés de Cristo!

Que possamos ser humildes o suficiente para aceitar as repreensões que o Senhor nos manda tantas vezes, quem sabe através de uma doença, de tribulações, de advertências pelos Seus mensageiros... Que, como Jó, possamos arrepender-nos, abandonar a nossa justiça própria, que aos olhos do Senhor é como trapos imundos, e agarrarmo-nos ao único que nos pode comunicar a Sua justiça - Jesus Cristo. Que o Senhor nos sustenha, nos dê uma fé firme e uma confiança inabalável no Seu amor e cuidado por nós, e que no final da prova possamos reconhecer: “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos”. Sal.119:71

Amén!

(Este artigo está disponível em pdf, para imprimir ou gravar. Clica no título. )

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Eliú - Um Mensageiro do Senhor

Btn_blue_30x30(continuação da série de artigos sobre o livro de Job. Para fazer download deste ou dalgum outro dos artigos anteriores clica no quadrado azul )

“E acendeu-se a ira de Eliú, filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão; contra Job se acendeu a sua ira, porque se justificava a si mesmo, mais do que a Deus.” Job 32:2


Curiosamente os primeiros 31 capítulos do livro de Job nada dizem acerca deste homem. Não sabemos em que momento chegou junto de Job e seus três amigos, Elifaz, Sofar e Bildad, mas sabemos que Eliú presenciou, se não toda, pelo menos uma boa parte da conversação, “porém, esperou para falar a Job, porquanto tinham mais idade do que ele.” (Job 32:4). Mas no capítulo 32 ele começa a falar, e o seu discurso é que vai revelar a Job a razão do seu sofrimento.



Eliú Repreende Job



"Vendo, pois, Eliú que já não havia resposta na boca daqueles três homens, a sua ira se acendeu. E respondeu Eliú, filho de Baraquel, o buzita, dizendo: (...) Também eu responderei pela minha parte; também eu declararei a minha opinião. Porque estou cheio de palavras; o meu espírito me constrange. Falarei, para que ache alívio; abrirei os meus lábios, e responderei. (...) Que não faça eu acepção de pessoas, nem use de palavras lisonjeiras com o homem! Job 32:5,6,17,18,20,21.



"Assim, na verdade, ó Job, ouve as minhas razões, e dá ouvidos a todas as minhas palavras. (...) Se podes, responde-me, põe em ordem as tuas razões diante de mim, e apresenta-te. (...) Na verdade tu falaste aos meus ouvidos; e eu ouvi a voz das tuas palavras. Dizias: Limpo estou, sem transgressão; puro sou, e não tenho iniquidade. (...) Eis que nisso não tens razão; eu te respondo; porque maior é Deus do que o homem." Job 33:1,5,8, 9,11,12.


Lembram-se da visão que Elifaz teve? (Job 4:12-17) Logo no início da conversa entre Job e os seus três amigos, Elifaz, o primeiro a manifestar-se contou a visão que teve, onde Deus lhe revelou claramente o motivo de todo aquele sofrimento, o grande pecado de Job: "Pode o mortal ser justo diante de Deus? Pode o varão ser puro diante do seu Criador?” Job 4:17. Porque então continuaram a discussão, tentando descobrir qual era o problema de Job, como se nada tivesse sido revelado?



Eliú agora, referindo-se a este incidente, disse: "Deus fala uma e duas vezes; porém ninguém atenta para isso. Em sonho ou em visão noturna, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormecem na cama. Então o revela ao ouvido dos homens, e lhes sela a sua instrução, para apartar o homem daquilo que faz, e esconder do homem a soberba. Para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada. Também na sua cama é castigado com dores; e com incessante contenda nos seus ossos; De modo que a sua vida abomina até o pão, e a sua alma a comida apetecível. Desaparece a sua carne a olhos vistos, e os seus ossos, que não se viam, agora aparecem. E a sua alma se vai chegando à cova". Job 33:14-22.


É interessante como este texto nos revela a forma de Deus lidar com os homens para os apartar dos seus pecados. É a descrição exacta da forma como Deus lidou com Jó. Deus queria livrá-lo da sua justiça própria e por isso deu uma revelação, um sonho, a um dos seus amigos. E também castigou Jó com dores de tal maneira que até da comida e da própria vida ele se enfadou. No seu discurso, Jó tinha dito:



"Assim me deram por herança meses de vaidade; e noites de trabalho me prepararam. Deitando-me a dormir, então digo: Quando me levantarei? Mas comprida é a noite, e farto-me de me revolver na cama até à alva. A minha carne se tem vestido de vermes e de torrões de pó; a minha pele está gretada, e se fez abominável. " Jó 7:3-5.



"Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo? A minha alma recusa tocá-las, pois são para mim como comida repugnante." Jó 6:6,7.



"Dizendo eu: Consolar-me-á a minha cama; meu leito aliviará a minha ánsia; Então me espantas com sonhos, e com visões me assombras; Assim a minha alma escolheria antes a estrangulação; e antes a morte do que a vida. A minha vida abomino, pois não viveria para sempre; retira-te de mim; pois vaidade são os meus dias." Jó 7:13-16


"A minha alma tem tédio da minha vida". Jó 10:1.


Continuando a analisar o discurso de Eliú, no cap. 33, podemos entender claramente qual foi o papel de Eliú. Ele foi o intérprete, o mensageiro que declarou a Jó a sua rectidão, ou seja, o seu dever:



"Se com ele, pois, houver um mensageiro, um intérprete, um entre milhares, para declarar ao homem a sua retidão [nalgumas traduções: qual é o seu dever], então terá misericórdia dele, e lhe dirá: Livra-o, para que não desça à cova; já achei resgate."(v. 23, 24)
E, finalmente, temos uma bonita promessa àqueles que aceitam a repreensão do Senhor e se apartam dos seus pecados:


"Sua carne se reverdecerá mais do que era na mocidade, e tornará aos dias da sua juventude. Deveras orará a Deus, o qual se agradará dele, e verá a sua face com júbilo, e restituirá ao homem a sua justiça." (v.25, 26).



Como veremos mais adiante, esta promessa cumpriu-se na vida de Jó, porque ele aceitou a repreensão e arrependeu-se da sua amargura contra Deus e da sua justiça própria.



Eliú continuou a falar a Jó: "Olhará para os homens, e dirá: Pequei, e perverti o direito, o que de nada me aproveitou. Porém Deus livrou a minha alma de ir para a cova, e a minha vida verá a luz. Eis que tudo isto é obra de Deus, duas e três vezes para com o homem, para desviar a sua alma da perdição, e o iluminar com a luz dos viventes. Escuta, pois, ó Jó, ouve-me; cala-te, e eu falarei. Se tens alguma coisa que dizer, responde-me; fala, porque desejo justificar-te. Se não, escuta-me tu; cala-te, e ensinar-te-ei a sabedoria." (v. 27-33).



O Caminho da Justiça



Eliú, como um verdadeiro mensageiro do Senhor, desejava que Jó fosse justificado, por isso queria ensinar-lhe o caminho da justiça (Mt. 21:32), ou seja, o único meio pelo qual Jó se poderia tornar justo. Para isso teve de lhe mostrar primeiro como ele estava no caminho errado (Mt. 5:20). Jó estava errado na forma como via a Deus e a si próprio. Eliú vai defender a justiça de Deus:

"Jó disse: Sou justo, e Deus tirou o meu direito. Apesar do meu direito sou considerado mentiroso; a minha ferida é incurável, embora eu esteja sem transgressão. (...) Porque disse: De nada aproveita ao homem o comprazer-se em Deus. Portanto vós, homens de entendimento, escutai-me: Longe de Deus esteja o praticar a maldade e do Todo-Poderoso o cometer a perversidade! Porque, segundo a obra do homem, ele lhe paga; e faz a cada um segundo o seu caminho. Também, na verdade, Deus não procede impiamente; nem o Todo-Poderoso perverte o juízo. (...) Porventura o que odiasse o direito se firmaria? E tu condenarias aquele que é justo e poderoso? Ou dir-se-á a um rei: Oh! Vil? Ou aos príncipes: Oh! ímpios? Quanto menos àquele, que não faz acepção das pessoas de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obras de suas mãos. (...) Jó falou sem conhecimento; e às suas palavras falta prudência. Pai meu! Provado seja Jó até ao fim, pelas suas respostas próprias de homens malignos. Porque ao seu pecado acrescenta a transgressão; entre nós bate palmas, e multiplica contra Deus as suas palavras." Jó 34:5,6,9-12,17,35-37.


