Se esta obra é de homens, se desfará, mas, se é do Altíssimo, não podereis desfazê-la. (Actos 5:38,39).


"Aquele que deseja conhecer a verdade, deve estar disposto a aceitar tudo o que ela revela. Não pode ter nenhuma transigência com o erro. Ser vacilante e morno para com a verdade, é preferir as trevas do erro e a ilusão satânica." O Desejado de Todas as Nações, (cap. O Sermão da Montanha) pág. 257.

Lê o artigo: "Novas Verdades", (http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/02/novas-verdades.html
)

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Não Acabareis de Percorrer as Cidades de Israel…

“Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do homem.” Mat. 10:23.
Fui habituado a ouvir no meio adventista a explicação de que o verso acima refere-se à transfiguração de Yahushua. Paradoxalmente, não encontrei para tal ideia, nem apoio bíblico, nem em Ellen White, nem no comentário adventista.

Aliás, se analisarmos o contexto do verso em questão, veremos que estas palavras, se bem que inseridas num conjunto de instruções dadas aos 12  discípulos, encontraram sua aplicação num tempo posterior à morte do Ungido. Antes da morte de Estevão (At. 7:59, 60), não houve particular perseguição à chamada seita do Caminho (At. 24:14). Mas a partir de então, os discípulos puderam descobrir quão literais eram as palavras de Seu Mestre.
No entanto, Yahushua demonstrou bem em Seu labor diário o que elas significavam, tendo algumas vezes alterado sua rota geográfica por causa dos maus intentos dos fariseus e saduceus, não por uma questão de cobardia, mas por causa de poder cumprir Sua missão. Seus pais assim procederam em Sua infância a fim de o livrar das mãos de Herodes (Mt. 2:13). Assim reza o comentário adventista:
 “Huid. 
    En ciertas circunstancias, huir demuestra cobardía; otras veces indica prudencia (cf. com. vers. 16). Lo que determina si es cobardía o prudencia es el resultado final para el reino de los cielos, no la conveniencia personal ni lo que la gente pueda pensar. Cuando el trabajo en algún lugar no da resultados, los embajadores del reino bien pueden ir prestamente a otro sitio con la esperanza de que allí encontrarán a alguien que esté dispuesto a escuchar.

    El sufrir persecución como un medio de ganar méritos para ir al cielo no tiene valor en sí. En su propio ministerio, Cristo demostró repetidas veces el principio que aquí expuso a los doce, y presentó ilustraciones que muestran las circunstancias en que debe aplicarse ese principio. Cuando fue rechazado por el sanedrín después de haber sanado el paralítico en Betesda, se fue a Galilea (ver com. cap. 4: 12) y en ocasiones posteriores se fue de Nazaret a Capernaúm (ver com. Luc. 4: 30-31), de Galilea a Fenicia (ver com. Mat. 15: 21), de Magdala a Cesarea de Filipo (cap. 16: 1-13), y de Judea a Efraín (Juan 11: 53-54). Cuando los cristianos de Jerusalén fueron perseguidos después del apedreamiento de Esteban, se esparcieron en todas direcciones, "anunciando el evangelio" (Hech. 8: 1-4).” http://www.ellenwhitebooks.com/?t=2&l=79&p=11


Nas palavras de Ellen White:
“Se em algum lugar a perseguição se tornar severa, façam os obreiros como o Ungido ordenou: "Quando pois vos perseguirem numa cidade, fugi para outra." Se ali vier a perseguição, procurai outro lugar ainda. O Altíssimo guiará o Seu povo, fazendo que seja uma bênção em muitos lugares. Não fora a perseguição, e não seriam tão vastamente espalhados para proclamar a verdade. E o Ungido declara: "Não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do homem." Mat. 10:23. Até que no Céu seja dito: "Está consumado", haverá sempre lugares para trabalhar e corações para receber a mensagem.” http://www.ellenwhitebooks.com/default.asp?l=20&p=218

Portanto, podemos concluir que os discípulos, se bem que rejeitados pelos chefes de Israel, não foram na altura perseguidos ao ponto de terem que fugir de cidade em cidade, e que ainda Mat. 10:23 possa ter tido alguma aplicação naquele tempo imediato, teve sua aplicação, de forma geral, depois da morte de Estevão e durante toda a história posterior da perseguição ao remanescente do Altíssimo.

Mas temos que reconhecer que estas palavras de Yahushua terão uma aplicação escatológica, isto é, imediatamente antes da Sua 2ª vinda, em glória. Literalmente, antes do fim do tempo da graça para o mundo em geral, os 144000 deverão reunir-se em Israel, talvez por motivos de perseguição, tendo em vista que ainda que Israel aceitasse uma lei dominical, pudesse ser mais tolerante na questão do sábado, o 7º dia, devido às convicções de um grande número de judeus.

Por outro lado, porque também convém que a obra termine no próprio lugar onde começou, e que os dispersos de Israel retornem à sua terra (Jer. 29:14), pois será aí o palco da maior batalha da história da Terra, o Armagedom
(ver http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/07/armagedom-o-que-e-e-quando-sera.html). Foi em Israel que a perseguição começou quando a porta da graça se fechou para Israel como nação, e então os discípulos se estenderam a outras nações. O último cenário de perseguição será também aí, quando terminar o tempo da graça não só para Israel, mas também para o mundo inteiro. Não esqueçamos as palavras de Ellen White:

"A profecia do Salvador relativa aos juízos que deveriam cair sobre Jerusalém há de ter outro cumprimento, do qual aquela terrível desolação não foi senão tênue sombra. Na sorte da cidade escolhida podemos contemplar a condenação de um mundo que rejeitou a misericórdia do Altíssimo e calcou a pés a Sua lei. Tenebrosos são os registros da miséria humana que a Terra tem testemunhado durante seus longos séculos de crime. Ao contemplá-los confrange-se o coração e o espírito desfalece. Terríveis têm sido os resultados da rejeição da autoridade do Céu. Entretanto, cena ainda mais tenebrosa se apresenta nas revelações do futuro." O Grande Conflito, pág. 36.

