Se esta obra é de homens, se desfará, mas, se é do Altíssimo, não podereis desfazê-la. (Actos 5:38,39).


"Aquele que deseja conhecer a verdade, deve estar disposto a aceitar tudo o que ela revela. Não pode ter nenhuma transigência com o erro. Ser vacilante e morno para com a verdade, é preferir as trevas do erro e a ilusão satânica." O Desejado de Todas as Nações, (cap. O Sermão da Montanha) pág. 257.

Lê o artigo: "Novas Verdades", (http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/02/novas-verdades.html
)

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Um Diálogo Com o Senhor Jeová


Eram cerca das 6:30 da manhã (quinta-feira,14/01/2010). Estava a orar. Ou melhor conversava com Deus! Na verdade, na minha mente pairavam muitas dúvidas, interrogações. Não o queria reconhecer, mas era falta de fé. Eu disse ao Senhor:

– Senhor, preciso de ter um trabalho comum. Que possa surgir uma oportunidade de trabalho, seja do centro de emprego, ou de outro lugar [Na mesma semana eu me tinha inscrito]. Afinal, Paulo, Teu apóstolo, também tinha o seu próprio trabalho, para se sustentar a si mesmo, e à causa. Paulo, não tinha família a sustentar, mas eu tenho. Logo, não teria eu ainda mais razões do que Paulo para ter um trabalho, por meio do qual, me sustentar, a mim, e à minha família?!

– Sérgio, deves aprender a contentar-te com o que tens. Faltou-te alguma coisa até agora? – disse-me Ele.

– Senhor, sabes as condições em que vivemos. Ainda nem sequer pudemos terminar a casa. Muitas vezes, faz demasiado frio aqui em casa, de verão faz muito calor. Ainda por cima, dentro de poucos meses, teremos um bebé, e gostaria tanto de poder ter tudo pronto!

– Quais foram as condições em que Eu nasci? – Respondeu-me – Num estábulo, numa manjedoura. Mesmo assim, tu ainda tens melhores condições do que Eu quando estive na Terra! E se teu bebé tiver que nascer assim, qual é o problema? Estiveste apenas dez dias sem lenha, não pudeste resistir? Quando veio a neve, não tiveste lenha para te aquecer?

– Mas Senhor, eu pedi-te dois sinais, se querias que continuasse a dedicar-me só a ti. Que alguém me pedisse para pregar, visto que me proibiram de pregar, e todo o dinheiro que me falta para construir a casa. Deixei a Suíça para colportar, mas aquilo que tu querias era que eu repreendesse o pecado na igreja. Estou cansado de tudo isto, e de estar nestas condições. Ainda por cima tu apenas cumpriste o primeiro sinal!

– Sérgio, deverás rejeitar toda a oferta de trabalho! Nada te deverá envolver tanto que deixes de ter o tempo necessário para te dedicares a Mim. A tua prioridade será servires-Me, advertir o mundo dos juízos iminentes. Quanto às tuas preocupações, a tua própria família, coloca-as sobre Mim, e confia em Mim.

– Ok, Senhor, chega! Tem misericórdia de mim, homem de pouca fé. Ajuda-me a dedicar-me completamente a Ti. Eu quero dedicar-me só a Ti!

– Agora mesmo vai e escreve sobre o que está a acontecer na igreja. As pessoas precisam de compreender a apostasia em que vivem. O fim aproxima-se. Partilha o que tu tens aprendido, e aponta os terríveis pecados que a igreja está a cometer.

No dia seguinte (sexta-feira), quando estava a orar, Deus disse-me claramente para escrever sobre o terramoto de Port-au-Prince, no Haiti. Que deveria advertir as pessoas, a própria igreja, para a brevidade de Sua vinda, e a importância das pessoas saírem das cidades.

No Sábado, cerca das 4:00, da manhã, ouvi uma suave voz: – Sérgio!

Perguntei à minha esposa se me tinha chamado e ela respondeu que não. Eu tinha os braços destapados, e pensei para mim que teria sido o meu anjo para me avisar. Então ouvi como que um som fora do vulgar. Tornei a ouvir outro som como se houvesse algum despertador perdido na casa dos meus pais, onde me encontrava. Foi então que percebi claramente que o Senhor me estava a despertar para ir orar. Durante a oração, o Senhor Jeová disse-me para escrever a experiência de quinta-feira (o diálogo que tive com Ele em oração).