"Respondeu mais Eliú, dizendo: Tens por direito dizeres: Maior é a minha justiça do que a de Deus? (...) Logo Jó em vão abre a sua boca, e sem ciência multiplica palavras." Jó 35:1,2,16 Eliú apela agora a Jó a lembrar-se que Deus é o Criador, ou seja, a manter-se no seu devido lugar perante Deus, como criatura, em vez de procurar julgá-Lo:

"Espera-me um pouco, e mostrar-te-ei que ainda há razões a favor de Deus. De longe trarei o meu conhecimento; e ao meu Criador atribuirei a justiça. Porque na verdade, as minhas palavras não serão falsas; contigo está um que tem perfeito conhecimento. Eis que Deus é mui grande, contudo a ninguém despreza; grande é em força e sabedoria. Ele não preserva a vida do ímpio, e faz justiça aos aflitos. Do justo não tira os seus olhos; antes estão com os reis no trono; ali os assenta para sempre, e assim são exaltados. (...) Mas tu estás cheio do juízo do ímpio; o juízo e a justiça te sustentam. Porquanto há furor, guarda-te de que não sejas atingido pelo castigo violento, pois nem com resgate algum te livrarias dele." Jó 36:1-3,5-7,18.



"Lembra-te de engrandecer a sua obra, que os homens contemplam. Todos os homens a vêem, e o homem a enxerga de longe. Eis que Deus é grande, e nós não o compreendemos, e o número dos seus anos não se pode esquadrinhar." Jó 36:24,26.



"A isto, ó Jó, inclina os teus ouvidos; pára, e considera as maravilhas de Deus. Porventura sabes tu como Deus as opera... ? Tens tu notícia do equilíbrio das grossas nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito nos conhecimentos? (...) Ao Todo-Poderoso não podemos alcançar; grande é em poder; porém a ninguém oprime em juízo e grandeza de justiça." Jó 37:14-16,23.

O Remanescente Fiel

Enquanto Jó é um símbolo de Laodiceia, pela sua justiça própria, Eliú representa os mensageiros que Deus utiliza hoje para mostrar a Laodiceia o seu pecado e "livrar a sua alma da espada", ou seja livrá-los de serem vomitados. (Ez. 9; Ap. 3:16-19)


"Deus opera por intermédio dos que ouvem a Sua voz e Lhe obedecem, e que, sendo necessário, falam verdades desagradáveis, e não temem reprovar pecados populares." O Grande Conflito, pág. 457.

Tal como nos dias de Eliú, aqueles que defendem a honra e justiça de Deus, aqueles que chamam o pecado pelo seu nome e "não temem reprovar pecados populares", também hoje são apenas "um entre milhares". Mas eles existem. Pelo fruto se conhece a árvore.

O êxito da mensagem que levam depende da forma como reagem aqueles aos quais a mensagem é dirigida. Graças a Deus Jó reagiu de forma positiva e por isso Deus pôde abençoá-lo, cumprir a Sua promessa na sua vida. Como reagirá Laodiceia? A resposta é individual.
A serva do Senhor escreveu: "Perguntei qual o sentido da sacudidura que eu acabava de presenciar e foi-me mostrado que fora causada pelo positivo testemunho motivado pelo conselho da Testemunha fiel, aos laodiceanos. Esse testemunho terá o seu efeito sobre o coração do que o recebe, levando-a a exaltar a norma e declarar a positiva verdade. Alguns não suportarão esse claro testemunho. Opor-se-lhe-ão e isto causará uma sacudidura entre os filhos de Deus.

O testemunho da Testemunha fiel não foi atendido nem pela metade. O solene testemunho do qual depende o destino da igreja foi subestimado, se não rejeitado por completo. Esse testemunho tem que operar arrependimento profundo, e todos os que de fato o receberem, obedecer-lhe-ão e serão purificados." Testemunhos Selectos, vol. 1, pág. 60.

Está escrito que se iriam desenvolver dois grupos. Um grupo que escolheria permanecer morno, continuando a sentir-se rico e sem falta de nada, satisfeito com as suas boas obras, considerando-se justo, sendo não obstante "desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu". (Ap. 3:17) Esse é o grupo de pessoas que a Bíblia afirma que seria vomitado. O outro grupo seria constituido por pessoas que aceitariam as advertências de Deus, por meio dos Seus mensageiros. Aceitariam o testemunho da Testemunha fiel e verdadeira (Ap. 3:14-22). Veriam a sua miséria, arrepender-se-iam e voltariam para o Senhor. Este último grupo constitui o remanescente fiel de Deus. São estes que Deus poderá utilizar para dar o alto clamor ao mundo. Pois estão revestidos pela justiça de Cristo.


Queres fazer parte deste grupo? Escolhe hoje de que lado vais estar. Pela tua reação ás advertências da Testemunha Fiel (Cristo), na pessoa dos Seus mensageiros, estás a determinar de que lado vais estar!