Nesse sentido, antes que os 144000 possam percorrer todas as cidades de Israel a porta da graça se fechará, e depois da queda das 7 últimas pragas, Yahuh e Seu Filho e todos os anjos virão em glória buscar os remidos da Terra.

Façamos destes assuntos nossa prioridade, pois da compreensão dos mesmos depende nossa preparação. Se assim não for, é porque estamos tão comprometidos e distraídos com as coisas do mundo que corremos o perigo de permitir que nossa consciência se cauterize e nossa vida se cristalize em estátua de sal, como a mulher de Ló!

domingo, 24 de abril de 2011

Aproxima-se o Tempo de Agonia e Angústia!

Se hoje não nos colocamos do lado da verdade, antes cedemos perante pai, mãe, marido, mulher, filho/a, irmão/ã, e outros familiares e amigos, diante de pastores e membros de igreja, que fé é a nossa?! Se em tempo de paz não podemos enfrentar as mais mínimas provas, como enfrentaremos amanhã as mais duras provas de sempre?!

Estás preparado para suportar as provas que estão precisamente diante de nós?! A história da Terra está chegando ao seu fim. Está a tua vida selada para Deus?
Estás de tal maneira firmado na verdade que possas dar razão da tua fé, sozinho, diante de uma multidão irada, que te acusará de todo o género de injustiça, estando tu inocente?!
Se hoje não nos colocamos do lado da verdade, antes cedemos perante pai, mãe, marido, mulher, filho/a, irmão/ã, e outros familiares e amigos, diante de pastores e membros de igreja, que fé é a nossa?! Se em tempo de paz não podemos enfrentar as mais mínimas provas, como enfrentaremos amanhã as mais duras provas de sempre?!
Que estamos a fazer neste momento? Estamos com todas as forças buscando a Deus, tendo como prioridade estudar Sua Palavra, entender toda a verdade, até mesmo aquelas verdades que nos sejam inconvenientes, e vivendo como à vista do Senhor Jeová?!

"Enoque, separando-se do mundo, e passando muito do seu tempo em oração e comunhão com Deus, representa o  povo fiel de Deus nos últimos dias que estará separado do mundo." Spiritual Gifts, vol. 3, pág. 58.
Quanto tempo dedicamos a Deus?! Temos passado noites em oração?! Temos consciência de que vivemos nos dias do juízo investigativo, e nossa postura devia assemelhar-se o mais possível aos dias de terrível expectativa dos israelitas antes do dia do “Yom Kippur”, o dia da expiação, quando todas as ocupações secundárias eram colocadas de lado (Lev. 23:26-32)?!
“Nossos sentimentos, impulsos e afectos devem fluir para o céu, não para a terra, não no baixo canal do pensamento e condescendência sensuais. Já é tempo de que cada alma esteja como que à vista do Deus que sonda os corações.” Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, pág. 366, par. 1.

Estamos nos desembaraçando de todos os compromissos com este mundo, de tudo quanto nos prejudique em nossa espiritualidade?! Estamos nós conscientes do conflito cósmico existente sobre a Terra?! Podemos dizer que estamos vivendo somente para Deus?! (I Co. 7:27-35)
Se assim não for, certamente que a mais terrível perseguição contra os filhos de Deus, os acontecimentos mais drásticos que já ocorreram na Terra, te surpreenderão como o ladrão da noite (I Tes. 5:4).
Deves hoje buscar conhecer ao Pai e a Seu Filho como nunca antes (Jo. 17:3)!
“O tempo de agonia e angústia que diante de nós está, exigirá uma fé que possa suportar o cansaço, a demora e a fome - fé que não desfaleça ainda que severamente provada. O tempo de graça é concedido a todos, a fim de se prepararem para aquela ocasião. Jacó prevaleceu porque era perseverante e decidido. Sua vitória é uma prova do poder da oração importuna. Todos os que lançarem mão das promessas de Deus, como ele o fez, e como ele forem fervorosos e perseverantes, serão bem-sucedidos como ele o foi. Os que não estão dispostos a negar o eu, a sentir verdadeira agonia perante a face de Deus, a orar longa e fervorosamente rogando-Lhe a bênção, não a obterão. Lutar com Deus - quão poucos sabem o que isto significa! Quão poucos têm buscado a Deus com contrição de alma, com intenso anelo, até que toda faculdade se encontre em sua máxima tensão! Quando ondas de desespero que linguagem alguma pode exprimir assoberbam os que fazem suas súplicas, quão poucos se apegam com fé inquebrantável às promessas de Deus!” O Grande Conflito, pág. 621 (Cap. 39). 
“A igreja remanescente terá de passar por grande prova e aflição. Aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, sentirão a ira do dragão e de suas hostes. Satanás reputa por súditos seus os habitantes do mundo; adquiriu domínio sobre as igrejas apóstatas; mas eis um pequeno grupo que resiste à sua supremacia. Se ele os pudesse desarraigar da Terra, seu triunfo seria completo. Como influenciou as nações pagãs para destruírem Israel, assim, num futuro próximo, ele incitará as maléficas potências terrestres para destruir o povo de Deus. Exigir-se-á a todos que rendam obediência a decretos humanos, em violação da lei divina. Aqueles que se conservarem fiéis a Deus e ao dever serão ameaçados, denunciados, e proscritos. Serão traídos “até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos”. Lucas 21:16.” Testemunhos Para a Igreja, vol. 9, pág. 231, par.1.