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Grande Ratoeira II

Após ter lido o meu último artigo, alguém, de uma forma preocupada e sincera, me disse que tinha investigado nos textos de Ellen White e encontrou uma frase semelhante àquela que apareceu na lição da escola sabatina. Mas sejamos realistas. Por meio daquilo que já analisámos no artigo anterior, chegámos à conclusão de que o simples acto de pensar no que Jesus faria, ou no que eu acho que Ele faria, em determinada circunstância, constitui verdadeiro humanismo.

Pensar… e Tentar Fazer
No trimensário podemos ler: “Há algum tempo atrás, houve uma moda durante a qual os jovens crentes cristãos usavam uma braçadeira com as letras WWJD (o equivalente em inglês a OQFJ) “O Que Faria Jesus?”. Embora algumas pessoas ridicularizassem a moda como sendo infantil, pelo menos a ideia por detrás dela era boa, e a ideia era a de que, quando confrontados com uma situação, devemos pensar no que Jesus faria nessa situação e tentar fazer da mesma maneira.” (Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 2009, lição 4, terça-feira, 21 de Julho.)
Em primeiro lugar, gostaria de perguntar: Quais foram os benefícios espirituais resultantes desta moda da qual falou o autor da lição? Ao olhar para a espiritualidade do mundo em geral, e para as igrejas cristãs, os resultados parecem bastante negativos. Essa táctica falhou redondamente! Os teólogos precisam reunir-se novamente para descobrirem uma melhor solução para a “enfermidade” que afecta os cristãos em geral e até mesmo os adventistas do sétimo dia!
Em segundo lugar, gostaria de perguntar se a seguinte afirmação está de acordo com os princípios e verdades da Palavra de Deus: “…quando confrontados com uma situação, devemos pensar no que Jesus faria nessa situação e tentar fazer da mesma maneira.” Se está de acordo com a Palavra de Deus, então quais são os textos que se podem apresentar para comprovar isso?
Essa afirmação descreve uma forma de “cristianismo” individualista, sem interacção entre Deus e o homem, que parte da própria pessoa, não de Cristo. Um “tentar fazer”, ou “tentar imitar” legalista, um “cristianismo” mais focado no seguir o exemplo, em regras e conduta exterior, como que por obrigação ou por dever, do que numa verdadeira relação de amor e aceitação da graça e poder de Cristo que revolucionará toda a nossa existência.

Normas de Conduta
No Novo Testamento estão registados muitos casos da vida de Jesus, os quais encerram os princípios gerais que devem servir de norma de conduta para todo aquele que se diz ser cristão, e esses princípios foram também apresentados em todo o Antigo Testamento.
Se, por exemplo, alguém me der uma bofetada, eu sei que devo dar a outra face, como está escrito em Mat. 5:39. E nos tempos que decorrem, o cristão que quer ser mais fiel a Jesus e a um “assim diz o Senhor” do que aos homens e suas vãs tradições (Mar. 7:6-8), vai receber mais do que simples bofetadas num aspecto físico, vai recebê-las em palavras ou em atitudes, duma forma especial da sua própria igreja, pastores e irmãos.
Se acaso formos expulsos de nossa igreja por falar a verdade, devemos submeter-nos e confiar inteiramente na justiça de Deus e em sua protecção, (Luc. 4:28,29; Desejado de Todas as Nações pág. 190; Vida e Ensinos, pág. 43, 44). A verdade é como o azeite na água – acaba sempre por vir à superfície.

Quando Não Há Tempo Para Pensar
Muitas vezes o cristão nem sequer tem tempo para pensar. A sua atitude perante uma determinada circunstância reflecte, não um simples pensamento do momento, mas quem é que comanda a sua vida, que tipo de relação tem com Deus. Quando Pedro cortou a orelha de Malco (João 18:10), ele nem sequer pensou! Ele agiu por impulso. Mas o seu acto revelou o que lhe ía no coração.
“Os discípulos tinham pensado que o Mestre não se deixaria prender. Pois o mesmo poder que fizera com que a turba caísse como morta, poderia mantê-la impotente até que Jesus e os Seus companheiros escapassem. Ficaram decepcionados e indignados, ao verem as cordas trazidas para ligar as mãos dAquele a quem amavam. Em sua indignação, Pedro puxou precipitadamente da espada e procurou defender o Seu Mestre, mas apenas cortou uma orelha do servo do sumo-sacerdote.” Desejado de Todas as Nações, pág. 592, 593.

