Se esta obra é de homens, se desfará, mas, se é do Altíssimo, não podereis desfazê-la. (Actos 5:38,39).


"Aquele que deseja conhecer a verdade, deve estar disposto a aceitar tudo o que ela revela. Não pode ter nenhuma transigência com o erro. Ser vacilante e morno para com a verdade, é preferir as trevas do erro e a ilusão satânica." O Desejado de Todas as Nações, (cap. O Sermão da Montanha) pág. 257.

Lê o artigo: "Novas Verdades", (http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/02/novas-verdades.html
)

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quinta-feira, 31 de março de 2011

A arca da aliança foi encontrada?

Supostamente, ocorreu em Jerusalém às 14:15h do dia 6 de Janeiro de 1982, numa caverna 7 metros abaixo do local da crucificação, no Calvário.  (http://www.wyattmuseum.com/)
Será isto verdade, ou não se tratará de uma farsa muito bem montada para enganar? Isto faz-me lembrar algo que ocorreu no passado, e está escrito que ocorrerá de novo, como forte argumento em favor da exaltação do domingo!

"Com o firme estabelecimento do papado, a obra da exaltação do domingo continuou. Durante algum tempo o povo se ocupou com trabalho agrícola fora das horas de culto, e o sétimo dia, o sábado, continuou a ser considerado como dia de repouso. Lenta e seguramente, porém, se foi efetuando a mudança. Aos que se achavam em cargos sagrados era vedado proceder, no domingo, a julgamentos em qualquer questão civil. Logo depois, ordenava-se a todas as pessoas; de qualquer classe, abster-se do trabalho usual, sob pena de multa aos livres, e açoites no caso de serem servos. Mais tarde foi decretado que os ricos fossem punidos com a perda da metade dos bens; e, finalmente, que, se obstinassem, fossem escravizados. As classes inferiores deveriam sofrer banimento perpétuo.
Recorreu-se também aos milagres. Entre outros prodígios foi referido que estando um lavrador, em dia de domingo, a limpar o arado com um ferro para em seguida lavrar o campo, o ferro cravou-se-lhe firmemente na mão, e durante dois anos ele o carregou consigo, "para a sua grande dor e vergonha". - Discurso Histórico e Prático Sobre o Dia do Senhor, de Francis West.
Mais tarde o papa deu instruções para que o padre da paróquia admoestasse os violadores do domingo, e fizesse com que fossem à igreja dizer suas orações, não acontecesse trouxessem eles alguma grande calamidade sobre si mesmos e os vizinhos. Um concílio eclesiástico apresentou o argumento, desde então mui largamente empregado, mesmo pelos protestantes, de que, tendo pessoas sido fulminadas por raios enquanto trabalhavam no domingo, deve este ser o dia de repouso. "É evidente", diziam os prelados, "quão grande foi o desprazer de Deus pela sua negligência quanto a este dia." Fez-se então o apelo para que padres e ministros, reis e príncipes, e todo o povo fiel, "empregassem os maiores esforços e cuidado a fim de que o dia fosse restabelecido à sua honra e, para crédito do cristianismo, mais dedicadamente observado no futuro. - Discurso em Seis Diálogos Sobre o Nome, Noção e Observância do Dia do Senhor, de T. Morer."

"A ausência de autoridade escriturística para a guarda do domingo ainda ocasionava não pequenas dificuldades. O povo punha em dúvida o direito de seus instrutores de deixarem de lado a positiva declaração de Jeová: "o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus", para honrar o dia do Sol. A fim de suprir a falta de testemunho bíblico, foram necessários outros expedientes. Um zeloso defensor do domingo, que pelos fins do século XII visitou as igrejas da Inglaterra, encontrou resistência por parte de fiéis testemunhas da verdade; e tão infrutíferos foram os seus esforços que se retirou do país por algum tempo, em busca de meios para fazer valer os seus ensinos. Ao voltar, a falta foi suprida, e em seus trabalhos posteriores obteve maior êxito. Trouxe consigo um rolo que dizia provir do próprio Deus, e conter a necessária ordem para a observância do domingo, com terríveis ameaças para amedrontar o desobediente. Este precioso documento - fraude tão vil como a instituição que apoiava, dizia-se haver caído do Céu, e sido achado em Jerusalém, sobre o altar de Simeão, no Gólgota. Mas, em realidade, o palácio pontifical em Roma foi a fonte donde procedeu. Fraudes e falsificações para promover o poderio e prosperidade da igreja têm sido em todos os séculos consideradas lícitas pela hierarquia papal.
O rolo proibia o trabalho desde a hora nona, três horas da tarde, do sábado, até ao nascer do Sol na segunda-feira; e declarava-se ser a sua autoridade confirmada por muitos milagres. Referia-se que pessoas que trabalharam além da hora indicada, foram atacadas de paralisia. Certo moleiro que tentou moer o trigo, viu, em lugar da farinha, sair uma torrente de sangue, e a mó ficar parada apesar do forte ímpeto da água. Uma mulher que pusera massa de pão ao forno, achou-a crua quando foi tirada, embora o forno estivesse muito quente. Outra que tinha massa preparada para cozer à hora nona, mas resolvera deixá-la de lado até segunda-feira, encontrou-a no dia seguinte transformada em pães e estava cozida pelo poder divino. Um homem que cozeu o pão depois da hora nona no sábado, achou, ao parti-lo na manhã seguinte, que do mesmo saía sangue. Por meio de tais invencionices absurdas e supersticiosas, esforçaram-se os defensores do domingo por estabelecer a santidade deste. - Anais, de Roger de Hoveden."  


"Estes relatos do passado revelam claramente a inimizade de Roma para com o sábado legítimo e seus defensores, e os meios que emprega para honrar a instituição por ela criada. A Palavra de Deus ensina que estas cenas devem repetir-se, quando os católicos romanos e protestantes se unirem para a exaltação do domingo." O Grande Conflito, (cap. 35), págs. 580-584. (http://oconflitodosseculos.blogspot.com/2010/02/ameaca-consciencia.html).

Notem que a própria igreja católica tem as suas profecias, e uma delas diz que a arca da aliança aparecerá:
“Eventos por acontecer: Durante este tempo, acontecerão alguns fatos na Igreja que devem ser levados em conta:
(…) 4>Encontro, em vários lugares do planeta, dos seguintes objectos sagrados, que estarão na Missa do Calvário:
(…)b>A arca da Aliança, de Moisés” Retirado do folheto católico O Juízo Final Está Próximo, “produzido por uma equipe de leigos católicos, apostólicos, romanos”, como o mesmo folheto indica.

Já imaginaram o impacto que teria sobre as pessoas, sobretudo os judeus, a aparição da arca da aliança que eles tanto prezam, e a descoberta no seu interior de duas tábuas de pedra com os dez mandamentos onde, eventualmente, aparecesse o domingo em vez do sábado? E sobre os adventistas do sétimo dia? Não será isto como aquele rolo forjado e como os falsos milagres que ocorreram no passado com a finalidade de estabelecer a guarda do domingo?


Satanás é astuto. É o mestre do engano. E assim como foi no passado, ele usará fraudes para conseguir o maior número possível de adeptos para as suas fileiras. Como é de esperar, a igreja católica não iria colocar em destaque o sábado bíblico, o sétimo dia da semana, mas sim o domingo, o sábado espúrio por eles inventado.
Lembrem-se que "estas cenas devem repetir-se, quando os católicos romanos e protestantes se unirem para a exaltação do domingo."

Os católicos e protestantes já estão a unir-se! A obra de exaltação do domingo está diante dos nossos olhos, mesmo na IASD!!!!!
Preparem-se, pois vão acontecer prodígios! Estejamos firmes na verdade apresentada na Palavra de Deus.

domingo, 24 de outubro de 2010

Natureza Humana de Yahushua - Posição Actual da IASD, em Contraste com o Que Criam os Pioneiros Adventistas

(Adaptado da resposta a um email de um leitor)
A doutrina quanto à natureza humana do Ungido, conforme é hoje ensinada na igreja, não corresponde de modo nenhum, com aquela em que acreditavam os pioneiros adventistas, a qual acredito estar verdadeiramente em harmonia com a Palavra de Deus.


Aquilo que está apresentado no livro Os Adventistas do Sétimo Dia Crêem… (Uma exposição bíblica das 27 doutrinas fundamentais, produzida pela Publicadora Atlântico em 1989, a partir do original Seventh-day Adventists Believe…, publicado em 1988 pela Associação Ministerial da Conferencia Geral dos Adventistas do Sétimo Dia), quanto a este assunto, não corresponde às crenças dos pioneiros.

O 1º parágrafo da pág. 45, no qual se insere a frase que me foi enviada por um leitor deste blogue: "a humanidade de Cristo, não era a humanidade adâmica, isto é, a humanidade de Adão antes da queda ;...", é uma referência a Henry Melvill (veja a nota nº13 do capítulo 4 desse livro). A igreja não está aqui a defender que Jesus possuía uma natureza caída como a nossa, mas contrariamente, a apresentar o ponto de vista de Melvill, que apresentam como aparentando ser a maneira de pensar de Ellen White.

Se lermos todo o parágrafo, afirma-se que a natureza de Cristo não era a de Adão, nem tão pouco era a nossa natureza humana caída, mas a nossa humanidade sem as propensões pecaminosas hereditárias. Na pág. 47 pode-se confimar o que estou dizendo:

"Jesus tomou a nossa natureza com todas as suas desvantagens, mas livre de corrupção ou depravação hereditária, e do pecado em si mesmo."

Depois de 18 encontros ecuménicos realizados entre 1955 e 1956, entre alguns líderes da Associação Ministerial da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, tais como Froom, Anderson, e Walter Read, e os evangélicos, Barnhouse e Walter Martin, a posição oficial da igreja em relação à natureza humana de Cristo e outros assuntos, foi “forçada” a mudar (Ver Em Busca de Identidade, pág. 170,171). Passarei a explicar o que acabei de afirmar.

Depois das trapalhadas e mentiras deste líderes adventistas procurando diminuir a distância entre a igreja adventista e os evangélicos, buscando salvaguardar a imagem da igreja, que até então era vista como pouco cristã, e no mesmo nível que as testemunhas de Jeová e os mórmones, a igreja em geral aceitou e se comprometeu com as falsas declarações apresentadas pelos mesmos líderes, numa tentativa de ser justificada e mais bem aceite na sociedade.

Passo a citar algumas frases de publicações adventistas, que demonstram o que estou a dizer:

“Parece que Froom, Anderson, e seus colegas não foram totalmente francos quando deram a Martin e Barnhouse a opinião de que “a esmagadora maioria nunca defendeu esses pontos de vista divergentes” [como é o caso da crença de que Jesus partilhou da natureza caída e pecaminosa do ser humano em Sua encarnação].” Em Busca de Identidade, pág. 171.

“Parece que… não foram totalmente francos”, não passa de um eufemismo forçado do historiador adventista George Knight, para não lhes chamar mentirosos e enganadores. Na realidade, estas são algumas das características dos jesuítas. Estes encontros ecuménicos e o livro deles resultante Questions on Doctrine [Questões Sobre Doutrina],  não foram senão “o cavalo de Tróia”, para mudar mais algumas doutrinas da igreja adventista tornando-a mais próxima de Roma. Depois de terem conseguido infiltrar a doutrina pagã da trindade, conseguiram também alterar a crença sobre a natureza humana de Jesus e a expiação, etc.:

“A pesquisa histórica, contudo, demonstra que exactamente o oposto é que era verdade a respeito da questão da natureza humana de Cristo e até mesmo a respeito de crenças como a expiação completa e a existência eterna de Cristo.

No Outono de 1957, a liderança adventista publicou o livro Questions on Doctrine como uma resposta quase oficial às perguntas levantadas por Martin e Barnhouse. Esse volume, elaborado em grande parte por Froom e Anderson, foi amplamente distribuído entre adventistas, alcançando também milhares de pastores e professores de teologia não adventistas. Até 1970, segundo as estimativas de Froom, a tiragem total ultrapassava a casa dos 138.000 exemplares. ” Ibidem.

Novamente o historiador evita ser categórico, suavizando o facto de que este livro tinha a aprovação da Associação Geral, caso contrário não teria sido produzido por uma publicadora adventista, ao dizer que o mesmo era “quase oficial”, para não dizer simplesmente oficial, acabando por comprometer a liderança máxima da igreja de então.

“Andreasen [teólogo adventista que nos anos seguintes à saída do livro Questions on Doctrine se afirmou em público contra as mudanças de doutrina na igreja adventista, e os erros deste livro, escrevendo ainda as famosas Letters to the Church - Cartas Para a Igreja] não deixou escapar o fato de que LeRoy Froom e os seus associados no diálogo com os evangélicos não haviam contado a verdade acerca do ensino de longa data da denominação sobre a natureza humana de Cristo ou o fato de que ele mesmo e os seus colegas crentes tinham sido apelidados de “extremidade lunática” e “pessoas irresponsáveis de visão extravagante”, em descompasso com a “liderança sensata” da denominação, que estava “determinada a deter qualquer membro que procure sustentar posições divergentes daquela relativa à liderança responsável da denominação”.

(…) Para Andreasen, a mudança sobre a natureza humana de Cristo não foi nada mais do que uma traição a fim de ganhar o reconhecimento dos evangélicos. Infelizmente, parece haver elementos de uma traição na manipulação de dados e nas inverdades que foram transmitidas a Barnhouse e Martin sobre o tópico.

Froom e seus associados estavam correctos em sentir, a partir do material que tinham sobre o tópico da natureza humana de Cristo, que a interpretação básica da denominação sobre o assunto precisava ser mudada, mas eles, ao que parece, não viram como poderiam ser completamente abertos com todas as declarações de Ellen White e ao mesmo tempo ganhar a aceitação dos evangélicos sobre esse ponto crucial de diferença. Como resultado, algumas fortes citações de Ellen White afirmando claramente que Cristo possuía uma natureza humana pecaminosa foram deixadas fora da compilação sobre o tópico no apêndice do livro Questões Sobre Doutrina enquanto um título equivocado implicando que Ellen White sustentava que Cristo tinha uma natureza humana sem pecado foi suprido.

O resultado seria um assombroso desastre nas fileiras adventistas nos anos seguintes. O adventismo oficial pode ter ganho reconhecimento como sendo cristão pelo mundo evangélico, mas, no processo, uma brecha foi aberta e ainda não foi curada nos últimos 50 anos e talvez nunca seja. A moral da história é que a honestidade plena e a abertura em todas as transações é sempre importante, não importando quão desconfortável seja a situação.” Questões Sobre Doutrina, págs. 442, 443.

Lamentavelmente, a própria publicadora adventista brasileira, a “Casa”, serve-se dos comentários de Knight, o qual vai utilizar os mesmos eufemismos para diminuir a intensidade das falsas afirmações dos líderes adventistas, ao utilizar expressões semelhantes, como “parece haver elementos de uma traição” e “ao que parece”, referindo-se aos mesmos. Mais grave ainda é a afirmação, numa tentativa de justificar não só os erros de Froom mas os da actual liderança, de que “Froom e seus associados estavam correctos em sentir, a partir do material que tinham sobre o tópico da natureza humana de Cristo, que a interpretação básica da denominação sobre o assunto precisava ser mudada”.

Desta forma pode-se concluir que a igreja actualmente acredita que os adventistas do 7º dia do passado andaram errados durante 100 anos quanto à questão da natureza humana de Cristo. Faz lembrar a “grande sabedoria e inteligência” (estupidez) daqueles que acham que o povo hebreu andou errado e na ignorância durante cerca de 2000 anos, pois não tinha o total conhecimento da verdade, e por isso não conseguiram discernir a (in) “verdade” da trindade! Basta olhar para a história para ver que primeiro vieram as igrejas puras e depois a apostasia. Israel apostatou, os Judeus apostataram, igreja cristã apostatou, os protestantes também, e finalmente a própria igreja adventista.