“Está muito próximo o tempo em que se desencadeará a perseguição contra os que proclamam a verdade. A perspectiva não é lisonjeira; mas, não obstante isso, não esmoreçamos em nossos esforços por salvar os que estão prestes a perecer, por cujo resgate o Príncipe do Céu ofereceu Sua própria vida. Se falha um meio, experimentemos outro. Nossos esforços não devem ser débeis e sem vigor. Enquanto nos for poupada a vida, trabalhemos para Deus. Em todas as épocas da igreja, mensageiros designados por Deus se têm exposto a censura e perseguição por amor da verdade. Mas aonde quer que o povo de Deus seja forçado a ir, ainda que, como o discípulo amado, sejam banidos para ilhas desertas, Cristo saberá onde estão, e os fortalecerá e abençoará, enchendo-os de paz e alegria.” Idem, vol. 9, pág. 227, par. 3.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Quem São Meus Irmãos?

Infelizmente, a família terrestre de Jesus Cristo se tornara uma sombra em Sua vida e ministério. Aqueles que mais razões tinham para estar ao Seu lado, e apoiá-lo em Seus trabalhos, foram aqueles cujo esforço em deter Sua obra lhe causou maior dor e sofrimento.
Porventura não sucedeu já a mesma coisa connosco, ao procurarmos seguir mais de perto a Cristo, e sermos mais fiéis à verdade?!

A forma como Cristo respondeu àquele que lhe trouxera a notícia de que sua mãe e irmãos se encontravam no exterior do lugar onde pregava, em determinado momento, certamente o surpreendeu. Acredito que ficou confuso, e até mesmo perplexo, tanto ele como aqueles que o rodeavam, ao ouvir Jesus dizer que a sua mãe e irmãos eram aqueles que estavam diante dEle, ou seja, os seus discípulos. Talvez maior surpresa tenha sido para estes últimos, o ouvirem palavras tão honrosas.

Infelizmente, a família terrestre de Jesus Cristo se tornara uma sombra em Sua vida e ministério. Aqueles que mais razões tinham para estar ao Seu lado, e apoiá-lo em Seus trabalhos, foram aqueles cujo esforço em deter Sua obra lhe causou maior dor e sofrimento.


Porventura não sucedeu já a mesma coisa connosco, ao procurarmos seguir mais de perto a Cristo, e sermos mais fiéis à verdade?!


E não me estou a referir a familiares “gentios”, mas a adventistas do sétimo dia da nossa família, que nos estejam bastante próximos por circunstância geográfica ou grau de parentesco.

Creio que as frases que apresento mais abaixo, retiradas do capítulo 33 de O Desejado de Todas as Nações, expressam bem a experiência de cada um daqueles que respondem ao chamado de Cristo para ser Seus discípulos, bem como de todos aqueles que ousarem enfrentar o erro e apostasia de Israel, como ainda se considera, a apóstata igreja adventista do sétimo dia.

Eu encontrei, e acredito que também vós encontrareis conforto, força e ânimo, ao sabermos que também nosso Mestre Jesus passou por esta experiência. Se Cristo, sendo puro e perfeito, recebeu as maiores acusações, como não as receberemos nós também, sendo tão imperfeitos?!

Como disse Jesus:
“Lembrai-vos das palavras que eu vos disse: O servo não é maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós; se guardaram as minhas palavras, também hão de guardar as vossas.” Jo. 15:20.

“Os filhos de José longe estavam de ter simpatia pela obra de Jesus. As notícias que lhes chegavam aos ouvidos acerca de Sua vida e trabalhos, enchiam-nos de surpresa e terror. Ouviram que dedicava noites inteiras à oração, que durante o dia era oprimido por grande quantidade de gente, e não Se permitia sequer o tempo necessário para comer. Os amigos achavam que Se estava consumindo por Seu incessante labor; não podiam explicar a atitude que tinha para com os fariseus, e alguns havia que receavam pelo equilíbrio de Sua razão. 

Isso chegou aos ouvidos de Seus irmãos, bem como a acusação dos fariseus de que Ele expulsava demônios pelo poder de Satanás. Sentiram vivamente a vergonha que lhes sobrevinha devido a seu parentesco com Jesus. Sabiam que tumulto Suas palavras e obras ocasionavam, e não somente se alarmavam com as ousadas declarações dEle, mas ficavam indignados com a acusação que fazia aos escribas e fariseus. Resolveram persuadi-Lo ou constrangê-Lo a deixar esse método de trabalhar, e induziram Maria a unir-se a eles, pensando que, em vista de Seu amor por ela, poderia conseguir levá-Lo a maior prudência. (…)

Enquanto Jesus estava ainda ensinando o povo, os discípulos trouxeram a notícia de que Sua mãe e Seus irmãos estavam fora, e desejavam vê-Lo. Sabia o que lhes ia no coração, e "respondendo, disse ao que Lhe falara: Quem é Minha mãe? e quem são Meus irmãos? E, estendendo a Sua mão para os Seus discípulos, disse: Eis aqui Minha mãe e Meus irmãos; porque qualquer que fizer a vontade de Meu Pai que está nos Céus, este é Meu irmão, e irmã e mãe". Mat. 12:48-50. 