No próximo e último artigo acerca de Jó iremos analisar a repreensão que o próprio Deus deu a Jó, o seu arrependimento e o consequente resultado. Ver: http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2010/04/o-arrependimento-de-jo.html

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O Grande Problema de Job

Job tinha o seu coração cheio de amargura, conforme já vimos, mas esse não era o seu único pecado. O problema era ainda mais grave! Continuemos então a analisar a Palavra do Senhor, que nos mostrará claramente qual era o grande problema de Job que, lembrem-se, é também o grande problema de Laodiceia. Daí o ser tão importante, para cada adventista do sétimo dia, compreender correctamente o livro de Job, pois este nos ajudará a diagnosticar e reconhecer a terrível doença de Laodiceia, doença esta que, se não for tratada a tempo, e com a devida medicação, irá, sem dúvida alguma, levar todos os que a contraíram à morte eterna.
Analisemos então os sintomas desta terrível doença, conforme se acham registados no livro de Job.
Após o seu discurso do cap. 3, onde Job começa a deixar transparecer toda a amargura que lhe ía no coração, os seus três amigos quebram o silêncio e dirigem-lhe a palavra. O primeiro a falar foi Elifaz, que lhe disse:
“Se alguém intentar falar-te, enfadar-te-ás? Mas quem poderá conter as palavras? Eis que tens ensinado a muitos, E tens fortalecido as mãos fracas. As tuas palavras têm sustentado aos que estavam caindo, E tens fortalecido os joelhos trêmulos. Porém agora que se trata de ti, te enfadas: Agora que és atingido, te perturbas. O teu temor de Deus não é a tua confiança, E a tua esperança a integridade dos teus caminhos? Lembra-te, pois, quem, sendo inocente, jamais pereceu? E onde foram os retos exterminados? Conforme tenho visto, os que cultivam iniquidade, e semeiam aflição, as segam.” Job 4:1-8

Uma Revelação de Deus
Então, Elifaz conta o que ouviu em visão – mais adiante (em Job 33:14-17) veremos claramente que se tratava de uma revelação de Deus: “Mas a mim se me disse uma palavra em segredo, E os meus ouvidos perceberam um sussurro dela. No meio dos pensamentos que nascem das visões noturnas, Quando profundo sono cai sobre os homens, Sobrevieram-me medo e tremor, Que fizeram estremecer todos os meus ossos. Então passou um sopro sobre o meu rosto; Arrepiaram-se os cabelos da minha carne. Alguém, cuja aparência eu não podia discernir, parou; Um vulto estava diante dos meus olhos: Houve silêncio, e ouvi uma voz: Pode o mortal ser justo diante de Deus? Pode o varão ser puro diante do seu Criador?” Job 4:12-17

E Elifaz continua a falar a Job, aconselhando-o a buscar a Deus. No seu discurso, podemos encontrar a seguinte “bem-aventurança”:
“Eis que feliz é o homem a quem Deus reprova, portanto não desprezes a correção do Todo-poderoso. Pois ele faz a ferida, e a ata; Ele fere, e as suas mãos curam.” Job 5:17,18

Job Considera-se Sem Pecado:
Na sua resposta a Elifaz, Job afirma: “Há porventura iniquidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar distinguir coisas iníquas?” Job 6:30. Então ele dirige-se a Deus, nas seguintes palavras: “Se pequei, que te farei, ó Guarda dos homens? Por que fizeste de mim um alvo para ti, para que a mim mesmo me seja pesado?” Job 7:20
Agora é a vez de Bildad dar o seu parecer. Entre outras coisas ele disse a Job: "Até quando falarás tais cousas? E até quando serão as palavras da tua boca como um vento impetuoso? Perverte Deus o juízo ou perverte o Todo-poderoso a justiça? Eis que Deus não rejeitará ao homem sincero, Nem sustentará os malfeitores." Job 8:3,20

“Então respondeu Jó: Na verdade sei que assim é: Mas como pode um homem ser justo para com Deus? Se alguém quisesse contender com ele, de mil cousas não lhe poderia responder nem sequer uma.” Job 9:1-3

Não obstante esta resposta Job continua, como já vimos antes, a insinuar que Deus é opressivo, parcial e injusto (v. 17-19,22,23,32-34). Ele continua a achar que está sem pecado, dizendo para Deus: “Bem sabes tu que eu não sou ímpio”. Job 10:7

Desta vez é Zofar (ou Sofar) quem fala:
“Porventura as tuas jactâncias farão calar as gentes? Quando zombares, ninguém te fará envergonhar? Pois dizes: A minha doutrina é pura, E limpo sou aos teus olhos.