Quando Aquilo Que Pensamos Está Errado
Os discípulos estavam com Jesus, andavam com Ele, aprendiam d’Ele. No entanto, aquilo que eles achavam que o Mestre faria diante da turba que o queria prender estava errado. E mesmo depois de o terem visto deixar-se prender, não seguiram o Seu exemplo. Porquê? Deveriam ter seguido o exemplo de Jesus! Afinal, tinham acabado de descobrir algo mais acerca de Seu Mestre, um amor incompreensível até pelos Seus inimigos, ao ponto de quebrar as cordas que o prendiam, curar Malco e deixar-se novamente prender. O problema é que ser cristão não é uma questão de imitar a Cristo de uma forma mecânica, é antes submeter-se a Cristo e renunciar a todas as coisas por Ele, é amá-Lo acima de tudo! É permitir a Jesus comandar a minha vida a cada instante.
O verdadeiro sucesso na vida cristã baseia-se numa verdadeira relação de amor com Jesus e de submissão a Ele, a qual tem como consequência a realidade das palavras: “vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, O qual me amou, e Se entregou a Si mesmo por mim.” Gál 2:20.
A vida cristã não é do tipo “roda da sorte”, na qual nos esforçamos por atingir a perfeição por tentativas. Isto seria andarmos para trás na nossa caminhada cristã, voltarmos à experiência da igreja em 1888, ou seja, negar a justificação pela fé.
Jamais poderemos chegar a compreender aquilo que Jesus faria em cada circunstância, simplesmente pensando sobre isso. Porquê? Em primeiro lugar, porque nós não somos Jesus, e se o fizermos estamos a querer tomar o Seu lugar, e assim, em vez de um papa, vão passar a existir muitos outros, e estamos a seguir o exemplo de Satanás!

Quando Ambas as Escolhas São Correctas
Em segundo lugar, porque podemos estar diante de um caso em que diferentes escolhas sejam correctas. Por exemplo um jovem cristão pretende comprar um automóvel. Mas dentro daquilo que ele procura existem vários modelos, de boa qualidade e com preços semelhantes. Como saber qual o veículo certo, como saber exactamente o que Jesus faria, simplesmente pensando? Poderíamos falar da escolha de um companheiro/a para a vida, da compra de um terreno ou casa, etc.
Em terceiro lugar, porque só podemos saber exactamente o que é que Jesus faria em qualquer circunstância, perguntando-Lhe directamente a Ele, dependendo do Pai em tudo, como fazia Jesus (Jo. 5:30), e dependendo constantemente da direcção do Espírito Santo (I Co. 2:11, Is. 30:21).

Como Podemos Seguir o Exemplo de Jesus?
O Trimensário diz ainda: “Isto enquadra-se perfeitamente com o que o apóstolo João vai afirmando neste texto [I Jo. 2:6-8]. A primeira parte da passagem realça que o caminhar na luz e conhecer Deus significam ser obediente. A segunda parte apela aos crentes cristãos que desejam permanecer n’Ele e caminhar na luz para que sigam o exemplo de Jesus na sua vida diária. Como é que se pode fazer isso? Temos de descobrir como é que Jesus viveu e, numa base diária, devemos comparar a conduta pessoal com a Sua.
Noutras palavras, “O Que Faria Jesus?” (Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 2009, lição 4, terça-feira, 21 de Julho.)
Em I Jo. 2:6 diz-nos simplesmente que “aquele que diz que está n’Ele, também deve andar como Ele andou”. A solução apresentada pelo autor das lições da escola sabatina para a pergunta: “Como é que se pode seguir o exemplo de Jesus na vida diária?”, é completamente incompleta e inválida: “Temos de descobrir como é que Jesus viveu e, numa base diária, devemos comparar a conduta pessoal com a Sua.” Será que esta resposta está de acordo com a Palavra de Deus? O que é que a Bíblia nos ensina? Em Jo. 15:4, 5 encontramos uma resposta bem mais correcta: “Estai em Mim e Eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em Mim. Eu Sou a videira, vós as varas; quem está em Mim, e Eu nele, esse dá muito fruto; porque, sem Mim, nada podeis fazer.”