Todos os que recebessem a Cristo pela fé, estar-Lhe-iam ligados por um laço mais íntimo que os de parentesco humano. Tornar-se-iam um com Ele, como Ele era um com o Pai. Crendo em Suas palavras e praticando-as, Sua mãe Lhe estava mais próxima e salvadoramente ligada, do que por meio do parentesco natural. Seus irmãos não receberiam nenhum benefício de sua relação com Ele, a menos que O aceitassem como Salvador pessoal. 

Que apoio teria Cristo encontrado em Seus parentes terrestres, houvessem eles crido nEle como enviado do Céu, e com Ele cooperado na obra de Deus! Sua incredulidade lançou uma sombra sobre a vida terrena de Jesus. Foi uma parte da amargura daquele cálice de aflição que esgotou por nós. 

A inimizade ateada no coração humano contra o evangelho, experimentou-a vivamente o Filho de Deus, e foi-Lhe mais penosa no próprio lar; pois tinha o coração cheio de bondade e amor, e apreciava a terna consideração nas relações de família. Seus irmãos desejavam que cedesse às idéias deles, quando esse proceder teria estado inteiramente em desarmonia com Sua divina missão. Achavam que Ele necessitava de seus conselhos. Julgavam-nO sob seu ponto de vista humano, e pensavam que, se falasse apenas coisas aceitáveis aos escribas e fariseus, evitaria a desagradável controvérsia que Suas palavras suscitavam. Consideravam de Sua parte uma exorbitância, pretender divina autoridade, e colocar-Se perante os rabis como reprovador de seus pecados. Sabiam que os fariseus estavam buscando ocasião de O acusar, e achavam que lhes dera suficiente ocasião. 

Com o limitado alcance, não podiam calcular a missão que viera cumprir e, portanto, não eram capazes de simpatizar com Ele em Suas provações. Suas palavras rudes, destituídas de apreço, mostravam que não tinham a verdadeira percepção de Seu caráter, e não discerniam que o divino se confundia com o humano. Viam-nO freqüentemente cheio de pesar; mas, em vez de O confortar, seu espírito e palavras apenas Lhe magoavam o coração. Sua natureza sensível era torturada, mal-entendidos os motivos que O impeliam, mal compreendida a Sua obra. 

Seus irmãos apresentavam muitas vezes a filosofia dos fariseus, batida e mofada pelo tempo, e ousavam pensar que podiam ensinar Àquele que compreendia toda a verdade e entendia todos os mistérios. Condenavam francamente o que não podiam compreender. Suas censuras eram-Lhe vivas provações, e Sua alma consumia-se e enchia-se de aflição. Professavam fé em Deus, e O julgavam estar reivindicando quando O tinham ao próprio lado em carne, e não O conheciam. 

Estas coisas tornaram espinhosa a vereda que Jesus devia trilhar. Tão penosos Lhe eram os mal-entendidos no próprio lar, que experimentou alívio em ir para onde os mesmos não existiam. Um lar havia que Ele gostava de visitar - o de Lázaro, Maria e Marta; pois na atmosfera de fé e amor Seu espírito tinha repouso. Ninguém, entretanto, havia no mundo capaz de compreender-Lhe a divina missão, ou saber a responsabilidade que sobre Ele pesava pelo bem da humanidade. Muitas vezes só podia encontrar lenitivo em isolar-Se, e comungar com Seu Pai celeste. 

Os que são chamados a sofrer por amor de Cristo, que têm de suportar injustos conceitos e desconfianças, mesmo no próprio seio da família, podem encontrar conforto no pensamento de haver Jesus sofrido o mesmo. Ele é tocado de compaixão por eles. Convida-os a serem Seus companheiros, e a buscar alívio onde Ele próprio o encontrava - na comunhão com o Pai. 

Os que aceitam a Cristo como seu Salvador pessoal, não são deixados órfãos, suportando sozinhos as provações da vida. Ele os recebe como membros da família celeste; pede-lhes que chamem Pai a Seu próprio Pai. São Seus "pequeninos", caros ao coração de Deus, a Ele ligados por ternos e indissolúveis laços. Tem por eles inexcedível ternura, sobrepujando tanto a que nosso pai e nossa mãe sentiam por nós mesmos em nosso desamparo como o divino ultrapassa o humano. 

Uma bela ilustração das relações de Cristo para com Seu povo, encontra-se nas leis dadas a Israel. Quando, em virtude da pobreza, um hebreu se via forçado a abrir mão de seu patrimônio, e a vender-se como escravo, o dever de resgatá-lo a eles e a sua herança, recaía no parente mais chegado. Lev. 25:25; 47-49. Rute 2:20. Assim a obra de nos redimir a nós e a nossa herança, perdida por causa do pecado, recaiu sobre Aquele que nos é "parente chegado". Foi para resgatar-nos que Ele Se tornou nosso parente. Mais achegado que o pai, mãe, irmão, amigo ou noivo é o Senhor nosso Salvador. "Não temas", diz Ele, "porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és Meu." "Desde que tu te fizeste digno de honra diante de Meus olhos, e glorioso, Eu te amei; e entregarei os homens por ti, e os povos pela tua vida." Isa. 43:1 e 4. 