Novamente Knight pretende justificar o erro ao afirmar: “não viram como poderiam ser completamente abertos com todas as declarações de Ellen White e ao mesmo tempo ganhar a aceitação dos evangélicos sobre esse ponto crucial de diferença”. Eles viram até demais, quem “não quer ver” é Knight, e a liderança da igreja, que procuram a cada passo justificar a igreja de então e a da actualidade! Na realidade a liderança adventista tem procurado fechar os olhos dos membros à realidade histórica da igreja, e de que maneira isso é uma realidade em Portugal, onde os traços da ditadura permanecem na igreja adventista!


Para se conseguir ser bem visto aos olhos do mundo, tem que se compactuar com o mundo, com o pecado, com a falsidade, e dessa forma não admira terem tido que esconder algumas frases de Ellen White. O próprio Jesus disse: “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece” (Jo. 15:19). Se a igreja depois das mudanças doutrinárias que fez passou a ser “amada”, é porque claramente passou a ser do mundo. Desta forma, segundo uma definição dada no livro Questões Sobre Doutrina, a igreja passou a ser Babilónia:

“O que é denominado “Babilônia”, nas Escrituras, obviamente abrange aqueles que quebraram o espírito e a essência do verdadeiro cristianismo e seguiram o caminho da apostasia. Tais pessoas estão sob a desaprovação do Céu.” Questões Sobre Doutrina, pág. 168.

Achando a igreja que a fórmula doutrinária sobre a natureza humana de Cristo apresentada por Froom e seus associados não fazia muito sentido em alguns detalhes, nos anos 80 foi forjado um novo argumento. Inventaram uma espécie de hermenêutica para se conseguir “compreender” aquilo que Ellen White queria dizer, ou melhor, para a fazerem dizer aquilo que eles queriam que ela dissesse. Complicado?! Já vão perceber:

“Em outras palavras, Melvill sustentava que o Cristo encarnado não era exactamente como Adão antes da Queda, nem exactamente como a humanidade caída desde a entrada do pecado. Essa parece ser a posição mantida por Ellen White.” Idem, pág. 444.

“O livro Questões Sobre Doutrina (1957) foi preparado sob a orientação da Associação Ministerial da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. Deve-se notar que um livro importante provendo uma visão geral das doutrinas adventistas publicado posteriormente pela Associação Geral, Seventh-day Adventist Believe…[em português, Nisto Cremos – Brasil – ou Os Adventistas do Sétimo Dia Creêm… – Portugal] (1988), não seguiu orientação do Questões Sobre Doutrina sobre a natureza de Cristo, mas utilizou o modelo de Melvill”. Idem, pág. 445.

A igreja passou a interpretar as frases de Ellen White relativas à natureza humana de Cristo, com base na análise de Tim Poirier do White Estate, sobre a interpretação de Melvill, apresentada no livro Sermons by Henry Melvill, quanto à natureza de Cristo, só pelo facto dela ter possuído um exemplar, e de se ter servido de algumas frases do mesmo (ver Em Busca de Identidade, pág. 126). Knight demonstra fraqueza de argumento, ao afirmar mais uma vez “Essa parece ser a posição mantida por Ellen White”. Se fosse assim tão evidente quanto querem fazer parecer, Knight não utilizaria a palavra “parece”, a qual denota dúvida e incerteza, conveniência, mas de certa forma um pouco de honestidade, visto que se fosse categórico em sua afirmação, sabia que estava a mentir.

Mas será que era esse o verdadeiro ponto de vista de Ellen White sobre este assunto?!

Ora isto não tem base bíblica nem de Ellen White, nem tão pouco foi ensinado há 60 anos atrás! No livro Estudos Bíblicos da “Casa” (capa azul, com ilustrações, não se menciona o ano, mas acredito ser anterior à edição de 1979), que se encontra na casa de alguns adventistas, tanto no Brasil, como em Portugal, encontra-se a seguinte afirmação que contraria abertamente o que a igreja está actualmente a ensinar:



Quero também partilhar os seguintes versos da Bíblia e frases de Ellen White:

"Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote que penetrou os céus, a saber, Jesus, Filho de Deus, guardemos firmes a nossa confissão.

Pois não temos um sumo-sacerdote que não possa compadecer-se das nossas enfermidades [físicas, mentais e morais], mas que tem sido tentado em todas as coisas à nossa semelhança, mas sem pecado.

Cheguemo-nos, portanto, com confiança ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos em tempo oportuno.

Pois todo o sumo-sacerdote, sendo escolhido dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas pertencentes a Deus, para que ofereça tanto dons como sacrifícios pelos pecados,

o qual possa condoer-se dos ignorantes e dos que erram, pois que ele também está cercado de enfermidades..." Heb. 4:14-16; 5:1-2

"Teria sido uma quase infinita humilhação para o Filho de Deus, revestir-Se da natureza humana mesmo quando Adão permanecia em seu estado de inocência, no Éden. Mas Jesus aceitou a humanidade quando a raça havia sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado. Como qualquer filho de Adão, aceitou os resultados da operação da grande lei da hereditariedade. O que estes resultados foram, manifesta-se na história de Seus ancestrais terrestres. Veio com essa hereditariedade para partilhar de nossas dores e tentações, e dar-nos o exemplo de uma vida impecável." O Desejado de Todas as Nações, pág. 34.

"Muitos há que não consideram esse conflito entre Cristo e Satanás como tendo relação especial com sua própria vida; pouco interesse tem para eles. Mas, essa luta repete-se nos domínios de cada coração. Ninguém abandona jamais as fileiras do mal para o serviço de Deus, sem enfrentar os assaltos de Satanás. As sedutoras sugestões a que Cristo resistiu, foram as mesmas que tão difícil achamos vencer. A pressão que exerciam sobre Ele era tanto maior, quanto Seu carácter era superior ao nosso. Com o terrível peso dos pecados do mundo sobre Si, Cristo suportou a prova quanto ao apetite, o amor do mundo e da ostentação, que induz à presunção. Foram essas as tentações que derrotaram Adão e Eva, e tão prontamente nos vencem a nós.

Satanás apontara o pecado de Adão como prova de que a lei de Deus era injusta, e não podia ser obedecida. Cristo devia redimir, em nossa humanidade, a falha de Adão. Quando este fora vencido pelo tentador, entretanto, não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o pleno vigor da mente e do corpo. Achava-se circundado das glórias do Éden, e em comunicação diária com seres celestiais. Não assim quanto a Jesus, quando penetrou no deserto para medir-Se com Satanás. Por quatro mil anos estivera a raça a decrescer em forças físicas, vigor mental e moral; e Cristo tomou sobre Si as fraquezas da humanidade degenerada. Unicamente assim podia salvar o homem das profundezas de sua degradação.

Pretendem muitos que era impossível Cristo ser vencido pela tentação. Neste caso, não teria sido colocado na posição de Adão; não poderia haver obtido a vitória que aquele deixara de ganhar. Se tivéssemos, em certo sentido, um mais probante conflito do que teve Cristo, então Ele não estaria habilitado para nos socorrer. Mas nosso Salvador Se revestiu da humanidade com todas as contingências da mesma. Tomou a natureza do homem com a possibilidade de ceder à tentação. Não temos que suportar coisa nenhuma que Ele não tenha sofrido.

Para Cristo, como para o santo par no Éden, foi o apetite o terreno da primeira grande tentação. Exactamente onde começara a ruína, deveria começar a obra de nossa redenção. Como, pela condescendência com o apetite, caíra Adão, assim, pela negação do mesmo, devia Cristo vencer. "E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; e, chegando-se a Ele o tentador, disse: Se Tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus". Mat. 4:2-4.

Do tempo de Adão ao de Cristo, a condescendência própria havia aumentado o poder dos apetites e paixões, tendo eles domínio quase ilimitado. Os homens se haviam aviltado e ficado doentes, sendo-lhes, de si mesmos, impossível vencer. Cristo venceu em favor do homem, pela resistência à severíssima prova. Exercitou, por amor de nós, um autodomínio mais forte que a fome e a morte. E nessa vitória estavam envolvidos outros resultados que entram em todos os nossos conflitos com o poder das trevas." O Desejado de Todas as Nações, pág. 87, 88.

Jesus partilhou da mesma natureza que eu e vocês! Que houve de diferente? Ele nunca pecou! Jesus nasceu já desde criança na experiência do novo nascimento, da conversão, na experiência em que cada um de nós pode viver.

Nasceu da carne pois sua mãe era humana, e por isso existiam em sua carne as mesmas propensões pecaminosas que existem em nós; mas também era Filho gerado de Deus e por isso em sua mente nunca se manifestaram tendências nenhumas para o pecado, pois era nascido do Espírito, participante da natureza divina.

Nós também podemos viver da mesma maneira que Jesus viveu, tornando-nos filhos adoptivos de Deus, participantes da natureza divina, ter a mente de Cristo, inclinados não às paixões da carne, mas às coisas do Espírito.

"Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte." Rom. 7:5

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. (...)

Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça. (...)

De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.

Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.” Rom. 8:1-5, 9,10,12-15.

“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.”; “Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.”; "Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado; Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus." I Pe. 1:23; 2:21,22; 4:1,2.

“Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.” II Pe. 1:4.

“Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. (...) Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.

Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.” I Cor. 2:12, 14-16.

“O remanescente de Israel não cometerá iniqüidade, nem proferirá mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa; mas serão apascentados, e deitar-se-ão, e não haverá quem os espante." Sof. 3:13.

“Estes são os que não estão contaminados com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro. E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus." ; "Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono." Apo. 14:4,5; 3:21.

Isto é justificação pela fé! Esta é a mensagem central na advertência do 3º anjo. Esta foi a mensagem que Jones e Waggoner pregaram em 1888, mas que infelizmente a igreja rejeitou. Qualquer coisa menos que isto, é anulação do evangelho, e opróbrio ao nome de Cristo.

Nós que somos a última geração, não viveremos afinal esta mensagem?! Não pretendemos ser o remanescente de Jeová?! Não desejamos nós fazer parte dos 144000?! Que tipo de evangelho pregamos e vivemos? Uma fábula, que nem a nós nem aos do mundo pode servir de alguma utilidade?!

“Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o carácter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.” Parábolas de Jesus, pág. 69.

Sérgio Ventura

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A Operação do Erro

Esta miserável condição em que se encontra a igreja adventista do sétimo dia (ver artigos anteriores), não é senão o resultado da operação do erro, entre o povo de Deus, por meio dos mundanos “do Egipto” e de seus agentes infiltrados, os jesuítas! Ver:http://video.google.com/videoplay?docid=-1989845884558078659


Seria bom dar-se uma explicação do facto de haver tantos símbolos e imagens relacionados com os jesuítas e maçonaria, espalhados aqui e ali na nossa literatura, desde o mais simples folheto até aos livros, passando pelas diversas revistas da igreja!

"O grande enganador tem muitos agentes prontos para apresentar toda e qualquer espécie de erro, a fim de enredar as almas: heresias preparadas para se adaptarem aos vários gostos e capacidades dos que ele deseja arruinar. É plano seu levar para a igreja elementos insinceros, não regenerados, que acoroçoarão a dúvida e a incredulidade, estorvando a todos os que desejem ver a obra de Deus progredir, e com ela queiram avançar. Muitos que não têm fé verdadeira em Deus ou em Sua Palavra, concordam com certos princípios da verdade e passam por cristãos; e assim estão aptos para introduzir seus erros como doutrinas das Escrituras." O Grande Conflito, cap. Os Ardis de Satanás, pág. 525.

Infelizmente, maçons e jesuítas encontram-se inscritos como membros nas igrejas adventistas do sétimo dia, sendo alguns deles pastores, outros anciãos, etc. Existem muitas famílias, espalhadas pelas igrejas, cuja missão secreta é somente causar conflitos, confusão e afastar da igreja membros sinceros que são zelosos pela verdade! Não se iludam pois muitos deles são pessoas de influência, contra os quais ninguém se ousa levantar.

Como podemos identificá-los? Jesus responde: "Pelos seus frutos os conhecereis." Mt. 7:20. Desta forma, seguindo o conselho de Jesus, podemos apercebermo-nos de quem são estas pessoas e acautelar-nos com elas.
A serva do Senhor descreve uma visão que teve de uma reunião entre Satanás e seus anjos, onde o inimigo revela o seu estratagema de enganar os adventistas do sétimo dia através desses falsos irmãos - seus agentes - que se introduzem nas igrejas:

"Diz o grande enganador: “(...)Por meio daqueles que têm uma forma de piedade, mas não lhe conhecem o poder, podemos ganhar muitos que de outra maneira nos causariam grande mal. Os mais amantes do prazer do que amantes de Deus, serão os nossos mais eficientes auxiliares. Os que pertencem a essa classe, forem mais aptos e inteligentes, servirão de chamariz para atrair outros para as nossas ciladas. Muitos não lhe temerão a influência, porque professam a mesma fé. Levá-lo-emos então a concluir que as reivindicações de Cristo são menos estritas do que uma vez creram, e que pela conformação com o mundo exercerão maior influência sobre os mundanos. Assim se separarão de Cristo; então não terão forças para resistir ao nosso poder, e dentro de pouco tempo estarão prontos para ridicularizar o seu antigo zelo e devoção.
(...) Enquanto não for dado e grande golpe decisivo [lei dominical, ver pág. 473], devem nossos esforços contra os observadores dos mandamentos ser incansáveis. Devemos estar presentes em todos os seus ajuntamentos.”

(...) Terei no terreno, como meus agentes, homens que mantenham falsas doutrinas misturadas com justamente suficiente verdade para enganar almas. Também terei presentes pessoas incrédulas, que expressarão dúvidas quanto às mensagens de advertência do Senhor à Sua igreja. Lesse o povo e cresse essas admoestações, e pouca esperança poderíamos ter de vencê-los. Mas se pudermos desviar-lhes a atenção dessas advertências, permanecerão ignorando nosso poder e sagacidade, e finalmente os ganharemos para as nossas fileiras.” Testemunhos para Ministros, pág. 474, 475. (Também se encontra no livro Vida e Ensinos, cap. 29)

Para ler mais desse capítulo, ver:
http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/09/as-ciladas-de-satanas.html

Reparem nas referidas características dessas pessoas a quem Satanás utiliza para “ganhar muitos” adventistas para as suas “fileiras”:

  • “têm uma forma de piedade, mas não lhe conhecem o poder”, (transformação do carácter - ver Ro 1:16);
  • são “mais amantes do prazer do que amantes de Deus”;
  • “professam a mesma fé”, (são adventistas do sétimo dia);
  • mantêm “falsas doutrinas misturadas com justamente suficiente verdade para enganar almas”, (“à lei e ao testemunho!...” - Is. 8:20);
  • são “incrédulas” e “expressarão dúvidas quanto às mensagens de advertência do Senhor à Sua igreja” (os testemunhos do espírito de profecia).
Sejamos cuidadosos para não sermos enganados. Essas pessoas podem ter uma ou várias destas características. Estejamos atentos.
Porque razão o livro “Ensinos da Natureza” – em vez de ensinos de Cristo, ou “Parábolas de Jesus”, uma vez que é desse livro que se trata – tem não só um título baseado no panteísmo, como também ilustrações relativas a esta filosofia, e ainda simbologia da nova era e maçonaria?! Ver:http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/09/livro-ensinos-da-natureza-da.html. Porque razão é que esse mesmo livro foi retirado de circulação sem a devida explicação à igreja, e mais grave ainda, como foi possível ter-se chegado a autorizar a publicação do mesmo?!
Porque é que o símbolo da publicadora Atlântico era composto por duas asas de águia, e uma tocha de onde saía uma chama tripla?! Ver:http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/08/logotipos-e-bandeira.html
Da mesma forma, porque é que o símbolo da publicadora SerVir tem uma esfera com as mesmas três chamas, como também o actual logótipo da igreja?!
Ver:http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/08/logotipos-e-bandeira.html http://www.pservir.pt/loja/product_reviews_info.php?products_id=199&reviews_id=5&osCsid=rjheyfzvvfqpll
http://downlogo.files.wordpress.com/2008/06/igreja_adventista.jpg
Já agora seria bom dar-se uma explicação para o facto de “SerVir” ter uma letra maiúscula no meio. E porque será que substituíram os três anjos – representando as três mensagens angélicas – pela chama tripla?