Descobrir… e Comparar… Será Suficiente?
Não se trata somente de “descobrir” como Jesus viveu mas de permitir que Ele viva em mim. Os discípulos, após três anos e meio de conhecerem perfeitamente o modo de vida de Jesus, continuavam a pensar à sua própria maneira! E de que vale “comparar” a minha conduta com a Sua, se eu ficar só por aí? Isso é só o começo, pois a única conclusão a que eu vou chegar é: “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?”?! (Rom 7:24). Precisamos de ir mais longe, e clamar: “Vive em mim Senhor Jesus, quero ser como tu!” Precisamos de nos submeter a Ele para que Ele nos transforme.
Necessitamos algo mais que o exemplo para andarmos verdadeiramente como Ele andou, caso contrário seremos meros legalistas. Descobrir Jesus como Salvador e substituto é importante, reconhecê-Lo como modelo e exemplo para a nossa vida também é importante, mas isso não chega. É necessário abrir-Lhe a porta do nosso coração (Ap. 3:20). Compreender que é Ele que opera tanto o querer como o efectuar, (Fil. 2:13)! E finalmente que só por Ele, podemos ser participantes da natureza divina (II Ped.1:3,4).

Sem Fundamento
“Noutras palavras”, não tem fundamento bíblico nem do Espírito de Profecia o querer que a vida cristã se resuma a pensar sobre “O Que Faria Jesus?”, como se isso resolvesse o problema do pecado. Tristemente, esse é o slogan de muitos falsos mestres na actualidade, que baseiam o seu cristianismo na sua própria consciência perversa, descartando a Palavra de Deus.
Depois do que já tivemos oportunidade de analisar, como podemos pretender basear as ideias pessoais do autor das lições da escola sabatina, e também as modas do mundo, em Ellen White? Isto é, de querer fazer a serva do Senhor dizer aquilo que ela não pretendeu dizer, simplesmente porque existe uma frase semelhante. De maneira nenhuma a serva do Senhor apoia, seja o legalismo, seja o humanismo!

O Que Disse a Mensageira Do Senhor?
Disse Ellen White: “Estudai cuidadosamente o caráter divino-humano, e inquiri constantemente: "Que faria Jesus em meu lugar?" Esta deve ser a medida do nosso dever.” Ciência do Bom Viver, pág. 491.
Tal como a afirmação que se encontra no Espírito de Profecia, referindo-se a Ellen White como uma “luz menor”, esta é mais uma dessas frases em que “os indoutos e inconstantes” se agarram. Acerca destas coisas, já Pedro nos tinha advertido:
“… o nosso irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição”. II Pe. 3:15-16
Da mesma forma fazem alguns, em relação ao Espírito de Profecia, na tentativa de ir ao encontro da corrente de pensamentos do mundo.
Tal como Jesus se serviu sempre das Escrituras para enfrentar a oposição e a tentação, Satanás também se serviu delas para tentar Jesus:
“E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus
.” Mt.4:6,7.
Devemos compreender que qualquer coisa que Ellen White tenha escrito, e que seja susceptível de dúvida, deve ser analisada à luz de outras frases que tratem do mesmo assunto. Ela escreveu outras frases semelhantes que nos ajudarão a compreender melhor esta frase:
“Devemos estudar o Modelo e indagar a cada passo: "É este o caminho do Senhor?"Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 178.

Contemplando a Cristo Seremos Transformados
“Estudai cuidadosamente o carácter divino-humano”. O que é o carácter divino-humano? Quem é “o Modelo”? Jesus (Is. 7:14), é claro! A mensageira do Senhor faz-nos um claro apelo a estudarmos cuidadosamente a pessoa de Jesus, a contemplar Jesus, pois se de facto, queremos ser verdadeiros discípulos de Jesus, importa andar como Ele andou, isto é seguirmos o Seu exemplo. Mas não apenas num sentido de imitar, ou tentar imitar, pois por nós mesmos não o poderemos fazer (Rom. 7:18,19), mas sim mediante a operação da graça e do amor de Jesus no coração. De lhe permitirmos actuar em nós enquanto o contemplamos por meio da Palavra de Deus em espírito de oração.
“Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a reflectir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais. Ao meditar assim em Seu grande sacrifício por nós, nossa confiança n’Ele será mais constante, nosso amor vivificado, e seremos mais profundamente imbuídos de Seu espírito. Se queremos ser salvos afinal, teremos de aprender aos pés da cruz a lição de arrependimento e humilhação.” O Desejado de todas as Nações pág. 83
“O conhecimento de Deus, segundo a revelação dada em Cristo, eis o que devem ter todos quantos se salvam. É o conhecimento que opera transformação no carácter. Recebido, esse conhecimento recriará a alma à imagem de Deus. Comunicará a todo o ser um poder espiritual que é divino.” Minha Consagração Hoje – Meditações Matinais , pág. 293.

