Na revista Adventista do passado mês de Dezembro, saíram os temas da chamada semana de reavivamento, que teve como assunto “Perdão e Reconciliação”, pela Dr.ª Lourdes Morales-Gudmundsson.
Gostaria de, em primeiro lugar, fazer uma análise a estes temas, não no que respeita ao perdão ou reconciliação em si mesmos, mas a certas considerações e afirmações falsas, contrárias à Bíblia e ao Espírito de Profecia, feitas pela autora, acerca destes assuntos.
Em segundo lugar, é de notar que a autora deu preferência às suas ideias e também às de autores célebres, em detrimento da própria Bíblia. Muitas das ideias apresentadas não têm como base a Bíblia, mas a autora procurou servir-se dela, para dar força àquilo que apresenta. Ela primeiro expõe as suas ideias pessoais e depois é que vai à Bíblia, como também vai a outras fontes diferentes. Lamentavelmente, não consegui encontrar nem uma só frase de Ellen White. Coincidência ou ecumenismo?!
E, em terceiro lugar, que dizer das frases de autores célebres colocadas em maior número que os versos bíblicos, nos cabeçalhos do texto? Como se tanto uns como os outros estivessem ao mesmo nível. Infelizmente, as frases destes autores, bastante perigosas e tendenciosas, mostram um pouco “daqui e de acolá” do mundo religioso. Parece que a autora já se habituou a esse tipo de coisas, ao basear o seu discurso, em “fast food” de teólogos cristãos, e ao fazer passar a respectiva receita em diferentes igrejas cristãs. E de tanto falar em perdão – quem não gosta de ouvir falar em perdão? – já é conhecida por “Nossa Senhora do Perdão”! (Ver http://lgudmundsson.wordpress.com/)
O Centro da Vida do Cristão
Na pág. 7 da referida revista, encontra-se uma entrevista com Lourdes Morales-Gudmundsson, da qual menciono dois excertos onde ela faz a afirmação, completamente descabida, de ser o perdão o centro da vida do cristão:
“Comecei a apresentar este seminário no final dos anos 80, quando apareceram certos livros escritos por teólogos cristãos que tinham descoberto, ou redescoberto, a centralidade do perdão na vida cristã. Comecei a ler esses livros.”
“Definitivamente, ele [o perdão] é o centro da vida do cristão.”
Mais adiante, na pág. 13, ela reforça a ideia:
“Por outras palavras, o perdão faz apelo aos mais elevados poderes morais que nos são dados por Deus e está no centro de tudo o que somos e fazemos como cristãos.”
Em primeiro lugar, o centro da vida do cristão não é o perdão. Até os cristãos mais simples e humildes poderiam explicar que o centro da vida do cristão é Jesus Cristo. Os teólogos complicam as coisas ao colocarem as suas próprias ideias à frente da Palavra de Deus, obscurecendo assim a mente do povo. Parece que ganharam o vício de contrariarem a Palavra de Deus!
Lamentavelmente, a autora baseia-se em livros e conclusões de teólogos cristãos, que aparentemente fizeram uma grande descoberta, mas na verdade, estão completamente enganados! Estes teólogos pensam que descobriram que o centro do cristianismo é o perdão mas, na verdade, eles não descobriram nada, eles estão é introduzindo mais um erro nas igrejas, isto é, o humanismo. E este último é um verdadeiro assassino do cristianismo, e é, de facto, anátema. É um outro “evangelho” completamente diferente daquele que nos é apresentado na Palavra de Deus. Paulo advertiu-nos acerca disso:
“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” Gál. 1:6-8
Dizer que o perdão é o centro da vida do cristão é querer reduzir a genuína experiência cristã, a qual se baseia em sermos completamente dependentes de Deus, a algo mais centralizado naquilo que eu faço ou posso fazer, independentemente de Deus. Pior ainda, é afirmar de uma forma subtil que nós temos a capacidade inerente de perdoar. E isso não é verdade.
Também não poderia deixar de comentar a ambiguidade da já referida frase da pág. 13 na qual, por um lado a autora fala-nos que o perdão apela aos mais elevados poderes morais que nos teriam sido dados por Deus. Por outro lado, ela fala que o perdão estaria no centro de tudo o que somos e fazemos. Existe aqui um paradoxo, pois o perdão é apresentado como algo que nós podemos conceder supostamente devido a poderes dados por Deus, e ao mesmo tempo como sendo o centro de toda a nossa existência. Eis aqui uma teoria muito perigosa!
Não há muito tempo atrás, na igreja da Sertã, um médico estrangeiro, pregando numa manhã de sábado, falou precisamente sobre este aspecto (e outros, contrários às crenças fundamentais dos adventistas do sétimo dia), apresentando a ideia de que, uma vez que o Espírito Santo habita em nós, torna-se assim numa espécie de fonte da qual nós nos podemos servir. Curiosamente, há mais de cem anos atrás, o Dr. Kellogg apresentou algo deste género:
“Que pensamento maravilhoso, que este Deus poderoso que mantém em ordem todo o universo, está em nós! (…) Que coisa assombrosa que este Deus omnipotente, todo-poderoso e omnisciente se convertesse num servo do homem ao dar-lhe livre arbítrio, poder para dirigir a energia dentro do deu corpo!” General Daily Bulletin de 1897, pág. 83 (Ver cap. 18 do livro “Mensageira do Senhor”).
“Deus está em todas as coisas.” General Daily Bulletin de 1899, pág. 57-58, 119 (Ver cap. 18 do livro “Mensageira do Senhor”).
Estas afirmações demonstram claramente a essência do panteísmo, contra o qual faremos muito bem em nos precaver.
O pastor da referida igreja, que estava a traduzir o sermão, como um cão mudo que não sabe ladrar, não quis abrir a sua boca em reprovação às falsas teorias apresentadas, salvaguardando assim a sua imagem, espezinhando desta forma a verdade. Mas levantando eu a voz, em pleno culto, em defesa da verdade, fui pressionado a calar-me. Infelizmente esta é uma igreja onde existe uma aparência de piedade e de luz, mas onde na realidade, não só a verdade é espezinhada, como também aqueles que a defendem. É triste verificar que existe na igreja maior preocupação em manter as formas do serviço de culto do que em salvaguardar os princípios de Deus.
"Aqueles que não têm uma experiência diária nas coisas de Deus não agem com sabedoria. Podem ter uma religião legalista, uma forma de santidade, pode haver uma aparência de luz na igreja; toda a maquinaria - muito disso de criação humana - pode parecer estar operando bem, e ainda a igreja pode estar tão destituída da graça de Deus quanto as colinas de Gilboa careciam de orvalho e chuva." - Review and Herald, 31 de janeiro de 1893
“A menos que a igreja siga o caminho que lhe abre a Providência, aceitando todo raio de luz, cumprindo todo dever que lhe seja revelado, a religião fatalmente degenerará em formalismo, e desaparecerá o espírito da piedade vital. Esta verdade tem sido repetidas vezes ilustrada na história da igreja. Deus requer de Seu povo obras de fé e obediência correspondentes às bênçãos e privilégios conferidos. A obediência exige sacrifício e implica uma cruz; e este é o motivo por que tantos dentre os professos seguidores de Cristo se recusam a receber a luz do Céu e, como aconteceu com os judeus de outrora, não conhecem o tempo de Sua visitação (Luc. 19:44). Por causa de seu orgulho e incredulidade, o Senhor os passa por alto, e revela Sua verdade aos que, à semelhança dos pastores de Belém e dos magos do Oriente, têm prestado atenção a toda a luz que receberam.” Grande Conflito, pág. 316.
“A observância de formas exteriores nunca atenderá à grande necessidade da alma humana. Uma mera profissão de Cristo não é suficiente para preparar alguém para defrontar a prova do juízo.” Review and Herald, 25 de Janeiro de 1887.
“Há demasiada formalidade na igreja. Almas estão perecendo por falta de luz e de conhecimento. Devemos estar tão ligados à Fonte de luz que possamos ser canais de luz para o mundo. … Aqueles que professam ser guiados pela Palavra de Deus podem estar familiarizados com as evidências da sua fé, e ainda assemelhar-se à pretensiosa figueira , que ostentava a sua folhagem perante o mundo, mas quando investigada pelo Mestre demonstrou-se destituída de frutos.” Review and Herald, 15 de Fevereiro de 1887.