Porém oxalá que Deus falasse, E abrisse os seus lábios contra ti;(…) Poderás descobrir as cousas profundas de Deus? Poderás descobrir perfeitamente o Todo-poderoso?” Job 11:3-5,7

O Orgulho do Conhecimento
E Job responde-lhe ironicamente, dizendo: “Na verdade vós sois o povo, e a sabedoria morrerá convosco.” – e continua orgulhosamente – “Mas eu tenho entendimento como vós, eu não vos sou inferior. Quem não sabe tais cousas como essas?” Job 12:2,3.
“Mas pergunta agora às bestas da terra, e elas te ensinarão; E às aves do céu, e elas te farão saber. Ou fala com a terra, e ela te ensinará; E os peixes do mar to declararão. Quem não aprendeu de todos estes que a mão de Jeová faz isto?” (v. 7-9)
Agora Job quer mostrar que também sabe tudo isso: “Com Deus está a sabedoria e a força, Ele tem conselho e entendimento. Eis que derriba, e não se pode reedificar; Lança na prisão, e não se pode abrir. Retém as águas, e elas secam; Solta-as, e elas transtornam a terra.” (v. 13-15) E ele continua, até ao final do cap. 12 a demonstrar a sua “grande” sabedoria. E depois diz:

“Eis que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam. Como vós o sabeis, também eu o sei; não vos sou inferior. Mas eu falarei ao Todo-Poderoso, e quero defender-me perante Deus. (…) Ouvi agora a minha defesa, e escutai os argumentos dos meus lábios. (…) Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo os meus caminhos defenderei diante dele. Também ele será a minha salvação; porém o hipócrita não virá perante ele. Ouvi com atenção as minhas palavras, e com os vossos ouvidos a minha declaração. [e agora dirige-se a Deus:] Eis que já tenho ordenado a minha causa, e sei que serei achado justo. (…) Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado.” Job 13:3,6,15-18,23
Elifaz responde-lhe: “ a tua boca declara a tua iniquidade… A tua boca te condena, e não eu, e os teus lábios testificam contra ti. És tu porventura o primeiro homem que nasceu? Ou foste formado antes dos outeiros? Ou ouviste o secreto conselho de Deus e a ti só limitaste a sabedoria? (…) Por que te arrebata o teu coração, e por que piscam os teus olhos? Para virares contra Deus o teu espírito, e deixares sair tais palavras da tua boca? Que é o homem, para que seja puro? E o que nasce da mulher, para ser justo?” Job 15:5-8, 12-14
Job defende-se, declarando ser pura a sua oração: “O meu rosto está todo avermelhado de chorar, e sobre as minhas pálpebras está a sombra da morte: Apesar de não haver violência nas minhas mãos, e de ser pura a minha oração.” Job 16:16,17
Mais à frente Job diz: “ele [Deus] sabe o meu caminho; provando-me ele, sairei como o ouro. Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho, e não me desviei dele. Do preceito de seus lábios nunca me apartei, e as palavras da sua boca guardei mais do que a minha porção.” Job 23:10-12
Bildad responde-lhe: “Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?” Job 25:4


À Minha Justiça Me Apegarei
Mais adiante Job afirma: “Enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus nas minhas narinas, não falarão os meus lábios iniquidade, nem a minha língua pronunciará engano. … até que eu expire, nunca apartarei de mim a minha integridade.” Ele chega mesmo a dizer: “À minha justiça me apegarei e não a largarei; não me reprovará o meu coração em toda a minha vida.” Job 27:3,4,6
E, no cap. 29, Job passa a apresentar um relatório das suas boas obras, mostrando assim estar cheio de justiça própria – que aos olhos de Deus é como trapos de imundície (Is. 64:6) – e não da justiça de Cristo: “Ouvindo-me algum ouvido, me tinha por bem-aventurado; vendo-me algum olho, dava testemunho de mim; Porque EU livrava o miserável, que clamava, como também o órfão que não tinha quem o socorresse. A bênção do que ia perecendo vinha sobre mim, e EU fazia que rejubilasse o coração da viúva. Vestia-me da justiça, e ela me servia de vestimenta; como manto e diadema era a minha justiça. EU me fazia de olhos para o cego, e de pés para o coxo.” Job 29:12,13-15. Eu, eu, eu! Faz lembrar a resposta do jovem rico a Jesus, quando Ele lhe disse para guardar os mandamentos: “Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade”. Mat. 19:20
No entanto, por maior que possa ser a lista de boas obras de alguém, a Bíblia afirma:
“por obras da lei nenhum homem será justificado diante dele, pois, pela lei vem o pleno conhecimento do pecado [e não a justificação]. Mas agora sem lei tem-se manifestado a justiça de Deus, atestada pela Lei e pelos profetas, a saber, a justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para com todos os que crêem. Pois não há distinção; porque todos pecaram e necessitam da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça mediante a redenção que há em Cristo Jesus
”. Rom. 3:20-24. Ninguém pode tornar-se justo através da guarda da Lei. Até porque, ao ser humano apartado de Cristo, seria impossível fazê-lo. “Pois a mente da carne é inimizade contra Deus; visto que não é sujeita à lei de Deus, nem o pode ser”. Rom. 8:7. A justificação é um dom de Cristo, que se aceita pela fé, exercendo a nossa vontade, sem nenhum esforço adicional da nossa parte. “Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.” Rom. 4:3-5.