A Quem Devemos Indagar
“Devemos… indagar a cada passo: "É este o caminho do Senhor?" Eu pergunto: Indagar a quem? A nós mesmos, ou a Deus e à Sua Palavra? Normalmente um discípulo busca sabedoria e conhecimento do seu mestre. Ela mesma nos dá a resposta, numa outra frase semelhante:
“Em vez de escolher o trabalho que mais nos agrade, e recusar-nos a fazer alguma coisa que nossos irmãos julgam devermos fazer, cumpre-nos indagar: "Senhor, que queres que eu faça?" Atos 9:6. Em vez de marcar o caminho que a inclinação natural nos dispõe a seguir, devemos orar: "Ensina-me, Senhor, o Teu caminho, e guia-me pela vereda direita." Sal. 27:11.” Testemunhos Selectos vol. 3, pág. 54

Nada Faço De Mim Mesmo
Se nos dizemos cristãos seguiremos o exemplo de Jesus. O que é que Ele fazia? Os versículos que vamos ler e que respondem a esta pergunta, encontram-se no mesmo capítulo de onde se retirou a frase da irmã White que estamos a analisar:
“Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem eu sou, e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou. E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.” Jo. 8:28,29
Jesus não fazia nada de si mesmo, mas falava as palavras do Pai, e fazia sempre o que Lhe agradava. Como é que Jesus fazia no seu dia-a-dia para que assim acontecesse? Passava o dia a perguntar-se a si mesmo o que é que Ele achava que o Pai faria, ou perguntava directamente ao Pai? Visto que somos discípulos de Jesus, a resposta a esta pergunta deverá servir de exemplo para nós:

Uma Vida De Oração
“Jesus iniciou Sua missão pública com fervorosa oração, e Seu exemplo evidencia o fato de que a oração é necessária para levar uma vida cristã bem-sucedida. Ele estava constantemente em comunhão com o Pai, e Sua vida nos apresenta um modelo perfeito que devemos imitar. Apreciava o privilégio da oração e Sua obra manifestava os resultados da comunhão com Deus. Examinando o registo de Sua vida, verificamos que em todas as ocasiões importantes Ele Se retirava a um bosque ou à solidão das montanhas e oferecia fervorosa e perseverante oração a Deus. Frequentemente dedicava a noite inteira à oração pouco antes de ter de realizar algum milagre muito importante. Durante esses períodos de oração nocturnos, após a labuta do dia, despedia compassivamente Seus discípulos, para que pudessem retornar a seus lares, repousar e dormir, enquanto Ele, com forte clamor e lágrimas, extravasava a alma em ferventes súplicas a Deus em favor da humanidade” E Recebereis Poder pág. 16.
“Era nas horas de oração solitária que Jesus, em Sua vida terrestre, recebia sabedoria e poder. Sigam os jovens o Seu exemplo, procurando, na aurora e ao crepúsculo, uns momentos tranquilos para a comunhão com seu Pai celestial. E durante o dia todo levantem eles o coração a Deus. A cada passo em nosso caminho, diz Ele: "Eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita. ... Não temas, que Eu te ajudo." Isa. 41:13. Aprendessem nossos filhos estas lições na manhã de seus anos, e que vigor e poder, que alegria e doçura lhes penetrariam a vida!” Educação, pág. 259.
Era nas horas tranquilas da manhã que Jesus buscava ao Pai. Durante todo o dia vivia em comunhão com o Pai, dependendo sempre d’Ele e de um “está escrito”, como já vimos anteriormente. A cada passo, a cada hora, a cada instante devemos estar em comunhão com Deus. Se deixarmos de orar, deixamos de “respirar” e morreremos espiritualmente!
“cumpre-nos indagar: "Senhor, que queres que eu faça?" Atos 9:6. Em vez de marcar o caminho que a inclinação natural nos dispõe a seguir, devemos orar: "Ensina-me, Senhor, o Teu caminho, e guia-me pela vereda direita." Sal. 27:11.” Testemunhos Selectos vol. 3, pág. 54