(As duas últimas citações anteriores, dos escritos da irmã White, foram retirados do livro de Arthur G. Daniells, Cristo Nossa Justiça, pág.38.)
Tenhamos muito cuidado! O poder de Deus está à nossa disposição, tão-somente à curta distância de uma oração, feita com fé, e na medida em que permanecermos ligados a Ele. Mas é muito perigoso falar em elevados poderes morais, como se Deus nos concedesse poderes especiais dos quais nos pudéssemos servir quando e como quisermos.
“Não somos nós os que devemos usar o Espírito Santo, mas Ele que nos deve usar a nós, moldando-nos cada faculdade.” Conselhos Sobre a Escola Sabatina, pág. 40.
Mas como é que se pode falar que o perdão apela aos mais elevados poderes morais que, pressupostamente, nos são dados por Deus, e ao mesmo tempo dizer que o perdão está no centro de tudo o que somos e fazemos?! Quanto mais se revolvem as fezes, pior é o cheiro. A subjectividade desta frase é tão grande quanto o engano que por detrás dela se esconde. Isto não é senão o resultado de não se conhecer, ou melhor, de desprezar as Escrituras. Ser participante da natureza divina (II Pe. 1:3,4) não é o mesmo que possui-la intrinsecamente e dela se servir a nosso bel-prazer. Podemos e devemos ser participantes da natureza divina, mas não ser divinos, pois somos meras criaturas de Deus! (Ef. 2: 10).
O mais grave em tudo isto é que Lourdes Morales-Gudmundsson teve a infeliz ideia de ir à “lixeira” desses teólogos, aproveitar o seu “lixo”, reciclá-lo por meio de “técnicas modernas”, e apresentá-lo aos cristãos, até mesmo aos adventistas do sétimo dia, como um produto magnífico! E muitos ficaram boquiabertos, se “maravilharam” (Apo. 13:3,12), em especial os seus pastores. Desta forma, este, permitam-me dizer, nauseabundo produto chegou mesmo a ser apresentado na revista adventista como algo capaz de reavivar a igreja!!! Lamentavelmente, a autora fala mais sobre o perdão do que sobre Jesus, Aquele que nos perdoa e nos habilita a perdoar, o único que pode operar em nós um genuíno reavivamento.
Na realidade, como povo privilegiado de Deus, não precisamos de ir à “lixeira” desses teólogos, muito menos que sejam os próprios adventistas a quererem “reciclá-lo”. A Bíblia e o Espírito de Profecia dizem-nos claramente o que ou Quem é o centro da vida do cristão, vamos escutá-los:
Jesus disse: “E Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim.” Jo. 12:32
Paulo disse: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.” I Cor. 2:2
“Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.” I Cor. 1:23
Lucas conta-nos: “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam [os apóstolos, v. 40] de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo.” At. 5:42
“E havia entre eles [os que foram dispersos pela perseguição, v. 19] alguns homens cíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. (…) E em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.”At. 11:20,26
Ellen White disse-nos: “Mestres, desviai-vos do exemplo do mundo, cessai de aplaudir os chamados grandes homens; desviai a mente de vossos alunos da glória de qualquer coisa que não seja a cruz de Cristo. O Messias crucificado é o centro de todo o Cristianismo. As lições mais importantes para os mestres e os discípulos, são as que encaminham, não para o mundo, mas do mundo para a cruz do Calvário.” Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, págs. 23,24.
"O grande centro da atração, Jesus Cristo, não deve ser deixado de fora da mensagem do terceiro anjo. Por muitos que têm estado empenhados na obra para este tempo, Cristo foi tornado secundário, e teorias e argumentos tomaram o Seu lugar." - Review and Heraid, 20 de março de 1894, (Cristo Nossa Justiça, pág. 122).
“Torne-se a cruz de Cristo a ciência de toda educação, o centro de todo ensino e estudo. Seja ela introduzida na experiência diária da vida prática. Assim se tornará o Salvador para os jovens o companheiro e amigo de cada dia. Todo pensamento será levado cativo à obediência de Cristo. Como o apóstolo Paulo, deverão poder dizer: "Longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo." Gál. 6:14” A Ciência do Bom Viver, pág. 460.
“Quanto mais os raios de luz se afastam do centro, tanto mais eles se separam uns dos outros. Cada crente é um raio de luz de Cristo, o Sol da Justiça. Quanto mais de perto andarmos com Cristo, o centro de todo o amor e luz, maior será nosso afeto pelos Seus portadores de luz.” E Recebereis Poder – Meditações Matinais, pág. 89.
Depois de todos estes versículos e frases do Espírito de Profecia, não restam dúvidas de que o centro da vida do cristão, não é o perdão, mas sim Cristo.
Contrariando o conselho de Deus
Não menos grave é o facto de a autora contrariar directamente um claro assim diz o Senhor, por meio do seu profano conselho, na pág. 13:
“Mas haverá situações em que o perdão não seja suficiente? Situações em que o ofendido tenha de recorrer à justiça, para ser compensado nos seus direitos espezinhados? Será o perdão incompatível com um pedido de justiça? Quererá isso dizer que o ofendido não perdoou?
Não necessariamente. Perdoar não significa que a pessoa ofendida não possa obter justiça através de meios legais.”
Em todas as coisas Jesus é o nosso exemplo, e em momento nenhum Ele recorreu a tribunais humanos para obtenção de justiça, mas confiou sempre em Seu Pai.
“Se estamos olhando para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé, seremos capazes de orar: "Senhor, perdoa as nossas transgressões, assim como temos perdoado aos que nos ofendem." Jesus não apelava para a lei como desagravo quando era acusado injustamente. Quando era insultado, Ele não retribuía com outro insulto; quando era ameaçado, Ele não revidava.” Idem, pág. 302.
“Pacientemente escutava Jesus os contraditórios testemunhos. Nem uma palavra proferia em defesa própria. (…) O sumo-sacerdote ergueu-se da cadeira de juiz, fisionomia transtornada pela paixão, indicando pela voz e as maneiras que, estivesse em seu poder, e abateria o Preso que se achava diante dele. "Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra Ti?" (Mat. 26:62) exclamou.
Jesus guardou silêncio. "Ele foi oprimido, mas não abriu a Sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e, como a ovelha muda perante os Seus tosquiadores, Ele não abriu a Sua boca." Isa. 53:7.” O Desejado de Todas as Nações, pág. 706.
A Bíblia e o Espírito de Profecia advertem-nos contra o recorrer a tribunais para obtenção de justiça:
“Viste, Senhor, a injustiça que me fizeram; julga a minha causa. Viste toda a sua vingança, todos os seus pensamentos contra mim. Ouviste a sua afronta, Senhor, todos os seus pensamentos contra mim, Os lábios dos que se levantam contra mim e os seus desígnios me são contrários todo o dia. Observa-os ao assentarem-se e ao levantarem-se; eu sou a sua música. Tu lhes darás recompensa, Senhor, conforme a obra das suas mãos. Tu lhes darás ânsia de coração, maldição tua sobre eles. Na tua ira os perseguirás, e os destruirás de debaixo dos céus do Senhor.” Lm. 3:59-66
“Se um cristão é vituperado, ele deve suportá-lo pacientemente; se é defraudado, não deve apelar para os tribunais de justiça. Sofra antes a perda e a injustiça.
Deus lidará com o indigno membro de igreja que lesa seu irmão ou a Causa de Deus; o cristão não precisa lutar por seus direitos. Deus lidará com aquele que viola esses direitos. "A Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor." Rom. 12:19. É mantido um relato de todas essas questões, e para todos o Senhor declara que Ele fará a vingança. Trará a juízo todas as obras.” Mensagens Escolhidas Vol. III, pág. 300
“Os membros de igreja que apelam para os tribunais do mundo demonstram ter escolhido o mundo como seu juiz, e seus nomes são registrados no Céu com os dos descrentes.