Declaração de Integridade
Mas Job ainda não tinha entendido isso. Desta forma, e ao longo de todo o cap. 31, ele continua a declarar a sua integridade:
“Fiz aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem? (…) Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano (Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade), se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer coisa [referência ao roubo], então semeie eu e outro coma, e seja a minha descendência arrancada até à raiz. Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu armei traições à porta do meu próximo, então moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela, porque é uma infâmia, e é delito pertencente aos juízes. (…) Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo; (…) se retive o que os pobres desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viúva, ou se, sozinho comi o meu bocado, e o órfão não comeu dele (porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e fui o guia da viúva desde o ventre de minha mãe), Se alguém vi perecer por falta de roupa, e ao necessitado por não ter coberta, Se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com as peles dos meus cordeiros, Se eu levantei a minha mão contra o órfão, porquanto na porta via a minha ajuda, então caia do ombro a minha espádua, e separe-se o meu braço do osso. (…) Se no ouro pus a minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança; Se me alegrei de que era muita a minha riqueza, e de que a minha mão tinha alcançado muito; se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa, E o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão [referência à idolatria, adoração ao sol, lua e estrelas], também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria a Deus que está lá em cima. Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio, e se exultei quando o mal o atingiu (também não deixei pecar a minha boca, desejando a sua morte com maldição); (…) O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante. (…) Ah! quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu desejo é que o Todo-Poderoso me responda, e que o meu adversário escreva um livro. (…) Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem, se comi os seus frutos sem dinheiro [referência a comer da novidade da terra, como dizem algumas versões, ou seja, das primícias que pertenciam ao Senhor. O equivalente, nos nossos dias, à retenção de dízimos], e sufoquei a alma dos seus donos, por trigo me produza cardos, e por cevada joio. Acabaram-se as palavras de Jó.” Job 31:1,5-11,13,16-22,24-30,32,35,38-40.

Era Justo aos Seus Próprios Olhos
“Então aqueles três homens cessaram de responder a Jó; porque era justo aos seus próprios olhos.” Job 32:1
Ele mesmo tinha pronunciado a sua culpa. Pior ainda, parecia estar satisfeito com isso: “À minha justiça me apegarei e não a largarei”. Job 27:6. Conhecem melhor retrato de Laodiceia? “Visto que dizes: Rico sou e estou enriquecido e de nada tenho falta, e não sabes que tu és o coitado, miserável, e pobre, e cego e nu” Ap 3:17. Job é um símbolo perfeito de um laodiceano dos nossos dias, pois como Job, este se julga justo, sábio, rico e auto-suficiente, não percebendo, por sua terrível cegueira espiritual, que não passa de um “coitado, miserável, e pobre, e cego e nu”. Mas Deus amava Job. E ele permitiu que lhe sobreviessem terríveis provações, a fim de que ele manifestasse o que ía no seu íntimo, e desta forma pudesse aperceber-se do seu problema. Pois só tomando consciência da sua enfermidade espiritual é que ele poderia buscar o Médico Celestial a fim de ser sarado. Mas ainda assim, com todas aquelas calamidades, Job não entendeu. A sua cegueira era grande… Mas Deus, na Sua misericórdia, utilizou um mensageiro: Eliú, um quarto homem que entra em diálogo com Job. Da mesma forma Deus ama Laodiceia e Ele também tem os Seus mensageiros, hoje, para fazer ver à Sua igreja o seu pecado, para que possa buscar a cura que só Ele pode dar.

Fica atento. Nos próximos artigos sobre o livro de Job, iremos analisar o discurso de Eliú e o final da história, com as respectivas lições para Laodiceia. Veremos também quem são os mensageiros de Deus, hoje.

Artigo seguinte:http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2010/01/eliu-um-mensageiro-do-senhor.html

sábado, 16 de maio de 2009

UMA MENSAGEM DE SUPREMA IMPORTÂNCIA… REJEITADA


A rejeição da mensagem da justificação pela fé, apresentada na assembleia de Minneapolis, em 1888, foi uma clara apostasia. E continua a sê-lo, na medida em que essa mensagem só é aceite pela igreja em teoria.