Qual o significado da chama tripla ou a chamada chama eterna? Segundo as teorias da nova era, filosofias orientais e dos illuminati, significa o conhecimento e o sol, uma referência ao fogo sagrado de Deus, à trindade do Seu poder, existentes em cada um de nós, tornando-nos seres divinos. O que é isto? Paganismo, panteísmo, humanismo, nova era, satanismo, adoração ao sol…
http://reikiuniversal.org/chamas.html; http://nananenemquevemonibiru.blogspot.com/2009/07/simbolos-e-mensagens-subliminares-dos.html

Infelizmente, a influência dos jesuítas e maçons chegou ao coração da nossa igreja. Mas além destes símbolos dos quais acabei de falar, existem muitos outros semelhantes no nosso meio adventista. Ai! Ai! Ai!…

Seguidamente mostro exemplos claros de como o símbolo da chama eterna ou tripla alcançou o mundo inteiro, demonstrando claramente, como por meio dos jesuítas e maçons infiltrados em toda a parte, o papa espera ter de novo o mundo inteiro submisso às suas ordens:

http://images.google.com/images?hl=pt-PT&q=chama+trina&sa=N&start=0&ndsp=20 http://pertoesta.com.br/parceiros/iasdemfoco.jpg
http://www.lactacores.pt/
http://www.apcmc.pt/newsletter/newsletter_n143/imagens/Logo%20Vulcano-assinatura.jpg
http://www.wju.edu/academics/mol/faculty.asp
http://celo100.blogspot.com/
http://www.deq.ca/livres/bible_car.html
http://flammarion.files.wordpress.com/2009/06/logo-santander.jpg
http://public.elmhurst.edu/foreignlang/1291147.html#caltvedt http://images.google.com/images?q=logotipo%20adidas
http://shopadidas.files.wordpress.com/2009/06/adidas-obama-envy.jpg http://www.herecomesthescience.com/2008/02/06/the-genius-of-the-obama-campaign-logo/
http://www.presidenciarepublica.cv/conteudos/a_republica/simbolos_nacionais/ http://estudosemensagens.blogspot.com/2008/08/estudos-bblicos-para-redes-clulas-e.html
http://www.w3-d.com/logotipos-logomarcas/logotipo-clinica-odontologica-g.gif http://danlynch.org/blog/wp-content/uploads/2009/02/dell_logo.jpg http://www.vieiradecastro.pt/pageGen.asp?SYS_PAGE_ID=874530&tipoCategoriaId=6
(continua em: http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/09/transgressao-do-segundo-mandamento.html )

Comentário à Revista Adventista de Dez. 2008

Na revista Adventista do passado mês de Dezembro, saíram os temas da chamada semana de reavivamento, que teve como assunto “Perdão e Reconciliação”, pela Dr.ª Lourdes Morales-Gudmundsson.
Gostaria de, em primeiro lugar, fazer uma análise a estes temas, não no que respeita ao perdão ou reconciliação em si mesmos, mas a certas considerações e afirmações falsas, contrárias à Bíblia e ao Espírito de Profecia, feitas pela autora, acerca destes assuntos.
Em segundo lugar, é de notar que a autora deu preferência às suas ideias e também às de autores célebres, em detrimento da própria Bíblia. Muitas das ideias apresentadas não têm como base a Bíblia, mas a autora procurou servir-se dela, para dar força àquilo que apresenta. Ela primeiro expõe as suas ideias pessoais e depois é que vai à Bíblia, como também vai a outras fontes diferentes. Lamentavelmente, não consegui encontrar nem uma só frase de Ellen White. Coincidência ou ecumenismo?!
E, em terceiro lugar, que dizer das frases de autores célebres colocadas em maior número que os versos bíblicos, nos cabeçalhos do texto? Como se tanto uns como os outros estivessem ao mesmo nível. Infelizmente, as frases destes autores, bastante perigosas e tendenciosas, mostram um pouco “daqui e de acolá” do mundo religioso. Parece que a autora já se habituou a esse tipo de coisas, ao basear o seu discurso, em “fast food” de teólogos cristãos, e ao fazer passar a respectiva receita em diferentes igrejas cristãs. E de tanto falar em perdão – quem não gosta de ouvir falar em perdão? – já é conhecida por “Nossa Senhora do Perdão”! (Ver http://lgudmundsson.wordpress.com/)

O Centro da Vida do Cristão
Na pág. 7 da referida revista, encontra-se uma entrevista com Lourdes Morales-Gudmundsson, da qual menciono dois excertos onde ela faz a afirmação, completamente descabida, de ser o perdão o centro da vida do cristão:
“Comecei a apresentar este seminário no final dos anos 80, quando apareceram certos livros escritos por teólogos cristãos que tinham descoberto, ou redescoberto, a centralidade do perdão na vida cristã. Comecei a ler esses livros.”
“Definitivamente, ele [o perdão] é o centro da vida do cristão.”
Mais adiante, na pág. 13, ela reforça a ideia:
“Por outras palavras, o perdão faz apelo aos mais elevados poderes morais que nos são dados por Deus e está no centro de tudo o que somos e fazemos como cristãos.”
Em primeiro lugar, o centro da vida do cristão não é o perdão. Até os cristãos mais simples e humildes poderiam explicar que o centro da vida do cristão é Jesus Cristo. Os teólogos complicam as coisas ao colocarem as suas próprias ideias à frente da Palavra de Deus, obscurecendo assim a mente do povo. Parece que ganharam o vício de contrariarem a Palavra de Deus!
Lamentavelmente, a autora baseia-se em livros e conclusões de teólogos cristãos, que aparentemente fizeram uma grande descoberta, mas na verdade, estão completamente enganados! Estes teólogos pensam que descobriram que o centro do cristianismo é o perdão mas, na verdade, eles não descobriram nada, eles estão é introduzindo mais um erro nas igrejas, isto é, o humanismo. E este último é um verdadeiro assassino do cristianismo, e é, de facto, anátema. É um outro “evangelho” completamente diferente daquele que nos é apresentado na Palavra de Deus. Paulo advertiu-nos acerca disso:
“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” Gál. 1:6-8
Dizer que o perdão é o centro da vida do cristão é querer reduzir a genuína experiência cristã, a qual se baseia em sermos completamente dependentes de Deus, a algo mais centralizado naquilo que eu faço ou posso fazer, independentemente de Deus. Pior ainda, é afirmar de uma forma subtil que nós temos a capacidade inerente de perdoar. E isso não é verdade.
Também não poderia deixar de comentar a ambiguidade da já referida frase da pág. 13 na qual, por um lado a autora fala-nos que o perdão apela aos mais elevados poderes morais que nos teriam sido dados por Deus. Por outro lado, ela fala que o perdão estaria no centro de tudo o que somos e fazemos. Existe aqui um paradoxo, pois o perdão é apresentado como algo que nós podemos conceder supostamente devido a poderes dados por Deus, e ao mesmo tempo como sendo o centro de toda a nossa existência. Eis aqui uma teoria muito perigosa!
Não há muito tempo atrás, na igreja da Sertã, um médico estrangeiro, pregando numa manhã de sábado, falou precisamente sobre este aspecto (e outros, contrários às crenças fundamentais dos adventistas do sétimo dia), apresentando a ideia de que, uma vez que o Espírito Santo habita em nós, torna-se assim numa espécie de fonte da qual nós nos podemos servir. Curiosamente, há mais de cem anos atrás, o Dr. Kellogg apresentou algo deste género:
“Que pensamento maravilhoso, que este Deus poderoso que mantém em ordem todo o universo, está em nós! (…) Que coisa assombrosa que este Deus omnipotente, todo-poderoso e omnisciente se convertesse num servo do homem ao dar-lhe livre arbítrio, poder para dirigir a energia dentro do deu corpo!” General Daily Bulletin de 1897, pág. 83 (Ver cap. 18 do livro “Mensageira do Senhor”).
“Deus está em todas as coisas.” General Daily Bulletin de 1899, pág. 57-58, 119 (Ver cap. 18 do livro “Mensageira do Senhor”).
Estas afirmações demonstram claramente a essência do panteísmo, contra o qual faremos muito bem em nos precaver.
O pastor da referida igreja, que estava a traduzir o sermão, como um cão mudo que não sabe ladrar, não quis abrir a sua boca em reprovação às falsas teorias apresentadas, salvaguardando assim a sua imagem, espezinhando desta forma a verdade. Mas levantando eu a voz, em pleno culto, em defesa da verdade, fui pressionado a calar-me. Infelizmente esta é uma igreja onde existe uma aparência de piedade e de luz, mas onde na realidade, não só a verdade é espezinhada, como também aqueles que a defendem. É triste verificar que existe na igreja maior preocupação em manter as formas do serviço de culto do que em salvaguardar os princípios de Deus.
"Aqueles que não têm uma experiência diária nas coisas de Deus não agem com sabedoria. Podem ter uma religião legalista, uma forma de santidade, pode haver uma aparência de luz na igreja; toda a maquinaria - muito disso de criação humana - pode parecer estar operando bem, e ainda a igreja pode estar tão destituída da graça de Deus quanto as colinas de Gilboa careciam de orvalho e chuva." - Review and Herald, 31 de janeiro de 1893
“A menos que a igreja siga o caminho que lhe abre a Providência, aceitando todo raio de luz, cumprindo todo dever que lhe seja revelado, a religião fatalmente degenerará em formalismo, e desaparecerá o espírito da piedade vital. Esta verdade tem sido repetidas vezes ilustrada na história da igreja. Deus requer de Seu povo obras de fé e obediência correspondentes às bênçãos e privilégios conferidos. A obediência exige sacrifício e implica uma cruz; e este é o motivo por que tantos dentre os professos seguidores de Cristo se recusam a receber a luz do Céu e, como aconteceu com os judeus de outrora, não conhecem o tempo de Sua visitação (Luc. 19:44). Por causa de seu orgulho e incredulidade, o Senhor os passa por alto, e revela Sua verdade aos que, à semelhança dos pastores de Belém e dos magos do Oriente, têm prestado atenção a toda a luz que receberam.” Grande Conflito, pág. 316.
“A observância de formas exteriores nunca atenderá à grande necessidade da alma humana. Uma mera profissão de Cristo não é suficiente para preparar alguém para defrontar a prova do juízo.” Review and Herald, 25 de Janeiro de 1887.
“Há demasiada formalidade na igreja. Almas estão perecendo por falta de luz e de conhecimento. Devemos estar tão ligados à Fonte de luz que possamos ser canais de luz para o mundo. … Aqueles que professam ser guiados pela Palavra de Deus podem estar familiarizados com as evidências da sua fé, e ainda assemelhar-se à pretensiosa figueira , que ostentava a sua folhagem perante o mundo, mas quando investigada pelo Mestre demonstrou-se destituída de frutos.” Review and Herald, 15 de Fevereiro de 1887.
(As duas últimas citações anteriores, dos escritos da irmã White, foram retirados do livro de Arthur G. Daniells, Cristo Nossa Justiça, pág.38.)
Tenhamos muito cuidado! O poder de Deus está à nossa disposição, tão-somente à curta distância de uma oração, feita com fé, e na medida em que permanecermos ligados a Ele. Mas é muito perigoso falar em elevados poderes morais, como se Deus nos concedesse poderes especiais dos quais nos pudéssemos servir quando e como quisermos.
“Não somos nós os que devemos usar o Espírito Santo, mas Ele que nos deve usar a nós, moldando-nos cada faculdade.” Conselhos Sobre a Escola Sabatina, pág. 40.
Mas como é que se pode falar que o perdão apela aos mais elevados poderes morais que, pressupostamente, nos são dados por Deus, e ao mesmo tempo dizer que o perdão está no centro de tudo o que somos e fazemos?! Quanto mais se revolvem as fezes, pior é o cheiro. A subjectividade desta frase é tão grande quanto o engano que por detrás dela se esconde. Isto não é senão o resultado de não se conhecer, ou melhor, de desprezar as Escrituras. Ser participante da natureza divina (II Pe. 1:3,4) não é o mesmo que possui-la intrinsecamente e dela se servir a nosso bel-prazer. Podemos e devemos ser participantes da natureza divina, mas não ser divinos, pois somos meras criaturas de Deus! (Ef. 2: 10).
O mais grave em tudo isto é que Lourdes Morales-Gudmundsson teve a infeliz ideia de ir à “lixeira” desses teólogos, aproveitar o seu “lixo”, reciclá-lo por meio de “técnicas modernas”, e apresentá-lo aos cristãos, até mesmo aos adventistas do sétimo dia, como um produto magnífico! E muitos ficaram boquiabertos, se “maravilharam” (Apo. 13:3,12), em especial os seus pastores. Desta forma, este, permitam-me dizer, nauseabundo produto chegou mesmo a ser apresentado na revista adventista como algo capaz de reavivar a igreja!!! Lamentavelmente, a autora fala mais sobre o perdão do que sobre Jesus, Aquele que nos perdoa e nos habilita a perdoar, o único que pode operar em nós um genuíno reavivamento.
Na realidade, como povo privilegiado de Deus, não precisamos de ir à “lixeira” desses teólogos, muito menos que sejam os próprios adventistas a quererem “reciclá-lo”. A Bíblia e o Espírito de Profecia dizem-nos claramente o que ou Quem é o centro da vida do cristão, vamos escutá-los:
Jesus disse: “E Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim.” Jo. 12:32
Paulo disse: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.” I Cor. 2:2
“Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.” I Cor. 1:23
Lucas conta-nos: “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam [os apóstolos, v. 40] de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo.” At. 5:42
“E havia entre eles [os que foram dispersos pela perseguição, v. 19] alguns homens cíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. (…) E em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.”At. 11:20,26
Ellen White disse-nos: “Mestres, desviai-vos do exemplo do mundo, cessai de aplaudir os chamados grandes homens; desviai a mente de vossos alunos da glória de qualquer coisa que não seja a cruz de Cristo. O Messias crucificado é o centro de todo o Cristianismo. As lições mais importantes para os mestres e os discípulos, são as que encaminham, não para o mundo, mas do mundo para a cruz do Calvário.” Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, págs. 23,24.
"O grande centro da atração, Jesus Cristo, não deve ser deixado de fora da mensagem do terceiro anjo. Por muitos que têm estado empenhados na obra para este tempo, Cristo foi tornado secundário, e teorias e argumentos tomaram o Seu lugar." - Review and Heraid, 20 de março de 1894, (Cristo Nossa Justiça, pág. 122).
“Torne-se a cruz de Cristo a ciência de toda educação, o centro de todo ensino e estudo. Seja ela introduzida na experiência diária da vida prática. Assim se tornará o Salvador para os jovens o companheiro e amigo de cada dia. Todo pensamento será levado cativo à obediência de Cristo. Como o apóstolo Paulo, deverão poder dizer: "Longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo." Gál. 6:14” A Ciência do Bom Viver, pág. 460.
“Quanto mais os raios de luz se afastam do centro, tanto mais eles se separam uns dos outros. Cada crente é um raio de luz de Cristo, o Sol da Justiça. Quanto mais de perto andarmos com Cristo, o centro de todo o amor e luz, maior será nosso afeto pelos Seus portadores de luz.” E Recebereis Poder – Meditações Matinais, pág. 89.
Depois de todos estes versículos e frases do Espírito de Profecia, não restam dúvidas de que o centro da vida do cristão, não é o perdão, mas sim Cristo.