Esse ato de apelar para tribunais humanos, nunca dantes empreendido por adventistas do sétimo dia, agora está sendo realizado. (…)
Os santos julgarão o mundo. Devem depender, então, do mundo e dos advogados do mundo para resolver suas dificuldades? Deus não quer que apresentem seus problemas para decisão pelos súditos do inimigo. (…)
Apoiar-se no braço da lei é uma desonra para os cristãos; no entanto, este mal está sendo introduzido e acalentado entre o povo escolhido do Senhor. Princípios mundanos têm sido apresentados furtivamente, até que na prática muitos de nossos obreiros estão se tornando como os laodiceanos - indiferentes, porque é colocada tanta confiança em advogados e em documentos e acordos legais. Tal estado de coisas é abominável a Deus.” Idem, págs. 302, 303.
Pão Sem Sal
Em segundo lugar, a linguagem que é utilizada nos temas da semana de reavivamento é bastante insípida, não tanto baseada num assim diz o Senhor, mas mais num assim diz Lourdes Morales-Gudmundsson e os teólogos. Infelizmente a “febre” das bibliografias cheias de nomes de teólogos e estudiosos, e seus respectivos livros, afecta também o mundo adventista. O falso conceito oriundo das universidades de teologia do mundo, de que um trabalho ou artigo, a fim de ter um determinado valor científico, ter aceitação, e ser considerado válido, precisa de ser apoiado numa vasta bibliografia, foi introduzido nas escolas de teologia adventistas.
É por isso que se lê e se presta mais atenção aos mestres de teologia do que à própria Bíblia e Espírito de profecia. Como é que os irmãos presidentes de conferências, uniões e divisões esperam preparar pastores, enviando os jovens a determinadas escolas como Collonges e outras, massacrando-lhes a cabeça com centenas e centenas de páginas mais “secas” do que o deserto, cheias de toda a espécie de imundície?! E ainda por cima muitos dos seus professores não são consagrados a Deus, não reconhecem o historicismo de alguns livros e personagens da Bíblia, nem tão pouco reconhecem Ellen White como uma verdadeira mensageira do Senhor. É, em grande medida, a partir de nossas escolas de teologia que a apostasia se introduz em nossas igrejas, por meio dos pastores e obreiros que, frequentando esse tipo de escolas e universidades, ao invés de se prepararem, tornam-se inválidos para o ministério.
Ninguém jamais desenvolveu nem desenvolverá ministério mais importante que o de Cristo em favor da humanidade. E vejamos qual foi a educação que Deus escolheu para o Seu Filho, como homem, para prepará-Lo para a Sua grande missão: “Ao tempo de Cristo… o ensino se tornara formal. A tradição havia em alto grau sobrepujado as Escrituras. A verdadeira educação teria levado os jovens a "que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, O pudessem achar". Atos 17:27. Mas os mestres judeus davam atenção a questões cerimoniais. A mente era sobrecarregada com matéria sem valor para o que a aprendia, e que não seria reconhecida na escola superior das cortes do alto. A experiência obtida mediante a aceitação individual da Palavra de Deus, não tinha lugar no sistema educativo. Absorvido na rotina das coisas exteriores, o estudante não encontrava horas de sossego para estar com Deus. Não Lhe escutava a voz falando ao coração. Em sua procura de conhecimentos, desviava-se da Fonte de sabedoria. Os grandes elementos do serviço de Deus eram negligenciados, obscurecidos os princípios da lei. O que se considerava como educação superior constituía o maior obstáculo ao verdadeiro desenvolvimento. Sob a influência dos rabis, as faculdades dos jovens eram reprimidas. Seu espírito se tornava constrangido e estreito.” O Desejado de Todas as Nações, pág. 69.
Deus sabia que um ensino desse género tendia a separar o estudante de Deus por isso escolheu como mãe para o Seu Filho uma mulher consagrada ao Senhor, que não se conformou com o mundo – nem mesmo com o corrompido povo de Deus – em matéria de educação.
“O menino Jesus não Se instruía nas escolas das sinagogas. Sua mãe foi Seu primeiro mestre humano. (…) Ao avançar da infância para a juventude, não procurou as escolas dos rabis. Não necessitava da educação obtida de tais fontes; pois Deus Lhe servia de instrutor. (…) Ele obteve conhecimento como o podemos fazer”. O Desejado de Todas as Nações, pág. 70.
O divino Instrutor está à nossa disposição hoje! Mas infelizmente a esmagadora maioria do professo povo de Deus continua a preferir as escolas do mundo ou as escolas da igreja, que também estão corrompidas.
Num capítulo dedicado aos estudantes que se estavam a preparar para trabalhar na obra de Deus, Ellen White escreveu: “Foi-me mostrado que alguns dos alunos estão perdendo a espiritualidade, que sua fé se vai enfraquecendo, e que eles não entretêm contínua comunhão com Deus. Despendem quase todo o tempo no manuseio de livros; parece conhecerem bem pouco mais que isso. Mas de que proveito lhes será todo esse preparo? Que benefício fruirão de todo o tempo e recursos empregados? Digo-vos que isso será pior do que aquilo que se perde.” Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 404.
“Muitos há que se encontram mais bem preparados, com mais discernimento espiritual e conhecimento de Deus, e que conhecem mais os Seus preceitos, ao entrarem no curso de estudos, do que quando se diplomam. Apodera-se deles a ambição de se tornarem homens instruídos, e são estimulados a acrescentar os estudos até que com eles ficam envaidecidos. Fazem dos livros seu ídolo, e estão dispostos a sacrificar a saúde e a espiritualidade a fim de obter educação. Limitam o tempo que é devido à oração, e deixam de aproveitar as ocasiões de fazer bem. Não põem em uso o conhecimento já adquirido, nem progridem na ciência de ganhar almas. O trabalho missionário torna-se cada vez menos desejável, ao passo que o anseio de sobrepujar no conhecimento dos livros cresce de modo anormal. Prosseguindo em seus estudos, separam-se do Deus de sabedoria. Alguns os felicitam por seu progresso, e estimulam-nos a obter título após título.” Idem, pág. 415.
“Em nosso tempo, como na antiguidade, as verdades vitais da Palavra de Deus são substituídas por teorias e especulações humanas. Muitos professos ministros do Evangelho não aceitam toda a Bíblia como a Palavra inspirada. Um sábio rejeita esta parte, outro duvida daquela. Elevam sua opinião acima da Palavra; e as Escrituras que eles ensinam, repousam sobre a autoridade deles próprios. Sua autenticidade divina é destruída. Deste modo é semeada largamente a semente da incredulidade; porque o povo é confundido e não sabe o que crer.” Parábolas de Jesus, pág.39.
“A Bíblia tem sido espoliada de seu poder, e vemos a consequência no abaixamento do tom da vida espiritual. Nos sermões de muitos púlpitos de hoje, não há aquela divina manifestação, que desperta a consciência e dá vida à alma. Os ouvintes não podem dizer: "Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?" Luc. 24:32.” Idem, pág. 40.
“Todos os que exaltem suas próprias opiniões acima da revelação divina, todos os que mudem o sentido claro das Escrituras para acomodá-lo à sua própria conveniência, ou pelo motivo de se conformar com o mundo, estão a trazer sobre si terrível responsabilidade.” O Grande Conflito, pág. 268.
Por outro lado, a mensagem de Lourdes Morales-Gudmundsson é destituída de dinâmica, isto é, muito teórica, complicada, maçadora, da qual pouco se pode extrair. Precisamos de discursos simples, claros, objectivos, cheios de poder! Sigamos o exemplo do apóstolo Paulo:
“A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.” I Cor. 2:4,5.
As igrejas são quais vales de “ossos secos”, os quais precisam de ouvir a Palavra de Deus e possuir o Espírito Santo (Ez. 37:3-6). Com este tipo de temas, que são palha autêntica, as semanas de reavivamento não passam de “enfeites de cemitérios”.
Existe um perigo muito grande, o de nos servimos de determinadas frases para introduzir os nossos próprios pensamentos e ideias, pois ambos podem, à luz da Palavra de Deus, estar errados. Devemos ter como base a Palavra do Senhor, e estarmos dispostos a aprender o que ela nos ensina, renunciando assim às nossas próprias ideias preconcebidas.
"Toda Palavra de Deus é pura. ... Nada acrescentes às Suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso." Prov. 30:5 e 6.