Cristo ama os seres celestiais, que Lhe circundam o trono; mas quem explicará o grande amor com que nos tem amado? Não o podemos compreender, mas podemos sabê-lo real em nossa própria vida. E se mantemos para com Ele relações de parentesco, com que ternura devemos olhar os que são irmãos e irmãs de nosso Senhor! Não devemos estar prontos a reconhecer as responsabilidades de nosso divino parentesco? Adotados na família de Deus, não devemos honrar a nosso Pai e nossos parentes?”
Quantas vezes as mesmas acusações me foram feitas, como aquela de que “alguns havia que receavam pelo equilíbrio de Sua razão”!

Quantas vezes a minha família se envergonhou de seu parentesco comigo, da mesma forma que a mãe e irmãos de Jesus se envergonharam do seu parentesco com Ele!

Quantas vezes me procuraram deter, apresentando todo o argumento possível e imaginário, como aquele de que eu só criava contendas e divisões na igreja e na família; de que minhas palavras eram uma constante crítica aos “responsáveis e escolhidos de Deus” e de que tendo sido um instrumento nas mãos de Deus me tornara um instrumento de Satanás!

O próprio Jesus, que operava milagres pelo poder de Deus, não foi acusado de o fazer pelo príncipe dos demónios?!

Quantas vezes, de igual forma que Jesus, os mal-entendidos na minha própria família me têm feito desejar ausentar-me para onde possa sentir alívio dos mesmos!

Nosso Mestre nos adverte e nos aconselha:
“Irmãos entregarão à morte a irmãos, e pais a filhos; filhos se levantarão contra seus pais, e os farão morrer.
Sereis odiados de todos por causa do meu nome; mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.
Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do homem.
Não é o discípulo mais que o seu mestre, nem o servo mais que o seu senhor.
Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos? (…)
Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.
Pois vim causar divisão entre o filho e seu pai, entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra, assim os inimigos do homem serão os da sua própria casa.
Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim;
e aquele que não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.” Mat. 10: 21-25, 34-38.

domingo, 18 de julho de 2010

Como é possível que os adventistas se conformem em enviar seus filhos às escolas do mundo?!

Como podem os adventistas comprometer-se com as trevas, inscrevendo os seus filhos em escolas onde o temor do Senhor não é reconhecido, sacrificando-os assim a Baal e Moloque?



Existe alguma diferença entre o povo adventista e o mundo no que respeita à educação, no que respeita à escola cujos filhos frequentam? Não!

Os adventistas do sétimo dia se conformaram com o mundo de tal maneira, que até acham interessante e fortalecedor exporem-se às mais diversas tentações achando que é algo inevitável e que faz parte da vida cristã.

Alguns jovens adventistas  negam-se a fazer exames ao sábado, no entanto não são os únicos, e por incrível que pareça, cedem em outras áreas não menos importantes, com vista ao sucesso na vida material. Isto é, com vista a alcançarem um bom emprego, expõem-se desnecessariamente a determinadas tentações e circunstâncias, ambientes e companhias, pelos quais sua vida espiritual é arruinada. Mas se falarmos da idade escolar do ensino básico, menos diferenças existem.

Os pais adventistas modernos não se preocupam mais com a participação dos filhos em certas actividades como a dança, o teatro, e até mesmo a participação em festas de natal ou carnaval. Existe até mesmo uma descontração quanto a participações desportivas ou artísticas envolvendo música mundana. Não existe aperto no coração dos pais quanto a todas as corruptoras influências para os filhos numa escola pública.

Muitos alegam o respeito pelas autoridades e a obrigatoriedade em enviar seus filhos à escola pública, ou até fracas condições financeiras!  No entanto, muitos que estariam dispostos a mudarem-se de região, estado ou país para conseguirem melhores condições financeiras, não estão dispostos a fazê-lo para oferecerem uma melhor educação para os seus filhos. Muitos que estão prontos a sacrificar tempo, saúde, conforto, por um automóvel, uma casa ou bens materiais e supérfluos, não estão prontos a sacrificá-los por uma educação para seus filhos, cujo fundamento seja a Palavra de Deus. 

Por incrível que pareça, os adventistas do sétimo dia, em especial no Ocidente, não são mais vistos como um povo que educa os seus filhos de uma maneira diferente, em casa ou numa escola particular, nem tão pouco como um povo que educa baseando-se na Palavra de Deus, ou em Ellen White. Nem se ouve falar em perseguição por seus ideais ou convicções religiosas, como acontecia antigamente. Conformismo e mundanismo, eis a explicação!

Encontrei alguns casos de pessoas na internet, perseguidas por seus ideais, casos de pais que se estavam a esforçar por fazer homeschooling, isto é, escola em casa, promovendo-o por meio de blogs, mas não eram adventistas! São poucos os adventistas que o fazem, pois temem expor-se ao ridículo e vergonha pelo nome de Cristo. Seguidamente apresento um desses casos:

"En Alemania, se queja Romeike, quienes educan a sus hijos en casa son vistos como “gente extraña o fanáticos religiosos”. Pero la religión no fue un factor determinante en su decisión. Al menos no lo fue hasta que tuvieron que preparar su defensa legal para poder continuar con su método de escolarización en casa, y entonces, argumentaron que de este modo podrían enseñar la Biblia a sus hijos." (http://noticias.lainformacion.com/educacion/ensenanza-y-aprendizaje/unos-padres-alemanes-piden-asilo-politico-en-eeuu-para-educar-a-sus-hijos-en-casa_UhQ6KXZdYgrahAdZVapiG2/)

São os adventistas em geral vistos como gente estranha ou fanáticos religiosos? Não! Deixaram de o ser, ao tornarem-se participantes dos movimentos ecuménicos, e ingressarem na globalização e secularização modernas. No entanto, curiosamente, Ellen White, na qual se deveriam basear, afirmou:

“Quando atingirmos a norma que o Senhor deseja que atinjamos, as pessoas mundanas considerarão os adventistas do sétimo dia como extremistas esquisitos, singulares e austeros.” Fundamentos da Educação Cristã, pág. 289.