Contrariando o conselho de Deus
Não menos grave é o facto de a autora contrariar directamente um claro assim diz o Senhor, por meio do seu profano conselho, na pág. 13:
“Mas haverá situações em que o perdão não seja suficiente? Situações em que o ofendido tenha de recorrer à justiça, para ser compensado nos seus direitos espezinhados? Será o perdão incompatível com um pedido de justiça? Quererá isso dizer que o ofendido não perdoou?
Não necessariamente. Perdoar não significa que a pessoa ofendida não possa obter justiça através de meios legais.”
Em todas as coisas Jesus é o nosso exemplo, e em momento nenhum Ele recorreu a tribunais humanos para obtenção de justiça, mas confiou sempre em Seu Pai.
“Se estamos olhando para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé, seremos capazes de orar: "Senhor, perdoa as nossas transgressões, assim como temos perdoado aos que nos ofendem." Jesus não apelava para a lei como desagravo quando era acusado injustamente. Quando era insultado, Ele não retribuía com outro insulto; quando era ameaçado, Ele não revidava.” Idem, pág. 302.
“Pacientemente escutava Jesus os contraditórios testemunhos. Nem uma palavra proferia em defesa própria. (…) O sumo-sacerdote ergueu-se da cadeira de juiz, fisionomia transtornada pela paixão, indicando pela voz e as maneiras que, estivesse em seu poder, e abateria o Preso que se achava diante dele. "Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra Ti?" (Mat. 26:62) exclamou.
Jesus guardou silêncio. "Ele foi oprimido, mas não abriu a Sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e, como a ovelha muda perante os Seus tosquiadores, Ele não abriu a Sua boca." Isa. 53:7.” O Desejado de Todas as Nações, pág. 706.
A Bíblia e o Espírito de Profecia advertem-nos contra o recorrer a tribunais para obtenção de justiça:
“Viste, Senhor, a injustiça que me fizeram; julga a minha causa. Viste toda a sua vingança, todos os seus pensamentos contra mim. Ouviste a sua afronta, Senhor, todos os seus pensamentos contra mim, Os lábios dos que se levantam contra mim e os seus desígnios me são contrários todo o dia. Observa-os ao assentarem-se e ao levantarem-se; eu sou a sua música. Tu lhes darás recompensa, Senhor, conforme a obra das suas mãos. Tu lhes darás ânsia de coração, maldição tua sobre eles. Na tua ira os perseguirás, e os destruirás de debaixo dos céus do Senhor.” Lm. 3:59-66
“Se um cristão é vituperado, ele deve suportá-lo pacientemente; se é defraudado, não deve apelar para os tribunais de justiça. Sofra antes a perda e a injustiça.
Deus lidará com o indigno membro de igreja que lesa seu irmão ou a Causa de Deus; o cristão não precisa lutar por seus direitos. Deus lidará com aquele que viola esses direitos. "A Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor." Rom. 12:19. É mantido um relato de todas essas questões, e para todos o Senhor declara que Ele fará a vingança. Trará a juízo todas as obras.” Mensagens Escolhidas Vol. III, pág. 300
“Os membros de igreja que apelam para os tribunais do mundo demonstram ter escolhido o mundo como seu juiz, e seus nomes são registrados no Céu com os dos descrentes.
Esse ato de apelar para tribunais humanos, nunca dantes empreendido por adventistas do sétimo dia, agora está sendo realizado. (…)
Os santos julgarão o mundo. Devem depender, então, do mundo e dos advogados do mundo para resolver suas dificuldades? Deus não quer que apresentem seus problemas para decisão pelos súditos do inimigo. (…)
Apoiar-se no braço da lei é uma desonra para os cristãos; no entanto, este mal está sendo introduzido e acalentado entre o povo escolhido do Senhor. Princípios mundanos têm sido apresentados furtivamente, até que na prática muitos de nossos obreiros estão se tornando como os laodiceanos - indiferentes, porque é colocada tanta confiança em advogados e em documentos e acordos legais. Tal estado de coisas é abominável a Deus.” Idem, págs. 302, 303.

Pão Sem Sal
Em segundo lugar, a linguagem que é utilizada nos temas da semana de reavivamento é bastante insípida, não tanto baseada num assim diz o Senhor, mas mais num assim diz Lourdes Morales-Gudmundsson e os teólogos. Infelizmente a “febre” das bibliografias cheias de nomes de teólogos e estudiosos, e seus respectivos livros, afecta também o mundo adventista. O falso conceito oriundo das universidades de teologia do mundo, de que um trabalho ou artigo, a fim de ter um determinado valor científico, ter aceitação, e ser considerado válido, precisa de ser apoiado numa vasta bibliografia, foi introduzido nas escolas de teologia adventistas.
É por isso que se lê e se presta mais atenção aos mestres de teologia do que à própria Bíblia e Espírito de profecia. Como é que os irmãos presidentes de conferências, uniões e divisões esperam preparar pastores, enviando os jovens a determinadas escolas como Collonges e outras, massacrando-lhes a cabeça com centenas e centenas de páginas mais “secas” do que o deserto, cheias de toda a espécie de imundície?! E ainda por cima muitos dos seus professores não são consagrados a Deus, não reconhecem o historicismo de alguns livros e personagens da Bíblia, nem tão pouco reconhecem Ellen White como uma verdadeira mensageira do Senhor. É, em grande medida, a partir de nossas escolas de teologia que a apostasia se introduz em nossas igrejas, por meio dos pastores e obreiros que, frequentando esse tipo de escolas e universidades, ao invés de se prepararem, tornam-se inválidos para o ministério.
Ninguém jamais desenvolveu nem desenvolverá ministério mais importante que o de Cristo em favor da humanidade. E vejamos qual foi a educação que Deus escolheu para o Seu Filho, como homem, para prepará-Lo para a Sua grande missão: “Ao tempo de Cristo… o ensino se tornara formal. A tradição havia em alto grau sobrepujado as Escrituras. A verdadeira educação teria levado os jovens a "que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, O pudessem achar". Atos 17:27. Mas os mestres judeus davam atenção a questões cerimoniais. A mente era sobrecarregada com matéria sem valor para o que a aprendia, e que não seria reconhecida na escola superior das cortes do alto. A experiência obtida mediante a aceitação individual da Palavra de Deus, não tinha lugar no sistema educativo. Absorvido na rotina das coisas exteriores, o estudante não encontrava horas de sossego para estar com Deus. Não Lhe escutava a voz falando ao coração. Em sua procura de conhecimentos, desviava-se da Fonte de sabedoria. Os grandes elementos do serviço de Deus eram negligenciados, obscurecidos os princípios da lei. O que se considerava como educação superior constituía o maior obstáculo ao verdadeiro desenvolvimento. Sob a influência dos rabis, as faculdades dos jovens eram reprimidas. Seu espírito se tornava constrangido e estreito.” O Desejado de Todas as Nações, pág. 69.
Deus sabia que um ensino desse género tendia a separar o estudante de Deus por isso escolheu como mãe para o Seu Filho uma mulher consagrada ao Senhor, que não se conformou com o mundo – nem mesmo com o corrompido povo de Deus – em matéria de educação.
“O menino Jesus não Se instruía nas escolas das sinagogas. Sua mãe foi Seu primeiro mestre humano. (…) Ao avançar da infância para a juventude, não procurou as escolas dos rabis. Não necessitava da educação obtida de tais fontes; pois Deus Lhe servia de instrutor. (…) Ele obteve conhecimento como o podemos fazer”. O Desejado de Todas as Nações, pág. 70.
O divino Instrutor está à nossa disposição hoje! Mas infelizmente a esmagadora maioria do professo povo de Deus continua a preferir as escolas do mundo ou as escolas da igreja, que também estão corrompidas.
Num capítulo dedicado aos estudantes que se estavam a preparar para trabalhar na obra de Deus, Ellen White escreveu: “Foi-me mostrado que alguns dos alunos estão perdendo a espiritualidade, que sua fé se vai enfraquecendo, e que eles não entretêm contínua comunhão com Deus. Despendem quase todo o tempo no manuseio de livros; parece conhecerem bem pouco mais que isso. Mas de que proveito lhes será todo esse preparo? Que benefício fruirão de todo o tempo e recursos empregados? Digo-vos que isso será pior do que aquilo que se perde.” Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 404.
“Muitos há que se encontram mais bem preparados, com mais discernimento espiritual e conhecimento de Deus, e que conhecem mais os Seus preceitos, ao entrarem no curso de estudos, do que quando se diplomam. Apodera-se deles a ambição de se tornarem homens instruídos, e são estimulados a acrescentar os estudos até que com eles ficam envaidecidos. Fazem dos livros seu ídolo, e estão dispostos a sacrificar a saúde e a espiritualidade a fim de obter educação. Limitam o tempo que é devido à oração, e deixam de aproveitar as ocasiões de fazer bem. Não põem em uso o conhecimento já adquirido, nem progridem na ciência de ganhar almas. O trabalho missionário torna-se cada vez menos desejável, ao passo que o anseio de sobrepujar no conhecimento dos livros cresce de modo anormal. Prosseguindo em seus estudos, separam-se do Deus de sabedoria. Alguns os felicitam por seu progresso, e estimulam-nos a obter título após título.” Idem, pág. 415.
“Em nosso tempo, como na antiguidade, as verdades vitais da Palavra de Deus são substituídas por teorias e especulações humanas. Muitos professos ministros do Evangelho não aceitam toda a Bíblia como a Palavra inspirada. Um sábio rejeita esta parte, outro duvida daquela. Elevam sua opinião acima da Palavra; e as Escrituras que eles ensinam, repousam sobre a autoridade deles próprios. Sua autenticidade divina é destruída. Deste modo é semeada largamente a semente da incredulidade; porque o povo é confundido e não sabe o que crer.” Parábolas de Jesus, pág.39.
“A Bíblia tem sido espoliada de seu poder, e vemos a consequência no abaixamento do tom da vida espiritual. Nos sermões de muitos púlpitos de hoje, não há aquela divina manifestação, que desperta a consciência e dá vida à alma. Os ouvintes não podem dizer: "Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?" Luc. 24:32.” Idem, pág. 40.
“Todos os que exaltem suas próprias opiniões acima da revelação divina, todos os que mudem o sentido claro das Escrituras para acomodá-lo à sua própria conveniência, ou pelo motivo de se conformar com o mundo, estão a trazer sobre si terrível responsabilidade.” O Grande Conflito, pág. 268.
Por outro lado, a mensagem de Lourdes Morales-Gudmundsson é destituída de dinâmica, isto é, muito teórica, complicada, maçadora, da qual pouco se pode extrair. Precisamos de discursos simples, claros, objectivos, cheios de poder! Sigamos o exemplo do apóstolo Paulo:
“A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus
.” I Cor. 2:4,5.
As igrejas são quais vales de “ossos secos”, os quais precisam de ouvir a Palavra de Deus e possuir o Espírito Santo (Ez. 37:3-6). Com este tipo de temas, que são palha autêntica, as semanas de reavivamento não passam de “enfeites de cemitérios”.
Existe um perigo muito grande, o de nos servimos de determinadas frases para introduzir os nossos próprios pensamentos e ideias, pois ambos podem, à luz da Palavra de Deus, estar errados. Devemos ter como base a Palavra do Senhor, e estarmos dispostos a aprender o que ela nos ensina, renunciando assim às nossas próprias ideias preconcebidas.
"Toda Palavra de Deus é pura. ... Nada acrescentes às Suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso." Prov. 30:5 e 6.
É horroroso que se privilegiem determinados autores em detrimento da serva do Senhor. Nem uma só frase de Ellen White aparece em tantas páginas! Porquê?! Sofre a autora da “síndrome do esquecimento”, como parecem sofrer algumas pessoas na publicadora Servir ao ponto de se esquecerem de colocar o capítulo “A Semana Literal” no livro Patriarcas e Profetas? (depósito legal 242329/06). Ou não estará ela a demonstrar um claro desprezo pela serva do Senhor, como muitos hoje têm o hábito de fazer? O que muitos estão a precisar é de ir até à Sibéria para “refrescar” as ideias!
Podes ler o referido capítulo em: http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/10/o-capitulo-que-falta-no-livro.html

Frases Perigosas
“Há muitos que estão clamando pelo Deus vivo, e anseiam a presença divina. Teorias filosóficas ou composições literárias, embora brilhantes, não podem satisfazer o coração. As afirmações e descobrimentos dos homens não têm valor algum. Fale a Palavra de Deus ao povo! Os que só ouviram tradições, teorias e máximas humanas, ouçam a voz dAquele cuja palavra pode renovar a alma para a vida eterna.” Parábolas de Jesus, pág. 40.