É horroroso que se privilegiem determinados autores em detrimento da serva do Senhor. Nem uma só frase de Ellen White aparece em tantas páginas! Porquê?! Sofre a autora da “síndrome do esquecimento”, como parecem sofrer algumas pessoas na publicadora Servir ao ponto de se esquecerem de colocar o capítulo “A Semana Literal” no livro Patriarcas e Profetas? (depósito legal 242329/06). Ou não estará ela a demonstrar um claro desprezo pela serva do Senhor, como muitos hoje têm o hábito de fazer? O que muitos estão a precisar é de ir até à Sibéria para “refrescar” as ideias!
Podes ler o referido capítulo em: http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/10/o-capitulo-que-falta-no-livro.html
Frases Perigosas
“Há muitos que estão clamando pelo Deus vivo, e anseiam a presença divina. Teorias filosóficas ou composições literárias, embora brilhantes, não podem satisfazer o coração. As afirmações e descobrimentos dos homens não têm valor algum. Fale a Palavra de Deus ao povo! Os que só ouviram tradições, teorias e máximas humanas, ouçam a voz dAquele cuja palavra pode renovar a alma para a vida eterna.” Parábolas de Jesus, pág. 40.
Em terceiro lugar, e tristemente, foram apresentadas na referida revista, nas págs. 8 e 12 respectivamente, duas frases que reflectem não só uma mera opinião humana, como também uma verdadeira falácia de Satanás:
“Errar é humano, perdoar, é divino.” Alexander Pope (Católico e Maçon) http://www.infopedia.pt/$alexander-pope; http://www.terraespiritual.org/socsecretas/maconaria.html
“Experiencialmente, o perdão parece mais um acto que ultrapassa o dever moral, um acto reconciliatório enraizado não na noção de dever, mas na nossa capacidade de sermos bondosos e benevolentes”. Everett L. Worthington Jr. (psicólogo clínico)
Comecemos pela parte inicial da primeira frase, “errar é humano”. Existe aqui claramente uma armadilha, pois desta forma, errar parece ser algo inevitável, o próprio destino do homem, o que aliás, a Bíblia demonstra bem não ser assim, especialmente pelo exemplo e pela graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Não nos esqueçamos que a vitória sobre o pecado está ao alcance de todos, mediante Jesus Cristo, no qual “somos mais que vencedores” (Rom. 8:37; I Cor. 15:57).
Passemos à segunda parte. A incoerência é clara. Por um lado, diz-se que “perdoar, é divino”, por outro lado, na segunda frase, diz-se que o perdão assenta “na nossa capacidade de sermos bondosos e benevolentes”. Novamente temos aqui o humanismo disfarçado na forma de um paradoxo, as capacidades humanas exaltadas, ao ponto de se afirmar, que “perdoar, é divino”, ou seja, insinua-se assim que se perdoamos somos divinos! Dá-se a entender que nós somos um deus na medida em que desenvolvemos a capacidade de perdoar e a benevolência. O que é isto?! ACORDEM IRMÃOS!! Eis o humanismo e a nova era estampados numa revista adventista! A Bíblia diz: “Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal.” Jer. 13:23.).
Na realidade nós podemos perdoar, não segundo as nossas capacidades, mas segundo o poder e a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Mas o facto de eu perdoar, não faz de mim divino como aqui claramente se subentende. O verdadeiro perdão só pode ser resultado de Cristo habitar em mim mas, mais uma vez repito, isso não faz de mim divino. A Bíblia não deixa dúvidas:
“Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.” II Pe. 1:3,4
A autora disse que o perdão era o centro da vida do cristão (pág. 7), chegando mesmo a afirmar que ele estava “no centro de tudo o que somos” (pág. 13). Se o perdão estivesse no centro de tudo o que somos e se ele fosse o centro da vida do cristão, logicamente teríamos de concluir que o ser humano, e não Jesus, seria o centro do cristianismo! No entanto a Bíblia diz “porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.” Rom. 7:18; “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai” Tia. 1:17.
Outras frases do género foram apresentadas no decorrer dos temas, o que é uma lástima. E pior ainda, o facto de se ter desprezado aquilo que a serva do Senhor escreveu por inspiração divina, substituindo-o por algo completamente inferior, demonstra claramente que estamos perante nada menos que um verdadeiro desprezo à Bíblia, que diz: “Não desprezeis as profecias” (I Tes. 5:20).
Entretanto, na pág. 14 surge uma frase, que é uma autêntica blasfémia contra Aquele que inspirou as Sagradas Escrituras:
“Se pusermos em prática o princípio do olho por olho, dente por dente, em breve todo o mundo estará cego e sem dentes.” – Mahatma Gandhi (hindu e maçon).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahatma_Gandhi; http://pt.wikipedia.org/wiki/Ma%C3%A7ons#L.C3.ADderes_Espirituais
Isto é zombar, escarnecer contra as leis e regras dadas pelo próprio Deus a Moisés, em determinado momento da história do povo de Deus. É desprezar a Sua autoridade. Não é esta senão a voz do inimigo de nosso Deus, o qual trata de acusar o nosso Deus e menosprezar a Sua Palavra.
Primeiramente a autora apresenta esta frase, desprezando a Palavra de Deus, depois fala-nos que Deus é misericordioso. Resultado, a mente do leitor assimila que as leis de Deus são incoerentes e impossíveis de serem obedecidas. Por outro lado, insiste-se em de determinados conceitos muito acarinhados no ecumenismo, tais como perdão, reconciliação, misericórdia, compaixão, etc., conceitos que em si mesmos são bíblicos, mas que jamais nos devem levar a consentir com o pecado. Tese, antítese e síntese!
Eis mais uma frase perigosa, desta vez na pág. 16:
“A glória do cristianismo é conquistar através do perdão.” – William Blake (católico gnóstico e maçon).
http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Blake; http://pt.wikipedia.org/wiki/Ma%C3%A7ons#Pensadores_e_Escritores;
“William Blake representa uma reaparição do gnosticismo na poesia” http://www.hildahilst.com.br/teses_ensaios.php?id=77&categoria=9
Então, se o homem tivesse a capacidade de perdoar, seria ele o conquistador, a glória do cristianismo!! Que blasfémia!
Querermos expor as nossas ideias, em vez de consultar a Palavra de Deus em busca da verdade, é um grave problema, e aqui temos o resultado: a palavra dos homens em oposição à Palavra de Deus. Novamente, é defendida a centralidade do perdão, mas a verdadeira glória do cristianismo não é o homem, nem o perdão, mas sim Jesus Cristo!
“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” Gál. 6:14
“Aquele que se gloria glorie-se no Senhor.” I Cor. 1:31
Por último, na pág. 18 pode ler-se:
“A verdadeira viagem de descoberta não está em procurar novas fronteiras mas em ter novos olhos.” – Marcel Proust (gnóstico de educação católica.) http://pt.wikiquote.org/wiki/Marcel_Proust
“E esse gnosticismo próprio de alguns poucos iniciados sempre foi o anzol perfeito para os intelectuais. Marcel Proust, André Gide, James Joyce, Aldous Huxley e Thomas Mann e muitos outros se renderam às suas [de Freud] teorias” http://www.acea.org.br/verartigo.php?id=60
“Proust nos quer transmitir que a realidade autêntica vive no nosso inconsciente e só uma viagem involuntária pela memória nos leva ao contacto com ela.” http://www.wook.pt/Authors/detail/id/9977
O cristianismo não é uma religião de mistérios, não se trata de descobrimentos, nem de ter novos olhos. O que precisamos é de conhecer Jesus, permitir-Lhe entrar no nosso coração e possuir assim o Espírito Santo, o melhor colírio para os olhos:
“E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Jo. 17:3
“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” Ap. 3:20
“E que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.” Ap. 3:18
“Quando a Palavra de Deus é posta de lado, é rejeitado também seu poder de refrear as paixões pecaminosas do coração natural. Os homens semeiam na carne, e da carne colhem a corrupção.