Não Fareis… Tudo O Que Parece Bem Aos Vossos Olhos
Existem muitas outras frases e versículos, que nos esclarecem acerca da forma como devemos proceder, mas mais do que isso, do tipo de relação que deve existir entre nós e Jesus.
“Orai sem cessar” I Tes. 5:17
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade está pronto, as a carne é fraca.” Mar. 14:38
“Orando abundantemente, dia e noite” I Tess. 3:10
“Ninguém, sem oração, se encontra livre de perigo durante um dia ou uma hora que seja. Especialmente devemos rogar ao Senhor sabedoria para compreender a Sua Palavra. Ali estão revelados os estratagemas do tentador, e os meios pelos quais se pode a ele resistir com êxito.” O Grande Conflito, pág. 535
“O Senhor declarou a Israel: "Não fareis... cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos"; mas guarda e ouve todas estas palavras que te ordeno." Deut. 12:8 e 28. Ao resolver sobre qualquer caminho a seguirmos em nossos atos, não devemos indagar se podemos ver que resultará mal do mesmo, mas se está de acordo com a vontade de Deus. "Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte." Prov. 14:12.” Patriarcas e Profetas pág. 634

Conclusão
Parece claro que aquilo que a serva do Senhor diz em determinada frase não tem nada a ver com aquilo que o autor da lição da escola sabatina transmitiu. Quem ainda não compreendeu claramente o que Ellen White nos quis dizer, poderá fazer um estudo intensivo sobre aquilo que ela escreveu sobre o mesmo assunto em todos os seus escritos. Temos que ser cautelosos, não aconteça que a nossa linguagem se pareça tanto com a do mundo, que corramos o risco de assimilarmos o erro ou darmos uma significação errónea àquilo que a serva do Senhor escreveu. Não esqueçamos que as aparências enganam!
“A vereda da verdade acha-se muito perto da vereda do erro, e ambas as veredas podem parecer uma só, às mentes não dirigidas pelo Espírito Santo, e que, portanto, não são ligeiras em discernir a diferença entre a verdade e o erro.” Mensagens Escolhidas, vol. I, pág. 202.
Seja a nossa oração em cada instante: “Senhor, que queres que eu faça?”. Em vez de marcar o caminho que a inclinação natural nos dispõe a seguir, devemos orar: "Ensina-me, Senhor, o Teu caminho, e guia-me pela vereda direita."

Sérgio Ventura

domingo, 5 de julho de 2009

Da abundância do coração fala a boca…

“Depois disto, abriu Job a sua boca, e amaldiçoou o seu dia”. Job 3:1.


Três dos amigos de Job, ouvindo acerca do que lhe tinha acontecido, vieram vê-lo, na tentativa de consolá-lo. “E se assentaram juntamente com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, porque viam que a dor era muito grande.” Job 2:13

Não obstante o seu silêncio, Job tinha o seu coração cheio de amargura para com Deus. Mas o pecado, mais cedo ou mais tarde, acaba por se exteriorizar, pois “do que há em abundância no coração, disso fala a boca.” Mat. 12:34. E Job não foi excepção. Após estar sete dias silencioso, em grande dor, “abriu Job a sua boca, e amaldiçoou o seu dia”. Job 3:1.

E, a partir daqui, Job começa a manifestar o que estava no seu íntimo. Todo o capítulo 3 descreve a REVOLTA que ía no coração de Job – revolta contra Deus, que o criou, que permitiu que ele viesse à luz, conhecendo de antemão o sofrimento que ele teria de suportar. Disse Job: “Por que não morri eu desde a madre, e, em saindo do ventre, não expirei?”, “Porque já agora jazeria e repousaria; dormiria, e, então, haveria repouso para mim.” Job 3:11, 13. “Porque se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo…?” Job 3:20 (comparar com cap. 10:18: “Por que pois me tiraste da madre?”).

Job acusa Deus de ser injusto e parcial, concedendo as suas bênçãos aos ímpios e sofrimentos aos seus filhos: “Sabei agora que Deus é que me transtornou, e com a Sua rede me cercou. Eis que clamo: Violência! Mas não sou ouvido; grito: Socorro! Mas não há justiça”; “Porque Ele não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juízo. Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos. Tire Ele a Sua vara de cima de mim, e não me amedronte o Seu terror.”; “Eu digo que Ele consome ao recto e ao ímpio… então se ri da prova dos inocentes.” Job 19:6-8; 9:32-34, 22, 23. Será isto assim? Já alguma vez foste tentado a pensar da mesma maneira?