Em terceiro lugar, e tristemente, foram apresentadas na referida revista, nas págs. 8 e 12 respectivamente, duas frases que reflectem não só uma mera opinião humana, como também uma verdadeira falácia de Satanás:
“Errar é humano, perdoar, é divino.” Alexander Pope (Católico e Maçon) http://www.infopedia.pt/$alexander-pope; http://www.terraespiritual.org/socsecretas/maconaria.html
“Experiencialmente, o perdão parece mais um acto que ultrapassa o dever moral, um acto reconciliatório enraizado não na noção de dever, mas na nossa capacidade de sermos bondosos e benevolentes”. Everett L. Worthington Jr. (psicólogo clínico)
Comecemos pela parte inicial da primeira frase, “errar é humano”. Existe aqui claramente uma armadilha, pois desta forma, errar parece ser algo inevitável, o próprio destino do homem, o que aliás, a Bíblia demonstra bem não ser assim, especialmente pelo exemplo e pela graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Não nos esqueçamos que a vitória sobre o pecado está ao alcance de todos, mediante Jesus Cristo, no qual “somos mais que vencedores” (Rom. 8:37; I Cor. 15:57).
Passemos à segunda parte. A incoerência é clara. Por um lado, diz-se que “perdoar, é divino”, por outro lado, na segunda frase, diz-se que o perdão assenta “na nossa capacidade de sermos bondosos e benevolentes”. Novamente temos aqui o humanismo disfarçado na forma de um paradoxo, as capacidades humanas exaltadas, ao ponto de se afirmar, que “perdoar, é divino”, ou seja, insinua-se assim que se perdoamos somos divinos! Dá-se a entender que nós somos um deus na medida em que desenvolvemos a capacidade de perdoar e a benevolência. O que é isto?! ACORDEM IRMÃOS!! Eis o humanismo e a nova era estampados numa revista adventista! A Bíblia diz: “Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal.” Jer. 13:23.).
Na realidade nós podemos perdoar, não segundo as nossas capacidades, mas segundo o poder e a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Mas o facto de eu perdoar, não faz de mim divino como aqui claramente se subentende. O verdadeiro perdão só pode ser resultado de Cristo habitar em mim mas, mais uma vez repito, isso não faz de mim divino. A Bíblia não deixa dúvidas:
“Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.” II Pe. 1:3,4
A autora disse que o perdão era o centro da vida do cristão (pág. 7), chegando mesmo a afirmar que ele estava “no centro de tudo o que somos” (pág. 13). Se o perdão estivesse no centro de tudo o que somos e se ele fosse o centro da vida do cristão, logicamente teríamos de concluir que o ser humano, e não Jesus, seria o centro do cristianismo! No entanto a Bíblia diz “porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.” Rom. 7:18; “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai” Tia. 1:17.
Outras frases do género foram apresentadas no decorrer dos temas, o que é uma lástima. E pior ainda, o facto de se ter desprezado aquilo que a serva do Senhor escreveu por inspiração divina, substituindo-o por algo completamente inferior, demonstra claramente que estamos perante nada menos que um verdadeiro desprezo à Bíblia, que diz: “Não desprezeis as profecias” (I Tes. 5:20).
Entretanto, na pág. 14 surge uma frase, que é uma autêntica blasfémia contra Aquele que inspirou as Sagradas Escrituras:
“Se pusermos em prática o princípio do olho por olho, dente por dente, em breve todo o mundo estará cego e sem dentes.” – Mahatma Gandhi (hindu e maçon).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahatma_Gandhi; http://pt.wikipedia.org/wiki/Ma%C3%A7ons#L.C3.ADderes_Espirituais
Isto é zombar, escarnecer contra as leis e regras dadas pelo próprio Deus a Moisés, em determinado momento da história do povo de Deus. É desprezar a Sua autoridade. Não é esta senão a voz do inimigo de nosso Deus, o qual trata de acusar o nosso Deus e menosprezar a Sua Palavra.
Primeiramente a autora apresenta esta frase, desprezando a Palavra de Deus, depois fala-nos que Deus é misericordioso. Resultado, a mente do leitor assimila que as leis de Deus são incoerentes e impossíveis de serem obedecidas. Por outro lado, insiste-se em de determinados conceitos muito acarinhados no ecumenismo, tais como perdão, reconciliação, misericórdia, compaixão, etc., conceitos que em si mesmos são bíblicos, mas que jamais nos devem levar a consentir com o pecado. Tese, antítese e síntese!
Eis mais uma frase perigosa, desta vez na pág. 16:
“A glória do cristianismo é conquistar através do perdão.” – William Blake (católico gnóstico e maçon).
http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Blake; http://pt.wikipedia.org/wiki/Ma%C3%A7ons#Pensadores_e_Escritores;
“William Blake representa uma reaparição do gnosticismo na poesia” http://www.hildahilst.com.br/teses_ensaios.php?id=77&categoria=9
Então, se o homem tivesse a capacidade de perdoar, seria ele o conquistador, a glória do cristianismo!! Que blasfémia!
Querermos expor as nossas ideias, em vez de consultar a Palavra de Deus em busca da verdade, é um grave problema, e aqui temos o resultado: a palavra dos homens em oposição à Palavra de Deus. Novamente, é defendida a centralidade do perdão, mas a verdadeira glória do cristianismo não é o homem, nem o perdão, mas sim Jesus Cristo!
“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” Gál. 6:14
“Aquele que se gloria glorie-se no Senhor.” I Cor. 1:31
Por último, na pág. 18 pode ler-se:
“A verdadeira viagem de descoberta não está em procurar novas fronteiras mas em ter novos olhos.” – Marcel Proust (gnóstico de educação católica.) http://pt.wikiquote.org/wiki/Marcel_Proust
“E esse gnosticismo próprio de alguns poucos iniciados sempre foi o anzol perfeito para os intelectuais. Marcel Proust, André Gide, James Joyce, Aldous Huxley e Thomas Mann e muitos outros se renderam às suas [de Freud] teorias” http://www.acea.org.br/verartigo.php?id=60
“Proust nos quer transmitir que a realidade autêntica vive no nosso inconsciente e só uma viagem involuntária pela memória nos leva ao contacto com ela.” http://www.wook.pt/Authors/detail/id/9977
O cristianismo não é uma religião de mistérios, não se trata de descobrimentos, nem de ter novos olhos. O que precisamos é de conhecer Jesus, permitir-Lhe entrar no nosso coração e possuir assim o Espírito Santo, o melhor colírio para os olhos:
“E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Jo. 17:3
“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” Ap. 3:20
“E que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.” Ap. 3:18
“Quando a Palavra de Deus é posta de lado, é rejeitado também seu poder de refrear as paixões pecaminosas do coração natural. Os homens semeiam na carne, e da carne colhem a corrupção.
Eis também a grande causa de fraqueza e ineficiência mental. Desviando-se da Palavra de Deus, para alimentar-se nos escritos de homens não inspirados, o espírito se deprecia e rebaixa. Não é levado em contato com os profundos e amplos princípios da verdade eterna. A inteligência adapta-se à compreensão das coisas que lhe são familiares e, nesta devoção às coisas finitas, ela é debilitada, seu poder limitado e, no decorrer de algum tempo, torna-se inapta para se expandir.
Tudo isso é educação falsa.” Idem, pág. 41.

(continua em: http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/09/corrupcao-entre-o-povo-de-deus.html )

sábado, 25 de julho de 2009

Grande Ratoeira!

Foi com grande tristeza que me apercebi de algo na lição da escola sabatina desta semana. Além da ilustração inicial de sábado – completamente descabida! – que mais serve para desviar a mente das coisas espirituais do que para nos aproximar de Deus, e dos temas do tipo “carrossel” (pois não se chega a entrar nas verdades profundas que precisamos de estudar neste tempo), na lição de terça-feira (21 de Julho), vem uma grande “ratoeira”, bem dissimulada, com aparência de Cristianismo:
O slogan “O que faria Jesus no meu lugar?”. Até parece soar bem, mas é humanismo puro, é o espírito anti-cristo que prevalece, é satanismo puro. É esta, segundo os mestres espirituais da Nova Era, jesuítas e cristãos em geral, a melhor fórmula para a santificação. (Será uma mera coincidência ou ecumenismo?!):

Martinus (Nova Era): “Jesus era o meu mais alto ideal e minha regra de conduta. Em todos os momentos de dúvida eu me perguntava: “O que faria Jesus nesta situação ?”, e a resposta vinha em seguida. Após poucos segundos sabia como Jesus reagiria na citada situação. E isto me encaminhou ao Pai, me encaminhou à proximidade de Deus. E obedecendo esta prescripção divina que me era dada em cada situação, atravessei limpo, ileso e livre de todo risco, de todos os obstáculos, tentações e perigos que em maior ou menor grau todo homem terreno, todo homem nascido neste mundo, deve atravessar.”
Fonte: http://terceirotestamento.wordpress.com/2009/04/05/a-cosmologia-de-martinus-uma-informacao/

Shalom (Católicos): “Se não fizéssemos outra coisa que levar esta pergunta cravada na nossa mente e no coração, como uma obsessão sagrada e formulá-la em toda a circunstância, emergência, eventualidade situação e conflito, estaríamos ante um programa de acelerada santificação cristificante.”
Fonte: http://viveoshalom.blogspot.com/2008/05/que-faria-jesus-no-meu-lugar.html

Thiago Mendanha (evangélico): “Amado Pastor: Devemos aprender com o pastor Jesus. Quando estivermos no gabinete pastoral aconselhando um caso de pecado sexual, e não soubermos como lidar com o tema, façamo-nos a seguinte pergunta: “o que faria Jesus no meu lugar?”. Será que ele disciplinaria o casal arrependido, condenando-os à pena de 3 a 6 meses de reclusão, ou será que ele, após confirmar o arrependimento de ambos, diria: “nem eu te condeno: vá e não peques mais”? Pecado sempre será pecado, e deve ser tratado como tal. Mas lembremo-nos de que, assim como há pecado, também existe perdão.”
Fonte: http://thiagomendanha.blogspot.com/2009/05/logica-sexual.htm

Livro de Charles Sheldon (congregacionalista): “Em seus passos o que faria Jesus narra as profundas mudanças ocorridas quando um pastor desafia sua comunidade a praticar a fé em Jesus Cristo. À medida que aceita o desafio, coisas incríveis acontecem em sua vida e na vida dos que o rodeiam. A pergunta “o que Jesus faria em meu lugar” passa a orientar todas as acções desse grupo, causando uma reviravolta sem precedentes.Escrito por Charles Sheldon e publicado pela primeira vez em 1896, Em seus passos o que faria Jesus? tornou-se rapidamente um best-seller mundial. Estima-se que, apenas em inglês, suas vendas superaram os 50 milhões de exemplares. Leitores de todo o mundo continuam a surpreender-se com o desafio proposto há mais de um século.O Autor: Charles Sheldon foi pastor da Igreja Congregacional Central em Topeka, Kansas /EUA e editor-chefe do jornal Christian Herald. Morreu em 1946 aos 85 anos, quando sua obra já aparecia na revista Publisher’s Weekly como o segundo livro mais vendido depois da Bíblia.”
Fonte: http://evangelhocristocentrico.blogspot.com/2009/07/uma-igreja-comprometida-com-missoes.html

Pe. Alberto Hurtado (jesuíta): “Meu ideal é ser outro Cristo, trabalhar com Ele, dar a cada problema sua solução. Que faria Cristo se estivesse em meu lugar”?
“Quando o Pe. Hurtado se pergunta “Que faria Cristo se estivesse em meu lugar?”, está revelando o segredo do caminho de santidade, de seu “ser contemplativo na ação” (típico da espiritualidade inaciana). Essa é a regra de ouro que conduz sua vida. Não se trata de imitar mecanicamente o que fez Jesus, mas de ter a capacidade de discernir o que faria Cristo hoje.” Fonte: www.vilakostkaitaici.org.br/Canoniza%E7%E3o%20Pe%20Hurtado.htm

Estas, são apenas umas poucas frases retiradas da internet, que mostram como esta pergunta, “Que faria Jesus no meu lugar?”, está verdadeiramente na moda. Parece tudo muito bonito, mas é verdadeiramente satânico querermo-nos colocar no lugar de Cristo, tal e qual o papa o faz. Este é o grande princípio dos jesuítas.
Na realidade, o slogan “que faria Cristo…?” é um convite, ou uma tentação de nos tornarmos um cristo, um deus. Dessa maneira não seria Deus a responder, mas nós mesmos.
Desta forma, estaríamos a colocar-nos acima da própria Bíblia e, para nós Adventistas, se seguirmos este princípio, estaremos a colocar-nos também acima do Espírito de Profecia colocando de parte a Palavra de Deus.
Por outro lado esta pergunta dá lugar, como podemos facilmente compreender, ao rebaixar das normas e princípios, pois “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso: quem o conhecerá?”Jer. 17:9.
Deixar-se guiar pelo coração é verdadeiro espiritualismo fanático e um passo em frente em direcção à perdição!

“Não há um impulso de nossa natureza, nem uma faculdade do espírito ou inclinação do coração, que não necessite de achar-se a todo o instante sob a direcção do Espírito de Deus. … Portanto, por maior que seja a luz espiritual de alguém, por mais que goze do favor e bênção de Deus, deve andar sempre humildemente perante o Senhor, rogando pela fé que Deus lhe dirija todo o pensamento e domine todo impulso.” Ellen White, Mensagens aos Jovens, pág. 62.

Que diz a Bíblia?
“Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada.” Tiago 1:5.

“Dirige os meus passos nos teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem.”Sal. 17:5.

“E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita, nem para a esquerda” Is. 30:21

A nossa melhor atitude, é a da humildade, de buscarmos a sabedoria de Deus e não a nossa própria opinião. A nossa consciência pode estar a ser guiada por Deus e pela Sua Palavra, mas também pode não estar. Por isso, a oração e o estudo da Palavra de Deus, são a melhor resposta em qualquer caso de dúvida.

Todos os nossos pensamentos e decisões devem estar baseados num “assim diz o Senhor”; “À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva” Is. 8:20

Acerca deste assunto, seria interessante ler o seguinte: “A frase: “O que faria Jesus?”. (…) Ela tem sido o tema de sermões e de reuniões de jovens. Parece muito bom. Sim, parece certo, mas mesmo assim, trata-se de humanismo mascarado de cristianismo. Ao ser humano, pede-se que, em sua grande sabedoria, decida como Jesus reagiria em determinadas situações da vida.
O próprio Jesus… disse: “Não procuro a minha própria vontade, e sim a dAquele que me enviou.” Jo. 5:30. Ele dependia constantemente da direcção do Pai para guiar-Se por ela.
Muitas vezes tenho perguntado às pessoas o que elas teriam feito se fossem Jesus, quando ele recebeu a notícia de que Seu melhor amigo, Lázaro, estava para morrer. Você e eu teríamos corrido e curado o nosso amigo, mas Jesus não o fez. (…)
Você gostaria de voar com um piloto que tomasse decisões baseado no que ele achava que o controlador lhe diria numa determinada situação, em vez de perguntar directamente ao controlador? Se não é muito inspirador esse método de voar, porque então aceitamos fazer assim na nossa vida espiritual? Provavelmente, é porque toda a nossa experiência espiritual está desiquilibrada.” Jim Hohnberger, Fuga para Deus, pág. 111, 112.

Mas eu pergunto novamente: - Mera coincidência ou ecumenismo?! O autor do referido trimensário, será simplesmente um ingénuo enganado, ou antes um enganador? O mais triste é que ele pretende basear-se em I João 2:6-8, mas na realidade baseou-se em qualquer coisa menos na Palavra de Deus. E os consultores da “comissão mundial para a análise do manuscrito da escola sabatina”, estarão todos a dormir?

Permanecer em Jesus, andar como Ele andou (1 Jo 2:6), isto é, seguir o Seu exemplo, não significa querer colocar-se no Seu lugar, mas sim, em tudo estar sujeito a Ele, mesmo quando isso signifique tomar sobre si a cruz, (Mt. 10:38).
Que Deus vos abençoe e dê muita sabedoria para não serem enganados pelo inimigo!

Sérgio Ventura

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A MENSAGEIRA DO SENHOR

(Clica no título deste artigo para imprimir ou fazer download )

O Último Engano Dentro do Professo Povo de Deus
Aproximamo-nos a passos gigantescos do fim do tempo do fim. Satanás procurará enganar, “se possível fora… até os escolhidos” Mt. 24:24. Um dos principais enganos e erros dos últimos dias é a rejeição dos testemunhos dos profetas, tendo como consequência também a rejeição da Bíblia.
“O derradeiro engano de Satanás será anular o testemunho do Espírito de Deus. "Não havendo profecia, o povo se corrompe" [no inglês, "o povo perece"]. Prov. 29:18. Satanás operará habilmente de várias maneiras e por diferentes instrumentalidades, para perturbar a confiança do povo remanescente de Deus no verdadeiro testemunho.” Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 48, (1890).
“O plano de Satanás é enfraquecer a fé do povo de Deus nos Testemunhos. Em seguida vem o cepticismo no tocante aos pontos vitais de nossa fé, as colunas de nossa posição, depois as dúvidas acerca das Escrituras Sagradas, e então a caminhada descendente para a perdição. Quando os Testemunhos, nos quais se acreditava anteriormente, são postos em dúvida e rejeitados, Satanás sabe que as pessoas enganadas não pararão aí; e ele redobra os seus esforços até lançá-las em rebelião aberta, que se torne irremediável e termine em destruição.” Testemunhos para a Igreja, vol. 4, pág. 211.
Isto sucederá – e já agora se começa a ver o cumprimento dessas palavras – dentro do professo povo de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, começando pelos dirigentes, nas escolas de teologia, casas publicadoras, etc. Sabemos perfeitamente que assim como no passado a maioria dos profetas foram mal recebidos, desrespeitados, maltratados, perseguidos e alguns até mortos, semelhantemente acontecerá nos últimos dias.
Infelizmente, para vergonha do povo de Deus e desonra do Seu nome, Ellen White – a “Mensageira do Senhor” – enviada nestes últimos dias, tem sido rejeitada pela grande maioria dos que dizem ser parte desse povo. Nos votos baptismais faz-se afirmar aos membros, que sim, que aceitam o dom do Espírito de Profecia como uma das características do povo remanescente de Deus, mas parece que as lições dos estudos bíblicos não foram suficientemente claras. Pois na rotina diária, o testemunho dado pelos membros de igreja indica um claro menosprezo à serva do Senhor, “tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela.” 2 Tm. 3:5.
Filosofias de Homens ou um Assim Diz o Senhor?Mas não é de surpreender que assim seja, pois tal rebeldia é, desde há muito, um dos sintomas verificados em nossas escolas de teologia, a começar pelos professores. E para que sejam “verdadeiras” escolas de teologia – pensam os líderes da igreja – importa sobretudo conhecer as filosofias e os pensamentos “estranhos”, dos teólogos adventistas, protestantes e católicos.
"SATANÁS SE ESFORÇA CONSTANTEMENTE POR ATRAIR A ATENÇÃO PARA O HOMEM, EM LUGAR DE DEUS. INDUZ O POVO A OLHAR PARA OS BISPOS, PASTORES, PROFESSORES DE TEOLOGIA, COMO SEUS GUIAS, EM VEZ DE EXAMINAREM AS ESCRITURAS A FIM DE, POR SI MESMOS, APRENDEREM SEU DEVER. ENTÃO, DOMINANDO O ESPÍRITO DESSES DIRIGENTES, PODE INFLUENCIAR AS MULTIDÕES A SEU BELPRAZER." O Grande Conflito, pág. 601, (cap. 37:"A Nossa Única Salvaguarda").
Assim era nas escolas dos rabis; dava-se mais importância às ideias dos homens do que à “Lei e ao Testemunho!”. É por isso que muitos pastores têm medo, ou vergonha, de pregar nas igrejas, acerca da “Mensageira do Senhor”. Mas lá fora, no mundo, há aqueles que estão desejosos de conhecer e ler mais acerca de Ellen White, por meio dos livros do Espírito de Profecia deixados nos lares pelos verdadeiros colportores evangelistas.
Infelizmente, o professo povo de Deus, ao mesmo tempo em que perece por falta de conhecimento (Os. 4:6), acha-se tão sábio que não sente mais necessidade de abrir os empoeirados livros da irmã White. Verdadeiramente, como temos estudado nas lições da escola sabatina, Jesus “veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” Jo. 1:11. Jesus, a “luz do mundo” é, na realidade, Aquele que é rejeitado e negado, ao se desprezarem e espezinharem as verdades contidas em Seus testemunhos a Sua serva e mensageira Ellen White, “porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.” (Apo. 19:10).
“Se rejeitardes os mensageiros delegados por Cristo, rejeitais a Cristo.” Testemunhos Para Ministros, pág. 97.
Seguidamente, apresento algumas citações do Espírito de profecia, que nos mostram e advertem, claramente, para este tipo de enganos DENTRO da igreja:
“Temos muito mais a temer de dentro do que de fora. Os obstáculos à força e ao êxito são muito maiores da parte da própria igreja do que do mundo. Os incrédulos têm direito de esperar que os que professam observar os mandamentos de Deus e ter a fé de Jesus, façam muito mais que qualquer outra classe para promover e honrar mediante sua vida coerente, seu exemplo piedoso, sua influência activa, a causa que representam. Mas quantas vezes se têm os professos defensores da verdade demonstrado o maior entrave ao seu progresso! A incredulidade com que se contemporiza, as dúvidas expressas, as sombras acariciadas, animam a presença dos anjos maus, e abrem o caminho para a execução dos ardis de Satanás.” Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 122, (1887).
“Uma coisa é certa: Os adventistas do sétimo dia que se colocam sob o estandarte de Satanás abandonarão primeiro sua fé nas advertências e repreensões contidas nos Testemunhos do Espírito de Deus.” Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 84, (1903).