Eis também a grande causa de fraqueza e ineficiência mental. Desviando-se da Palavra de Deus, para alimentar-se nos escritos de homens não inspirados, o espírito se deprecia e rebaixa. Não é levado em contato com os profundos e amplos princípios da verdade eterna. A inteligência adapta-se à compreensão das coisas que lhe são familiares e, nesta devoção às coisas finitas, ela é debilitada, seu poder limitado e, no decorrer de algum tempo, torna-se inapta para se expandir.
Tudo isso é educação falsa.” Idem, pág. 41.
(continua em: http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/09/corrupcao-entre-o-povo-de-deus.html )
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Comentário à Revista Adventista de Dez. 2008
quinta-feira, 16 de julho de 2009
PASTORES MUDOS
“Visão de Isaías, filho de Amós, que ele teve a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, e Ezequias, reis de Judá.
Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o SENHOR tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. Ai, nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao SENHOR, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás. Por que seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo.”
“Se o SENHOR dos Exércitos não nos tivesse deixado algum remanescente, já como Sodoma seríamos, e semelhantes a Gomorra. Ouvi a palavra do SENHOR, vós poderosos de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra.”
“Como se fez prostituta a cidade fiel! Ela que estava cheia de rectidão! A justiça habitava nela, mas agora homicidas.” Is. 1:1-6, 9, 10, 21
REBELIÃO CONTRA O CRIADOR
É com grande tristeza, que ao ler estes versos que já foram escritos há muito tempo atrás, me dou conta que eles têm uma tremenda aplicação ao povo de Deus no tempo presente.
Verdadeiramente o povo de Deus está doente! As suas feridas e chagas não foram “amolecidas com óleo”, isto é, continuam rejeitando a operação do Espírito Santo em suas vidas. Está em completa rebelião contra o Seu Criador. Os animais domésticos conhecem o seu dono, mas o professo povo de Deus esqueceu-se do Seu Senhor. A apostasia foi tão longe que aos príncipes do povo se lhes chama “poderosos de Sodoma”, e ao povo – professo povo de Deus – “povo de Gomorra”!
A maldade é tanta, o afastamento de Deus é de tal ordem que o profeta, por inspiração, faz comparação entre os habitantes de Sodoma e Gomorra e o povo de Judá. Não fosse o pequeno remanescente e Deus já teria destruído o reino de Judá! Mas que nos vem à mente quando falamos de Sodoma e Gomorra? Práticas sexuais depravadas e abomináveis ao Senhor! Verdadeiramente foi isso que aconteceu com o povo de Judá, na medida em que se “prostituiu” com outros deuses, se corrompeu com as práticas e ídolos pagãos de outros povos. Na verdade, entre muitas dessas práticas pagãs estavam incluídas práticas sexuais proibidas entre o povo de Deus. Em vez de ser uma luz para todas as nações, Judá se converteu numa pedra de tropeço para as nações.
A linha de demarcação entre o professo povo de Deus e Sodoma e Gomorra não existia mais, e infelizmente nos nossos dias essa linha de demarcação entre a igreja adventista do sétimo dia e o mundo também não existe mais. Não fosse o pequeno remanescente que existe nela e o Senhor já a teria rejeitado.
A professa igreja do Senhor “se fez prostituta” por todas as suas corrupções, e “homicida”, por todas as injustiças cometidas em seu meio, pela contínua rejeição das palavra dos profetas de todos os tempos, blasfemando contra eles e contra o próprio Deus!
A GRANDE PROSTITUTA
Na noite de 24 de Abril de 2009, dia em que completei 16 anos de baptismo, tive um sonho. Encontrava-me junto da minha esposa, como que no cimo do telhado de uma igreja adventista do sétimo dia, podendo no entanto observar tudo o que se passava no seu interior. A cena que observamos era horrível! Na plataforma do púlpito, que mais parecia um palco, estava uma grande prostituta, (gigante mesmo!), despida, deitada voltada para a congregação, ocupando também todo o espaço vago que ía desde o púlpito até à zona dos bancos. Abria as pernas, como que para atrair a ‘plateia’, preparando-se para o acto sexual e esta por sua vez a estava adorando, sendo a prostituta o centro do serviço de culto! Tudo se passava como se fosse um serviço de culto normal. E a congregação maravilhava-se diante daquela cena. Ficamos horrorizados e espantados com o que vimos e nesse instante, minha esposa gritou de horror, pelo que estava sucedendo dentro da própria igreja! Nesse momento acordei.
“Deus fala uma e duas vezes; porém ninguém atenta para isso. Em sonho ou em visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormecem na cama, então abre os ouvidos dos homens, e lhes sela a Sua instrução. (…) Eis que tudo isto é obra de Deus, duas e três vezes, para com o homem, para desviar a sua alma da perdição”. Job 33:14-16, 29, 30.
“E há-de ser que, depois, derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões.” Joel 2:28 “Os sonhos provenientes do Senhor estão classificados na Palavra de Deus com visões, e são tão verdadeiramente frutos do espírito de profecia como as visões. Tais sonhos, levando-se em conta as pessoas que os têm e as circunstâncias sob as quais foram dados, contém suas próprias provas de genuinidade.” Testemunhos para a Igreja, vol. I, págs. 569, 570.
Este sonho teve um grande impacto em mim, na medida em que, sendo o aniversário do meu baptismo, me mostrou claramente até que ponto a apostasia chegou, dentro da igreja adventista do sétimo dia. Foi para mim uma terrível cena, que me trouxe bastante tristeza e angústia.
Quem é esta grande prostituta que vi no sonho? (Apoc. 17:1). Em que medida a igreja adventista do sétimo dia a está a adorar? Será que a igreja foi assim tão longe? Até onde a igreja se está comprometendo com o mundo?
COMO SE ESTIVESSE TUDO BEM
O professo povo de Deus, do qual eu faço parte, está em completa apostasia, tendo mesmo chegado a prostituir-se com Babilónia, com o mundo, na medida em que assimilou toda a prática detestável e aborrecível ao Senhor.
No entanto, a igreja continua em sua rotina normal, como se tudo estivesse bem! O povo e os dirigentes estão a “morrer de doentes” – e se a igreja é um hospital, onde os médicos e enfermeiros estão gravemente doentes, se é que não morreram já, como se curarão os pacientes?!
Mas os dirigentes continuam a fazer convocação de assembleias e reuniões espirituais. Não só os corações dos dirigentes mas também os dos membros de igreja estão cheios de maldade, iniquidade e ódio, sobretudo contra aqueles que, não sendo graxistas nem aceitando adulações ou subornos, defendem a verdade e a justiça. Aos sábados vão à igreja, e respondem “sete” quando se lhes pergunta quantas lições leram, e devolvem os dízimos, enquanto sua vida e a de seus filhos estão sendo sacrificadas no altar de Moloque, isto é, ao próprio Satanás, sete dias por semana.
Nas orações dizem “amén!”, mas os seus corações estão bem longe de Deus. Levantam-se grandes ofertas para a Adra, para ajudar em Africa ou na Ásia, mas esquecem-se de fazer justiça aos órfãos e viúvas “da fé” que estão próximos!!! Vestem-se com as melhores roupas mas seu interior é cheio de “chagas podres não espremidas”. Outros ainda, fazem dos corredores das igrejas uma passagem de modelos, esquecendo-se de que, quem deve ser adorado, honrado e glorificado é o Senhor e não eles mesmos!
“De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não posso suportar iniquidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.” Is. 1:11-15
MAS COMO É QUE A IGREJA CHEGOU A UMA SITUAÇÃO COMO ESTA?
E PORQUÊ?
“Os teus príncipes são rebeldes, e companheiros de ladrões; cada um deles ama as peitas, e anda atrás das recompensas; não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa da viúva.” Is. 1:23
“Todos os seus atalaias são cegos, nada sabem; todos são cães mudos, não podem ladrar; andam adormecidos, estão deitados, e gostam do sono. E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte. Vinde, dizem, trarei vinho, e beberemos bebida forte; e o dia de amanhã será como este, e ainda muito mais abundante.” Is. 56:10-12
Normalmente um cão ladra quando se apercebe de algo ou alguém estranho, na propriedade do seu dono. Ladra com todas as suas forças pois o seu instinto lhe diz que deve ladrar, emitindo esse sinal de alarme, não só para afugentar o possível perigo que se está a aproximar, mas também para chamar a atenção do seu dono e, em alguns casos, de outros cães.