“Justificação pela fé não é uma teoria. As pessoas podem sustentar uma teoria a respeito, e ao mesmo tempo ser ignorantes da justiça de Deus e continuar tentando estabelecer a sua própria justiça. [ref. a Rom. 10:3 e 4]” Cristo Nossa Justiça, de Arthur G. Daniells, pág.25 e 26.

“Por quase dois anos, temos instado o povo a apresentar-se e aceitar a luz e a verdade concernentes à justiça de Cristo, e muitos não sabem se vêm e lançam mão desta preciosa mensagem ou não. Estão presos pelas suas próprias ideias. Não permitem a entrada do Salvador.” Review and Herald, 11 de Março de 1890. (Publicado no livro: Cristo, Nossa Justiça, de Arthur G. Daniells, pág. 66).


Como acabamos de citar, Ellen White claramente diz, referindo-se ao seu tempo, que o povo não permitiu a entrada do Salvador, Jesus Cristo, na medida em que continuavam tentando estabelecer a sua própria justiça. O que nos diz a bíblia acerca deste assunto? Em Apoc. 3: 14-20, podemos ler acerca da actual condição da igreja. Mas o versículo 20, de uma forma bastante clara, nos mostra que o Salvador ainda não entrou no coração dos Laodiceanos, porque nos é apresentado como estando ainda à porta, batendo e desejando entrar.

Deus deu à igreja adventista do sétimo dia a importante missão de pregar a mensagem dos três anjos (Apoc. 14: 6-12). Mas como poderá a igreja cumprir essa missão se não é Cristo que habita no coração da maioria de seus membros? E se não é Cristo, então quem é??

“Pessoa alguma pode ocupar uma posição neutra; não há classe neutra que nem ama a Deus nem serve ao inimigo da justiça. Cristo deve viver em Seus instrumentos humanos… Aquele que não se entregou inteiramente a Deus, acha-se sob o controle de outro poder, escutando outra voz, cujas sugestões são de carácter inteiramente diverso. Um serviço pela metade coloca o agente humano do lado do inimigo, como bem-sucedido aliado das hostes das trevas.” O Maior Discurso de Cristo, pág. 94.


Como pode a igreja dar ao mundo a mensagem da queda de Babilónia, se ela, em grande medida, se está a embriagar com o vinho de Babilónia? E como proclamar lá fora a mensagem do terceiro anjo se a igreja ainda não entendeu nem está a viver a mensagem da justificação pela fé, que é o coração da 3ª mensagem angélica? (Eventos Finais, pág. 172).

E que dizer do braço direito da nossa mensagem, a chamada reforma pró-saúde? Em nossas “expo-saúde” e seminários de nutrição apresenta-se a mensagem da saúde ao mundo, mas a sua eficácia é negada pela esmagadora maioria dos pastores e membros da igreja. O mais triste é que o corpo da mensagem, as três mensagens angélicas que Deus ordenou dar ao mundo, não se dá, contentando-se a igreja em dar uma parte incompleta da mensagem, ou seja a da saúde, não atingindo o seu objectivo principal.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Jesus Reprovou o pecado

Ele censurou os líderes espirituais do Seu tempo, na presença da multidão e dos Seus discípulos:


Ai de vós escribas e fariseus hipócritas! Condutores cegos! Serpentes, raça de víboras! Aparentemente justos mas interiormente cheios de hipocrisia e iniquidade. – Mat. 23:1-7, 13-33

“Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça , e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes creram-no”

“Suas advertências e acusações não os levaram a uma reforma. … Trataram desdenhosamente sua mensagem. … os sacerdotes e principais professaram obediência, mas agiram em sentido contrário. Faziam grandes profissões de piedade, pretendiam estar obedecendo à lei divina, mas prestavam apenas uma falsa obediência."

"Os publicanos eram acusados e amaldiçoados pelos fariseus como incrédulos; mas mostraram pela sua fé e obras que iam para o reino do Céu antes daqueles homens cheios de justiça própria, aos quais tinha sido dada grande luz, mas cujas obras não correspondiam à sua demonstração de piedade."

"Mediante muitas ilustrações e repetidas advertências, Jesus mostrou qual seria o resultado, para os israelitas, de rejeitar o Filho de Deus. Nessas palavras, dirigia-Se a todos, em todos os séculos, que se recusam a recebê-Lo como Redentor. Todas as advertências são para eles. …têm seu paralelo na experiência de todo pecador. A menos que este se arrependa, sobrevir-lhe-á a condenação prefigurada por aqueles.” O Desejado de Todas as Nações, cap. O Templo Novamente Purificado

“Os fariseus eram rígidos adeptos da tradição. … Mas Cristo declarou que eles tornavam vã a lei divina, pelo ensino de mandamentos de homens como doutrinas."

"Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus." Mat. 22:29. … Os saduceus haviam-se lisonjeado de seguirem as Escrituras mais estritamente que todos os outros homens. Mas Jesus mostrou que não lhe haviam compreendido o verdadeiro sentido.” O Desejado de Todas as Nações, cap. Conflito

“Nas parábolas ditas por Cristo, era Seu desígnio tanto advertir os guias, como instruir o povo que desejava ser ensinado. Havia, porém, necessidade de falar ainda mais claramente. Devido a sua reverência pela tradição e sua fé cega num sacerdócio corrompido, achava-se o povo escravizado. Essas cadeias, devia Cristo quebrar. Era preciso expor mais plenamente o caráter dos sacerdotes, principais e fariseus."

"Os escribas e fariseus pretendiam achar-se investidos de divina autoridade idêntica à de Moisés. Arrogavam-se seu lugar como expositores da lei e juízes do povo. Como tais, exigiam do mesmo a mais completa deferência e submissão."

"Jesus mandou que Seus ouvintes fizessem aquilo que os rabis ensinassem de acordo com a lei, mas não lhes seguissem o exemplo. Eles próprios não praticavam o que ensinavam. E ensinavam muito que era contrário às Escrituras."

"Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! … Os fariseus tinham grande influência sobre o povo, e disso se aproveitavam para servir os próprios interesses. … Essa hipocrisia Cristo declarou que lhes traria maior condenação."

"A mesma repreensão recai hoje sobre muitos que fazem grande profissão de piedade. Sua vida é manchada de avareza e egoísmo, e todavia lançam sobre tudo isso um manto de aparente pureza, e assim por algum tempo enganam os semelhantes. Mas não podem enganar a Deus. Ele lê todo desígnio do coração, e julgará todo homem segundo as suas acções." O Desejado de Todas as Nações, cap. Ais Sobre os Fariseus

“O espírito que atuava naqueles sacerdotes e príncipes, é ainda manifesto por muitos que fazem alta profissão de piedade. Recusam-se a examinar o testemunho das Escrituras concernente às verdades especiais para este tempo."

"Com o olhar profético viu [Cristo] a obra de exaltação da autoridade humana, com o fim de reger a consciência, a qual tem sido para a igreja uma tão terrível maldição, em todos os tempos. E Suas tremendas acusações aos escribas e fariseus, bem como as advertências ao povo para que não seguisse aqueles guias cegos, foram registradas como aviso às gerações futuras.” O Grande Conflito, cap. Nossa Única Salvaguarda. Ler mais em: http://oconflitodosseculos.blogspot.com/2009/10/26.html

“E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.” João 3:19

A ansiedade é cega, e não pode discernir o futuro; mas o Filho do Altíssimo vê o fim desde o começo. Em toda dificuldade tem Ele um caminho preparado para trazer alívio. Nosso Pai celestial tem mil modos de providenciar em nosso favor, modos de que nada sabemos. Os que aceitam como único princípio tornar o serviço e a honra do Altíssimo o supremo objetivo, hão de ver desvanecidas as perplexidades, e uma estrada plana diante de seus pés. (DTN, pág. 273).


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"Conquanto Yahuh possa ser justo, e contudo justifique o pecador pelos méritos de Seu Filho, nenhum homem pode trajar-se com os vestidos da justiça de Yahushua, enquanto praticar pecados conhecidos ou negligenciar deveres conhecidos. O Altíssimo requer a completa entrega do coração, antes que a justificação tenha lugar; e a fim de o homem reter a justificação, deve haver contínua obediência, mediante fé viva e ativa que opera por amor e purifica a alma." - Review and Herald, 4 de novembro de 1890.







Os profetas e os apóstolos não aperfeiçoaram o carácter cristão por um milagre. Eles usaram os meios que YAHUH colocou ao seu alcance, e todos os que empreenderem um esforço semelhante assegurarão um resultado semelhante. (Spirit of Prophecy, vol. IV, cap. 22, pág. 305).


Precisam-se...

"A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus."


Ellen White, Educação, pág. 57.




É intuito do Pai Celeste preservar entre os homens, mediante a observância do sábado, o conhecimento de Si mesmo. Seu desejo é que o sábado nos aponte a Ele como o único Soberano verdadeiro, e pelo conhecimento dEle possamos ter vida e paz. Ellen G. White, 3 TS, 16 (1900), Eventos Finais, 68.