Uma Luz Menor?
O pior de tudo é que essa rejeição passa muitas vezes despercebida, pela contínua e tendenciosa insistência na expressão “luz menor”, referente a Ellen White. As suas palavras foram: “Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior.” Mensagens Escolhidas, Vol. 3, pág. 30, (1903).
O que é uma “luz menor”? Em que sentido é Ellen White uma “luz menor”, e porque insistir tanto em catalogá-la como tal, se essa expressão aparece apenas uma única vez em todos os seus escritos? É verdade que ela aplicou esse título a si mesma mas ela também afirmou, inúmeras vezes, ser “a mensageira do Senhor”. Então, porque não considerá-la e aceitá-la, verdadeiramente, como a mensageira do Senhor? Ou será que algumas pessoas preferem olhá-la como uma “luz menor2”, simplesmente porque lhes convém, devido a seus maus propósitos, paixões, apetites pervertidos e pecados acariciados?! Antes de analisarmos esta citação do Espírito de Profecia, seria interessante considerar algo mais.

Muito Mais do Que Profetas
Jesus disse de João Baptista: “Mas, então que fostes ver? um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta; Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo [mensageiro], que preparará diante de ti o teu caminho. Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Baptista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.” Mt.11:9-11.
“Como percursor do Messias, João era “muito mais do que profeta”. Enquanto os profetas tinham visto de longe o advento de Cristo, João pôde contemplá-l’O, ouvir do Céu o Testemunho da Sua messianidade e apresentá-l’O a Israel como o Enviado de Deus. Todavia, Jesus disse: “Aquele que é o menor no reino dos Céus é maior do que ele”. O profeta João foi o elo que ligou as duas eras. Como representante de Deus, apresentou-se para mostrar a relação da lei e dos profetas para com o Evangelho. Era a luz menor, que havia de ser seguida por outra maior. A mente de João era iluminada pelo Espírito Santo, para projectar luz sobre o seu povo; mas nunca nenhuma outra luz brilhou nem nunca brilhará tão claramente sobre os homens caídos, como a que emanou dos ensinos e exemplo de Jesus. (…) [João] não teve o privilégio de estar com Cristo, e testemunhar a manifestação do poder divino que acompanhava a luz maior.” O Desejado de Todas as Nações, pág. 174, 175.
É dito de João Batista ser “muito mais que um profeta”, “o meu anjo [mensageiro]”, “o qual preparará o teu caminho diante de ti”, “Era a luz menor, que havia de ser seguida por outra maior”. Além do mais subentende-se claramente que não houve maior profeta que João. (Mt. 11:11). Desta forma, podemos concluir que todos os profetas anteriores a ele, canónicos ou não, foram luzes menores, os quais também apontaram para Cristo.
É bastante interessante compararmos estas descrições de João Baptista com aquilo que Ellen White diz de si mesma, nas seguintes citações: “Durante o discurso eu disse que não reclamava ser profetisa. Alguns ficaram surpreendidos ante esta declaração, e como tanto se está falando sobre isto, darei uma explicação. Outros me têm chamado profetisa, eu, porém, nunca me atribuí esse título. Não tenho sentido que fosse meu dever designar-me assim. Os que se arrogam ousadamente serem profetas nesses nossos dias são muitas vezes uma ofensa à causa de Cristo. Minha obra inclui muito mais do que esse nome significa. Considero-me uma mensageira a quem o Senhor confiou mensagens para Seu povo.” Mensagens Escolhidas, Vol. 1, pág. 35, 36, (1905).
“Alguns tropeçaram no fato de haver eu dito que não reivindico ser profetisa; e têm perguntado: Por que é isto?
Não tenho tido reivindicações a fazer, apenas que estou instruída de que sou a Mensageira do Senhor, de que Ele me chamou em minha mocidade para ser Sua mensageira, para receber-Lhe a Palavra, e dar clara e decidida mensagem em nome do Senhor Jesus.
Cedo, em minha juventude, foi-me perguntado várias vezes: Sois uma profetisa? Tenho respondido sempre: Sou a mensageira do Senhor. Sei que muitos me têm chamado profetisa, porém eu não tenho feito nenhuma reclamação desse título. Meu Salvador declarou-me ser eu Sua mensageira. "Teu trabalho", instruiu-me Ele, "é levar Minha palavra. Coisas estranhas surgirão, e em tua mocidade te separei para levar a mensagem aos errantes, levar a Palavra ante os incrédulos, e pela pena e pela voz reprovar pela Palavra acções que não são direitas. Exorta pela Palavra. Expor-te-ei Minha Palavra. Ela não será como língua estranha. Na verdadeira eloqüência da simplicidade, pela voz e pela pena, as mensagens que dou serão ouvidas, vindas de uma pessoa que nunca aprendeu nas escolas. Meu Espírito e Meu poder serão contigo.
Por que não tenho eu reivindicado ser profetisa? - Porque nestes dias muitos que ousadamente pretendem ser profetas são um opróbrio à causa de Cristo; e porque meu trabalho inclui muito mais do que a palavra "profeta" significa.” Mensagens Escolhidas, Vol. I pág. 31, 32.
“Reivindicar ser profetisa, é uma coisa que nunca fiz. Se outros me chamam assim, não discuto com eles. Mas minha obra tem abrangido tantos ramos que não me posso chamar outra coisa senão mensageira, enviada a apresentar uma mensagem do Senhor a Seu povo, e a empreender trabalho em qualquer sentido que Ele me indique.” Mensagens Escolhidas, Vol. 1, pág. 34.
Mensageiros do Senhor em Tempos de ApostasiaÉ pertinente notarmos as semelhanças que existem entre João Baptista e Ellen White. Depois de um longo período pós-exílio de cerca de 4 séculos sem haver nenhum profeta, tendo sido o último Malaquias, surge então João Baptista, “a voz do que clama no deserto”, o Elias que havia de vir, (Ml 4:5). Também Ellen White, após “o profeta de Patmos”, depois de um longo período de cerca de 17 séculos sem haver manifestação do dom de profecia, é chamada para ser a “mensageira do Senhor”, no espírito e poder de Elias, (Luc. 1:17).
Tanto João Baptista como Ellen White eram muito mais do que profetas; eles foram mensageiros do Senhor. Ambos surgem numa época de grandes trevas espirituais.
João foi o precursor do Messias, o último profeta antes da primeira vinda de Jesus, numa época em que o professo povo de Deus estava em completa apostasia. Desde a terrível “máfia”dos saduceus, os quais exploravam o povo como “cães gulosos”, o ultra-legalismo e hipocrisia dos fariseus, à corrupção geral entre o povo, o panorama era o de uma nação completamente possuída por Satanás.
Ellen White surge como mensageira do Senhor no chamado tempo do fim, logo após o desapontamento de 1844. As igrejas protestantes tinham rejeitado a primeira e a segunda mensagens angélicas e, logo depois do desapontamento, milhares abandonaram sua fé, não só na vinda de Cristo, mas alguns também em Deus. Neste período surgiram as mais terríveis e falsas teorias como, por exemplo, a teoria da evolução, de Charles Darwin e o Espiritismo Moderno, pelas irmãs Fox.

Missão: Preparar o Seu Povo Para a Sua Vinda
Como João Baptista, Ellen White teve um ministério dedicado a preparar o povo de Deus para a vinda de Jesus Cristo – desta vez a segunda vinda. Depois de 1844, o seu ministério foi de vital importância para a consolidação do povo de Deus – vindo dentre as diversas igrejas protestantes – na verdade e para o surgimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia. João foi considerado por Jesus o maior profeta, apesar de ter sido um profeta não canónico, isto é, não escreveu nenhum livro bíblico.

Ellen White, apesar de ser uma mulher de fraca saúde, desenvolveu seu ministério ao longo de cerca de setenta anos, tendo escrito cerca de 100 mil páginas. Nenhum profeta, canónico ou não, teve o privilégio de escrever tantas páginas. Nenhum profeta teve a oportunidade de viajar e pregar em tantos lugares distintos. Além do mais, a irmã White teve o privilégio de ver cumpridas as mais importantes profecias da Bíblia e algumas delas, mesmo em seus dias. Nunca o povo de Deus teve o privilégio de compreender tão claramente a Sua vontade, como por meio dos testemunhos de Ellen White.
“Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de Seus profetas e apóstolos. Nestes dias, Ele lhes fala por meio dos Testemunhos do Seu Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao Seu povo a respeito de Sua vontade e da conduta que este deve ter.” Testemunhos Selectos, vol. 2, pág. 276, (1876).
Finalmente, tanto João Baptista que “era a luz menor, que havia de ser seguida por outra maior”, como também Ellen White, pois o “ Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior”, tiveram o privilégio de serem luzes menores, para guiarem o povo à luz maior. Que, da mesma forma, cada um de nós busque ser uma luz menor para guiar o povo à luz maior, pois o mesmo Jesus disse: “Vós sois a luz do mundo” Mt. 5:14. Quem é a luz maior?

A Luz Maior
“Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” Jo. 8:12.
“Nunca nenhuma outra luz brilhou nem nunca brilhará tão claramente sobre os homens caídos, como a que emanou dos ensinos e exemplo de Jesus. (…) [João] não teve o privilégio de estar com Cristo, e testemunhar a manifestação do poder divino que acompanhava a luz maior.” O Desejado de Todas as Nações, pág. 175.
Jesus Cristo é, na verdade, a luz maior. E se nós estivermos ligados a Ele, como luzes menores reflectiremos a Sua luz, a glória do Seu carácter e da Sua justiça. Mas a luz maior é também a Bíblia, a Sua Palavra dada em testemunho aos profetas, onde estão registados os seus “ensinos e exemplo”: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” Sl. 119:105
Ellen White foi de facto uma luz menor, como também o foi João Baptista, em relação a Jesus e à Sua Palavra, a Bíblia. Na Bíblia temos um conjunto de cerca de quarenta luzes menores, que formam uma grande luz, apontando para Cristo. Não é Daniel ou Ezequiel, ou mesmo Moisés que são a luz maior! A luz maior é, verdadeiramente, a revelação do carácter de amor e justiça de Deus dada em partes, isto é, ao longo de cerca de 1600 anos, a diferentes pessoas. Essa luz teve o seu brilho máximo em Jesus.
“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Pv. 4:18
“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”. Hb. 1:1

Bíblia – a Nossa Regra de Fé
O conjunto de verdades apresentadas pelos escritores bíblicos são suficientes como regra de fé e autoridade doutrinária para todo aquele que quiser fazer a vontade de Deus e conhecer o Seu amor, bem como o plano da salvação. Pelas verdades reveladas e estabelecidas por estes escritores, devem ser provados todos os demais escritos, pensamentos, ideias e espíritos. Temos assim a revelação de Deus adequada para todos os tempos.
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” 2 Tim. 3: 16,17.
“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” 2 Pe. 1:21
Guiados Pelo Espírito“Todavia, o fato de que Deus revelou Sua vontade aos homens por meio de Sua Palavra, não tornou desnecessária a contínua presença e direção do Espírito Santo. Ao contrário, o Espírito foi prometido por nosso Salvador para aclarar a Palavra a Seus servos, para iluminar e aplicar os seus ensinos. E visto ter sido o Espírito de Deus que inspirou a Escritura Sagrada, é impossível que o ensino do Espírito seja contrário ao da Palavra.
O Espírito não foi dado – nem nunca o poderia ser – a fim de sobrepor-Se à Escritura; pois esta explicitamente declara ser ela mesma a norma pela qual todo o ensino e experiência devem ser aferidos. Diz o apóstolo S. João: “Não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” I S. João 4:1. E Isaías declara: “À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, não haverá manhã para eles.” Is. 8:20.” O Grande Conflito, pág. 9, (Introdução).

Porque Precisamos dos Testemunhos
Ellen White nunca pretendeu substituir as Escrituras, nem que seus escritos fossem agregados à Bíblia ou que estivessem acima dela. Nem tão pouco pretendeu trazer nova luz: “Não estais familiarizados com as Escrituras. Se tivésseis feito da Palavra de Deus o objecto de vossos estudos, com o propósito de atingir o padrão bíblico e a perfeição cristã, não necessitaríeis os Testemunhos. É porque negligenciastes familiarizar-vos com o Livro inspirado de Deus, que Ele procurou chegar até vós por meio de Testemunhos simples e directos, chamando a vossa atenção para as palavras da inspiração às quais negligenciastes obedecer, e insistindo convosco para modelardes vossa vida de acordo com Seus ensinamentos puros e elevados.” Testemunhos Selectos, vol. 2, pág. 280, (1889).
“Os Testemunhos escritos não se destinam a comunicar nova luz. (…) Não se trata de apresentar outras verdades; mas, pelos Testemunhos, Deus simplificou importantes verdades já reveladas, pondo-as diante de Seu povo pelo meio que Ele próprio escolheu, a fim de despertar e impressionar com elas o seu espírito, para que todos fiquem sem escusa.” idem, pág. 280, 281, (1889).
No entanto, não podemos esquecer que, falando Ellen White como mensageira do Senhor, devemos considerar também os seus escritos como Palavra de Deus neste tempo, e de uma forma particular, para o professo povo de Deus. São um suplemento escrito, para um povo que não tendo compreendido determinadas coisas, por falta de estudo da Bíblia, continua a não querer compreender, simplesmente porque não lhes convém. Na realidade, são eles também, um reflexo da grande misericórdia de Deus, para que não lhe reste desculpa nenhuma!
A Mesma Autoridade… Comprovada!Podemos perguntar: o que significa a palavra autoridade? No dicionário Priberam da Língua Portuguesa obtemos quatro significados diferentes: 1) Direito legalmente estabelecido de se fazer obedecer; 2) A pessoa que tem esse direito; 3) Valor pessoal, importância; 4) Autorização.
O que foi para os profetas – canónicos ou não – e neste caso para a própria Ellen White, a autoridade do Espírito Santo? Foi, em primeiro lugar, ter o direito de se pronunciarem em nome de Deus, ao serem inspirados pelo Espírito Santo; de se fazerem obedecer por possuírem esse direito e, em segundo lugar, uma clara autorização que os colocou numa posição priveligiada de “satélites” da mensagem de Deus para o Seu povo. Obviamente que todos tiveram uma missão diferente, mas a autoridade para a cumprirem e desempenharem foi e ainda é a mesma.