Mas, infelizmente, a maioria dos pastores, aqueles que deveriam ser os atalaias, os “cães de guarda” do rebanho de Deus, por alguma razão emudeceram, não conseguem falar. Pior do que isso, parece que se tornaram surdos, cegos e mudos! E, de tanto dormir e roncar, já não se conseguem aperceber quando o perigo se aproxima. Isto é, as suas mentes se tornaram tão cauterizadas e conformadas com o mundo, que já não conseguem discernir o perigo e dar-se conta dos inimigos que assaltam a casa. Tudo é normal e tudo está bem! Mas eu pergunto então: que direito têm esses pastores , “que gostam do sono” e não estão cumprindo o seu dever, de ser sustentados com os dízimos? Visto que, se não trabalham não são dignos do seu salário!
UMA IGREJA SONOLENTA
No início do corrente ano tive um outro sonho. Encontrava-me sentado dentro de uma igreja adventista do sétimo dia. Então comecei a observar. O ambiente estava meio escurecido, era adormecedor. À frente, como se fosse num palco de teatro, estava um jovem pastor discursando, enquanto a plateia estava dormindo. Olhando de novo, reparei que havia jovens ao meu redor e que eles não estavam sentados em bancos mas sim deitados em sofás, tapados com mantas.
Entretanto, encontrando-me no corredor da igreja, vi alguns rostos de jovens pastores que me eram familiares. Andavam satisfeitos e tranquilos, para trás e para a frente, como se estivessem preparando algum programa para os jovens. Eles estavam relaxados. Os seus rostos indicavam a segurança que tinham de que tudo estava sob controlo. O meu coração estava triste e perplexo pela situação em que a igreja se encontrava. Então acordei.
NEM FALAM NEM DEIXAM FALAR
O mais grave é que esses pastores que agem como cães mudos, permanecendo alheios e indiferentes ao seu dever, são também invejosos. Invejosos?! Sim. Porque não gostam que outros lhe tomem o lugar, sendo ousados e corajosos em dar o sinal de alarme quando o perigo se aproxima. Estes últimos são para eles uma pedra no sapato, perturbadores de Israel. Tocam a trombeta que eles deviam tocar, dando-lhe um sonido certo, e dão a mensagem que eles deixaram de proclamar. Os pastores mudos não gostam deste tipo de atalaias!
Dizem eles: “Quem são eles, e donde vieram? Quem lhes deu autoridade para falar tais coisas? São fanáticos, presunçosos, orgulhosos, críticos e severos. Não podemos permitir que eles preguem nem conceder-lhes os púlpitos. Cuidado com eles!”.
DEUS JÁ NOS TINHA PREVENIDO
· Deus tem Suas testemunhas
A serva do Senhor antevendo esta situação entre o povo de Deus, escreveu: “Deus nunca deixou Sua igreja sem uma testemunha. Em todas as cenas de sofrimento e prova, de oposição e perseguição em meio às trevas pelas quais a igreja tem passado, tem tido Deus homens de oportunidade preparados para assumir Seu trabalho em várias fases, e levá-lo avante e para cima.” Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 404 e 405.
“A voz de Deus foi ouvida pelos profetas que Ele escolhera para uma obra especial e para transmitir uma mensagem especial. Enviou-os para que repetissem frequentes vezes as mesmas palavras. Tinha para eles uma mensagem separada, que não era segundo os caminhos e a vontade dos homens, e essa pôs Ele em sua boca e os fez proclamar. Assegurou-lhes que o Espírito Santo lhes daria a linguagem e a elocução. Aquele que conhece o coração lhes daria palavras para alcançar o povo.
Podia ser que a mensagem não agradasse àqueles a quem fora enviada. Podia ser que não desejassem algo novo, antes desejassem continuar como até aí vinham agindo; mas o Senhor os despertou com reprovações; e censurou-lhes as atitudes. Infundiu nova vida naqueles que estavam dormindo no posto do dever, que não eram sentinelas fiéis. Mostrou-lhes sua responsabilidade e que eles seriam responsabilizados pela segurança do povo. Eram vigias que não deviam dormir nem de dia nem de noite. Deviam discernir o inimigo e dar ao povo alarme, para que cada um pudesse estar no seu posto, a fim de que o vigilante inimigo não pudesse obter a mínima vantagem.” Idem, pág. 405.
· Vigias infiéis serão responsabilizados
“E o Senhor declara hoje a Seus vigias que se forem infiéis e não advertirem o povo que está em perigo, este será levado em seus pecados. "O seu sangue", diz Ele, "Eu o demandarei da tua mão." Ezeq. 33:8. Mas se Seus mensageiros erguerem a voz em reprovação e advertência, para desviar homens de seus maus caminhos, e essas almas não ouvirem, então o vigia está livre; o que ofende a Deus será levado em seus pecados; seu sangue recairá sobre sua própria alma.” Idem, pág. 406.
“Nunca haverá um tempo na história da igreja em que o obreiro de Deus possa cruzar os braços e ficar à vontade, dizendo: "Há paz e segurança." I Tess. 5:3. Então é que vem a repentina destruição. Tudo se pode mover para a frente em meio a aparente prosperidade, mas Satanás está bem desperto, e está estudando e se aconselhando com seus anjos maus no sentido de descobrir outro modo de ataque em que possa ter êxito.”
“A verdade em seus variados aspectos estará em conflito com o erro em suas formas sempre variadas e crescentes, e que se possível, enganariam os próprios escolhidos.
Nosso trabalho deve ser fervoroso. Não devemos combater como os que batem no ar. O pastorado, o púlpito e o prelo exigem homens como Calebe, que façam, que ousem, homens cujos olhos sejam sinceros para discernir a verdade do erro, cujos ouvidos sejam consagrados para apreender as palavras do Vigia fiel. E o Espírito do trono de Deus se fará sentir sobre um cristianismo degenerado, um mundo corrompido, pronto a ser consumido pelos juízos há muito protelados de um Deus ofendido.” Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 407.
“Muitos, se são reprovados pelo Espírito de Deus por meio de Seus representantes autorizados, recusam submeter-se à correção e é-lhes implantada no coração uma raiz de amargura contra os servos do Senhor que desempenham cargos pesados e desagradáveis. Homens há que ensinam a verdade mas que não aperfeiçoam seus próprios caminhos perante Deus, buscam ocultar os próprios defeitos e inclinam-se a um afastamento de Deus. Não possuem a coragem moral de fazer as coisas que são para seu especial benefício. Não percebem a necessidade de reforma, e assim rejeitam as palavras do Senhor, e odeiam ao que "repreende na Porta". Isa. 29:21. A própria recusa de atender às advertências que o Senhor envia, concede a Satanás toda a vantagem para fazer deles os mais encarniçados inimigos dos que lhes comunicaram a verdade. Tornam-se refutadores dos que lhes foram portadores da mensagem do Senhor.” Idem, pág. 408.
“Pastores não santificados estão se arregimentando contra Deus. Estão a um tempo louvando a Cristo e ao deus deste mundo. Ao passo que professam receber a Cristo, abraçam Barrabás, e por seus actos dizem: "Este não, mas Barrabás!" João 18:40. Atentem bem todos quantos lêem estas linhas.” Idem, pág. 409.
“Muitos se levantarão em nossos púlpitos tendo nas mãos a tocha da falsa profecia, acesa na infernal tocha de Satanás.
Caso sejam alimentadas dúvidas e descrença, serão os pastores fiéis afastados do povo que pensa que tanto sabe. "Se tu conhecesses também", disse Cristo, "ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas, agora, isto está encoberto aos teus olhos." Luc. 19:42.” Idem, pág. 409, 410.
O SENHOR CONHECE OS QUE SÃO SEUS
“Que nenhuma pessoa se queixe dos servos de Deus a ela enviados com uma mensagem celestial. Não mais busqueis suas falhas, dizendo: "São demasiado positivos; falam muito duramente." Podem falar duramente; mas não é isso necessário? Deus fará retinir as orelhas dos ouvintes que não atenderem à Sua voz ou mensagem. Ele denunciará os que resistirem à Sua Palavra.” Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 410.