Verdadeiramente, algo de esquisito e estranho aconteceu com este povo, pois eles não são mais vistos "como extremistas esquisitos, singulares e austeros", mas como gente normal. Até a sua forma de vestir é conforme a do mundo!

Fiquei surpreendido com a opinião de alguém na internet, referindo-se ao sistema público de educação brasileiro, e que reflecte bem aquilo que não só se passa no Brasil mas também em todo o mundo:

"Talvez ele não o note, mas o que ele entende por educação é manipulação, é abuso intelectual de menores.

Mais desprezível ainda se torna a sua opinião quando ele acrescenta que a escola não visa só à educação, mas à socialização. Não sabe ele que tipo de socialização nossas crianças encontram nas escolas públicas? Não sabe que estas são fábricas de desajustados, de delinqüentes, de criminosos? Não sabe que, em nome da socialização, as condutas piores e mais violentas são ali incentivadas pelo próprio governo que ele representa? Não sabe que agredir professores, destruir o patrimônio das escolas, consumir drogas, entregar-se a obscenidades em público, são atos considerados normais e até desejáveis nessas instituições do inferno? Não sabe ele que há um crescimento proporcional direto da criminalidade infanto-juvenil à medida que se amplia a escolarização?

Por que se faz de inocente, defendendo a escola em abstrato, como um arquétipo platônico, fingindo ignorar a realidade miserável que as escolas públicas brasileiras impõem a seus alunos, ou melhor, às suas vítimas? Por que finge ignorar que, além da deformidade moral e social que ali aprendem, tudo o que os nossos estudantes adquirem nessas instituições é a formação necessária para tirar, sempre e sistematicamente, as piores notas do mundo nas avaliações internacionais?

Com que direito o fornecedor de lixo, de veneno, de dejetos, há de punir quem se recuse a ingeri-los, ou a dá-los a seus filhos?

O que se deve questionar não é o direito de os pais educarem seus filhos em casa: é o direito de politiqueiros e manipuladores ideológicos interferirem na educação das crianças brasileiras. É o próprio direito de o Estado mandar e desmandar numa instituição que o antecede de milênios e à qual ele deve o seu próprio ingresso na existência. Muito antes de que o Estado moderno aparecesse sequer como concepção abstrata, as escolas para crianças e adolescentes, anexas aos monastérios e catedrais (e nem falo das grandes universidades), já haviam alcançado um nível de perfeição que nunca mais puderam recuperar desde que a educação caiu sob o domínio dos políticos."
(http://rainhavermelha.wordpress.com/"Educação ou deformação?")

Mas que ousadia e bom senso!

Encontrei ainda uma notícia referente a uma escola de ensino à distância para crianças e jovens, Clonlara,  existente nalguns países como a Espanha, na qual se afirma que alguns daqueles que se inscrevem nela se inspiram em Ellen White:
 "¿Cómo es un día tipo en la vida de un niño que estudia en su casa?

C.I: Como no hay una familia tipo es imposible hablar de un día tipo. Hay niños y niñas cuyos padres prefieren una enseñanza más escolar, con horarios y libros de texto; hay familias que prefieren un aprendizaje centrado en los intereses del niño; otras trabajan por proyectos, hay algunas que se apoyan en la pedagogía Waldorf, Montessori, Charlotte Mason o que se inspiran en Ellen White… y podría seguir con una lista igual de larga." (http://www.noticiaspositivas.net/2010/05/10/aprender-en-casa/)

Este tipo de escolas permite escolher o tipo de currículo que desejarmos para os nossos filhos, tendo assim liberdade para lhes ensinar a ler a partir da própria Bíblia. Infelizmente os adventistas que procuram este tipo de escolas são uma minoria!

O currículo escolar das escolas públicas é completamente anti-bíblico. Que comunhão existe entre a luz e as trevas (II Cor. 6:14-18)?! Como podemos, como verdadeiros adoradores de Jeová, permitirmos aos nossos filhos frequentarem as escolas do mundo? É impresionante! São os do mundo a reconhecer esse prejuízo para os filhos, enquanto o professo povo de Deus se está adaptando ao mundo...

As pedras estão a falar!

Para aqueles que se preocupam em educar segundo a Bíblia e que se inspiram ainda em Ellen White, leiam atentamente as seguintes frases retiradas do livro "Orientação da Criança":

"Pais, tutores, colocai vossos filhos em escolas, onde a influência seja idêntica à de uma escola do lar, devidamente dirigida; escolas em que os professores os façam avançar de um ponto para outro, e em que a atmosfera espiritual é um cheiro de vida para vida." Orientação da Criança, pág. 303.

"Planejando acerca da educação dos filhos, fora do lar, os pais devem compenetrar-se de que não mais é coisa livre de perigo enviá-los às escolas públicas, e cumpre que se esforcem para os enviar às escolas onde obtenham educação baseada em fundamentos bíblicos. (...)