Na introdução das Lições da Escola Sabatina do 1º trimestre de 2009 pode ler-se o seguinte: “Se proclamamos que a Bíblia é a nossa autoridade máxima, a última palavra, que autoridade tem (se deve ter alguma) o Espírito de Profecia? Como é que devem ser interpretados estes escritos?” Lições da Escola Sabatina (Monitor) – 1º trimestre de 2009, pág. 4.

O Senhor responde: “O Espírito Santo é o autor das Escrituras e do Espírito de Profecia. Estes não devem ser torcidos e levados a indicar o que o homem quer que indiquem, para cumprir as ideias e os sentimentos dos homens, para levar avante os seus desígnios sob todos os riscos.” Mensagens Escolhidas, Vol. 3, pág. 30, (1900). Se o Espírito Santo é também o autor do Espírito de Profecia, então de quem é a autoridade? D’Ele, obviamente. Logo, deve ou não o Espírito de Profecia ter alguma autoridade? Claro que sim! Exactamente a mesma da Bíblia. E, já agora, os escritos da irmã White não precisam de ser interpretados, mas sim de ser estudados!

Como lemos ainda há pouco, “visto ter sido o Espírito de Deus que inspirou a Escritura Sagrada, é impossível que o ensino do Espírito seja contrário ao da Palavra” e é também impossível que seja inferior ou menos importante que a Palavra! O mesmo Espírito que inspirou “os homens santos de Deus” a escrever, é o mesmo que nos ensina, é o Autor e também o Professor. Uma vez provados os escritos ou mensagens de qualquer profeta não canónico, segundo a Palavra de Deus, estes passam a estar em pé de igualdade com a mesma Palavra. A sua função, diferente da Palavra de Deus é de “aclarar a Palavra (…)para iluminar e aplicar os seus ensinos.”
Mais à frente, no mesmo trimensário, lemos: “De que modo devemos nós pôr à prova os escritos de Ellen White?” Idem, Pág. 80 (auxiliar do monitor). É um erro grave, de muitos, que depois de Ellen White ter sido provada segundo as normas e princípios da Palavra de Deus, isto é, o conjunto de livros que formam a Bíblia, se continue a duvidar da Palavra de Deus dada por Ellen White de uma forma específica para a Igreja Adventista, e querendo continuar a pôr à prova aquilo que já foi provado.
No referido trimensário, pode ler-se ainda: “A autoridade de Ellen White pode ser comparada à autoridade dos profetas extra-canónicos. As mensagens que ela recebeu para a igreja não são acréscimo ao cânone. Os seus escritos não são outra Bíblia, nem têm o mesmo tipo de autoridade que se encontra na Bíblia. Em última instância, a Bíblia e só a Bíblia constitui a nossa autoridade suprema.” “Embora acreditemos que a sua inspiração, não a sua autoridade, está ao mesmo nível da dos profetas do Velho e do Novo Testamentos, … os princípios de interpretação da Bíblia podem ser aplicados quando se interpretam os escritos de Ellen White, ainda que a autoridade da Bíblia esteja acima da autoridade do Espírito de Profecia.” Idem, pág. 104, (lição 8, quinta-feira), e pág. 138 (lição 11, sábado à tarde).
Estas afirmações não têm base bíblica! Até porque é uma incoerência dizer que a autoridade da Bíblia está acima da do Espírito de Profecia, quando a própria Bíblia também é, em si mesma, resultado do Espírito de Profecia – manifestado nos seus 40 escritores. Lembrem-se que o autor é o mesmo – o Espírito Santo.
Ellen White, João Batista e muitos outros casos de profetas não canónicos, foram mensageiros de Deus, e a mensagem que eles apresentaram, vinda de Deus, foi uma mensagem especial, adequada a determinadas circunstâncias, uma verdade presente exclusiva para uma determinada época, mas cada um deles foi inspirado e também autorizado pelo Espírito Santo, tendo assim, a mesma inspiração e autoridade que as Escrituras.
É óbvio que cada um destes profetas, ao surgirem, foi provado pelos escritos bíblicos já existentes. E neste ponto temos que compreender que, tantos escritores canónicos como não canónicos, todos foram provados pelas normas e princípios de Deus, revelados nas Escrituras existentes no seu tempo. Por exemplo, o livro de Daniel, incluído no cânone sagrado, e o livro de Tobias que foi rejeitado por não ser inspirado e autorizado por Deus para fazer parte dos escritos sagrados, foram provados segundo os livros aceites, até então, como inspirados e autorizados por Deus e conforme os Seus princípios e verdades aí revelados.
Incoerência ainda maior, da parte dos diversos dirigentes, sejam da união, da publicadora, da divisão ou da conferência geral, é que, nos trimensários, esteja escrito uma coisa, e no livro “A Mensageira do Senhor”, esteja escrito outra. Este último livro explica claramente, e de uma forma coerente, que não só a inspiração mas também a autoridade de Ellen White, é a mesma que a da Palavra de Deus, pois é o mesmo Deus que fala. Aconselho-vos a estudarem os capítulos 16, 35 e 36 desse livro.
A obra e o propósito com que cada um dos profetas é chamado pode ser diferente No entanto, a Palavra de Deus é uma só, como o Espírito Santo é um só, portanto é pecado, falarmos de diferentes autoridades, quando Aquele que inspira e autoriza é o mesmo. “Porque eu, o Senhor, não mudo” Ml. 3:6; “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.” Hb. 13:8.

Para Que Não Restem Dúvidas
Para que não reste nenhuma dúvida, vamos comprovar pela Palavra de Deus e o Espírito de Profecia que também os profetas não canónicos são verdadeiramente inspirados por Deus, tendo portanto a Sua autoridade.

De JOÃO BATISTA – profeta não canónico – foi dito: “Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe.”; “E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.” Lu. 1: 15, 17
“A mente de João era iluminada pelo Espírito Santo, para projectar luz sobre o seu povo.” O Desejado de Todas as Nações, pág. 175.
ELLEN WHITE afirmou: “Tenho escrito muitos livros, e tem-lhes sido dada ampla circulação. De mim mesma eu não poderia haver salientado a verdade contida nesses livros, mas o Senhor tem-me dado o auxílio de Seu Santo Espírito. Esses livros, transmitindo as instruções a mim dadas pelo Senhor durante os sessenta anos passados, contêm esclarecimentos do Céu, e resistirão à prova da investigação.” Mensagens Escolhidas, Vol. 1, pág. 35, (1906).
“O Espírito Santo é o autor das Escrituras e do Espírito de Profecia. Estes não devem ser torcidos e levados a indicar o que o homem quer que indiquem, para cumprir as ideias e os sentimentos dos homens, para levar avante os seus desígnios sob todos os riscos.” Mensagens Escolhidas, Vol. 3, pág. 30, (1900).
“Ou Deus está ensinando a Sua igreja, reprovando os seus erros e fortalecendo a sua fé, ou não está. Esta obra é de Deus ou não o é. Deus nada faz de parceria com Satanás. Minha obra… ou traz o cunho de Deus ou o cunho do maligno. Não há meio-termo neste caso. Ou os Testemunhos procedem do Espírito de Deus ou do diabo.” Testemunhos Selectos, vol. 2, pág. 286, (1862).
O que é dito sobre a Palavra de Deus, (em 2 Tim. 3: 16,17 e em 2 Pe. 1:21), é dito também de João Baptista e Ellen White, isto é, eles possuíam a mesma inspiração e autoridade, as quais lhes foram concedidas pelo Espírito Santo.
Para Tal Tempo Como EsteNão nos podemos esquecer que cada profeta é chamado com um propósito e funções diferentes. Alguns apenas profetizaram, outros, além de profetizarem foram mensageiros, isto é, transmitiram, e em alguns casos escreveram, mensagens específicas para a sua época. Outros ainda, cujas profecias e mensagens importava ficarem registadas para todas as épocas e povos, escreveram livros, os quais, pela direcção do Espírito Santo sobre homens escolhidos, foram incluídos no cânone sagrado.

No entanto, o Espírito que concedeu o dom de profecia a Enoque, a Samuel, a Natã, a Elias, a David, a Hulda, a Daniel, a João Batista, e a Ellen White era o mesmo. “E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria… e a outro a profecia… Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.” 1 Cor 12:6-11. Desta forma é completamente descabido dizer que a autoridade entre estes homens e mulheres fossem dadas em níveis diferentes.
“É como se um homem, partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse.” Mc. 13:34.
Este homem que se ausenta de casa, e do seu próprio país, simboliza Cristo, o qual, dá “autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra”. Embora o contexto aqui se refira à segunda vinda de Cristo, podemos fazer aqui uma comparação com o tema que estamos a tratar. Os servos de Cristo recebem todos a mesma autoridade, mas cada um tem uma obra ou responsabilidade diferente. Nem todos são profetas ou escritores bíblicos, mas todos receberam a mesma autoridade – porque a receberam da mesma pessoa – para efectuarem a obra que lhes foi confiada, conforme o Espírito Santo os capacitou.
Em Actos 11: 27, 30 fala-nos do profeta Ágabo, que profetizou que haveria “uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Claúdio César”. Lucas 21:11 diz-nos que “haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências”. O primeiro caso trata-se de uma profecia dada por um profeta não canónico, que tinha uma aplicação a um futuro próximo, a qual se cumpriu algum tempo depois.
O segundo caso trata-se, não de um profeta mas sim de um escritor canónico, o qual, por inspiração de Deus escreveu, havendo-se previamente “informado minuciosamente de tudo desde o princípio”. Luc. 1:3. Qual deles teve maior inspiração e autoridade: o profeta Ágabo ou Lucas, que não era profeta?! Ágabo recebeu inspiração e autoridade para profetizar, enquanto Lucas para investigar e escrever. Ambos possuíam a mesma inspiração e autoridade, mas para desempenharem funções diferentes!

Rejeitando o Senhor dos Profetas
Quando em determinado momento os fariseus se aproximaram de Jesus para lhe perguntar: “Com que autoridade fazes isto? E quem te deu tal autoridade?” (Mt. 21: 23), Jesus de uma forma sábia contornou esta pergunta, demonstrando que assim como João Batista, tendo a autoridade de Deus para ser um profeta, foi rejeitado, também Ele, o próprio Filho de Deus, tendo a mesma autoridade, estava a ser rejeitado.
O problema de muitos, que procuram pela astúcia maligna de seus corações diminuir Ellen White, a mensageira do Senhor, era o mesmo problema dos fariseus, que diminuindo João Baptista, o precursor do Messias, não só o rejeitaram a ele, mas também ao próprio Messias. E o problema é o seguinte: “os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.” Jo. 3:19-21.
Os fariseus, tendo rejeitado João Baptista – assim como todos aqueles que hoje rejeitam Ellen White – foram assim responsabilizados pelo sangue de todos os profetas anteriores, (o próprio Jesus o disse em Mat. 23:29-36), e acabaram por rejeitar Alguém que, não só como homem, tinha a autoridade de Deus, mas ainda mais a possuía como Criador, podendo também autorizar. Desta forma, tanto João como os demais profetas, canónicos ou não, todos têm a mesma autoridade. Portanto, aqueles que procuram rejeitar os escritos da serva do Senhor rejeitam o próprio Senhor, que por meio dela falou! “E disse o Senhor a Samuel: … não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado”. I Sm. 8:7.

As Dúvidas Saem Caras
Queridos irmãos, as dúvidas expressas pelo povo hebreu, no deserto, em relação a Moisés, custaram a vida de milhares de pessoas. As dúvidas expressas pelos dez espias que espiaram a terra de Canaã com Josué e Calebe, e na murmuração contra Moisés (Núm. 13 e 14), custou-lhes perder o direito de entrar em Canaã e aos seus filhos, 40 anos a vaguear no deserto.

Nomeadamente o caso da rebelião de Coré, Datã e Abirão (Num. 16), custou a vida de várias centenas de mortos. A rejeição da Palavra de Deus dada por Jeremias ao povo, custou a deportação para Babilónia. A rejeição de João Baptista por parte dos fariseus, custou-lhes o endurecimento do coração e a rejeição das Escrituras. Isto resultou na rejeição do próprio Filho de Deus e, em consequência, o povo Judeu também foi rejeitado como povo exclusivo de Deus. Finalmente, Jerusalém foi destruída e houve milhares de mortos, e foi o fim da história deste povo, que teve tantos privilégios, como nação escolhida de Deus.
Desde que Ellen White teve a sua primeira visão em 1844, até à data da sua morte, não obstante ter sido provada pela Palavra escrita de Deus, muita foi a oposição que enfrentou entre o professo povo de Deus. Não obstante falar em nome de Deus, murmuraram contra ela, como fez o povo de Israel, no passado, contra Moisés.
Ele havia transmitido ao povo que o alimento que Deus providenciara para eles era o maná, mas eles preferiam carne. (Êx. 16:4; Nm. 11:4, 6). A serva do Senhor transmitiu a mensagem da reforma da saúde, mas passados mais de cem anos, o povo de Deus continua a achar que a carne é melhor, e a desprezar os demais conselhos sobre a saúde.
A Palavra de Deus dada à igreja, por meio de Ellen White, foi desprezada duma maneira especial, na rejeição da mensagem da justificação pela fé, que foi defendida por Jones e Waggoner, na assembleia de Mineápolis, em 1888, (Para saber mais sobre este importante tema, aconselhamos a leitura do livro “Cristo, Nossa Justiça”, de Arthur G. Danniels, testemunha ocular da referida assembleia). Tal como Jones e Waggoner, haviam Josué e Calebe defendido o mandato do Senhor e acreditado na vitória sobre os gigantes, tendo a sua mensagem sido rejeitada, pelos seus dez companheiros, e também pelo povo.

Exilada para a Austrália
Por terem rejeitado a mensagem da justificação pela fé, os dirigentes da igreja de então afastaram do cenário a própria Ellen White , “deportando-a” para a Austrália, pois tinha-se tornado para eles numa espécie de “dor de cabeça”.
"O Senhor não estava dirigindo nossa saída da América. Ele não revelou que era Sua vontade que eu deixasse Battle Creek. O Senhor não planejou isso, mas permitiu que agissem segundo vossa própria imaginação. O Senhor desejava que W. C. White, sua mãe e seus obreirospermanecessem na América.
Nós éramos necessários no centro da Obra, e tivesse vossa percepção espiritual discernido a verdadeira situação, nunca teríeis consentido com as medidas tomadas. Mas o Senhor lê os corações de todos. Havia tanta disposição para que partíssemos que o Senhor permitiu que esse evento tivesse lugar. Aqueles que estavam cansados com os testemunhos dados foram deixados sem as pessoas que os transmitiam. Nossa separação de Battle Creek foi para deixar os homens cumprirem sua própria vontade e maneira, que julgavam superior à maneira do Senhor.
O resultado está perante vós. Tivessem permanecido do lado certo, tal decisão não teria sido tomada neste tempo. O Senhor teria trabalhado pela Austrália por outros meios, e uma forte influência teria sido mantida em Battle Creek, o grande coração da Obra.
Lá teríamos permanecido ombro a ombro, criando uma atmosfera saudável a ser sentida em todas as nossas associações. Não foi o Senhor quem planejou essa questão. Não pude obter um raio de luz quanto a deixar a América. Mas quando o Senhor apresentou-me essa questão tal como realmente era, não abri os lábios para ninguém porque eu sabia que ninguém discerniria a questão em todas as suas implicações. Quando partimos, alívio foi sentido por muitos, mas não tanto por ti mesmo, e o Senhor não Se agradou disso, pois Ele havia nos colocado junto às rodas do maquinismo de Battle Creek.