“Satanás tem tomado toda a medida possível para que nada venha entre nós, como um povo, para nos reprovar e censurar e exortar-nos a abandonar os nossos erros. Mas há um povo que levará a arca de Deus. Dentre nós sairão alguns que não mais levarão a arca. Mas estes não podem fazer muralhas para obstruir a verdade, pois esta prosseguirá avante e para cima até ao fim. Deus, no passado, suscitou homens e Ele ainda tem homens de oportunidade, preparados para cumprir as Suas ordens – homens que atravessarão as restrições que apenas se assemelham a paredes rebocadas com reboco não preparado. Quando Deus põe o Seu Espírito sobre os homens, eles trabalham. Proclamarão a Palavra do Senhor; erguerão a voz como uma trombeta. A verdade não será diminuída nem perderá seu poder em suas mãos. Mostrarão ao povo as suas transgressões, e à casa de Jacó os seus pecados.” Idem, pág. 411.
APARÊNCIAS
“Sob o zelo de Satanás têm alguns por algum tempo a aparência de homens que estão em florescente condição; mas é apenas por um lapso de tempo. Satanás os levou tão longe que insultam o Espírito de Deus. Espalham-se como um verde loureiro. O Senhor os suporta por algum tempo. Permite-lhes manifestar sua inveja e ódio contra o povo de Deus, como permitiu a Satanás desenvolver seu carácter para que este aparecesse diante do universo celeste, diante dos mundos não caídos, e do mundo caído, em seus verdadeiros atributos, como enganador, acusador dos irmãos, de coração homicida.” Idem, pág. 412.
HOMENS QUE ELE QUIS ESCOLHER
“Que todo o pastor, em vez de ficar a criticar e a questionar, a duvidar e a se opor, se houver ainda que seja uma sombra de oportunidade para fazê-lo, seja empregado em levantar barreiras contra os astutos inimigos. Em vez de lutar contra os que o Senhor enviou para salvar a estes, ore o Seu povo fervorosa e continuamente pelo poder da graça de Deus, e para que o Comandante do exército do Senhor Se ponha a campo. Em vez de se transformar em juízes de homens que Deus aceitou para Lhe prestar serviço, seja o fardo de sua oração noite e dia, o de que o Senhor possa enviar mais obreiros para Sua vinha. Pastores, não desonreis ao vosso Deus nem ofendais ao Seu Santo Espírito, fazendo comentários sobre os caminhos e as maneiras dos homens que Ele quis escolher. Deus conhece o carácter. Vê o temperamento dos homens que Ele escolheu. Ele sabe que ninguém a não ser homens sinceros, firmes, determinados, de sentimentos fortes, verá nesta obra sua vital importância, e dará tal firmeza e decisão a seus testemunhos que estes abrirão brecha nas barreiras de Satanás.
É para o seu bem que Deus dá aos homens conselhos e reprovações. Envia Sua mensagem, dizendo-lhes o que é necessário para a época – 1897. Aceitastes a mensagem? Atendestes ao apelo? Ele vos deu a oportunidade de vir armados e equipados em auxílio do Senhor. E havendo feito tudo, disse-vos Ele que ficásseis firmes. Mas vós vos preparastes? Dissestes: "Eis-me aqui, envia-me a mim"? Isa. 6:8. Sentastes-vos quietos e nada fizestes. Deixastes que a Palavra do Senhor caísse desatendida por terra; e agora o Senhor tomou homens que eram meninos quando vós estáveis na parte mais avançada da frente da batalha, e lhes dá a mensagem e a obra que não tomastes sobre vós. Sereis para eles pedras de tropeço? Criticareis? Direis: "Estão saindo do seu lugar"? No entanto não preenchestes o lugar que eles agora são chamados a ocupar.” Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, págs. 412,413.
REJEITADORES DA VERDADE
“Oh, por que serão os homens empecilhos, quando poderiam ser um auxílio? Por que calçarão as rodas quando poderiam empurrar com assinalado êxito? Por que roubarão a sua própria alma do bem e impedirão outros das bênçãos que por meio deles poderiam advir? Esses rejeitadores da verdade permanecerão como desertos estéreis onde não fluem águas refrescantes e curadoras. E o seu trabalho tão destituído de orvalho como eram as montanhas de Gilboa, onde não havia nem orvalho nem chuva. Não estão revestidos da unção divina e não transmitem bênçãos aos outros. Poderiam eles humilhar o seu coração, confessando seus pecados, e romper o domínio de Satanás sobre eles. Poderiam quebrar os grilhões que a educação, o preconceito, ou os hábitos forjaram. Se tão-somente inquirissem de Deus, no espírito de penitência, eles O encontrariam. Então não satisfariam a sua própria vontade, mas iriam onde o Espírito do Senhor guiasse; seriam dirigidos por Ele.
A limpeza e a purificação certamente passarão por todas as igrejas de nossa terra que têm tido grandes oportunidades e privilégios e por eles têm passado sem lhes dar atenção. Não é de mais evidências que carecem. Necessitam de corações puros e santificados para ajuntar e reter toda luz que Deus tem dado, e então andarão nessa luz.” Idem, pág. 413, 414.
OS PERIGOS DOS ÚLTIMOS DIAS JÁ VIERAM
“Não precisamos dizer: "Os perigos dos últimos dias estão prestes a nos sobrevir." Eles já vieram. Necessitamos agora que a espada do Senhor corte a própria alma e a medula das concupiscências, apetites e paixões carnais. Oxalá ela penetre e divida em muito maior escala do que já o fez até aqui. Seja abatido todo o orgulho. Seja o que está seguro na carne arrancado do refúgio de mentira com que tem procurado enganar o povo de Deus. Corte ela o seu egoísmo, e abra os olhos aos cegos para que possam ver que não estão perfeitos à vista de Deus.” Idem, pág. 414.
“Qual é a mensagem que devemos dar? "Ó vós todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-Me atentamente e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura. Inclinai os vossos ouvidos e vinde a Mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei um concerto perpétuo, dando-vos as firmes beneficências de Davi. Eis que Eu o dei como testemunha aos povos, como príncipe e governador dos povos. Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para ti, por amor do Senhor, teu Deus, e do Santo de Israel; porque Ele te glorificou. Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao Senhor, que Se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar." Isa. 55:1-7.” Idem, pág. 415.
APELO AOS PASTORES
“Aos meus irmãos do ministério diria eu: Prossegui nesta obra com tacto e habilidade. Ponde a trabalhar os rapazes e moças de nossas igrejas. Combinai a obra médico-missionária com a proclamação da mensagem do terceiro anjo. Envidai esforços regulares e organizados no sentido de tirar as igrejas do ponto morto em que têm caído, e em que por anos têm permanecido. Enviai às igrejas obreiros que apresentem os princípios da reforma de saúde em ligação com a mensagem do terceiro anjo, a cada família e indivíduo. A todos incentivai a tomar parte na obra em favor de seus semelhantes, e vede se não voltará rapidamente a essas igrejas o fôlego de vida.” Idem, pág. 415, 416.
“Não podeis ver que agradaria ao vosso Salvador se pusésseis de lado toda a falsa dignidade, e em Sua escola aprendêsseis a usar o Seu jugo e a levar-Lhe os fardos?
O mundo precisa de evidências de cristianismo sincero. Professo cristianismo pode-se ver por toda a parte; mas quando o poder de Deus for visto em nossas igrejas, os membros farão as obras de Cristo. Os traços de carácter naturais e hereditários serão transformados. A habitação de Seu Espírito habilitá-los-á a revelar a semelhança de Cristo, e o êxito de seu trabalho será proporcional à pureza de sua piedade.” Idem, pág. 416
Portanto: “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos actos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal. Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas. Vinde então, e arguí-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã. Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra. Mas se recusardes, e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do SENHOR o disse.” Is. 1:16-20
domingo, 17 de maio de 2009
APELO PARA UM REAVIVAMENTO E REFORMA ESPIRITUAIS
Perante tudo isto (ver os restantes artigos deste mês), que deveríamos fazer, como igreja? O Senhor nos responde: “Tocai a buzina em Sião, e clamai em alta voz… Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a Mim, de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração… e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus; porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficiência… Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai os filhinhos, e os que mamam: saia o noivo da sua recâmara e a noiva do seu tálamo. Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar, e digam: Poupa a Teu povo, ó Senhor…” Joel 2:1, 12-17.