Disse Job: “Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se esforçam em poder?”; “As suas casas têm paz, sem temor; e a vara de Deus não está sobre eles”; “Na prosperidade gastam os seus dias, e num momento descem à sepultura. E, todavia, dizem a Deus: Retira-Te de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos Teus caminhos.” Job 21:7, 9, 13, 14. “Deus guarda a Sua violência para Seus filhos”; “Um [o ímpio ( v. 13)] morre na força da sua plenitude, estando todo quieto e sossegado… e outro [o filho de Deus ( v. 19)] morre, ao contrário, na amargura do seu coração, não havendo provado o bem. Juntamente, jazem no pó, e os bichos os cobrem.” Job 21:19,23-26.

Nesta Terra, às vezes parece que os injustos prosperam e os filhos de Deus sofrem dificuldades. Na nossa limitada visão humana, pensamos que Deus abandonou os Seus filhos, que Ele não tem compaixão e mesmo que Ele é injusto. Mas o que nos diz a Palavra de Deus? “Os olhos do Senhor estão sobre os justos e os Seus ouvidos atentos ao seu clamor. A face do Senhor está contra os que fazem o mal” Sal. 34:15, 16.

“Temei ao Senhor, vós, os Seus santos, pois não têm falta alguma aqueles que o temem. Os filhos dos leões necessitam e sofrem fome, mas aqueles que buscam ao Senhor de nada têm falta.”; “Os justos clamam, e o Senhor os ouve, e os livra de todas as suas angústias. Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito. Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas. Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra. A malícia matará o ímpio, e os que aborrecem o justo serão punidos. O Senhor resgata a alma dos Seus servos, e nenhum dos que nEle confiam será condenado.” Sal 34:9, 10, 17-22.

“As provações da vida são obreiras de Deus, para remover do nosso carácter impurezas e arestas. Penoso é o processo de cortar, desbastar, aparelhar, lustrar, polir; é molesto estar, por força, sob a acção da pedra de polimento. Mas a pedra é depois apresentada pronta para ocupar o seu lugar no templo celestial. O Mestre não efectua trabalho assim cuidadoso e completo com material imprestável. Só as Suas pedras preciosas são polidas, como colunas de um palácio.” Ellen White, O Maior Discurso de Cristo, pág. 10. Mas Job ainda não tinha entendido isso e agora acusa Deus de ser seu inimigo, enquanto Ele estava a trabalhar para o seu aperfeiçoamento: “Porque fizeste de mim um alvo para Ti…?” Job 7:20. “Parece-te bem que me oprimas, que rejeites o trabalho das Tuas mãos e resplandeças sobre o conselho dos ímpios?”; “Tu renovas contra mim as Tuas testemunhas, e multiplicas contra mim a Tua ira”. Job 10:3, 17.

Job suplica a Deus que o deixe em paz: “Até quando me não deixarás, nem me largarás, até que engula a minha saliva?” Job 7:19, “Cessa, pois, e deixa-me, para que, por um pouco, eu tome alento”! Job 10:20. Em vez de se refugiar no Senhor como a sua única esperança, Job chega mesmo a dizer-Lhe: “Tu fazes morrer a esperança do homem”! Job 14:19. É difícil de acreditar que se trata do mesmo homem do início do livro de Job…

Como é possível que alguém que há pouco tinha dito: “Bendito seja o nome do Senhor”, diga agora: “Descansado estava eu, porém Ele me quebrantou; e pegou-me pelo pescoço, e me despedaçou; também me pôs por Seu alvo.” 16:12. “E fez inflamar contra mim a Sua ira, e me reputou para consigo como um dos Seus inimigos.”? Job 19:11.

Quando sua esposa, após ter presenciado tantas calamidades num só dia, lhe disse: “amaldiçoa a Deus, e morre” (Job 2:9), Job respondeu: “Como fala qualquer doida, assim falas tu” (Job 2:10). Mas agora ele próprio abriu a sua boca para maldizer (Job 3:1). Disse Job: “Se Ele está contra alguém, quem, então, O desviará? O que e Sua alma quiser, isso fará. Porque cumprirá o que está ordenado a meu respeito, e muitas coisas como estas ainda tem consigo.” Job 23: 13, 14. (Aqui está uma referência clara à falsa teoria da predestinação. O facto de que Job o disse não quer dizer que seja assim. Deus mesmo, no final do livro, disse acerca de Job: “Quem é este que escurece o conselho, com palavras sem conhecimento?” Job 38:2.)