Oh, quão terrível é tratar o Senhor com dissimulação e negligência, zombar de Seu conselho com orgulho devido à sabedoria do homem parecer tão superior." (Carta 127,a O. A. Olsen, Presidente da Associação Geral, (1896); em 1888 Materials, pág. 1622-1623).
A essência da justificação pela fé continua a ser rejeitada pela maioria do povo de Deus, pelo seu modo de viver. Continuamos “no deserto”… Não obstante, e infelizmente, o professo povo de Deus continua a murmurar contra a serva do Senhor.
“A indisposição de ceder a opiniões preconcebidas, e de aceitar esta verdade [a justificação pela fé], estava à base de grande parte da oposição manifestada em Mineápolis contra a mensagem do Senhor através dos irmãos Waggoner e Jones. Excitando aquela oposição, Satanás teve êxito em afastar do povo, em grande medida, o poder especial do Espírito Santo que Deus anelava comunicar-lhes. O inimigo impediu-os de obter a eficiência que poderiam ter tido em levar a verdade ao mundo, como os apóstolos a proclamaram depois do dia de Pentecostes. Sofreu resistência a luz que deve iluminar toda a Terra com a sua glória [Ap. 18:1], e pela acção de nossos próprios irmãos tem sido, em grande medida, conservada afastada do mundo.” Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 234, 235.
Ellen White e os que viveram em seus dias, poderiam ter visto Jesus Cristo voltar nas nuvens do céu, poderiam ter entrado na Canaã celestial. “Houvesse a igreja de Cristo feito a obra que lhe era designada, como Ele ordenou, o mundo inteiro haveria sido antes advertido, e o Senhor Jesus teria vindo à Terra em poder e grande glória.” Eventos Finais, pág. 34.
Quantos “Corés”, “Datãs” e “Abirões” se têm levantado contra Ellen White! Hoje em dia essa revolta dá-se de uma forma mais camuflada. Fala-se muito de Ellen White, mas nunca o povo de Deus esteve tão distante da luz revelada através dela.
"Voltastes as costas, não a face, ao Senhor... O Espírito de Deus está partindo de muitos dentre o Seu povo. Muitos avançam por veredas escuras e secretas, e alguns desses nunca regressarão... Eles não só recusaram aceitar a mensagem, mas odiaram a luz... Estão votando ao desprezo o Seu Espírito Santo." Testemunhos para Ministros, págs. 89-91; (1895).
“Os preconceitos e opiniões que prevaleciam em Mineápolis de modo algum estão mortos; as sementes ali semeadas em alguns corações estão prestes a saltar para a vida e a dar idêntica colheita. A copa foi cortada, mas as raízes nunca foram desarraigadas”. Idem, pág. 467.
Existem muitos livros de Ellen White, centros de pesquisa “White”, Meditações de Ellen White e agora até existem os comentários de Ellen White aos temas das lições da escola sabatina. Mas o que é estranho, mais uma vez, é que nem por isso o povo anda mais conforme a luz que ela deu. Isto lembra-me o que se passou no tempo de Jesus.
Os fariseus caiavam os sepulcros dos profetas, e lamentavam que os seus pais os tivessem morto e diziam que se tivessem vivido no seu tempo, nunca o teriam feito (Mt. 23:29-31). Mas as suas vidas denunciavam a hipocrisia dessas palavras, pois a sua atitude de rejeição de Cristo não demonstrava melhor aceitação dos profetas que os seus pais.
Aquilo que Satanás não conseguiu fazer antigamente, ao tentar privar da Bíblia o povo, alcançou agora, ao fazer com que as pessoas estivessem tão ocupadas que não tivessem tempo para estudá-la, ou através da incredulidade e de falsas interpretações dos textos bíblicos.
“Satanás não pôde, como nos séculos anteriores, privar o povo da Palavra de Deus; esta foi posta ao alcance de todos; com o intuito, porém, de ainda cumprir o seu objectivo, levou muitos a tê-la em pouca conta. Os homens negligenciavam pesquisar as Escrituras, e assim continuaram a aceitar falsas interpretações e acalentar doutrinas que não tinham fundamento na Bíblia.” O Grande Conflito, pág. 296.
De facto, nunca houve tantas Bíblias como nos nossos dias, no entanto, nunca as pessoas estiveram tão afastadas de Deus. O mesmo se está a passar com os livros da irmã White. Pois estando estes, mais do que nunca, ao alcance do povo, permanecem empoeirados nas casas publicadoras e na casa dos membros, enquanto o testemunho das suas vidas nega os seus ensinos. Podem até ir à igreja cada semana, “tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela.” 2 Tm. 3:5.
É triste que nas lições da escola sabatina predominem os comentários dos homens, em detrimento dos comentários da serva do Senhor, que são colocados num livrinho à parte. Deveria ser ao contrário! Essas lições deveriam estar baseadas num “assim diz o Senhor” e não num “assim dizem os homens”.

Quem Tem Preparado o Caminho
Mas isto não é senão a operação do erro, cuja diligência adestrou homens para enganar. “O inimigo tem envidado seus magistrais esforços para abalar a fé de nosso próprio povo nos Testemunhos. (...) Isto é exactamente como Satanás tencionava que fosse, e os que têm preparado o caminho para o povo não dar atenção às advertências e repreensões dos Testemunhos do Espírito de Deus verão surgir uma torrente de erros de toda a espécie”. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 83, (1890). Quem são esses “que têm preparado o caminho para o povo não dar atenção às advertências e repreensões dos Testemunhos do Espírito de Deus”?
Esses homens pertencem a duas classes diferentes: a dos jesuítas, que se vestem com “pele” de adventistas, ou a dos incrédulos. São agentes de Satanás, fazendo-se passar por irmãos, sendo lobos devoradores (Mt. 7:15; At. 20:28-31). “Diz o grande enganador: (…) devem nossos esforços contra os observadores dos mandamentos ser incansáveis. Devemos estar presentes em todos os seus ajuntamentos. Terei no terreno, como meus agentes, homens que mantenham falsas doutrinas misturadas com justamente suficiente verdade para enganar almas. Também terei presentes pessoas incrédulas, que expressarão dúvidas quanto às mensagens de advertência do Senhor à Sua igreja.
Lesse o povo e cresse essas admoestações, e pouca esperança poderia ter de vencê-los. Mas se pudermos desviar-lhes a atenção dessas advertências, permanecerão ignorando nosso poder e sagacidade, e finalmente os ganharemos para as nossas fileiras.” Testemunhos para Ministros, pág. 472, 474, 475.
Estes homens enganadores apresentam uma tese, neste caso, a crença na irmã White como mensageira do Senhor; depois apresentam a antítese, ou seja, que ela não tem a mesma autoridade que os escritores bíblicos; e qual é a síntese, isto é o resultado? Descrédito, incredulidade, e menosprezo dos seus escritos, banalizando-os. Posso citar um caso muito particular do pouco tempo (felizmente!) que passei na escola de teologia em Collonges. Um professor tratou de apresentar a ideia de que o nome Miguel (Jd. 9) não se referia a Jesus. De imediato eu lhe disse aquilo que a serva do Senhor esclareceu acerca do assunto, isto é, que o arcanjo Miguel é Jesus:
“Cristo é chamado o Verbo de Deus. João 1:1-3. E é assim chamado porque Deus Se revelou ao homem, através de todos os tempos, por meio de Cristo. (…) Foi- lhes revelado como sendo o Anjo de Jeová, o Capitão do exército do Senhor, o Arcanjo Miguel.” Patriarcas e Profetas, pág. 324, (cap. “A Lei e os Concertos”).
A sua resposta foi: “Ellen White não é a última palavra.” Mas ele, dizendo-se doutor em teologia, errou, não conhecendo, ou melhor, não querendo crer nas Escrituras e no Espírito de Profecia! “Errais, não conhecendo as Escrituras.” Mt. 22:29.
Ellen White é, na verdade, a última palavra. E porquê? Primeiramente surgiu a Bíblia, a Palavra de Deus, e, por último Ellen White, a mensageira do Senhor, que vem explicar e aclarar a Palavra de Deus. Aquilo que nos é difícil de entender, ela veio aclarar, sendo desta forma, de facto, a última palavra em qualquer questão de interpretação da Palavra de Deus, que pelo Espírito Santo lhe tenha sido revelada.
Estamos nós dispostos a aceitar verdadeiramente a mensageira do Senhor? Ou correremos nós o risco de também sermos rejeitados como igreja ou individualmente? “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.” Ap. 2:5.

Em Conclusão
Já o disse anteriormente, mas repito mais uma vez. Para se escrever a Bíblia, foi necessária a autoridade do Espírito Santo. Para se poder explicá-la, e ampliar as verdades que nela encontramos foi também necessário a autoridade do Espírito Santo, não uma autoridade inferior! No livro “A Mensageira do Senhor”, no início do cap. 35 há uma analogia que nos ajuda a entender o papel de Ellen White. É interessante que no seu tempo, uma outra mulher, S.M.I. Henry chegou à compreensão de que a sua função como mensageira do Senhor era semelhante a um telescópio, por meio do qual se consegue compreender melhor a Bíblia. Ellen White admitiu que ainda ninguém tinha expressado e compreendido tão claramente o seu papel, e a relação entre a Bíblia e a sua obra, como essa mulher. Inclusivamente pediu que esse artigo fosse publicado na Austrália.
Deus chama a cada um para uma missão diferente. Elias, embora não tenha escrito nenhum livro, chegou a escrever uma carta ao rei Jeorão (2 Cr. 21:12-15), que foi incluída no cânone sagrado. Para que o autor de Crónicas tenha sido inspirado e autorizado a transcrever esta carta é porque ela foi, na verdade, inspirada e autorizada pelo Senhor. No entanto, ele não escreveu nenhum livro – não porque possuísse inferior inspiração ou autoridade, mas simplesmente porque essa não era a sua missão. João Baptista foi o maior profeta, mas também não escreveu nenhum livro. Paulo escreveu várias cartas, no entanto, uma dessas cartas (Cl. 4:16), não foi incluída no cânone sagrado – não porque possuísse inferior inspiração ou autoridade, mas porque o seu conteúdo inspirado e autorizado era específico para aquele tempo. Paulo ordenou aos Colossenses que lessem, não só a respectiva epístola, mas também “a dos de Laodicéia”, colocando-as no mesmo patamar de importância.
De igual forma, Ellen White tem uma mensagem específica para um determinado tempo, o tempo do fim e mais concretamente para a igreja de Laodiceia. Ela, é a mensageira do Senhor, para este tempo. Ela possui a inspiração e autoridade do Senhor, não para nos revelar novas verdades, mas para ser um “comentário” fidedigno à Palavra de Deus, um “telescópio” ou uns “óculos” que nos permitam discernir claramente a verdade e a vontade de Deus para o Seu povo, escrever cartas tal como Elias e Paulo, para repreender o povo de Deus como Natã fez com Davi, para conduzir o povo de Deus pelo “deserto” como Moisés, e preparar o povo de Deus para segunda vinda de Jesus como João Baptista no passado. Em resumo, Ellen White falou em nome de Jeová, não para apresentar uma nova verdade, mas para defender e exaltar as verdades já reveladas, e expô-las bem alto diante do povo.
“…o Espírito foi prometido por nosso Salvador para aclarar a Palavra a Seus servos, para iluminar e aplicar os seus ensinos.” O Grande Conflito, pág. 9, (Introdução)
“…pelos Testemunhos, Deus simplificou importantes verdades já reveladas.” Testemunhos Selectos, vol. 2, pág. 280, (1889).
"Teu trabalho", instruiu-me Ele, "é levar Minha palavra. Coisas estranhas surgirão, e em tua mocidade te separei para levar a mensagem aos errantes, levar a Palavra ante os incrédulos, e pela pena e pela voz reprovar pela Palavra acções que não são direitas. Exorta pela Palavra. Expor-te-ei Minha Palavra. Ela não será como língua estranha.” Mensagens Escolhidas, Vol. I pág. 31, 32.
Por meio de mim, e de todo aquele que estiver disposto a clamar, Deus está buscando chamar a atenção para a Bíblia e os testemunhos do Espírito Santo dados a Ellen White, tal e qual Josafá, no meio de um grande conflito no qual também nós, hoje, estamos envolvidos, clamou no passado:
“Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém: Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis”. II Cr. 20:20.
Enquanto Jesus, montado num jumentinho, se aproximava de Jerusalém, chorou amargamente! O Seu amor, cuidado e preocupação demonstrados pelo povo hebreu durante tantos séculos, tinham sido desprezados. O tempo de graça para este povo, um povo escolhido, terminaria no pôr-do-sol daquele dia. Tudo quanto Ele poderia ter feito, o fez. Se tão-somente tivessem dado ouvidos aos profetas…!!
Queridos irmãos e irmãs, o pôr-do-sol da graça divina para a Sua igreja está quase a chegar. Seremos nós selados eternamente para Deus, ou, continuaremos a rejeitar os apelos de misericórdia divinos, sendo assim rejeitados e ficando perdidos para sempre?! Está nas nossas mãos o decidirmos, qual o caminho que seguiremos.
Saulo, não sabia que perseguindo os cristãos, perseguia o próprio Deus, Jesus Cristo. Sabes tu que “apedrejando” Ellen White, estás apedrejando Jesus? Por favor, larga essas “pedras”, para que no dia do juízo não incorras na mesma condenação daqueles que crucificaram e entregaram Jesus Cristo à morte.
Aos Adventistas do Sétimo Dia: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” Mt. 23:37.

Sérgio Ventura
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A ansiedade é cega, e não pode discernir o futuro; mas o Filho do Altíssimo vê o fim desde o começo. Em toda dificuldade tem Ele um caminho preparado para trazer alívio. Nosso Pai celestial tem mil modos de providenciar em nosso favor, modos de que nada sabemos. Os que aceitam como único princípio tornar o serviço e a honra do Altíssimo o supremo objetivo, hão de ver desvanecidas as perplexidades, e uma estrada plana diante de seus pés. (DTN, pág. 273).


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"Conquanto Yahuh possa ser justo, e contudo justifique o pecador pelos méritos de Seu Filho, nenhum homem pode trajar-se com os vestidos da justiça de Yahushua, enquanto praticar pecados conhecidos ou negligenciar deveres conhecidos. O Altíssimo requer a completa entrega do coração, antes que a justificação tenha lugar; e a fim de o homem reter a justificação, deve haver contínua obediência, mediante fé viva e ativa que opera por amor e purifica a alma." - Review and Herald, 4 de novembro de 1890.







Os profetas e os apóstolos não aperfeiçoaram o carácter cristão por um milagre. Eles usaram os meios que YAHUH colocou ao seu alcance, e todos os que empreenderem um esforço semelhante assegurarão um resultado semelhante. (Spirit of Prophecy, vol. IV, cap. 22, pág. 305).


Precisam-se...

"A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus."


Ellen White, Educação, pág. 57.




É intuito do Pai Celeste preservar entre os homens, mediante a observância do sábado, o conhecimento de Si mesmo. Seu desejo é que o sábado nos aponte a Ele como o único Soberano verdadeiro, e pelo conhecimento dEle possamos ter vida e paz. Ellen G. White, 3 TS, 16 (1900), Eventos Finais, 68.