Como os israelitas conservaram os filhos dentro de casa durante o tempo em que os juízos de Deus estavam na terra do Egito, assim devemos nós, nesse tempo de perigo, conservar nossos filhos separados e diferentes do mundo. Devemos ensinar-lhes que os mandamentos de Deus significam muito mais do que reconhecemos. Os que os guardam não imitarão as práticas dos transgressores da lei de Deus. Os pais devem tratar a Palavra de Deus com respeito, obedecendo-lhe os ensinos.

Aos pais destes dias, bem como aos israelitas, Deus declara: "E estas palavras... estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas." Deut. 6:6-9.

Não obstante esta clara instrução, alguns do povo de Deus permitem que os filhos freqüentem escolas públicas, onde se misturam com os que têm moral corrupta. Nessas escolas seus filhos nem podem estudar a Bíblia, nem aprender seus princípios. Pais cristãos, deveis tomar providências para que vossos filhos sejam educados nos princípios bíblicos. (...)

Acaso nossas crianças recebem dos professores da escola pública idéias em harmonia com a Palavra de Deus? É o pecado apresentado como uma ofensa contra o Senhor? É a desobediência a todos os Seus mandamentos ensinada como sendo o princípio de toda a sabedoria?" Idem, pág. 304,305.

"Em alguns países os pais são obrigados por lei a mandar os filhos à escola. Nesses países, nas localidades onde há igreja, devem-se estabelecer escolas, mesmo que não haja mais de seis crianças para freqüentá-las. Trabalhai como se o fizésseis para salvar a própria vida, para salvar os filhos de serem afogados nas influências contaminadoras e corruptoras do mundo." Idem, pág. 308,309.

"Permitiremos que sejam contaminados pelo mundo - pela sua iniqüidade, seu desrespeito aos mandamentos de Deus? Pergunto aos que planejam enviar os filhos às escolas públicas, onde estão sujeitos a se contaminar: Como podereis arriscar-vos a tanto?" Idem, pág. 315.

"Orais: "Não nos deixes cair em tentação." Mat. 6:13. Então não consintais que vossos filhos sejam colocados onde encontrarão desnecessária tentação. Não os envieis a escolas em que estarão ligados a influências que serão como joio no campo de seu coração. Na escola do lar, durante a infância, ensinai e disciplinai vossos filhos no temor de Deus. E então sede cuidadosos para não os colocardes onde as impressões religiosas que receberam sejam dissipadas e o amor de Deus tirado de seu coração. Não permitais que qualquer incentivo de altos salários ou de aparentes grandes vantagens educacionais vos levem a separar vossos filhos de vossa influência, para colocá-los em lugares onde estejam expostos a grandes tentações. "Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou que daria o homem pelo resgate de sua alma?" Mar. 8:36 e 37." Idem, pág. 328,329.

Perante as afirmações anteriores, como podem os adventistas comprometer-se com as trevas, inscrevendo os seus filhos em escolas onde o temor do Senhor não é reconhecido, sacrificando-os assim a Baal e Moloque?

Que precioso exemplo temos em Maria, mãe de Jesus! Nem sequer permitiu que seu filho fosse ensinado nas escolas dos rabis, escolas da "igreja" daquele tempo, pois até mesmo essas estavam completamente corrompidas com ensinamentos de homens. Mas ela mesma se encarregou da educação de seu filho Jesus:

"O menino Jesus não Se instruía nas escolas das sinagogas. Sua mãe foi Seu primeiro mestre humano. Dos lábios dela e dos rolos dos profetas, aprendeu as coisas celestiais. As próprias palavras por Ele ditas a Moisés para Israel, eram-Lhe agora ensinadas aos joelhos de Sua mãe. Ao avançar da infância para a juventude, não procurou as escolas dos rabis. Não necessitava da educação obtida de tais fontes; pois Deus Lhe servia de instrutor.

A pergunta feita durante o ministério do Salvador: "Como sabe Este letras, não as tendo aprendido?" (João 7:15) não quer dizer que Jesus não soubesse ler, mas simplesmente que não recebera instrução dos rabinos. Uma vez que Ele obteve conhecimento como o podemos fazer, Sua familiarização com as Escrituras mostra quão diligentemente os primeiros anos de Sua vida foram consagrados ao estudo da Palavra de Deus. E perante Ele estendia-se a grande biblioteca das obras criadas por Deus. Aquele que fizera todas as coisas, estudou as lições que Sua própria mão escrevera na Terra e no mar e no céu. Desviados dos profanos métodos do mundo, adquiriu da Natureza acumulados conhecimentos científicos. Estudava a vida das plantas e dos animais bem como a dos homens. Desde a mais tenra idade, possuía-O um único desígnio: vivia para beneficiar os outros. Para isso encontrava recursos na Natureza; novas idéias de meios e modos brotavam-Lhe na mente, ao estudar a vida das plantas e dos animais. Procurava continuamente tirar, das coisas visíveis, ilustrações pelas quais pudesse apresentar os vivos oráculos de Deus. As parábolas pelas quais, durante Seu ministério, gostava de ensinar lições acerca da verdade, mostram quão aberto Lhe estava o espírito às influências da Natureza, e como colhera do ambiente que O cercava na vida diária, os ensinos espirituais.

Assim se revelava a Jesus o significado da palavra e das obras de Deus, ao buscar compreender a razão das coisas. Os seres celestiais serviam-Lhe de assistentes, e cultivava santos pensamentos e comunhão. Desde os primeiros clarões da inteligência, foi sempre crescendo em graça espiritual e no conhecimento da verdade.