“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras; e se não, cedo virei a ti e removerei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.” Sou instruída a dizer que essas palavras são aplicáveis às igrejas Adventistas do Sétimo Dia, na sua condição presente.” Review and Herald, 25 de Fevereiro de 1902. (Publicado no livro: Cristo, Nossa Justiça, de Arthur G. Daniells, pág. 166, 167).
“A menos que haja uma reconversão, em breve haverá tão grande falta de piedade, que a igreja será representada pela figueira estéril.” Idem, pág.167. “Que Deus ajude o Seu povo a aplicar esta lição, enquanto ainda há tempo.” Ibidem
“Deus apresenta contra os pastores e o povo a séria acusação de fraqueza espiritual, dizendo: “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente… Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da Minha boca… (Apoc. 3:15-18)” Idem, pág.169.
“Deus pede um reavivamento espiritual e uma reforma espiritual. A menos que isto se realize, os que são mornos continuarão a tornar-se mais aborrecíveis ao Senhor, até que Ele se recuse a reconhecê-los como Seus filhos.” Idem, pág. 169.
Resistam os membros da igreja, individualmente, a toda tentação para praticar o mal e condescender com o pecado. Comece a igreja a obra de purificação diante de Deus pela humilhação, o arrependimento, profundo exame de coração, pois nos encontramos no dia antitípico de expiação - hora solene, pejada de resultados eternos.” Mensagens Escolhidas, vol. II, pág. 378.
“Proclamem os homens que ocupam o lugar de vigias e de pastores do rebanho a verdade solene, façam soar as mensagens de advertência a todo povo, nações e línguas. Sejam representantes vivos da verdade que defendem”. Ibidem.
“Oh! ouçam-se vozes a pleitear, fervorosas orações, para que aqueles que pregam a outros não sejam, eles próprios, rejeitados. (…) Deus cooperará connosco e trabalhará por nós caso os pecados que trouxeram Sua ira sobre o mundo antigo, sobre Sodoma e Gomorra e sobre a antiga Jerusalém não se tornarem nosso crime.” Idem, pág. 378, 379.
“Como um povo, purifiquemos o quanto possível o acampamento da contaminação moral e de pecados agravantes. (…) Esta é uma obra a que devemos atender em cada uma de nossas igrejas.” Idem, pág. 379.
“Seja afastado o pecado do orgulho, sejam vencidas todas as superfluidades do vestuário, sendo exercido arrependimento para com Deus pelo despótico ROUBO a Ele feito PELA RETENÇÃO DE DINHEIRO QUE DEVIA FLUIR PARA O TESOURO A FIM DE MANTER A OBRA DE DEUS
“Oh! que Deus abrisse o entendimento e falasse ao coração de nossas igrejas mediante o despertamento de nossos membros, individualmente. ... Os que estão descansados em Sião precisam ser despertados.” Idem, pág. 382.
“São tantos os que introduziram na igreja seu espírito não subjugado, inculto! (…) Os que pretendem ser cristãos e querem confessar a Cristo devem sair dentre eles e não tocar nada imundo, e separar-se….” Serviço Cristão, pág. 41, (cap.: Condições Dominantes Entre o Povo de Deus).
“Clama em alta voz, e não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao Meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacob os seus pecados.” Is. 58:1
“Se Deus aborrece um pecado mais do que outro, do qual Seu povo é culpado, é o de nada fazer no caso de uma emergência. Indiferença e neutralidade numa crise religiosa são consideradas por Deus como um crime grave e igual ao pior tipo de hostilidade contra Deus.” Testemunhos para a Igreja – Vol. 3, pág. 281.
Meus irmãos, é tempo de nos levantarmos ousadamente em favor da verdade, denunciando o pecado, em alto e bom som, nas nossas igrejas! Como poderemos, diante das advertências da Palavra de Deus, continuar silenciosos e indiferentes à apostasia que reina na igreja, compactuando assim com o pecado?
segunda-feira, 23 de março de 2009
FALSO REAVIVAMENTO Precede o Verdadeiro
Reavivamentos sensacionais estão a acontecer NAS NOSSAS IGREJAS!
O inimigo das almas deseja estorvar esta obra; e antes que chegue o tempo para tal movimento, esforçar-se-á para impedi-la, introduzindo uma contrafacção.
Nas igrejas que puder colocar sob seu poder sedutor, fará parecer que a bênção especial de Deus foi derramada; manifestar-se-á o que será considerado como grande interesse religioso.
Multidões exultarão de que Deus esteja operando maravilhosamente por elas, quando a obra é de outro espírito" (O Grande Conflito, cap. A Vida que Satisfaz - Como Alcançar Paz de Alma)
O pior de tudo é que esse falso reavivamento está a acontecer em muitas das nossas igrejas. Como é que o Espírito Santo pode ser derramado, quando existe uma apostasia aberta aos princípios de Deus e o pecado jaz à porta de cada uma dessas igrejas? Como é que se pode falar em reavivamento se uma boa parte da igreja está não apenas a dormir mas a ressonar?!
Há algum tempo atrás, li: "... se sente no ar um suave cheiro de busca do Senhor e desejo sincero de consagração..." Revista Adventista, Abril de 2008, pág. 5. Será este o reavivamento predito ou a contrafacção?
"Se toda a excitação religiosa que paira no ar leva alguns a negligenciar inteiro apoio, seja pela sua presença, seja pela influência exercida, à minoria que crê na verdade impopular, haverá na igreja muita fraqueza, quando poderia existir força." Testemunhos Selectos, vol. I, pág. 461
Os membros da igreja, na sua maioria, não estão buscando o Senhor mas sim os seus próprios interesses materiais. Não estão buscando a aprovação divina, mas sim a dos seus pastores. E numa tentativa de acalmar a consciência, continuam a cumprir as suas obrigações religiosas e a empenhar-se no trabalho missionário, enquanto estão vivendo uma vida mundana.
"Encho-me de tristeza quando penso em nossa condição como um povo. O Senhor não nos cerrou o Céu, mas nosso próprio procedimento de constante apostasia nos separou de Deus. O orgulho, a cobiça e o amor do mundo têm habitado no coração, sem temor de ser banidos ou condenados.
Pecados graves e presunçosos têm habitado entre nós. E no entanto, a opinião geral é que a igreja está florescendo, e que paz e prosperidade espiritual se encontram em todas as suas fronteiras.
A igreja deixou de seguir a Cristo, seu Guia, e está constantemente retrocedendo rumo ao Egipto. Todavia, poucos ficam alarmados ou atónitos com sua falta de poder espiritual.
Dúvidas e mesmo descrença dos testemunhos do Espírito de Deus estão levedando nossas igrejas por toda parte. Satanás assim o deseja." Serviço Cristão, cap. Condições dominantes entre o povo de Deus.
"Há um excitamento emotivo, mistura do verdadeiro com o falso, muito apropriado para transviar. Contudo, ninguém necessita ser enganado. À luz da Palavra de Deus não é difícil determinar a natureza destes movimentos.
Onde quer que os homens negligenciem o testemunho da Escritura Sagrada, desviando-se das verdades claras que servem para provar a alma e que exigem a renúncia de si mesmo e a do mundo, podemos estar certos de que ali não é outorgada a bênção de Deus.
E, pela regra que o próprio Cristo deu - "Por seus frutos os conhecereis" (Mat. 7:16) - é evidente que esses movimentos não são obra do Espírito de Deus." (O Grande Conflito, cap. A Vida que Satisfaz - Como Alcançar Paz de Alma) http://oconflitodosseculos.blogspot.com/2009/10/27.html
Precisam-se...
"A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus."
Ellen White, Educação, pág. 57.
É intuito do Pai Celeste preservar entre os homens, mediante a observância do sábado, o conhecimento de Si mesmo. Seu desejo é que o sábado nos aponte a Ele como o único Soberano verdadeiro, e pelo conhecimento dEle possamos ter vida e paz. Ellen G. White, 3 TS, 16 (1900), Eventos Finais, 68.