Job tinha acumulado toda aquela amargura no seu coração, e agora que ele quebrou o silêncio, provaram-se verdadeiras as palavras: “do que há em abundância no coração, disso fala a boca.” Mat. 12:34.

Não teria sido bem melhor se Job tivesse confiado PLENAMENTE no Seu Criador? Não seria a SUBMISSÃO melhor que a amargura? Quem é mais sábio: o homem ou o seu Criador? Não será a submissão, também para nós, hoje, o melhor caminho a escolher, ao enfrentarmos provações? Amigo, se estás a passar por momentos difíceis, amargos… confia no Senhor. Quero dizer, confia MESMO, de verdade. Entrega-te a Ele COMPLETAMENTE. Rende-te. Tu não és mais justo do que Ele. Pois a Bíblia diz acerca do Senhor: “A Tua justiça é como as grandes montanhas”; “Também a Tua justiça, ó Deus, está muito alta, pois fizeste grandes coisas: ó Deus, quem é semelhante a Ti?” Sal. 36:6; 71:19.

Tu não sabes mais do que Aquele “em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria” Col. 2:3. Então, porque Ele é sábio, e te amou tanto que “deu o Seu Filho unigénito”, para que tu tenhas “a vida eterna” (João 3:16), dispõe-te a aceitar TODAS AS COISAS que Ele permite que aconteçam na tua vida, com uma atitude de gratidão (I Tess. 5:18). Pois o Seu infinito amor sabe o que é melhor para ti, para que sejas conforme à imagem do Seu Filho (Rom. 8:29).

Desejas realmente reflectir na tua vida o carácter de Cristo? O Senhor prometeu: “Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo.” Filip. 1:6, mas lembra-te que “as provações da vida são obreiras de Deus, para remover do nosso carácter impurezas e arestas.” Ellen White, O Maior Discurso de Cristo, pág. 10. Estás disposto a pagar o preço para obter o bendito resultado da semelhança com Cristo no carácter? Se assim for, um dia Cristo terá o prazer de te “apresentar a Si mesmo”, como parte da “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.” Ef. 5:26,27. Que assim seja, para ti e para mim!

(Continua em: http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2009/07/o-grande-problema-de-job.html )

A ansiedade é cega, e não pode discernir o futuro; mas o Filho do Altíssimo vê o fim desde o começo. Em toda dificuldade tem Ele um caminho preparado para trazer alívio. Nosso Pai celestial tem mil modos de providenciar em nosso favor, modos de que nada sabemos. Os que aceitam como único princípio tornar o serviço e a honra do Altíssimo o supremo objetivo, hão de ver desvanecidas as perplexidades, e uma estrada plana diante de seus pés. (DTN, pág. 273).


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"Conquanto Yahuh possa ser justo, e contudo justifique o pecador pelos méritos de Seu Filho, nenhum homem pode trajar-se com os vestidos da justiça de Yahushua, enquanto praticar pecados conhecidos ou negligenciar deveres conhecidos. O Altíssimo requer a completa entrega do coração, antes que a justificação tenha lugar; e a fim de o homem reter a justificação, deve haver contínua obediência, mediante fé viva e ativa que opera por amor e purifica a alma." - Review and Herald, 4 de novembro de 1890.







Os profetas e os apóstolos não aperfeiçoaram o carácter cristão por um milagre. Eles usaram os meios que YAHUH colocou ao seu alcance, e todos os que empreenderem um esforço semelhante assegurarão um resultado semelhante. (Spirit of Prophecy, vol. IV, cap. 22, pág. 305).


Precisam-se...

"A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus."


Ellen White, Educação, pág. 57.




É intuito do Pai Celeste preservar entre os homens, mediante a observância do sábado, o conhecimento de Si mesmo. Seu desejo é que o sábado nos aponte a Ele como o único Soberano verdadeiro, e pelo conhecimento dEle possamos ter vida e paz. Ellen G. White, 3 TS, 16 (1900), Eventos Finais, 68.