Toda criança pode adquirir conhecimento como Jesus o adquiriu. Ao procurarmos relacionar-nos com nosso Pai celestial através de Sua Palavra, anjos se achegarão a nós, nossa mente será fortalecida, nosso caráter elevado e apurado. Tornar-nos-emos mais semelhantes a nosso Salvador. E, ao contemplarmos o que é belo e grande na Natureza, nossas afeições crescem para com Deus. Ao mesmo tempo que o espírito se enche de reverente respeito, a alma se fortalece ao pôr-se em contato com o Infinito por meio de Suas obras. A comunhão com Deus, mediante a oração, desenvolve as faculdades mentais e morais, e as espirituais se robustecem ao cultivarmos pensamentos sobre assuntos espirituais." O Desejado de Todas as Nações, pág. 48,49.

(Ver também http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2010/06/porque-e-que-jesus-nao-frequentou-as.html.)

Não há objectivo missionário mais elevado que a evangelização e educação dos nossos filhos segundo a Palavra de Deus e num ambiente natural, livre da corrupção do mundo!

Oremos e esforçemo-nos para que esta responsabilidade e privilégio que está sobre cada pai e mãe crentes em Deus, se torne uma realidade o mais depressa possível. Para mim e minha esposa tem sido uma verdadeira aventura educarmos os filhos em casa. Não é fácil. Exige bastante sacrifício pessoal, mas responsabilizados pela Palavra do Senhor Jeová e firmes em Suas promessas, temos podido avançar, mesmo no meio de perseguição...

Pais e mães, companheiros nossos em Cristo, de que estão à espera?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Porque é que a IASD não está a ser perseguida?

O apóstolo Paulo declara que "todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições". II Tim. 3:12. Por que é, pois, que a perseguição, em grande parte, parece adormecida?

"O apóstolo Paulo declara que "todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições". II Tim. 3:12. Por que é, pois, que a perseguição, em grande parte, parece adormentada? A única razão é que a igreja se conformou com a norma do mundo e, portanto, não suscita oposição. A religião que em nosso tempo prevalece não é do carácter puro e santo que assinalou a fé cristã nos dias de Cristo e Seus apóstolos. É unicamente por causa do espírito de transigência com o pecado, por serem as grandes verdades da Palavra de Deus tão indiferentemente consideradas, por haver tão pouca piedade vital na igreja, que o cristianismo é visivelmente tão popular no mundo. Haja um reavivamento da fé e poder da primitiva igreja, e o espírito de opressão reviverá, reacendendo-se os fogos da perseguição.” Redimidos, pág. 218 (Cap. A Grande Apostasia).


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Não estranheis a ardente prova

“Quando atingirmos a norma que o Senhor deseja que atinjamos, as pessoas mundanas considerarão os adventistas do sétimo dia como extremistas esquisitos, singulares e austeros.” Fundamentos da Educação Cristã p. 289.



“Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo: para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus. Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios; mas, {se padece} como cristão, não se envergonhe; antes, glorifique a Deus nesta parte.” (I Pe. 4:12-16)


Jesus disse: “Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardarem a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome; porque não conhecem aquele que me enviou.” (Jo. 15:18-21)

“E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.” (2 Tim. 3:12)

“TU, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. (…) Sofre, pois, comigo, as aflições como bom soldado de Jesus Cristo. (…) Palavra fiel {é esta}: que, se morrermos com {ele}, também com {ele} viveremos; Se sofrermos, também com {ele} reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará”. 2 Tim. 2:1,3,12.

“Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo… Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele.” Fil. 1:27,29

A ansiedade é cega, e não pode discernir o futuro; mas o Filho do Altíssimo vê o fim desde o começo. Em toda dificuldade tem Ele um caminho preparado para trazer alívio. Nosso Pai celestial tem mil modos de providenciar em nosso favor, modos de que nada sabemos. Os que aceitam como único princípio tornar o serviço e a honra do Altíssimo o supremo objetivo, hão de ver desvanecidas as perplexidades, e uma estrada plana diante de seus pés. (DTN, pág. 273).


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"Conquanto Yahuh possa ser justo, e contudo justifique o pecador pelos méritos de Seu Filho, nenhum homem pode trajar-se com os vestidos da justiça de Yahushua, enquanto praticar pecados conhecidos ou negligenciar deveres conhecidos. O Altíssimo requer a completa entrega do coração, antes que a justificação tenha lugar; e a fim de o homem reter a justificação, deve haver contínua obediência, mediante fé viva e ativa que opera por amor e purifica a alma." - Review and Herald, 4 de novembro de 1890.







Os profetas e os apóstolos não aperfeiçoaram o carácter cristão por um milagre. Eles usaram os meios que YAHUH colocou ao seu alcance, e todos os que empreenderem um esforço semelhante assegurarão um resultado semelhante. (Spirit of Prophecy, vol. IV, cap. 22, pág. 305).


Precisam-se...

"A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus."


Ellen White, Educação, pág. 57.




É intuito do Pai Celeste preservar entre os homens, mediante a observância do sábado, o conhecimento de Si mesmo. Seu desejo é que o sábado nos aponte a Ele como o único Soberano verdadeiro, e pelo conhecimento dEle possamos ter vida e paz. Ellen G. White, 3 TS, 16 (1900), Eventos Finais, 68.